terça-feira, 29 de maio de 2012

4 ANOS, CEPRO E RIO DAS OSTRAS



Na defesa da construção de um mundo melhor: possível, necessário e urgente
O CEPRO - Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – quando foi fundado há 4 anos,  por um grupo professores e professoras das redes públicas de ensino e educadores sociais que, por diferentes caminhos, nos encontramos e decidimos criar o CEPRO. Tínhamos a certeza que o caminho a trilhar seria longo e penoso para o fortalecimento da cidadania e da política social. No entanto, não desistimos. Este compromisso é fundamental para que possamos cumprir as obrigações assumidas com o povo e, assim, contribuir para melhorar as suas condições de vida.




O que considero importante para que tenhamos chegado até aqui tem sido a nossa diversidade social, econômica e política entre outros. Somos pessoas diferentes, com histórias diferentes, que têm estilos diferentes de pensar, falar, escrever, mas que têm em comum a preocupação com as crianças, os jovens e os adultos, com o ser humano. Nossas práticas ao longo desses mais de 20 anos sempre estiveram voltadas pela defesa dos direitos humanos e sociais. E nos embalamos na defesa da construção de um mundo melhor - possível, necessário e urgente. Nossa trajetória nos possibilita multiplicar as diferentes vivências e experiências em nossa prática social. 



Nosso projeto está voltado para a promoção da cidadania, da cultura, da arte, da educação e da inclusão social, atendendo aos moradores de Rio das Ostras
O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada no município de Rio das Ostras, estado do Rio de Janeiro, em 30 de maio de 2008. Investe suas ações sociais a partir de alguns pilares: Educação, Arte, Cultura, Infância-Juventude, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Cidadania

Nosso compromisso é com a  luta pela  democratização da sociedade brasileira e pela inclusão social de parcela carente de políticas públicas. Realizamos este sonho através dos projetos: Biblioteca Popular “Patativa do Assaré”, que se desdobra na Oficina da ContAção de História ; Ciranda da Leitura; Varal do Cordel; Projeto Reforço Escolar; Cidadania, Arte e Cultura; Inclusão + Digital; Brinquedoteca; Oficina de Arte e Reciclagem; Oficina Ambiental e na participação e divulgação das campanhas pela Defesa do Direitos Humanos e Sociais.



Nossa proposta, portanto, visa contribuir na construção de uma sociedade livre, justa e solidária; buscando garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização; e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promovendo o bem-estar de todos e todas.
Profª  GUILHERMINA ROCHA
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu , n° 292 - Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2760-6238 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com
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Desperdícios do crescimento desordenado do Brasil


Sabe-se que na China há cidades vazias, recém-construídas para milhões de habitantes que não aparecem. No Brasil, existem inúmeros grandes projetos com atrasos de anos, incompletos ou ameaçados de ficarem inconclusos. Além das numerosas obras de infraestrutura energética e logística exigidas pela expansão econômica do país, a Copa do Mundo de Futebol, que o Brasil sediará em 2014, impõe a construção ou reforma de estádios e melhorias na mobilidade urbana de 12 cidades.

A gigantesca hidrelétrica de Santo Antônio, no amazônico Rio Madeira, começou a funcionar no final de março, mas sem a linha que levará sua eletricidade ao local de maior demanda, o Estado de São Paulo, que estará concluída no final deste ano. A hidrovia do Rio Tocantins, uma saída natural para o Oceano Atlântico para a produção de grãos e minerais do eixo centro-norte do Brasil, obteve no ano passado eclusas para que grandes navios possam transpor a barreira de Tucuruí, a terceira maior hidrelétrica do mundo. O custo subiu para cerca de US$ 830 milhões.

No entanto, o Tocantins “continua inviável” para transporte de grandes cargas, porque não foi feita uma intervenção muito mais barata: retirar as rochas do Pedral de Lourenço, que se estendem por 43 quilômetros do rio, curso acima de Tucuruí, afirmou Renato Pavan, sócio da Macrologística, empresa especializada em estratégias de transporte. Estima-se que as eclusas, neste caso, teriam custado metade do preço final se tivessem sido feitas durante a construção da hidrelétrica, concluída em 1984. Contudo, teriam ficado ociosas durante 28 anos por falta de demanda de navios de grande porte, e continuarão assim por um longo tempo, por outras razões.

