domingo, 30 de setembro de 2012

Quanto vale o nosso voto?




Temos aqui, sem dúvida, uma grande questão para o “mercado do poder”. Este tem sido hábil gerenciador, desde remotos tempos, dos ganhos dos senhores abastados para garantir e ampliar suas rendas, suas terras e seus lucros.

Quando este poder se vê acuado diante de eventual resistência, celeremente, vira a mesa e faz o jogo voltar as regras de sempre: “Le roi c’est moi”.

Daí pulularem, aqui e ali, golpes de estado ou simulacros similares. Neste terreno, o povo brasileiro já está escaldado: 1964, nunca mais!

Hoje, o sacrossanto templo do mercado mantém a ortodoxia neoliberal para ser reverenciada. Fora desta crença, dizem seus seguidores, não haveria salvação.

O chamado Consenso de Washington veio dar origem à era neoliberal – o novo jeito do capitalismo se manter. Para o Estado “moderno”, o mote é privatizar e privatizar.

Como sabemos, o neoliberalismo não propõe inclusão para todos. Pelo contrário, trata-se de concentrar ainda mais a renda dos que já tem e manter os deserdados à distância. Distribuir, só migalhas.

Como tenho reafirmado, me recuso a aceitar que “sempre foi assim e assim sempre será”. Só diz isso quem não tem necessidade, pois ninguém escolhe ser pobre. Esta condição vem de leis e estruturas, eticamente, injustas.

Outra “mágica”, neste mundo de virtualidades reais, é que tudo vira mercadoria: desde os bens materiais e simbólicos aos serviços essenciais, como saúde e educação. E tudo isso acontece no, erroneamente, denominado “mercado livre”.

Estes tempos modernos de colonização globalizada, entidades superpoderosas se sobrepõem aos próprios estados nacionais. São as empresas transnacionais e os organismos multilaterais, que imperam, e são responsáveis pela “globocolonização”.

Neste aparente “mar de rosas”, pois a atual crise internacional mostrou o contrário, desfaz-se a promessa de felicidade a partir da miragem mercadológica dos shopping-centers – esses verdadeiros templos do consumismo.

E nem o Estado escapa, reduzindo-se a mero gerenciador, principalmente, dos interesses dos setores dominantes. Até os valores éticos e étnicos são corroídos, profundamente, quando a cultura do valor se sobrepõe ao valor da cultura.

Esta “onda” fez subverter concepções e direitos: a tudo inspirou, principalmente, instalando o reino da violência e sua fiel parceira, a impunidade. Por todo lado, vêem-se práticas e ações hediondas contra a mulher, a criança, o idoso, o indígena e outros da categoria dos excluídos.

O que me angustia, e penso que a muitos, é ver crianças abandonadas sem direito a uma infância feliz, meninas e meninos condenados à prostituição, mães terem seus filhos perdidos e mortos em meio ao crime; pais desempregados sem poder sustentar a si e a sua família etc.

Portanto, é isso que temos que mudar. E assim retorno a pergunta inicial: Quanto vale o nosso voto?

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO




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Sorria! Você está sendo desrespeitado em sala de aula


 
Por Leonardo Sakamoto

Vivemos uma sociedade vigiada. Isso não é novidade.

Sob a justificativa da segurança – interna e externa – plantamos câmeras em qualquer lugar, rifando nossa liberdade individual. Equipamentos que, no final das contas, acabam sendo usados para tantas outras finalidades que a razão inicial de termos os colocado acaba esquecida.

A paranoia da segurança vai eleger prefeitos que apresentam discursos que beiram o fascismo em todo o país. Muitos deles prometeram a instalação de câmeras em todos os cantos. Outros, que buscam a reeleição, propagandeiam aos quatro ventos que colocaram esses aparelhinhos, tidos como panaceia para os problemas da urbe. Podem até ser úteis em determinados casos, mas geram uma falsa sensação de segurança em outros.

Sorria! Não porque você está sendo gravado. Mas pelo fato de que, assim como a ignorância, a autoenganação também é um lugar quentinho.

Os repórteres Fábio Takahashi e Bruno Benevides, da Folha de S. Paulo, trouxeram a notícia de que 107 alunos do Colégio Rio Branco, um dos mais tradicionais de São Paulo, foram suspensos por um dia por protestar contra a instalação de câmeras de segurança nas salas de aula. Segundo a direção da escola, o objetivo seria aumentar a segurança (?) e melhorar a disciplina (!). Os estudantes, que alegam não ter sido avisados, ficaram sentados no pátio até que houvesse uma manifestação da diretoria – o que não houve.

Para quem pensava que os direitos civil e políticos estariam assegurados neste início de século, garantindo tempo para que nos dedicássemos aos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, enganou-se. Se não é o Estado causando problemas, são instituições que assumem o seu papel. O direito à privacidade, desde que ela não agrida aos direitos e liberdades de terceiros, deveria ser garantido. Mas, em nome dessa paranoia por segurança (que não brota do nada, mas é decorrência da própria incompetência do poder público aliada a interesses econômicos) e, o pior, em nome da disciplina, enterramos isso.

Disciplina vigiada eletronicamente… Qual exemplo passamos com isso? Que soluções arbitrárias, que ignoram direitos, são viáveis em nome de um valor supostamente maior?

Dada a quantidade de pais que, por serem moídos diariamente no trabalho, não conseguem fazer parte da vida de seus filhos, é natural que essa medida tenha recebido apoio. Se transmitissem pela internet, para todo mundo checar do local de trabalho, imagino que haveria pessoas que comprariam o pacote.

