quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

RIO + 20 DEVE DISCUTIR REDUÇÃO DA POBREZA E DA FOME E PROMOÇÃO DA ECONOMIA SUSTENTÁVEL, DIZ MINISTRA

da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (28), que os principais desafios da Rio+20 vão envolver questões sobre como reduzir a pobreza e a desigualdade no mundo, a promoção do desenvolvimento com bases mais sustentáveis e como coordenar as políticas públicas do setor. A Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável, ocorrerá no Rio de Janeiro a partir do dia 20 de junho do próximo ano.

“Há uma expectativa muito grande de que os eventos (da Rio+20) não permaneçam somente enquanto eventos, mas tenham um dia seguinte e que aconteçam em bases que melhorem a qualidade de vida, da infraestrutura urbana e da vida nas cidades e de cada cidadão brasileiro”, disse a ministra.

Segundo ela, os “desafios são enormes”, mas há, “uma sensação internacional de que é possível sim explorar esse caminho e termos na conferência um êxito em relação ao desenvolvimento sustentável”.

A ministra disse esperar que a Rio+20 traga resultados e “que o planeta inteiro assuma objetivos sobre desenvolvimento sustentável, estabelecendo metas mensuráveis”. De acordo com Izabella isso está dentro da proposta que foi apresentada pelo Brasil para a Rio+20. “Esperamos ser exitosos na questão da governança e evoluirmos com a proposta de criação de um Conselho sobre Desenvolvimento Sustentável nas Nações Unidas”. Segundo ela, atualmente existe apenas uma comissão, criada em 1992, que não tem a representatividade de um conselho.

Izabella disse que as propostas que foram enviadas por vários países para uma primeira conferência, que vai ocorrer em janeiro, mostram caminhos convergentes. “É absolutamente convergente a discussão sobre inclusão social e sobre a erradicação de pobreza e da fome”. Outro tema comum, que deve ser apresentado na Rio+20, é a discussão sobre geração de energia. “Certamente as energias renováveis e a inovação tecnológica são temas estratégicos”.

Hoje a ministra se reuniu com João Carlos Martins, regente da Orquestra Bachianas, na casa do maestro, em São Paulo. No encontro, a ministra solicitou ao maestro para que ele componha um tema para a conferência que aborde a “riqueza do planeta e os desafios”. O maestro disse que o tema está sendo criado e será inspirado na 6ª Sinfonia de Beethoven.

A ministra também convidou Martins para fazer parte da equipe brasileira que está preparando a Rio+20. “Criei uma categoria que chamei de embaixadores ou amigos da Rio+20 (da qual o maestro fará parte), que são pessoas que, por intermédio da cultura, vão ajudar o governo e a sociedade para desenvolver o maior encontro de desenvolvimento sustentável desse século”. O maestro também foi convidado para fazer a contagem regressiva para a conferência, que terá início em 5 de junho, dia mundial do meio ambiente.
 
 
 
O encontro contou também com a participação de Denise Hamú, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil.

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PARA UM ANO NOVO MAIS FELIZ

Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
 
O desejo é uma palavra mágica. Quando desejamos com força interior, emitimos uma energia misteriosa que nos impulsiona para o compromisso de realizarmos aquilo que desejamos. Isso pode ter conseqüências concretas para as pessoas e para o mundo. Nesses dias, há quem diga aos amigos e amigas "feliz ano novo” como mera formalidade. Entretanto, o mundo e nosso continente necessitam muito de que 2012 seja um ano mais feliz e de paz para cada um de nós e para nossa pátria grande. Por isso, quem almeja de coração os melhores votos de ano novo precisa saber como transformar o seu desejo em caminho positivo que construa um futuro novo e melhor.

Quando eu era menino, as pessoas acreditavam muito no poder do olhar. Diziam que existe o olhar bom que emite energia positiva e existe o mau olhado que provoca problemas. As vizinhas gostavam de contar histórias de uma visita que receberam. A mulher gostou da planta ornamental que havia no terraço da casa. Olhou-a com inveja. No dia seguinte, a planta que estava viçosa e florescente, amanheceu seca e murcha. As antigas culturas e religiões crêem na força da palavra. Em algumas religiões, as palavras curam ou, ao contrário, podem matar. Na Bíblia, vários salmos pedem a Deus que nos proteja das pessoas que, com sua palavra, podem provocar males como doenças e tragédias ecológicas (Cf. Sl 6, 39, etc). Essa cultura de pessoas que amaldiçoam vinha de Sumer, onde havia rituais de Shurpu, maldições comuns em algumas culturas populares que não tinham outra força além da palavra. No tempo da escravidão, um senhor de engenho mandava dizer a um escravo que, naquela noite mandasse a sua filha de menor idade à casa grande. O negro já sabia quais as intenções do senhor. Ele não tinha outro recurso do que a ameaça de uma maldição, principalmente se o senhor acreditasse que o despacho lhe faria mal. De fato, a própria Bíblia diz que a maldição de um empobrecido é ouvida e atendida por Deus (Cf. Eclo 4, 6). No Novo Testamento, a carta de Pedro insiste que temos a vocação de abençoar e não de maldizer. Somos chamados para invocar o bem sobre as pessoas e o universo (1 Pd 3, 9).

