quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"CAUBY! CAUBY!"

Cauby Peixoto Barros ou, simplesmente, Cauby Peixoto nasceu em Niterói, no dia 10 de fevereiro de 1931. Completa, neste ano, 80 anos de idade.

Da geração dos grandes cantores da Era do Rádio, Cauby é um dos seus últimos sobreviventes. Vem da tradição que reuniu um grupo seleto de cantores que arrastavam multidões de fãs, como Orlando Silva, Sílvio Caldas e Nelson Gonçalves, dentre outros.

Cauby marcou época, principalmente junto à famosa cantora Ângela Maria, com a qual fez dupla até hoje lembrada. As cenas de assédio das numerosas fãs em delírio ajudaram a alimentar o mito.

O cantor está em atividade desde a década de 1940 e ficou conhecido no meio artístico como Professor. A família tinha tradição na música. O pai tocava violão e a mãe, bandolim. Os irmãos eram instrumentistas e o tio, grande pianista.

Foi considerado pela Revista Time e Life como “O Elvis Presley brasileiro”. Convidado para uma excursão aos EUA, gravou um LP com a orquestra do famoso Paul Weston, com o nome artístico de Ron Coby, cantando em inglês.

De volta ao Brasil, comprou em sociedade com os irmãos a boate carioca Drink, passando a se dedicar mais a administração da casa e interrompendo, assim, suas apresentações.

Durante toda a década de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes. A partir da década de 1970, fez aparições freqüentes em programas de televisão no Rio de Janeiro, e pequenas temporadas em casas noturnas do Rio e de São Paulo.

Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco “Cauby,Cauby”, com composições escritas especialmente para ele por vários autores importantes da época.

Em 1982, fez uma temporada no 150 Night Club (SP), com os irmãos Moacir (piano) e Araquem (piston) e lançou o LP “Ângela e Cauby”, o primeiro encontro dos dois em disco, com sucessos com Começaria tudo outra vez, Recuerdos de Ipacaray e a valsa Boa noite, amor.

Em 1983, foi o grande homenageado ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp. Foi lançada pela Columbia uma caixa com 2 CDs, abrangendo as gravações dos “anos dourados” de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição, sua canção marca registrada, entre outros.

Em 2001, foi lançada uma biografia dominada “Bastidores - Cauby Peixoto - 50 anos da Voz e do Mito”, de autoria de Rodrigo Faour. Dentre muitas situações, o livro aborda a polêmica ligação com o seu empresário Edson di Veras, que em meados dos anos 50 ajudou a forjá-lo como artista e produto. Quanto ao repertório musical, Cauby se utilizou de ambigüidade, indo do mais brega ao mais elegante.

Cauby Peixoto deixou sua marca com seu estilo inconfundível e inimitável. Tinha voz caracterizada pelo timbre grave e aveludada, mas representou principalmente um dândi, que inclui figurinos rebuscados e penteados exóticos.

Tudo isso apenas reforçou seus reconhecidos dotes artísticos, que fizeram sua fama perdurar até os dias atuais.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipédia



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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TODA SOLIDARIEDADE AOS DESABRIGADOS E DESALOJADOS DA REGIÃO SERRANA



A mídia vem noticiando, de maneira exaustiva, fatos relativos à tragédia que recaiu sobre os municípios vizinhos fluminenses.

Trata-se, como muitos vêm dizendo, de um caso típico de tragédia anunciada. Mas não de uma “fatalidade”, uma vez que o fenômeno é previsível e reincidente.

Desta vez, um grande volume de chuva conjugou-se com outros fatores de caráter nada natural, mas que foram desastrosos.

Primeiro, são regiões de encostas, ecologicamente, deterioradas com suas vegetações nativas devastadas, propiciando os deslizamentos de terra.

Segundo, a construção irregular e mesmo ilegal de casas e outras edificações nessas regiões, sem critérios técnicos e sem licenciamento.

Terceiro, a inexistência de orientação e fiscalização junto à população no sentido de se buscar alternativas de moradia em um país reconhecidamente deficitário de habitação popular, configurando-se em um quadro de múltipla irresponsabilidade administrativa.

