sexta-feira, 30 de abril de 2010

EDUCAÇÃO, CULTURA E ECONOMIA SOLIDÁRIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS



“Pelo direito de produzir e viver em cooperação de maneira sustentável” é o lema da Conferência de Economia Solidária desenvolvido pelas Secretarias de Estado de Trabalho e Renda e de Assistência Social e Direitos Humanos, no Rio de Janeiro.
No embalo das conferências nacionais nos mais diversos setores, será realizada a 2ª Conferência Nacional de Economia Solidária, nos dias 16, 17 e 18 de junho deste ano. O tema central é o debate sobre como as ações da área podem se consolidar como política de desenvolvimento econômico e social, garantindo os direitos básicos por meio de uma organização anti-hegemônica.
Neste momento, estão sendo promovidas as reuniões territoriais preparatórias para a 2ª edição da Conferência de Economia Solidária (CONAES) do estado. O Município de Rio das Ostras sediará a I Conferência Regional de Economia Solidária da Baixada Litorânea, no próximo dia 30 de abril. As reuniões são abertas a todos que participam de atividades relacionadas com a Economia Solidária no estado, como representantes de organizações não-governamentais, sindicatos, cooperativas, associações, empresas autogestionárias etc.
A Economia Solidária tem sido uma importante resposta dos(as) trabalhadores(as) em relação às transformações ocorridas no mundo do trabalho. No Brasil, é crescente a adesão dos(as) trabalhadores(as) à alternativas de trabalho e renda de caráter associativo e cooperativo, ao lado da multiplicação de organizações representativas e de apoio, configurando gradativamente a economia solidária como um novo campo de práticas.
Neste sentido, as experiências de economia solidária proporcionam uma nova práxis do trabalho, criando uma barreira na degradação do(a) trabalhador(a), ao mesmo tempo oferecendo possibilidades de superação e o reconduzindo à roda da economia.
Apesar da importância que vem adquirindo, esses empreendimentos ainda apresentam grandes fragilidades, tais como as dificuldades na comercialização, para acesso ao crédito e de acesso ao apoio, formação e assistência técnica.
Aproveitando o potencial emancipatório que as conferências proporcionam coletivamente, apresento uma pequena contribuição para o fortalecimento e o desenvolvimento de uma política sustentável, com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas.

• Constituição de um Fórum permanente de discussão e organização de Economia Solidária;
• Criação de Espaços regionalizadas do “Artesão e Artesã” em parceria: Governo Estadual, Prefeituras Municipais e iniciativa privada;
• Construção de uma Agenda Regionalizada de Feiras Solidárias (garantindo o intercâmbio entre as cidades);
• Criação de um Banco de Investimento e Fortalecimento de Economia Solidária (como o BNDES);
• Campanhas permanentes de criação de leis municipais que legitimem a organização de economia solidária;
• Criação de Conselhos Municipais participativos, fortalecendo mecanismos de incentivo aos empreendimentos locais;
• Implementação e acompanhamento de Centros de Formação em Economia Solidária – CFES.

Para que possamos traçar o caminho a ser trilhado nessa direção, é necessário ter em conta que a economia solidária nasceu e flui por diferentes meios, o que nos leva a uma REFLEXÃO mais acurada de sua formação.
Sendo fundamental combinar processos integrados de qualificação social e profissional com oportunidades de elevação de escolaridade e com outras iniciativas de formação política cidadã.
Um outro exemplo é a implantação e funcionamento de Centros de Formação em Economia Solidária – CFES, como instrumentos de estruturação e potencialização das diversas ações formativas que atendam às necessidades dos empreendimentos econômicos solidários.
Por tudo isso, dos diferentes conceitos de economia solidária, me identifico com o “fundado na solidariedade”, onde corretamente fica subentendido na teoria econômica do socialismo.
Enfim, é a sociedade civil organizada contribuindo na construção de novos tempos.
Participar é preciso!

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão – Rio das Ostras

CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DA TERRA



O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.
O CEPRO - Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, lembra que para mantermos o equilíbrio do planeta, é preciso consciência. Principalmente com a formação da consciência ecológica das crianças. Assim construiremos novos caminhos para mudarmos nossas práticas em relação ao cuidado do nosso meio ambiente.

TERRA (Caetano Veloso)



Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!

CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras


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terça-feira, 20 de abril de 2010

Circuito Permanente Tartaruga/Centro/Boca da Barra



Rio das Ostras ganhará um novo atrativo turístico no próximo dia 21 de abril – o Circuito Permanente Tartaruga/Centro/Boca da Barra. O lançamento acontecerá com uma Caminhada Cultural, com partida do Centro de Informação Turística, na Praia da Tartaruga, a partir das 9h. Totalmente aberta ao público.
Este será o segundo Circuito Permanente de Caminhadas de Rio das Ostras, elaborado nos moldes do IVV – Federação Internacional de Esportes Populares da França. O objetivo é promover os pontos históricos e culturais da cidade junto aos caminhantes e oferecer um novo atrativo para os turistas.
O circuito é circular, com saída e chegada no Posto de Informações Turísticas, na Praia da Tartaruga. Ao todo são 14 pontos a ser conhecidos – Praça Pereira Câmara, Poço de Pedras, Figueira Centenária, Praça São Pedro, Casa da Cultura Dr. Bento Costa Junior, Museu de Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba, Praia do Cemitério, Boca da Barra, Rio das Ostras, Manguezais, Entreposto de Pesca, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Feira de Artesanato e Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.
O caminhante receberá um mapa prescrevendo o caminho e um roteiro com a descrição de cada ponto histórico-cultural, a fim de que cada participante faça o percurso no próprio ritmo e tempo.
Dos 14 pontos, alguns tem relevância histórica inestimável, como o próprio rio que dá nome a cidade, o Rio das Ostras; e o primeiro museu de sítio arqueológico do país, o Sambaqui da Tarioba.
O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – apoia esta ideia, como também valoriza a história e cultura locais indicando como outros pontos que devem ser visitados em nossa bela cidade, entre eles, destacam-se o Parque dos Pássaros, o belo e bucólico Parque Municipal, a Reserva Biológica União (RE-Bio) e a Estação Ferroviária de Rocha Leão.
Como o feriadão se aproxima, aproveitem a estadia em nossa cidade e divirtam-se. Aos moradores, revejam as maravilhas de nossa cidade.


CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras


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domingo, 18 de abril de 2010

BIBLIOTECA POPULAR “PATATIVA DO ASSARÉ”: ESPAÇO DE SOCIABILIDADES CULTURAIS



O Dia do Livro Infantil – 18 de abril – nos enseja uma breve reflexão sobre o livro e a literatura, especialmente infantil.

No Brasil, país onde a tipografia aportou tardiamente, só no século XIX criaram-se as condições favoráveis aos espaços coletivos, onde leituras e discussões florescessem. Mesmo assim, apenas, para um seleto grupo.

No decorrer de nossa história, o desenvolvimento da indústria editorial e da imprensa possibilitou incrementar junto à população o acesso ao livro e ao pensamento múltiplo. Aparece, assim, uma brecha para o fortalecimento da cultura letrada, num país de poucos leitores.

A conhecida carência das livrarias e bibliotecas – públicas ou privadas – coloca o Brasil em posição pouco lisonjeira.

Neste sentido, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – tem buscado contribuir no sentido de preencher esta necessidade. O projeto Biblioteca Popular “Patativa do Assaré” em funcionamento há dois anos no bairro Âncora.

No seu dia-a-dia, a Biblioteca recebe leitores, crianças, jovens e adultos – na maioria, estudantes – para consultas e pesquisas.

A Biblioteca, aberta de segunda à sexta-feira, de 9 às 17h, funciona articulada a outros projetos voltados ao público infantil, como Contação de Histórias, a Ciranda de Leituras e o Varal de Cordel.

Para continuar como espaço de sociabilidades, em particular junto ao público infanto-juvenil, o CEPRO necessita do apoio e aceita doações de livros, revistas, além de publicações afins.