Completar a hidrovia exige “um mínimo de cinco anos”, porque, além de erradicar o Pedral, será preciso construir portos e dragar trechos do rio. Estas obras exigem investimentos que não estão nas prioridades governamentais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lamentou o engenheiro Pavan, que há três décadas trabalha em infraestrutura de transportes.

Nos últimos anos, governo e empresas multiplicaram hidrelétricas, portos, estradas e ferrovias, em construção por todo o país. Algumas destas obras registram atrasos superiores a quatro anos, enquanto os empresários se queixam de que o país vive à beira de um colapso chamado de “apagão logístico”. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que unirá o centro do país à costa atlântica da Bahia, ao longo de 1.500 quilômetros e cruzando terras de grãos e minérios, já tem três anos de atraso, que tendem a se prolongar porque o porto de destino continua indefinido e ameaçado por um veto devido a questões ambientais.

De 155 centrais hidrelétricas e termoelétricas licitadas a partir de 2004 e cujas datas previstas de operação chegavam até o ano passado, 72 registraram atraso médio de um ano, segundo o Instituto Acende Brasil, um observatório do setor. Há usinas que não funcionam porque não contam com fornecimento de gás natural. As geradoras elétricas se tornaram prioritárias após o apagão de 2001, que provocou racionamento, campanhas de economia de consumo e a ressurreição de megaprojetos suspensos desde a década de 1980. É o caso da central de Belo Monte, que será a maior hidrelétrica do mundo e que está sendo construída no Rio Xingu, na Amazônia oriental.

Nas duas “décadas perdidas” de 1980 e 1990, as crises financeiras travaram o crescimento da economia brasileira e, por extensão, paralisaram a demanda energética, deixando de lado os planos de infraestrutura que exigem uma maturação de longo prazo. Agora, tenta-se recuperar essas décadas perdidas enfrentando novas exigências ambientais e conflitos com ambientalistas, indígenas e movimentos sociais, além de outras disputas.

Também há falta de mão de obra qualificada, e inclusive a menos capacitada também escasseia e fica mais cara, diante da oferta de empregos abundantes mesmo em áreas que antes exportavam força de trabalho barata, como o empobrecido Nordeste do país. As greves se repetem e as reclamações incluem mais dias livres para visitas a familiares de operários que chegam de longe, além de melhores salários.

Assim, a capacitação de trabalhadores locais se impôs aos grandes projetos, embora não evite uma intensa rotatividade. Pela construção da hidrelétrica de Santo Antônio “passaram mais de 50 mil operários”, o triplo dos que havia no momento de apogeu da obra, destacou Altair Donizete Oliveira, vice-presidente do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil do Estado de Rondônia.

No Nordeste, que vive uma onda de industrialização, um engenheiro, que pediu para não ser identificado, afirmou que sua empresa conta com 500 empregados, “mas precisa de 2.500” para construir no ritmo desejado o trecho que lhe corresponde na transposição do Rio São Francisco, imenso projeto para levar mais água a essa região semiárida. Planejada para ser inaugurada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), dificilmente estará pronta ao final do mandato de Dilma Rousseff, em 1º de janeiro de 2015. Vários dos 15 trechos em que a obra foi dividida estão paralisados.

O projeto para desviar as águas do Rio São Francisco, que consiste em dois canais a céu aberto, com largura média de 25 metros, túneis, represas e aquedutos ao longo de 713 quilômetros de um relevo ondulado, realça os problemas da multiplicação de obras gigantescas. Seu custo total quase duplicou, e hoje é estimado em cerca de US$ 4 bilhões. Os atrasos e as interrupções tendem a torná-lo ainda mais caro.

Par agravar o cenário, o escândalo de corrupção envolvendo vários dirigentes políticos com negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, ameaça paralisar dezenas de projetos prioritários, inclusive um dos trechos da transposição. Isto porque a construtora Delta, estreitamente ligada a Cachoeira, participa em cerca de 200 obras, na maioria licitadas pelo governo, que incluem estradas, estádios de futebol, portos e serviços de coleta de lixo urbana. Substituir a empresa nos projetos pode desatar batalhas judiciais e agravar os atrasos. 

Fonte: Envolverde/IPS

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rio+20: ruptura ou ajuste?



Se você entende que há alguma razão para a mudança, manifeste-se. A Rio+20 é uma obra em construção. Ainda há tempo.