Quarto, a falta de um levantamento das condições climáticas e geofísicas das regiões, apontando pontos críticos mais suscetíveis de catástrofes, tanto inundações, quanto deslizamentos, na quase totalidade dos municípios brasileiros.

Quinto, e último, a carência de um sistema de tecnologia avançada de monitoramento e de alarme com prazos suficientes para alertar e afastar as populações para locais mais seguros, como já acontece em alguns poucos lugares.

Vivemos com a idéia do Brasil como um país livre de catástrofes naturais. Se já foi uma realidade, não é mais. Depois de uma tragédia consumada, é que vemos toda uma movimentação do poder público e um enorme aporte de recursos em busca de solução supostamente não paliativa.

O CEPRO - Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras -, neste momento de perplexidade e de dor para centenas de famílias fluminenses, vem se solidarizar e se juntar a essa corrente de fraternidade. E também compartilhar, como tantos outros, com doações para nossos irmãos e irmãs necessitados.

Solidariedade já!

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AQUECIMENTO GLOBAL, FOME GLOBAL

Matéria recente em jornal de grande circulação no Rio de Janeiro traz um estudo que dá conta das consequências das mudanças climáticas no mundo e o impacto do aumento do calor sobre a produção de alimentos.

De acordo com a análise, até 2020, a temperatura do planeta subirá, pelo menos, 2,4 graus Celsius causando, para além de catástrofes naturais, um mundo muito mais faminto.

Mantendo-se os padrões atuais de distribuição de alimentos, estes não serão suficientes para atender às necessidades de 7,8 bilhões de pessoas, total da população mundial estimada para 2020, cerca de 900 milhões a mais do que hoje. Os preços também subirão em torno de 20%, o que igualmente contribuirá para o aumento da desnutrição global.

Hoje, segundo a Organização de Agricultura e Alimentos (FAO, em inglês) da ONU cerca de um bilhão (um em cada sete) sofre de má nutrição. Estima-se que, em 2020, com a elevação dos preços, esta proporção se agrave, com um indivíduo passando fome em cada cinco.

As crianças serão as mais atingidas, passando dos atuais 6,5 milhões por ano de vítimas de desnutrição ou doenças correlatas para o dobro desse número em dez anos.

A razão para o aumento de 2,4 graus Celsius na temperatura global, em 2020, está na concentração de gases-estufa na atmosfera, que poderá atingir a marca de 490 ppm (partes por milhão).

Com a elevação da temperatura, aumentará a demanda de água para irrigação, que colocará em conflito a demanda da agricultura e o uso doméstico. Hoje, 80% da agricultura dependem das chuvas.

As mudanças na chuva serão agravadas em relação ao quadro atual. Em muitas áreas, como a América Latina, as chuvas torrenciais serão mais intensas e frequentes. Esses extremos de precipitação serão acompanhados de extremos de secas em várias áreas com má distribuição das chuvas durante o ano.

Como conseqüência disso tudo, será a produção de menos milho, arroz e trigo no mundo, elevando o déficit já existente de alimentos.

Outra consequência será o impacto no gado e no pescado. Sabemos que cerca de 35% da produção mundial de cereais são usados para a alimentação dos animais e, por isso, diminuirá também a produção de carne, leite e derivados.

O aumento da temperatura global aumentará a temperatura das águas e trará mudanças no ecossistema marinho, com impacto negativo igualmente na produção de pescado.

Este é o quadro sombrio apresentado pelo relatório.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

CAIO PRADO JUNIOR: HISTORIADOR, POLÍTICO E EDITOR


Passaram-se vinte anos, desde aquele 23 de novembro de 1990, quando a intelectualidade brasileira perdeu um dos seus maiores nomes. Neste dia, falecia Caio Prado Júnior, aos 83 anos.

Reconhecido como um dos grandes intérpretes do Brasil , enfatizou a colonização como fato histórico relevante para o entendimento do desenvolvimento do Brasil.