Venham nos conhecer e visitar.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

FelizCidade

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz!”
Gonzaguinha

É bem conhecido entre nós o ditado que afirma que nem só de pão vive o homem (e a mulher). No entanto, não é levado muito a sério em nossa cultura, mais preocupada com valores materiais, esta preocupação decorre de uma identificação com o ego e seus valores.
Valores como propriedade, dinheiro, poder, sucesso, fama, dentre outros, servem ao propósito de exaltar a imagem da pessoa aos olhos dos outros. Estamos diante de uma egolatria que, com o narcisismo, constitui um autêntico mal do século!
A busca incessante de valores egóicos se torna a atividade dominante de nossa cultura. O resultado disso é que valores mais importantes e autênticos são ignorados ou desprestigiados porque não conseguimos mais perceber a sua relevância para a vida cotidiana, como são os casos da dignidade, do respeito e da honra.
No entanto, sendo o ego parte integrante da personalidade humana é preciso reconciliá-lo com o corpo: um e outro refletem duas diferentes facetas de nossa personalidade. Ambos são fundamentais para o saudável funcionamento de um indivíduo.
Os valores corporais são balizados por objetos e atividades que promovem sensações de bem-estar do corpo. Estão entre eles o amor, a beleza, a liberdade e a dignidade, que são valores internos em oposição aos valores egóicos, ou materiais, que são resultado do relacionamento do indivíduo com o mundo externo e aspectos exteriores ao seu ser.
A falta de identificação com esses valores tem sido uma base dos grandes problemas sociais que abalam nossas sociedades hoje. E outro valor imaterial que está praticamente alijado de nossa cultura é o sentimento de identificação e harmonia com a natureza, com o seu meio ambiente.
Nossa civilização está identificada com a vida das cidades. Mas se hoje as grandes cidades são a glória do homem moderno, são também sua tragédia. Poucos são aqueles livres de tormentos como a poluição do ar, da agitação, dos congestionamentos, dos ruídos, da violência e da sujeira.
Mesmo quando existe aqui ou ali alguma esquina ou recanto aprazível, eles estão soterrados pelo mau gosto da publicidade moderna, que reflete a obsessão pelo consumismo e pelo sexo vulgar como expressou o célebre escritor e psicólogo Jung, o homem moderno na cultura ocidental perdeu sua alma!
E quantas pessoas existem cegas para tudo isso e se entregam aos jogos ilusórios de um mundo onde a barbárie atinge seu paroxismo diante da iminência de guerra generalizadas, terrorismos diversos, endemias várias e tantos outros fatores de dor e sofrimento.
Finalmente, existem muitas exceções que apontariam para uma mudança nessas cenas trágicas do nosso mundo contemporâneo. De fato, outro mundo é necessário e possível!
O que estaria reservado a nós, pacatos riostrenses - autóctones ou “estrangeiros”-, neste ano que se inicia? O que estaria por se realizar de bom e proveitoso? Que surpresas estariam por vir para nos aquinhoar com a felicidade?
Pelo exposto, nossa cidade não é uma ilha isolada deste conturbado mundo. Embora merecidamente considerada uma “pérola”, tem seus desafios e dificuldades que precisam ser superados. Se tudo é política, no entanto política não é tudo. Aliás, precisamos resgatar a credibilidade perdida pela maioria dos nossos políticos e governantes país afora.
Neste ano eleitoral, quando o exercício pleno da cidadania se colocará à prova, nossos concidadãos terão um desafio especial, no sentido de fazer sua escolha livre e consciente: quem estará no próximo quadriênio à frente dos destinos do nosso país e estado? Até lá teremos muito trabalho a realizar e frutos a colher em vista de nossa felizCidade!



Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras


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segunda-feira, 12 de abril de 2010

LEORNADO BOFF RECEBE MEDALHA TIRADENTES


Caros/as amigos/as do CEPRO

"Queremos uma justiça social que combine com a justiça ecológica.
 Uma não existe sem a outra." ( Leonardo Boff)


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - tem a honra de informar que o escritor e teólogo Leonardo Boff estará recebendo a Medalha Tiradentes em Sessão Solene da ALERJ, no próximo dia 16 de abril de 2010 (sexta-feira), às 10 horas, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no Palácio Tiradentes, Rua Primeiro de Março s/n, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro. A bela iniciativa está sendo promovida pela Deputada Estadual Inês Pandeló.

Parabéns!