A palavra é eficaz quando nasce no mais profundo do coração e é precedida pela prática da vida. A Bíblia diz que é como uma espada de dois gumes que penetra até as entranhas (Hb 4). Isaías compara a palavra de Deus com a chuva que cai, molha a terra. E não volta ao céu sem ter cumprido sua missão de fecundar e produzir o grão (Is 55). O Mahatma Gandhi ensinava: "Comece por você mesmo a mudança que deseja para o mundo”. Somente pelo fato de desejar, não temos a força para transformar organizações e sistemas do mundo, mas podemos sim colaborar para que se façam as condições necessárias para que elas mudem. Então, que você expresse para os seus e para todos o desejo de um feliz ano novo, através de um verdadeiro compromisso social, solidário e renovador. Então se tornarão verdadeiras em sua vida, as palavras de uma antiga bênção irlandesa: "O vento sopre suave em teus ombros. Que o sol brilhe suavemente sobre o teu rosto, as chuvas caiam serenas onde vives. E até que eu te encontre de novo, Deus te guarde na palma de sua mão”.


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CONSUMIR PREJUDICA GRAVEMENTE SUA SAÚDE... E A DO PLANETA

Tradução: ADITAL

"A mulher, desesperada em obter as melhores ofertas na loja Wal-Mart, jogou spray de pimenta nas pessoas que esperavam, com a intenção de afastá-las da mercadoria que ela queria”. Essa poderia ser uma cena de um filme de Pedro Almodóvar, se não fizesse parte da realidade, e tal relato foi publicado no jornal Los Angeles Times, edição de 25/11/2011.

Diante disso, poderíamos sugerir que na frente de grandes centros comerciais, e mais ainda nas épocas de descontos, fossem colocados grandes painéis advertindo "consumir prejudica gravemente sua saúde”, no mais puro estilo das autoridades sanitárias, pois o consumismo irracional, supérfluo e desnecessário, promovido pelo sistema capitalista, não somente pode afetar de maneira inesperada e contundente nossa saúde via "ataque de spray pimenta”, mas, sobretudo, pode afetar a "saúde” do planeta.
Um exemplo: se todo mundo consumisse como um estadunidense médio consome seriam necessários 5 planetas Terra para atender à nossa voracidade. Porém, o planeta Terra é só um... Nos acostumamos a viver sem levar em consideração que habitamos um mundo finito e o capitalismo encarregou-se muito bem disso. Progresso é associado a sociedade de consumo; porém, teríamos que perguntar: progresso para quê e para quem e à custa do que e de quem.
Os cantos de sereia da modernidade nos dizem que consumir nos tornará mais felizes; porém, tal felicidade nunca chega por mais que compremos. "Afoga tuas penas com uma boa compra” parece o slogan do capitalismo de hoje; porém, nossa insatisfação nunca é satisfeita. A felicidade não chega por conta do talão de cheques.

Nos dizem que compremos óculos Channel, um ursinho Tous ou calças compridas Mango para sentir-nos Claudia Schiffer, Jennifer López ou Gerard Piqué. A época de vender um produto passou para a história. Agora, como ensinam as boas escolas de marketing, nos vendem o famoso de turno junto à promessa de "saúde, dinheiro, amor”. E nós, encantados, pagamos o preço de nossos sonhos.

Nos vendem o anedótico como imprescindível e o banal como necessário e criam em nós uma serie de necessidades artificiais. Trocar o guarda-roupa a cada temporada, um automóvel de última geração, uma televisão de plasma etc. etc. Com o monte de resíduos tecnológicos, de vestir, eletrônicos... que descartamos e que passam a engrossar as pilhas de lixo nos países do Sul, contaminando as águas, a terra, e ameaçando a saúde de suas comunidades.

Ou o sistema contra-ataca com sua obsolescência programada..., planejando a data de caducidade de tudo aquilo que compramos para que ao cabo de um tempo X se estrague e tenhas que adquirir um novo. Para que uma lâmpada que nunca se apaga, umas meias sem fio puxado ou uma máquina que não funciona? Mal negócio. Aqui, só ganha quem vende.

Talvez seja hora de propormos que podemos "viver melhor com menos”. E ser conscientes de como nos querem tornar cúmplices de um sistema que nos impuseram e que somente beneficia aos mesmos de sempre. Nos dizem que existe sociedade de consumo porque queremos consumir; porém, além de nossa responsabilidade individual, que eu saiba, ninguém escolheu essa sociedade onde temos que viver, ou pelo menos ninguém me perguntou se estou de acordo. Desde que nascemos até a terceira idade nos bombardeiam com o "comprar, comprar, comprar”. Agora nos dizem que sairemos dessa crise "consumindo”. Eu me pergunto se "consumindo” ou "consumindo-nos”.

[*Esther Vivas é autora "Del campo al plato” (Icaria ed., 2009) e de "Supermercados, no gracias, Icaria ed., 2007). + info: http://esthervivas.wordpress.com].
Militante de Izquierda Anticapitalista. Miembro de la Red de Consumo Solidario y de la Campaña ‘No te comas el mundo’.Miembro de Revolta Global-Esquerra Anticapitalista y del Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales (CEMS) de la UPF.



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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

NATAL DO CEPRO



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NATAL DO CEPRO


O ano de 2011 chega ao fim com as tradicionais comemorações de Natal e de Ano Novo.É tempo de felicitações por melhores dias com saúde, paz, e prosperidade para todos e todas.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – Comemorou no dia 20 de dezembro sua 4ª versão do “Natal do CEPRO” de forma compartilhada entre crianças, famílias, parceiros e amigos.

Como das outras vezes, a grande presença de crianças e jovens, que participam dos projetos do culturais e educacionais do CEPRO, abrilhantou a festa com seus cânticos e muita alegria,- para felicidades geral das mães e pais “corujas”.