Diante do risco de a mais importante conferência do ano se transformar em uma “terapia de grupo”, onde o falatório e a papelada possam resultar em um novo acordo político genérico, convém prestar atenção desde já no posicionamento dos diferentes segmentos que marcarão presença na Rio +20.

Reunidos na PUC-RJ durante a conferência, aproximadamente 500 cientistas deverão compartilhar novas avaliações sobre o estado de fragilidade e degradação dos ecossistemas que  fornecem água, matéria-prima e energia à humanidade. De lá deverá surgir mais um grito de alerta em favor da vida sem nenhuma conotação política ou religiosa. Quem usa a ciência para medir os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento é basicamente um cético: se orienta apenas e tão somente pelas evidências que a metodologia científica lhe revela.

Os povos indígenas causarão enormes constrangimentos aos organizadores da Rio+20. Representantes das etnias que sobreviveram a sucessivos massacres no Brasil e no exterior denunciarão o absurdo do uso insustentável da terra.

Os empresários engajados exibirão os resultados contábeis da ecoeficiência e assumirão novos compromissos em defesa da inovação tecnológica e da redução do desperdício. Haverá entre eles os que fazem maquiagem verde (falam de “sustentabilidade”, mas não praticam), os neo-convertidos, que ajustaram procedimentos mais por conveniência (do que por convicção) e os que, de fato, estão convencidos da necessidade de mudanças e conseguem enxergar mais além do lucro imediato.

A constelação das ONGs deverá confirmar o tamanho e a diversidade das múltiplas correntes de pensamento que não cabem na moldura da ONU, mas que emprestam densidade e legitimidade a uma das pautas mais importantes da Rio+20: governança. Os tomadores de decisão já reconhecem a força do terceiro setor num mundo onde as articulações em rede robustecem a democracia, oxigenam as instituições e promovem a transparência e a justiça.

Caberá às organizações civis e às mídias (todas as mídias, de todos os tamanhos) aquecer a panela de pressão onde os chefes de estado vão cozinhar o texto final da Conferência. Sem isso, será mais do mesmo. Obnubilados pelos afazeres e interesses mais imediatos, de curtíssimo prazo, os chefes de estado não conseguirão justificar mudanças estruturais de longo prazo sem que haja uma boa razão para isso. Se você entende que há alguma razão para a mudança, manifeste-se. A Rio+20 é uma obra em construção. Ainda há tempo.

André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe/UFRJ onde hoje leciona a disciplina Geopolítica Ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores do livro Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.


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Código Florestal: mais um capítulo infeliz


A presidente Dilma Rousseff colocou três ministros em um tablado para falar que retalhou o texto que saiu da Câmara a fim de recuperar o projeto de lei que havia saído do Senado. Como o que os senadores produziram era ruim para as florestas e o governo não mostrou na coletiva com que retalhos pretende costurar no texto, o Brasil continua desconhecendo como fica o futuro de suas matas.  

Ao que parece, o resultado se aproxima de um Frankenstein, que ainda depende de uma medida provisória – também desconhecida – para preencher um vácuo jurídico provocado pelo corta-e-cola. Não foi o que o povo pediu. 

Dilma precisava vetar o texto e iniciar um novo processo, começando por eliminar o desmatamento e com base técnica e social desde o início. “O governo fez hoje um anúncio vazio. E esse nada apresentado é o retrato do governo, que durante dois anos não deu as caras enquanto o Código Florestal era retalhado pelo Congresso”, afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Dilma falhou com o povo brasileiro.” 

Desde que o processo começou, há dois anos e meio, a presidente ignorou os avisos de diversos setores da sociedade, de que uma lei tão importante não pode ser reescrita sem a participação de todos. Ela aceitou que um dos maiores tesouros do país – a floresta e a decisão constitucional de protegê-la pelo bem comum e futuro – fosse destruída pelo interesse de apenas um setor da sociedade. 

Tanto é que, apenas quando o texto saiu no Congresso, o governo foi ver exatamente quantos seriam beneficiados pelo projeto de lei. Quanta surpresa: percebeu que 81% das propriedades são pequenas, e que elas ocupam apenas 16% da área agrícola do país – e que, portanto, o código escrito no Congresso falhava em proteger os pequenos produtores, pois fora escrito para proteger os grandes. Como se todos não soubessem disso.