Leonardo Boff

DIRETORIA DO CEPRO

sábado, 10 de abril de 2010

Código Florestal Brasileiro – ameaças e desafios


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – indica o Projeto Quartas Ambientais da Organização Não-Governamental Defensores da Terra. Este se constitui de palestras com temas sócio-ambientais e culturais. E totalmente gratuito.
Na próxima reunião, dia 14 de abril, convidado é Mauricio Ruiz, secretário executivo do Instituto Terra de Preservação Ambiental, para falar sobre “Código Florestal Brasileiro – ameaças e desafios”.
A palestra será realizada às 18h30, na sede da instituição, situada à Rua Senador Dantas, 84 (fundos) sala 1211, Centro – Rio de Janeiro.
Pede-se que, devido ao espaço limitado, as inscrições sejam executadas através dos telefones (21) 2524-5809 e (21) 2524-7931 ou pelo e-mail defterra@veloxmail.com.br.



CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras


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CEPRO PARTICIPOU DO ENCONTRO SOBRE O PLANO ESTADUAL DE CULTURA


“A vida cultural de uma cidade é chama, é fogo.
Não adianta a gente passar o tempo todo reclamando que o fogo é fraco,
não esquenta ninguém.
O negócio é ir botando lenha, nem que seja aos pouquinhos.
Assim, um dia,
a gente vai olhar e vai ver que aquele fogo pegou,
sem que a gente ao menos se desse conta ...”
(Wagner Hermuche)

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – participou, no último dia 8 de abril, na Casa da Cultura Bento Costa Júnior, do encontro entre gestores públicos, artistas, organizações não-governamentais, além de estudantes e produtores culturais da cidade.
Este evento está sendo promovido pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro em todo estado através de reuniões, que tem como finalidade discutir os aspectos culturais das cidades. Além de fomentar o diálogo e recolher subsídios para elaboração do Plano Estadual de Cultura.
Como desdobramento, no dia 29 de maio, haverá um encontro regional em Saquarema, reunindo representantes de vários municípios da região.
Consideramos importante a realização deste evento, que possibilitou um diálogo das “Culturas” locais, produzidas na diversidade cultural de Rio das Ostras.
Tratar desta diversidade cultural, reconhecendo-a e valorizando-a deve ser nossa missão, construindo mecanismos para a superação das desigualdades. Assim, o princípio da liberdade se afirma nas múltiplas possibilidades, na polissemia subjetiva que permite escolhas e novas ações.
Para o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - as ações estão calcadas em construir projetos de preservação da história e memória de Rio das Ostras, uma vez que ela é o conjunto de crenças, mitos, conhecimentos, instituições e práticas por meio dos quais uma sociedade afirma sua presença no mundo e garante sua reprodução e permanência no tempo. Além de promover eventos voltados para a valorização de nossa diversidade cultural.

“Se você quer plantar para colher em seis meses, plante milho,
Se você quer colher em dez anos, plante uma árvore,
Se você quer colher toda vida, eduque um povo”.
(domínio público)

CEPRO- Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura de Rio das Ostras

DIRETORIA DO CEPRO
CENTRO CULTURAL DE EDUCAÇÃO POPULAR DE RIO DAS OSTRAS
Endereço: Avenida das Flores nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras/Rio de Janeiro - Cep:28.890-000
Tel.(22)2760-6238 e Cel.(22)9966-9436
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

O CEPRO APÓIA O PROJETO FICHA LIMPA



Projeto da Ficha Limpa será apreciado em plenário nesta quarta

O substitutivo que trata das inelegibilidades, baseado no PLP 518/09, da Ficha Limpa, vai para o plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (07). A apreciação do projeto acontece seis meses depois que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) entregou ao presidente da casa, Michel Temer, o projeto de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, na época com 1,3 milhão de assinaturas. Hoje, o número de eleitores que apóiam a iniciativa atinge 1,6 milhão.

De 23 de fevereiro a 3 de março, o grupo de trabalho criado por Michel Temer sobre o tema ouviu sugestões e estudou 10 projetos que tratam das inelegibilidades com o objetivo de elaborar um texto consensual sobre o assunto. Coordenado pelo deputado Miguel Martini, o grupo teve relatoria do deputado Índio da Costa e realizou também audiências públicas e ações em alguns estados como São Paulo e Rio de Janeiro para debater a proposta.

As ações do grupo, acompanhadas pelo MCCE, pretendiam que o texto do substitutivo, entregue a Temer em 17 de março, não se distanciasse do projeto original, proposto pelo MCCE, ao mesmo tempo em que conseguisse ser aceito pela maioria dos parlamentares. Nesta quarta-feira o projeto poderá receber sugestões dos parlamentares ou, no caso de não sofrer novas alterações, ser votado. Se a proposta seguir para o Senado Federal até maio tem boas chances de passar a valer já em 2010.