Apenas Papai Noel não teve descanso com tantos abraços, beijos e carinho da criançada em alvoroço.Muitos brinquedos, além de uma farta mesa compartilhada, completaram esta festa, antecipando a Noite de Natal, símbolo universal de fraternidade e solidariedade entre homens e mulheres entre povos e nações.


FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2012
Diretoria do CEPRO 





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domingo, 25 de dezembro de 2011

EDUCAÇÃO , SAÚDE E PROTEÇÃO SOCIAL SÃO PILARES DO PLANO VIVER BEM


Agência Brasil

Criado em 17 de novembro de 2011, o Plano Nacional da Pessoa com Deficiência, também conhecido como Viver sem Limite, estabelece as 30 metas do governo da presidenta Dilma Rousseff para o setor até 2014. Com a meta de melhorar a qualidade de vida de cerca de 45 milhões de pessoas no país, o plano se baseia em promover a integração e a articulação das ações nos três níveis de poder – federal, estadual e municipal.
O plano define quatro eixos de sustentação: acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade. Em cada um desses itens há vários temas inseridos e ordens claras de execução.
As políticas, os programas e as ações que integram o plano são definidos pelo comitê gestor, que será coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com todos os ministérios.
O primeiro item do plano estabelece a inclusão das pessoas com deficiência no sistema educacional, depois a garantia de que os equipamentos públicos de educação sejam acessíveis. A medida vale também o transporte adequado.
 
 
Pelo plano, é fundamental dar condições para ampliar a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, incluindo a capacitação e qualificação profissional. Também é determinada a ampliação do acesso às políticas de assistência social e de combate à extrema pobreza.
 
 
O plano estabelece que sejam adotadas medidas de prevenção das causas de deficiência, assim como determina a ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde da pessoa com deficiência, em especial os serviços de habilitação e reabilitação. Também há um item que define a ampliação do acesso à moradia adaptável e com recursos de acessibilidade, além do desenvolvimento de tecnologia adequada.
 
 
De acordo com o decreto, para a execução do Plano Viver sem Limite poderão ser firmados convênios, acordos de cooperação, ajustes ou instrumentos congêneres com órgãos e entidades da administração pública federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, com consórcios públicos ou com entidades privadas.
Haverá, porém, dotações orçamentárias da União consignadas anualmente nos orçamentos dos órgãos e entidades envolvidos na implementação do plano, mas com limites de movimentação, de empenho e de pagamento fixados anualmente.


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CATADORES DE RECICLÁVEIS PEDEM A DILMA PLANO NACIONAL DE DEFESA A POPULAÇÃO DE RUA


Os catadores de materiais recicláveis e população em situação de rua pediram à presidente Dilma Rousseff durante a celebração de natal dos catadores, nesta quinta-feira, 22 de dezembro, a criação de um plano nacional de defesa das pessoas que vivem nessas condições. Eles afirmaram que a vida melhorou nos últimos anos, mas continuam sendo vítimas de discriminação e violência.

Em dircuso a presidente se comprometeu a promover o diálogo com prefeitos sobre a questão que envolve a incineração de resíduos sólidos. “Uma discussão séria de resíduos sólidos passa por cooperativas de catadores e a meta das prefeituras para 2014″, afirmou a presidente.

Dilma ressaltou ser fundamental que a população tenha condições de renda, organização e possa educar de forma cada vez melhor os seus filhos. “Se eu fracassar nesse compromisso, eu fracassei na minha missão”, declarou. “Eu juro que farei o possível e o impossível para que as populações marginalizadas sejam populações com direitos, oportunidades e elevada auto estima”, completou Dilma.

A representante do Movimento Nacional da População de Rua, Maria Lucia Santos Pereira comentou a violência sofrida pelos catadores “Para nós, são muito claras as conquistas que tivemos. Mas só neste último ano 142 dos nossos morreram nas ruas, assassinados, além dos jatos de água e espancamentos da polícia militar. Quantos de nós continuarão morrendo, sendo desprezados pela sociedade?”.

Maria elogiou a atenção que a categoria tem recebido do governo federal nos últimos anos, mas criticou as autoridades locais. “Temos conquistas federais, mas quando chega ao nível de município, nada acontece. De que forma podemos sensibilizar os prefeitos, dizer a eles que somos seres humanos”, afirmou a representante do Movimento.

Morador de rua há 22 anos, Silvano Santos de Oliveira, de 33 anos, conta que sua vida ficou melhor nos últimos anos, mas que apesar de sua renda ter aumentado, ele ainda não consegue se sustentar satisfatoriamente e ter um lugar para morar. “Faço reciclagem por conta própria, e assim, melhorou bastante minha vida. Recebo auxílio-moradia do governo de R$ 100. Apesar de não dar para pagar um aluguel com isso, eu consigo me manter”, declarou.

Ex-morador de um lixão em São Paulo e hoje reciclador de materiais, João Paulo de Jesus afirma que a reciclagem passou a ser o meio de sobrevivência dele, e que conseguiu até estudar com os recursos obtidos com o trabalho. “Desde que o governo passou a desenvolver projetos voltados para a categoria, os trabalhadores passaram a ter mais dignidade”, afirmou. “Podemos participar de projetos de capacitação, de formação de cooperativas, e isso tem ajudado muito”, completou João Paulo.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), várias ações foram tomadas pelo governo em 2011 para apoiar a categoria dos catadores de materiais recicláveis. Foi publicado o Decreto nº 7.619, que regulamenta a concessão de crédito a empresas que compram resíduos sólidos de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas por, no mínimo, 20 cooperados pessoas físicas.