Nesses quase 18 meses de Presidência, essa não foi a única omissão nem pecado ambiental de Dilma. Seu governo não criou, até agora, um palmo sequer de unidades de conservação. Mas diminuiu o tamanho de várias, sobretudo na Amazônia, para plantar nelas grandes hidrelétricas e projetos de mineração. Dilma solapou poderes do Ibama, órgão que fiscaliza crimes ambientais, e ainda permitiu o ataque da bancada ruralista a terras indígenas. 

“A decisão de não exercer o veto total é sinal de que ela aceitou o tratoraço ruralista”, diz Astrini. “Há doze anos, o Congresso tenta modificar o Código Florestal. Dessa vez, encontrou um campo livre para atuar, sem resistência da pessoa que senta na cadeira mais importante do país. Não é o que se espera de um presidente.” 

Agora, na véspera da Rio+20, o governo faz da principal lei ambiental uma colcha de retalhos, e tenta desesperadamente vender a decisão como o melhor texto que se poderia obter para o Brasil. Apresenta uma tabela de APPs (áreas de proteção permanente) como grande feito – mas não expõe um plano para conservar a floresta. E recusa-se a mostrar o texto para passar pelo escrutínio da sociedade. “É o fim da lei das florestas em doses homeopáticas. O Brasil hoje dorme sem ainda saber qual será o novo Código Florestal”, afirma Astrini.

No fim das contas, a floresta não ganhou nem um centímetro a mais de proteção. Em nenhum momento o governo olhou para o que acontecia sob seus olhos, nem para os 13.500 km2 de área desmatada nos dois anos e meio de revisão do Código Florestal. 

A lei de proteção das florestas partirá, então, dos brasileiros. Uma iniciativa popular pela lei do desmatamento zero, nos moldes do Ficha Limpa, é hoje o principal instrumento da população para combater a sanha antifloresta que tomou conta do governo e do Congresso. Quase 300 mil eleitores já assinaram a petição.

Fonte: greenpeace.org.br 


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domingo, 27 de maio de 2012

Zerar desmatamento para zerar as emissões


A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou ontem que as emissões globais de dióxido de carbono pela queima de combustível fóssil aumentaram 3,2% em relação a 2010. Em 2011, o recorde de 31,6 gigatoneladas emitidas foi atingido - cada gigatonelada equivale a 1 milhão de toneladas - sendo a queima de  carvão responsável por quase metade desse valor.

O cenário previsto pela Agência estabelece que ainda há chances de limitar o aumento da temperatura média global a 2OC, limite relativamente seguro de aquecimento médio da Terra, em relação a temperatura registrada em 1750. Mas para que isso aconteça, o pico máximo de emissões deve ser de 32,6 gigatoneladas e precisa ser alcançado, no máximo, até 2017.

Já estamos muito próximos desse limite. Esse é o momento de decidir como será o futuro das próximas gerações e o Brasil pode contribuir zerando o desmatamento na Amazônia até 2015. Dessa forma, a sexta maior economia mundial estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global e assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local.

Você também pode nos ajudar a parar as motosserras que derrubam nossas florestas assinando a petição pela lei do desmatamento zero no Brasil. Outra mudança necessária é a forma como a energia é produzida e consumida no Brasil. A exploração em petróleo e gás, que contribuem para emissões de gases estufa, exigirá R$686 bilhões em investimentos entre 2011 e 2020. Esse valor poderia ser direcionado para a exploração do enorme potencial de energia eólica, solar e por biomassa, energias renováveis que contribuem para um Brasil mais verde e limpo.

Fonte: greenpeace.org.br 

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

10ª Semana de Ação Mundial e 3ª Semana Mundial do Brincar. Dia 26 de maio de 2012 – Rio das Ostras “Direito à educação infantil é coisa séria!”



Prezados(as) 

Em comemoração à 10ª Semana de Ação Mundial 2012 sob o tema: “Educação infantil de qualidade – direito da criança, dever do Estado, justiça social”, e à 3ª Semana Mundial do Brincar,  em parceria o SINPRO Macaé e  Região (Sindicato dos Professores da Rede Particular), SEPE Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, Sindserv-RO (Sindicato dos Servidores Municipais) e o CEPRO (Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras) realizarão  um “Ato Público Lúdico”,  no próximo dia 26 de maio de 2012 (Sábado) ,  das 14h às 16h, na Praça José Pereira Câmara,  no Centro,  em  Rio das Ostras.
 