Lançada em 2008, a Campanha Ficha Limpa apresentou um projeto de lei sobre a vida pregressa dos candidatos, para criar critérios mais rígidos para o registro de candidaturas. Conheça o PLP e as sugestões do MCCE ao GT da Câmara no site www.mcce.org.br. (MCCE)

Participe da luta pela aprovação do projeto de na Câmara dos Deputados

SUGESTÃO DE MENSAGEM: Essa mensagem é uma sugestão do MCCE que todos/as podem utilizar. Lembrem-se de colocar sua assinatura ao final. Apesar disso, qualquer pessoa tem a opção de redigir seu próprio texto e enviar pelo mesmo procedimento. Prezado(a) Parlamentar, Como cidadão e participante ativo da vida política de nosso País e integrando-me ao clamor dos 1.300.000 cidadãos que assinaram em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos, projeto este que vai tramitar sob o nº. 518/09 na Câmara Federal, venho solicitar-lhe que V. Exa. faça a sua parte na busca de uma célere tramitação e a devida aprovação deste Projeto, que estabelece objetivamente critérios de inelegibilidade, com o intuito de moralizar o processo eleitoral e restabelecer a importância e seriedade das instituições políticas de nosso País. Este Projeto, fruto da mobilização popular, espelha, como já dissemos, o clamor e o anseio do povo brasileiro, do qual V. Exa. é representante. Cert@ de podermos contar com sua nobre representação - assim cumprindo a missão para a qual V. Exa. foi eleito(a) -, despeço-me. Atenciosamente,

DIRETORIA DO CEPRO
 
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Parabéns, povo de Rio das Ostras!



A maioria dos(as) leitores(as) estará diante de diversos artigos que trarão satisfação e alegria por mais um aniversário de nossa cidade. Ela chegou à maioridade! Desde sua emancipação a cidade vem tentando construir sua própria marca trazida pelos indígenas e portugueses. Ela cresceu – e põe crescimento nisso! Tanto do ponto de vista geográfico em ocupações desordenadas, quanto populacional que, segundo os dados do IBGE, em menos de 6 anos o município teve um aumento de 400%.
Poderíamos estar aqui levantando diferentes fatores que contribuíram para esse crescimento.
Infelizmente, as opiniões se dividem sobre o que chamamos “desenvolvimento”. Existem aqueles que gostariam que a cidade de Rio das Ostras se mantivesse como “antigamente” com o bucolismo e a tranquilidade, sem muito trânsito e multidão”.
Outros avaliam ser positivo o seu crescimento e desenvolvimento. Assim, produz oportunidade de emprego e renda, a cidade entra no cenário nacional.
Penso que, tanto uma como outra visão, apesar de distintas trazem alguns elementos significativos para a organização administrativa de uma cidade. Ambas as visões combinam memória e tradição cultural com inovações e experiências bem sucedidas, que contribuem para o crescimento econômico e administrativo da cidade.
Entretanto, este é o Brasil, um país de contradições. Poucos lugares no mundo apresentam contrastes tão intensos e enraizados, e com tanto potencial de crescimento.
O desafio é construir uma cidade no mundo contemporâneo que combine o binômio “experiência e renovação”. Não é uma fórmula, mas tende a ser um bom ingrediente.
Um outro aspecto muito evocado é o da “responsabilidade social”, muitas às vezes utilizada, demagogicamente, como um efeito de marketing. Responsabilidade Social é um lema muito empregado e praticado por alguns governos e empresas. O nosso entendimento é que precisa ocorrer de fato, fazendo parte do seu programa de ação e de governo.
Em pleno século XXI notícias demonstram os desafios para a superação das desigualdades ainda marcantes em nosso ESTADO. Escolas públicas precárias, falta de professores, profissionais mal-remunerados, taxa de analfabetismo ainda elevada, pouco acesso ao estudo universitário tanto para os jovens com os adultos, violência, principalmente, contra os jovens, que tem aumentado assustadoramente.
Outro aspecto são as tecnologias de ponta em áreas como exploração do petróleo e o biocombustível que contrastam com indústrias reféns do setor primário. Além, da ausência de mecanismos mais democráticos que garantam a participação da população e em suas decisões, como a construção dos marcos regulatórios sobre o royalties do petróleo e outros.
Não podemos permitir nossa população humilde, mas digna, ser manipulada. Prometer é algo fácil, pois as palavras voam ao vento...
E por falar em democracia, você, cidadão e cidadã, o que avalia desses 18 anos sobre o nosso município? A cidade de Rio das Ostras conseguiu atingir metas importantes para o seu desenvolvimento? Na área da educação, é garantido o atendimento à educação para todas às crianças e jovens? As creches (apesar da Lei de Diretrizes e base) são oferecidas às crianças de 0 a 3 anos e às mães trabalhadoras? Quanto à saúde, o atendimento, o medicamento e a marcação dos exames? Quanto à infra-estrutura, como andam o saneamento básico e a água potável (como um direito à vida)? Quanto à segurança pública, a violência às mulheres e aos jovens? O transporte? Uma cidade com mais de 100 mil habitantes somente uma empresa? E a Cultura, ela é extensiva aos setores mais desfavorecidos?
Poderíamos elencar mais, porém deixamos para que o(a) leitor(a), neste momento de felicidade, também pense que tipo de “CIDADE DESEJAMOS VIVER”.
Aliás, não podemos só pensar... Precisamos construir mecanismos de mudanças e transformação e a população – donas de casa, trabalhadores (as), estudantes, aposentados(as), dentre outros – são os diretamente interessados em manter suas vidas numa cidade, mas principalmente humana e sustentável.
Rio das Ostras ganha sua maioridade e a responsabilidade de ser uma cidade que constitua em suas ações com ética, democracia, transparência e respeito ao ser humano.
Por fim, PARABÉNS ao povo Riostrense que defende dia-a-dia o pão de sua família e a sobrevivência de seu maior patrimônio, que é a sua própria vida.