O ministério destaca ainda que lançou o projeto Logística Solidária, que destinou R$ 26 milhões para aquisição de caminhões, capacitação e assistência técnica, estruturação jurídica e instalações físicas de cooperativas.

Atualmente, segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), entre 300 mil e 1 milhão de pessoas vivem no país diretamente do recolhimento de utensílios destinados à reciclagem.

Fonte:  EcoD.

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O NATAL DE ANTIGAMENTE : VELHO E SEMPRE NOVO

Por Leonardo Boff

Venho de lá de trás, dos anos 40 do século passado, num tempo em que Papai Noel ainda não havia chegado de trenó. Nas nossas colônias italianas, alemães e polonesas, desbravadoras da região de Concórdia (SC), conhecida por ser a sede da Sadia e da Seara, com seus excelentes produtos de carne, só se conhecia o Menino Jesus. Eram tempos de fé ingênua e profunda que informava todos os detalhes da vida. Para nós crianças, o Natal era culminância do ano, preparado e ansiado. Finalmente vinha o Menino Jesus com sua mulinha (musetta em italiano) para nos trazer presentes.

A região era de pinheirais a perder de vista e era fácil encontrar um belo pinheirinho. Este era enfeitado com os materiais rudimentares daquela região ainda em construção. Utilizavam-se papel colorido, celofane e pinturas que nós mesmos fazíamos na escola. A mãe fazia pão de mel com distintas figuras, humanas e de bichinhos, que eram dependuradas nos galhos do pinheirinho. No topo havia sempre uma estrela grande revestida de papéis vermelhos.
Em baixo, ao redor do pinheirinho, montávamos o presépio, feito de recortes de papel que vinham numa revista que meu pai, mestre-escola, assinava. Ai estava o Bom José, Maria, toda devota, os reis magos, os pastores, as ovelhinhas, o boi e o asno, alguns cachorros, os Anjos cantores que dependurávamos nos galhos de baixo. E naturalmente, no centro, o Menino Jesus, que, vendo-o quase nu, imaginávamos, tiritando de frio, e nos enchíamos de compaixão.

Vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo dos eventos? Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos, contem elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso, vêm revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós crianças tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo.

Mesmo antes de se introduzir o décimo terceiro salário, os professores ganhavam um provento extra de Natal. Meu pai gastava todo este dinheiro para comprar presentes aos 11 filhos. E eram presentes que vinham de longe e todos instrutivos: baralho com os nomes dos principais músicos, dos pintores célebres cujos nomes custávamos de pronunciar e riamos de suas barbas ou de seu nariz ou de qualquer outra singularidade. Um presente fez fortuna: uma caixa com materiais para construir uma casa ou um castelo. Nós, os mais velhos, começamos a participar da modernidade: ganhávamos um jipe ou um carrinho que se moviam dando corda, ou uma roda que girando lançava faíscas e outros semelhantes.

Para não haver brigas de baixo de cada presente vinha o nome do filho e da filha. E depois, começavam as negociações e as trocas. A prova infalível de que o Menino Jesus de fato passou lá em casa era o desaparecimento dos feixes de grama fresca. Corríamos para verificá-lo. E de fato, a musetta havia comido tudo.

Hoje vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para nós adultos. As crianças, mesmo com o Papa Noel e não mais com o Menino Jesus, vivem o mundo encantando do sonho. O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Como tenho barba branca, não há criança que passe por mim que não me chame de Papai Noel. Explico-lhes que sou apenas o irmão do Papai Noel que vem para observar se as crianças fazem tudo direitinho. Depois conto tudo ao Papai Noel para ganharem um bom presente. Mesmo assim muitos duvidam. Se aproximam; apalpam minha barba e dizem: de fato o Sr. é o Papa Noel mesmo. Sou uma pessoa como qualquer outra, mas o mito me faz ser Papai Noel de verdade.

Se nós adultos, filhos da crítica e desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta se sentido e de alegria. O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo?

[Leonardo Boff é autor de O Sol da Esperança: Natal, histórias, poesias e símbolos, Editora Mar de Idéias, Rio de Janeiro 2007].



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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PARA UM NATAL NOVO E FELIZ

Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor

O próprio termo Natal significa nascimento e, portanto, vida nova. O comércio faz das festas natalinas uma incessante repetição das mesmas músicas, mesmos tipos de ornamentação e até os mesmos artigos de consumo. Ao contrário, a festa cristã do Natal não deve ser apenas a repetição de outros natais que já vivemos e sim celebração de uma nova e atual visita divina à humanidade. O Natal não é o aniversário do nascimento de Jesus, visto que ninguém sabe o dia exato em que ele nasceu. Os cristãos antigos transformaram a festa do solstício do inverno na festa do nascimento de Jesus para testemunhar que, através de Jesus, o próprio Deus veio assumir nossa história e trazer ao mundo o seu projeto de paz, justiça e amor.

Atualmente, o Natal tomou uma dimensão maior do que a celebração cristã. Mesmo entre pessoas não religiosas ou de outras tradições, o Natal se tornou ocasião de confraternização e unidade. Uma vez, em Caracas, na porta de uma mesquita, vi um cartaz, através do qual os muçulmanos desejavam a todos que passassem por ali um feliz Natal. Nessa época, é comum as famílias se encontrarem. Mesmo irmãos que moram longe uns dos outros viajam à casa dos pais para passar o Natal outra vez juntos. As mães e pais têm alegria de preparar a casa para receber os filhos que nesses dias voltam ao aconchego familiar. No âmbito da fé, a celebração do Natal tem este mesmo espírito: preparar a casa e o coração para acolhermos o mistério de amor (que as religiões chamam de Deus) e que se oferece ao nosso alcance.


