sábado, 31 de maio de 2014

As emissões escondidas

Apesar de altas, emissões da atividade madeireira não são contabilizadas. Foto: Greenpeace/Marizilda Cruppe
O saldo negativo do descontrole da atividade madeireira na Amazônia pode ir além dos danos florestais, de biodiversidade e impactos sociais. É isso o que nos revela um estudo que contou com a participação de 10 autores de 11 instituições do Brasil e da Inglaterra.

A pesquisa mostra que, somente em 2010, a quantidade de carbono perdido na Amazônia por degradação (pela atividade madeireira e pela ocorrência de fogos rasteiros) equivale a cerca de 40% do total de carbono emitido no mesmo período por conta do desmatamento, uma conta de 54 bilhões de toneladas. Hoje, esse volume não aparece nos cálculos oficiais das emissões brasileiras.

Para piorar, os altos índices de ilegalidade da atividade madeireira na Amazônia podem agravar ainda mais a situação. Entre 2011 e 2012, cerca de 78% das áreas que tiveram extração de madeira no Pará ocorreram de forma ilegal. No Mato Grosso, esse índice atingiu 54%. Madeira retirada ilegalmente não utiliza técnicas de baixo impacto, deixando para trás um enorme rastro de destruição e de prejuízos econômicos e climáticos para o país e para o mundo.

O estudo completo deve ser publicado na próxima quarta-feira, dia 28, no periódico acadêmico Global Change Biology. Entre os titulares do projeto está a Dra. Érika Berenguer, pesquisadora da Universidade de Lancaster e que por muito tempo colaborou com as campanhas desenvolvidas pelo Greenpeace no Brasil. Parabéns Érika. Agradecimentos e admiração pelo seu trabalho.

Fonte: greenpeace.org.br 


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