E não me admiraria se me dissessem que os mesmos pais instalam softwares de rastreamento nos celulares dos filhos sem a anuência dos mesmos ou colham fios de cabelo para realizar exames da presença de psicoativos sem, ao menos, tentar uma conversa mais longa com eles.

“Ah, mas crianças e jovens não têm que reclamar, pois não sabem o que é melhor para eles. Têm que aceitar e ponto.” E, pelo jeito, nem os pais sabem. O fato é que, nós adultos, somos crianças crescidas, com mais medo que eles.

Colocar câmeras pode parecer mais fácil. Mas isso encerra toda a possibilidade de diálogo sobre direitos e deveres. Enquanto estou sendo vigiado, irei agir como a sociedade espera de mim. E quando não houver câmeras? Ignoro tudo e todos? Que espírito democrático é esse que estamos fomentando?

Este não é o único colégio que optou por essa saída. Meus alunos me contaram, nesta quarta, que outras escolas adotam o mesmo expediente, ou seja, está longe de ser uma discussão localizada. Dentre eles, alguém que era estudante do colégio comentou que, ao final o curso, há os que tentam tocar o terror na escola. Pergunta: isso é consequência da falta de vigilância?

Os alunos do Rio Branco deram um exemplo de civilidade muito maior ao fazer um protesto pacífico do que a diretoria da escola, que não os teria convidado para discutir o assunto. Torço para que outros protestos semelhantes pipoquem em escolas que prefiram o porrete ao diálogo.

 Fonte:  Blog do Sakamoto.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cinema popular é inaugurado durante Festival do Rio

da Agência Brasil
 
Uma sessão especial com o mesmo filme que abriu na noite de ontem (27) o Festival do Rio 2012 - Gonzaga – de Pai para Filho - inaugurou no final da tarde de hoje (28) o CineCariocaMéier, na zona norte da cidade. Localizado no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, o novo complexo tem três salas, com um total de 377 lugares, e abrirá para o público a partir de 12 de outubro, com ingressos a preços populares – R$ 10 em média.

O CineCarioca Méier é o segundo da rede de cinemas populares criada pela prefeitura do Rio com o objetivo de democratizar o acesso à cultura. O primeiro foi o Cine Nova Brasília, que desde 2010 funciona no Complexo do Alemão. Este ano, segundo a RioFilme, empresa da prefeitura carioca para o setor audiovisual e uma das patrocinadoras do Festival do Rio, a sala já recebeu cerca de 60 mil espectadores, com uma taxa de ocupação que em julho chegou a 83%.
A exemplo do ano passado, o Cine Nova Brasília está integrado nesta edição à programação do Festival do Rio, apresentando uma seleção inédita de animações, comédias românticas e dramas, permitindo aos moradores do Alemão terem uma pequena amostra do variedade cinematográfica do evento. Filmes de destaque das mostras nacionais e internacionais do festival, entre eles Gonzaga e Argo, produção americana dirigida por Ben Affleck, foram programados para a sala.

Com o apoio da RioFilme, o Festival do Rio começa a transbordar do seu circuito convencional, concentrado na zona sul e no centro da cidade, além da Barra da Tijuca, na zona oeste, para espaços onde o cinema brasileiro raramente chega. É o caso, nesta edição, da Quadra Livre da Cidade de Deus, na zona oeste, do recém-inaugurado Parque de Madureira e das Arenas Cariocas Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, e Dicró, na Penha, todos na zona norte. Todas as sessões têm entrada franca.

Também integra a programação o cinema itinerante do CineTelaBrasil, patrocinado pela Concessionária CCR, que está na Penha apresentando destaques da Premiére Brasil, incluindo o vencedor do troféu de melhor filme de 2011, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, dirigido por Vinicius Coimbra.

Considerado pela diretora do festival, Ilda Santiago, como um dos destaques desta edição, o Cinema na Praia, que já foi uma das marcas do evento, está de volta a partir do dia 4 de outubro, com um telão armado em frente ao Hotel Copacabana Palace.

A estreia é com The Pleasure Garden, o primeiro filme de Alfred Hitchcock, de 1926, em versão recentemente restaurada e exibida em Londres, nas Olimpíadas deste ano. Em 5 de outubro, será exibido, também com entrada franca e a partir das 20h, o clássico Dr. No, primeiro filme do agente secreto 007, no filme interpretado por Sean Connery. O filme estará completando neste dia 50 anos de lançamento.


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Conselho de Direitos Humanos aprova resolução sobre direitos dos idosos

Da Agência Brasil

O Conselho de Direitos Humanos (CDH), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), aprovou hoje (28) uma resolução proposta pelo Brasil e pela Argentina para reconhecer os direitos humanos dos idosos.

A resolução, intitulada Direitos Humanos dos Idosos, é o primeiro texto do CDH especificamente para essa parcela da população que, em 2050, representará mais de 20% da população mundial.

O texto, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, reconhece os desafios para garantir os direitos humanos dos idosos, determina a realização de consultas públicas sobre o tema e convoca os países a assegurarem esses direitos, com implementação de políticas antidiscriminação por idade.

A inclusão de uma resolução específica para os idosos no CDH, na avaliação do Itamaraty, deverá fortalecer a proteção internacional dos direitos dos idosos e o compartilhamento de experiências positivas entre países nesse tema.


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