Neste Natal, a casa da humanidade está pouco preparada. Uma grave crise de civilização assola o mundo. Em todos os continentes, a pobreza e a injustiça aumentaram. Nas casas, as pessoas enfeitam salas e armam presépios, mas Jesus continua a dizer: "É quando vocês socorrem um pequenino que acolhem a mim” (Mt 25, 31 ss).

Na América Latina, há muitos sinais de mudanças. Vários países aprovaram novas constituições políticas. Pela primeira vez na história, os mais pobres estão sendo sujeitos ativos de um processo de transformação social e política que não se limita a figuras importantes como o presidente da República ou tal chefe político. O processo envolve grupos e comunidades de pessoas pobres, índios, lavradores e gente de periferia urbana. Em vários países, dificilmente isso teria ocorrido se não tivesse sido preparado pela participação de cristãos nos grupos e movimentos sociais. Apesar de muitos sofrimentos e de contradições inerentes a todo processo deste tipo, para muitos latino-americanos, neste ano, isso significa poder celebrar um Natal novo e renovador.


Muitos se negam a crer em qualquer novidade e outros torcem o nariz procurando defeitos e erros nestes processos sociais e políticos. O profeta João escreveu: "nós somos as pessoas que acreditam no amor” (1 Jo 3). Este Natal vem como uma interpelação para que cada pessoa se reveja e responda: "Como você está de utopia?”


O Natal nos chama para revigorarmos em nós a capacidade de crer, esperar e preparar a realização do projeto divino nesse mundo. Esta é a proposta de Jesus. Quando o evangelho nos diz "a palavra se fez carne” (Jo 1, 14), está nos convidando a sermos cada vez mais humanos, como ele, Jesus. Carlos Drummond de Andrade interpretava isso ao dizer que, no Natal, imaginava o verbo outrar que, precisaria ser inventado na língua portuguesa. No Natal, uma das músicas cantadas pelas comunidades eclesiais de base no Centro-oeste foi composta por um lavrador do Pará. Tem como refrão: "Dentro da noite escura, da terra dura do povo meu, nasce uma luz radiante, no peito errante, já amanheceu”.

Fonte: www.adital.com.br



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DADOS DA CPT APONTAM QUE CONFLITOS NO CAMPO DIMINUÍRAM, MAS VIOLÊNCIA NÃO


Na tentativa de chamar atenção para os crimes relacionados à luta por terra, a Comissão Pastoral da Terra – CPT publicou mais uma vez um balanço parcial dos Conflitos no Campo no Brasil. A publicação mostra que o número de assassinatos diminuiu, mas revela que, assim como nos outros anos, a violência não deu trégua. Foram registrados pela CPT conflitos por terra, por água e por motivos trabalhistas.


No geral, durante os meses de janeiro a setembro, a Comissão registrou 686 casos, uma redução de 12% em comparação a 2010, quando foram registrados 777 casos.


Especificamente, no caso dos conflitos por terra, estes caíram de 535 (2010) para 439 (2011) ocorrências relacionadas a ocupações, acampamentos e outros conflitos. Apesar da redução do número de casos, a CPT alerta que a quantidade de pessoas envolvidas aumentou, passando de 234.150 em 2010 - média 437 pessoas por conflito – para 245.420 neste ano –média de 559 envolvidos.

Os conflitos por água também diminuíram significativamente e passaram de 65 (2010) para 29 (2011). Neste caso, a média de pessoas envolvidas também se elevou, pois neste ano foi de 3.217 e no ano passado 2.464.

Já os casos relacionados a causas trabalhistas – particularmente o trabalho escravo - sofreu elevação e passou de 177 denúncias em 2010, envolvendo 3.854 pessoas, para 218 casos até setembro deste ano, envolvendo 3.882 pessoas. O crescimento no número de ocorrências foi de 23%. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, os casos aumentaram em todo o Brasil, exceto no Norte, sendo que esta continua sendo a região com a maior incidência de denúncias.


"É de se destacar que a região Centro-Oeste concentrou o maior número de trabalhadores submetidos a condições de trabalho escravo, quase 50%, 1.914, do total de 3.882. O Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o número mais elevado, 1.322, 34% do total de pessoas envolvidas. Goiás vem em segundo lugar no número de trabalhadores escravizados, 483, só depois é que vem o Pará com 380. Proporcionalmente, porém, o Nordeste é que apresentou crescimento mais destacado, passou de 19 para 35 ocorrências, um crescimento de 84%”, denuncia a CPT.


O número de mortes de lideranças do campo e de defensores do meio ambiente também foi menor neste ano que se encerra. Até novembro, o cifra de assassinatos registrados foi de 23, enquanto em 2010 foram 30 mortos.


Alguns dos casos ganharam repercussão nacional e internacional, como a morte de Maria do Espírito Santo e do seu esposo José Claudio Ribeiro da Silva, no Pará. Para a Comissão, a violência cometida contra os líderes extrativistas ganhou espaço na mídia porque aconteceu no mesmo dia em que foi aprovado, na Câmara dos Deputados, o novo Código Florestal, bastante criticado por camadas sociais e líderes ambientais.


Outros casos, como a morte de Adelino Ramos, em Rondônia, e o assassinato e roubo do corpo de líder indígena Cacique Nísio Gomes, no Mato Grosso do Sul chamaram atenção e ganharam repercussão na mídia. Uma das peculiares que não passa despercebida pela CPT é que a maioria das lideranças mortas estava engajada na luta pela defesa das florestas e do meio ambiente.