O que é a Semana? A Semana de Ação Mundial é uma iniciativa da Campanha Global pela Educação e acontece desde 2003 para exigir dos governantes o cumprimento dos tratados e das leis nacionais e internacionais da área, no sentido de garantir educação pública, gratuita e de qualidade para todos, entre eles o Programa de Educação para Todos (Unesco, 2000). 


A 10ª Ação Mundial Nacional tem a finalidade de promover uma discussão ampla sobre o tema:  “Direito à educação infantil é coisa séria!”, que acontecerá no período de 20 a 27 de maio de 2012 , em todo Brasil, com a participação de educadores, crianças, especialistas da área, parlamentares e outras autoridades públicas.  

Os objetivos desta Ação é articular e organizar creches, pré-escolas, universidades, conselhos, fóruns de educação infantil, sindicatos, associação de pais e moradores, fundações religiosas, organizações não-governamentais e demais instituições, espalhadas em mais de 130 municípios onde promoverão audiências públicas, aulas abertas, seminários e Atos Públicos Lúdicos envolvendo diversos atores ligados à educação infantil no país. Subsidiando a reflexão e desenvolvendo atividades locais que promovam a superação desta desigualdade. 


A educação infantil foi historicamente negligenciada no Brasil. A falta de vagas nas creches e escolas no Brasil é crônica.  O censo do IBGE mostra que, em 2010, apenas 23,6% das crianças com idade até 3 anos frequentavam creches.  Na pré-escola, eram 80%. O público não atendido na faixa de 0 a 5 anos era de 9,5 milhões de crianças. O MEC estima que o atual déficit no Brasil é de 19.766 creches  e pré-escolas.

Em Rio das Ostras (RJ) , este cenário  não é muito diferente, em  10 anos ( 2000 a 2010) , o município de Rio das Ostras  dobrou  o seu número populacional  de 36.419 (2000)habitantes,  para  105.757(2010), isto quer dizer,  um aumento de  190,39%.  Com este  aumento populacional ,  a necessidade  do  atendimento  à  educação infantil ,  torna-se  vital.   No entanto,  Rio das Ostras,   só  possui   4 creches públicas municipais Ficando impossível  garantir o acesso  pleno  a todas as crianças à educação infantil.  Precisamos garantir este direito! 


“Direito à educação infantil é coisa séria!”
Toda criança de 0 a 6 anos tem direito a creche  e a escola.

As entidades organizadoras  entregarão  às autoridades uma carta com as principais reivindicações para a etapa da educação infantil no Brasil.
Realização de Concurso Público para professores, auxiliares de creche e funcionários para a modalidade da Educação Infantil;
Política de Construção de Creches e Escolas.
Garantia de vagas para os alunos nas creches e escolas.
Plano de Carreira Unificado para os professores,  auxiliares e funcionários. 
 Garantia da qualidade no desenvolvimento do trabalho ( Limite no número de  alunos para o  berçário e  na sala de aula) .
Organização e funcionamento para as escolas e creches: material pedagógico, mobiliário etc.
  Formação continuada em serviço.

                              Contamos  com a participação de todos e todas.
10ª Semana de Ação Mundial (SAM) e a 3ª Semana Mundial do Brincar em Rio das Ostras.
Tema “Educação infantil de qualidade – direito da criança, dever do Estado, justiça social”
Dia: 26 de maio de 2012 ( Sábado)
Horário: 14h às 16h
Local: Praça José Pereira Câmara, Centro - Rio das Ostras – RJ.
14h Abertura – Apresentação da 10ª Semana de Ação Mundial.
Leitura e distribuição do manifesto com as principais reivindicações para a etapa da educação infantil no Brasil da Campanha Nacional.
Oficina : Brincadeira é coisa séria - Brinquedoteca Itinerante.
Oficina: ContAÇÃO de História - Grupo de Contadores de História.
Oficina: Pintando o Sete, o oito, o nove e o ...... -  Arte Educação
15h Piquenique Coletivo
16h Encerramento com a CIRANDA.

Realização:
SEPE (RIO DAS OSTRAS E CASIMIRO DE ABREU) - Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do RJ
SINPRO MACAÉ E REGIÃO ( Rio das Ostras) – Sindicato dos Professores da Rede Particular
SINDSERV-RO – Sindicato dos Servidores Municipais de Rio das Ostras
CEPRO- Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras

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