PARABÉNS!

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
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domingo, 4 de abril de 2010

Gestão Educacional feita pelas mãos do povo



O Brasil é um país extremamente complexo e rico por sua pluralidade sócio-cultural e política. Tem sua história marcada por bravas lutas libertárias e democráticas. O amplo desejo popular de mudança confirmou a necessidade de inclusão social e inserção soberana do país no cenário internacional.
Neste sentido, afirmamos que não há inclusão social sem educação de qualidade para todos e todas.
Esperamos contribuir para efetiva participação da sociedade no processo da gestão educacional. Pois, não basta votar na mudança. Exercitar a democracia participativa é ter um papel pró-ativo, é aprender a dirigir a nossa sala de aula, a nossa escola, a nossa cidade, estado e país.
É claro, que o projeto democrático não vai se concretizar sem esforços e sem lutas, mas vai se realizar dentro da ordem democrática, tendo a educação como um dos seus pilares fundamentais.
Partindo deste entendimento democrático de que através da PARTICIPAÇÃO efetiva e criadora dos cidadãos, torna-se estratégico para a conquista da Inclusão social e para melhoria da qualidade da educação.
Enfim, aprender a dirigir os nossos destinos, as nossas vidas. Lembre-se, quem tem a função constitucional de governar, estará dirigindo melhor e na direção correta, se estiver contando permanentemente com a participação de todos, na construção da direção coletiva, no esforço conjunto de efetivar as mudanças que queremos para a educação do nosso Brasil.
Com o passar do tempo, os significados da educação ao longo da vida foram ampliados. Grosso modo, podemos dizer que ela se refere a um esforço no sentido de promover educação durante toda a vida dos indivíduos de uma sociedade. Reforçando a idéia da criação de oportunidades de aprendizagem em todas as etapas de vida e a buscando a construção de uma sociedade de informação para todos.
Neste contexto, os educadores e os pais, precisam estar atentos e comprometidos com os rumos do país, lutando por uma educação emancipadora, fundada nos princípios da ética, da justiça e da igualdade social.
Parafraseando Frei Beto é mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite.
No complexo universo de uma cidade, torna-se desafiador a constituição de conhecimentos e valores por nossas crianças e adolescentes e este é o nosso grande papel como mediadores no espaço escolar e na formação desses sujeitos dentro do contexto histórico. Re-afirmando a educação como um direito público e social de todos e todas.


Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
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