Alguns líderes, ativistas, indígenas e quilombolas ainda estão de pé, mas as ameaças de morte são constantes e em algum momento acabam se concretizando. Em maio, a CPT apresentou à Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, a lista com os nomes de todos os ameaçados/as de morte nos últimos dez anos e comprovou que as ameaças haviam se tornado realidade em 42 casos. Em 2010, 83 pessoas registraram queixa de ameaçada, neste ano esta cifra subiu para 172.


 Para a CPT, estes dados, mesmo que parciais, mostram que no campo as leis do Estado não valem. O que impera é a lei imposta por grileiros, madeireiros e fazendeiros. As cifras também são exatas ao denunciar que a vida do povo do campo não tem valor. "Todos os indicadores apontam para a pouca ou nenhuma importância que os camponeses e camponesas e a agricultura familiar, tem no cenário nacional. (...) As reivindicações dos sem terra, não são levadas em conta”.

O documento completo está no site www.cptnacional.org.br



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CLARICE LISPECTOR, UM CORAÇÃO SELVAGEM

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever”. Talvez essa observação, feita pela própria autora, seja a melhor forma de compreender a intensidade pulsante presente em toda a obra de Clarice Lispector. Seus livros, sejam de romance, crônica ou poemas, para adultos ou crianças, sempre arrastam o leitor para dentro de um redemoinho de sentimentos, inquietações e conflitos típicos daqueles que não aceitam simplesmente as coisas como elas são e se atiram no mundo em busca de respostas.


Clarice não se preocupa em dar respostas em suas histórias, mas sim faz com que a gente se coloque ainda mais perguntas, que o coração fique ainda mais inquieto e a cabeça gire mais rápido em pensamentos. Isso porque sua literatura pretende se lançar naquilo que há de mais radical como fonte e solução dos problemas sociais que tanto a indignavam: os seres humanos e seus corações selvagens, lembrando o nome de um de seus romances.

Injustamente, Clarice e sua obra são identificadas como apolíticas. Além de ela ter participado de inúmeras reuniões semiclandestinas e passeatas contra a ditadura civil-militar de 1964, o seu fazer artístico revela, na narrativa dos pequenos e extraordinários gestos da vida cotidiana humana, uma crença quase utópica em nossa capacidade de transformação da realidade social. “Não pensar pessimisticamente no futuro” ou ainda “tudo é passível de aperfeiçoamento”, anota a escritora.

Seu grito que parece ter ecoado mais alto contra as injustiças sociais foi o romance A hora da estrela (1977), em que Macabea, mulher nordestina, errante, subnutrida revela a dura condição humana provocada pela miséria em que vive nosso povo. Clarice afirma sobre Macabea: “A única coisa que queria era viver. Não sabia para que, não se indagava”. Já para Clarice, viver era se indignar. Um dos títulos provisórios de A hora da estrela foi Direito ao grito, revelando uma Clarice inconformada com o silenciamento forçado pela ditadura civil-militar: “Porque há o direito ao grito. Então eu grito!”. Nos somemos a ela e não deixemos que jamais nos arranquem outra vez o direito de gritar.
 A obra infantil
Clarice tem um modo especial de escrever para crianças. Decerto porque não pretendesse fazê-lo, parece jamais ter ponderado muito sobre quais seriam os melhores recursos para o êxito de sua empreitada; o que explicaria a grande ousadia da autora. Seu primeiro livro infantil, O mistério do coelho pensante, uma história feita exclusivamente para seu filho Paulo, foi publicado por insistência de um editor de São Paulo, mas não tinha a pretensão de ultrapassar o ambiente familiar.

Porém, Clarice Lispector acabou criando quatro histórias encantadoras e engraçadas dedicadas às crianças: O mistério do coelho pensante, A mulher que matou os peixes, A vida íntima de Laura e Quase de verdade. Todas elas têm como personagens principais animais e, como tema, suas relações com os seres humanos, principalmente com ela, Clarice. Mas ela faz questão de nos avisar: “Não humanizo bicho, porque é ofensa – há de respeitar-lhe a natureza –, eu é que me animalizo”.
Pequena biografia
Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920. Chegou ao Brasil com seus pais, fugindo da perseguição aos judeus, quando tinha dois meses de idade. Naturalizada brasileira, sempre que questionada sobre sua nacionalidade, dizia pensar e sentir em português e que sua verdadeira pátria era o Brasil: “naquela terra [Ucrânia] eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo”.

Passou sua infância no Nordeste, entre Maceió e Recife, e aos 15 anos mudou com seu pai e irmãs para o Rio de Janeiro. Fez Direito, casou-se com o colega de turma Maury Gurgel Valente, diplomata, e, por isso, morou em diversos países. Voltou definitivamente ao Brasil em 1959, com os dois filhos, Paulo e Pedro.

 Autora de nove romances e diversos livros de contos e crônicas, Clarice ainda foi uma das primeiras mulheres a atuar como jornalista no Brasil, escrevendo, sempre com pseudônimos, em colunas dedicadas às mulheres nos jornais cariocas como O Comício e Correio da Manhã. Pouco tempo depois da publicação de A Hora da Estrela, descobriu um câncer inoperável no ovário. Faleceu um dia antes de seu 57° aniversário, em 9 de dezembro de 1977.

Lizandra Guedes é militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de São Paulo.


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NATAL SUSTENTÁVEL



Estamos a poucos dias do Natal. A principal data ocidental ligada a dar e receber presentes. Um hábito que gera muita alegria, mas que pode deixar um rastro ambiental intenso. Será que dá para diminuí-lo? Confira abaixo algumas ideais fáceis para curtir as festas sem prejudicar muito o planeta.


• Se ainda falta encontrar alguns presentes, que tal dar experiências?

Muita gente pode ter um excesso de objetos em casa e dar um serviço pode ser uma excelente opção. Uma massagem relaxante, um tratamento em um spa, uma diária em um hotel bacana, um mapa astral com um profissional competente… Esta é uma ótima forma de poupar a fabricação e descarte de embalagens e produtos, além de distribuir renda!

• Vai mesmo comprar? Escolha produtos fabricados com critérios socioambientais firmes.

Uma boa produção valoriza a mão de obra e adota todos os cuidados ambientais necessários. Escolha produtos duráveis e reparáveis, para não virarem sucata logo. Sem elementos tóxicos e com pouca mistura de materiais, pois são mais fáceis de reciclar. Vai dar um artigo que precisa de pilha? Adicione então um kit com pilhas recarregáveis e o próprio recarregador. Assim, evita que mais pilhas sejam descartadas.

• Uma atitude criativa é fazer o presente.

Montar um álbum bem bolado com fotos de momentos queridos, utilizar algum talento que possua em artes plásticas, música, poesia… Um presente assim personalizado pode tocar fundo um coração.

• Gaste apenas na medida das suas possibilidades.

Uma economia forte e sadia é parte importante de uma sociedade sustentável.

• Cuide para que a embalagem também seja bem inteligente: útil ou de baixo impacto ambiental.

• Na hora de abrir os presentes, muita coisa pode ser separada para reciclagem.

Mesmo o isopor, que dispõe de poucas iniciativas de reutilização, pode ser encaminhado aos centros de triagem junto com os plásticos, já que se trata de uma resina plástica expandida.
• Inove na decoração.

Enfeitar árvores era uma tradição para agradecer à natureza pelos frutos, castanhas, nozes e lenha que esta nos doam. Enfeitar uma árvore sintética, com outros produtos artificiais, é uma ilusão que sai caro para o planeta. Procure sua própria forma de agradecer à natureza e enfeitar sua casa nesta data, evitando agravar a crise ambiental atual.

• Faça uma ceia sustentável, com alimentos frescos e orgânicos, evitando espécies sob risco de extinção como o bacalhau, por exemplo. Prepare o suficiente, sem desperdícios. Evite o uso de descartáveis.
Enfim, celebre com consciência e capricho, lembrando que o mais valioso são os sorrisos, abraços e o carinho entre todos.




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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O CONCEITO DE BEM VIVER

O universo tem seu ritmo, no qual se inscreve o movimento dos astros em geral e do planeta terra em particular; a natureza tem seu ritmo, onde o tempo se mede em estações, a fauna e flora se criam e recriam; o corpo humano tem seu ritmo, que é simultaneamente físico, emocional, psíquico e espiritual; até mesmo a cultura dos povos e nações adquire um ritmo próprio, que se diferencia de acordo com o clima, os inventos, o patrimônio material e imaterial, além de muitas outras circunstâncias. Equilíbrio e harmonia são as marcas registradas desse ritmo natural.


Nos tempos modernos (ou pós-modernos), a existência humana sobre a terra se acelerou de tal modo que contrasta frontalmente com o ritmo do universo e da natureza. Uma série de transformações que culminam na Revolução Industrial, acompanhada de outras revoluções como a dos transportes, a das telecomunicações e a da informática, a da medicina, imprimiu à história um ritmo alucinado e sem precedentes. Modificou-se para sempre a concepção de espaço e de tempo, como se uma segunda natureza viesse sobrepor-se à ordem natural. Também o corpo adquire uma segunda natureza, forçada pela transformação do camponês em "soldado do trabalho”,além da tirania da moda, do padrão de beleza e da proliferação de academias.
O sol e a lua, o plantio e a colheita, a primavera e o inverso, o dia e a noite... Não mais ditam o ritmo da vida. Tampouco a geografia se mede pelo caminhar ritmado do homem ou do animal. O relógio, o horário do trem, o transporta aéreo, a TV e a Internet, a simultaneidade da notícia, praticamente aboliram as distâncias e as balizas do tempo. A eletricidade, por sua vez, aboliu a noite. O ser humano não mais é despertado pelo canto do galo ou pela luz da aurora, mas pelo despertador ou telefone celular. Conectados, navegamos "on line”, sem necessidade das estrelas para nos guiar, onipresentes nos quatro cantos do mundo. Este, por fim, se transformou literalmente numa aldeia.




Nesse ritmo vertiginoso, perdemos a capacidade de nos espantar ou de nos extasiarmos. Os pais raramente se surpreendem com a primeira palavra, os primeiros passos ou a primeira queda da criança, pois a pressa de seus compromissos os atropelam. Os turistas pouco se entusiasmam com a beleza da cachoeira, da montanha ou da paisagem, pois já dispõem das imagens de tudo isso via Internet. Pode até ocorrer o contrário: desilusão entre a imagem virtual e a real. Também os transeuntes não se apercebem do canto dos pássaros ou da festa dos escolares no recreio, pois tudo isso é encoberto pelo ruído dos carros e aviões. Uma visita, esperada ou inesperada, é incapaz de nos despertar curiosidade, uma vez que a televisão é a rainha única das novidades. A técnica deslocou o "novo” dos encontros, sentimentos e emoções, para concentrá-lo nos modismos das mercadorias.


Substituímos o bem viver pelo viver bem. O conceito de viver bem está relacionado à vontade de adquirir coisas, objetos, bens de todo tipo, acompanhar as últimas inovações da moda. Tem a ver com a capacidade de ter, possuir, consumir, aparentar... Viver bem é sinônimo de apossar-se de conhecimento, riqueza, acúmulo, conforto, com a finalidade consciente ou inconsciente de dominar o outro, o tempo e a natureza. Pouco importa que esta seja agredida e degradada, devastada e poluída. O importante é buscar o máximo de prazer para mim e para os nossos, ficando excluídos os outros. Estabelece-se uma fronteira rígida e intransponível entre os de dentro e os de fora. Individualismo, corporativismo e hedonismo se mesclam como irmãos siameses de outros "ismos”. O resultado está no desequilíbrio entre a ânsia humana de possessão e os recursos na natureza.


O conceito de bem viver, ao contrário, leva em conta a relação com a mãe terra e seu ritmo natural. Trata de proteger, cultivar e cuidar de um ambiente onde a vida tem suas leis e sua cadência próprias. Mais do que violentar essa cadência para o bem estar individual, prevalece a preocupação de conviver pacificamente com outras formas de vida. No horizonte mais amplo encontram duas visões indissociáveis: por um lado, a noção de biodiversidade, isto é, o respeito pela vida em todas as suas manifestações; por outro, o termo hoje bem disseminado de sustentabilidade, seja em termos socioeconômicos e políticos, seja em termos culturais e ecológicos. Numa palavra, coexistência pacífica com o ritmo da natureza, acompanhada de justiça e solidariedade frente à população pobre e excluída.


Retorno à cultura dos ancestrais, aos povos primordiais, aos indígenas? Sim e não! Mais do que retorno, devemos falar em revisita. Revisitar sua forma de conviver com o ritmo da natureza, sem cair num saudosismo mórbido e doentio. Recriar seu espírito e sua sabedoria nos desafios do mundo contemporâneo, simbolizados em expressões como Sumak kawsay, de origem quéchua, que revela um paradigma civilizatório de equilíbrio com o ciclo da Pachamama, nossa Mãe Terra. Não se trata, portanto, de imitá-los. Imitar pode ser a pior forma de seguimento: é a via mais fácil e curta. Em vez disso, o que está em jogo é a via longa de resgatar o cuidado e a proteção da biodiversidade, em função de uma civilização justa, solidária e sustentável. O grande desafio é voltar ao berço e às fontes, onde o leite é mais sadio e a água mais cristalina, mas com a perspectiva de avançar para a fronteira. Recuo estratégico para qualificar e fortalecer um passo à frente. Fidelidade a uma sabedoria que ensina a preservar a vida em todas as suas expressções.


Neste ponto, não podemos confundir civilização alternativa com formais artesanais de vida. As alternativas à sociedade neoliberal, ao mercado e ao consumo exacerbado podem contar com as inovações tecnológicas de ponta. Isso exige repensar o uso da tecnologia, de tal forma que esta esteja a serviço da qualidade da vida humana e de todas as formas de vida. Buscar alternativas não é voltar atrás. Antes, é dar uma olhada no retrovisor do tempo, para poder acelerar em outra direção. A partir de uma encruzilhada, a história ganha novas bifurcações. Bifurcação rima com a necessidade de escolha e de opção. Ou destruímos a natureza e nos afundamos com ela, ou nos salvamos através de uma nova forma de relações em que a Vida, com letra maiúscula e no plural, está em primeiro lugar.


A história não se detém. Mas o ritmo de crescimento pode ser revisto. Atualmente ele está subordinado ao lucro e à acumulação de capital. Tudo devora, tudo devasta, tudo contamina para garantir maior riqueza. Daí a panacéia do crescimento como remédio para todos os males, o que se contrapõe à defesa e proteção do meio ambiente. O conceito de bem viver, diferentemente do viver bem,procura ajustar o ritmo da civilização humana ao ritmo do universo e da natureza. O acento recai não sobre o progresso e o crescimento, e sim sobre a partilha e a equidade. A ciência e a tecnologia trabalham para que os benefícios dos inventos e do trabalho cheguem a todos os povos, nações e pessoas.


Pe. Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais
Fonte: www.adital.com.br
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EVENTO NO RIO COMEMORA O DIA DO MUSEÓLOGO

da Agência Brasil

O Dia do Museólogo, instituído em 2004 e comemorado em 18 de dezembro, foi festejado hoje (20), no Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio, pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão do Ministério da Cultura. No evento, aberto ao público, o presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., fez um balanço das realizações do órgão em 2011 e falou das perspectivas para 2012.
Ao longo deste ano, o Programa de Fomento aos Museus do Ibram lançou dez editais, seis deles inéditos, destinando R$ 16 milhões a projetos relacionados à implantação e modernização de instituições museológicas em todo o país. Outras iniciativas destacadas pelo presidente do Ibram foram o lançamento das publicações Museus em Números e Guia dos Museus Brasileiros.
Estudo inédito, Museus em Números, em dois volumes, foi a primeira publicação editada no país sobre a quantidade e a qualidade dos museus brasileiros. Já o Guia dos Museus Brasileiros traz dados como ano de criação, endereço, horários de funcionamento e tipo do acervo das 3.025 instituições mapeadas pelo Ibram.
Para 2012, estão entre as atividades do Ibram a realização do Fórum Nacional de Museus, de 16 a 20 de julho, a 10ª Semana Nacional de Museus (14 a 20 de maio) e a 6ª Primavera dos Museus, em setembro. Os 30 museus que integram a estrutura do órgão federal deverão ampliar o número de exposições em pelo menos 20% no próximo ano.

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