Caio Prado Júnior foi historiador, advogado, geógrafo, escritor, político e editor, tendo contribuído enormemente para a historiografia nacional e deixado uma herança de ativismo político, raro nos dias de hoje. Sua vida e obra foram voltadas radicalmente para mudar os destinos do Brasil.

Nasceu em São Paulo, vindo de classe social elevada. Teve formação escolar esmerada, comum entre as elites na época. Estudou em colégio jesuítico e cursou a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Mas, exerceu a advocacia por pouco tempo.

Neste período, dos anos 1920 e 1930, o Brasil passava por toda uma efervescência política, social e cultural, o que iniciou Caio no ativismo político, chegando a participar da Revolução de 30, já filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Publicou seu primeiro livro em 1933, sob o título Evolução Política do Brasil. Viajou para a União Soviética, e quando do seu retorno ingressou na Aliança Nacional Libertadora (ANL), sendo por isso preso por dois anos.

Depois, exilou-se na Europa. De volta, lança sua obra mais importante, Formação do Brasil Contemporâneo, que se tornou um clássico na historiografia brasileira.

Para além do seu trabalho teórico, Caio Prado se elegeu deputado estadual em 1945, pelo PCB, e em 1947, deputado da Assembléia Nacional Constituinte. No entanto, seria cassado no ano seguinte, pois o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou o registro do seu partido.

Caio Prado Júnior foi um raro intelectual de esquerda com múltiplas frentes de atuação. Notabilizou-se como um grande editor, no papel de debater o Brasil. Fundou junto com Monteiro Lobato a Editora Brasiliense, que marcou gerações de estudiosos e estudantes.

Com o golpe civil-militar de 1964, o pensador sofreu perseguições. Mas, mesmo assim, em 1966 foi eleito pela União Brasileira de Escritores o “Intelectual do ano”, devido á publicação de A Revolução Brasileira.

Caio Prado teve seus direitos políticos cassados pela ditadura e acabou se exilando no Chile. De volta ao Brasil, em 1971, foi preso e condenado por “subversão” pelo Superior Tribunal Militar (STM). No entanto, só conseguiu habeas corpus no ano seguinte, por unanimidade, no Superior Tribunal Federal (STF).

O legado teórico e político de Caio Prado Júnior é imenso. Sua obra é bastante atual e sua vida foi sempre voltada para mudar os rumos do nosso País. Deixou viva uma história de luta.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Revista Fórum, nº 92, novembro de 2010


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ALBERTO NEPOMUCENO: PIONEIRO NA ARTE MUSICAL BRASILEIRA


Alberto Nepomuceno nasceu em Fortaleza, em 6 de julho de 1864 e foi um compositor, pianista, organista e regente de renome.

Passados noventa anos de seu desaparecimento, ainda hoje é lembrado e homenageado como um dos grandes nomes do nosso mundo artístico. Considerado o “pai” do nacionalismo na música erudita brasileira, deixou inacabada a ópera O Garatuja, baseada na obra homônima de José de Alencar.

Nepomuceno teve uma juventude atribulada. Manteve amizade com alunos e professores da Faculdade de Direito de Recife, na época um grande centro cultural do país. Ali teve contato com grandes nomes, como Clóvis Bevilaqua e Tobias Barreto. Este último despertou o seu interesse pela língua alemã e pela filosofia.

Tornou-se um defensor atuante das causas republicanas e do movimento abolicionista no Nordeste. Ligou-se aos demais defensores deste movimento, passando a colaborar em diversos jornais ligados à causa abolicionista.

Em 1885, Nepomuceno mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se vivia um momento de grande efervescência social, política e cultural.

O grande interesse de Nepomuceno pela literatura brasileira e pela valorização da língua portuguesa, o aproximou de alguns dos mais importantes autores da época, como Coelho Neto, Machado de Assis e Olavo Bilac, daí surgindo parcerias para as suas composições.

No ano anterior à abolição da escravatura, compôs Dança dos Negros (1887), uma das primeiras composições que utilizou motivos étnicos brasileiros, em um meio bastante eurocêntrico. Esta obra, posteriormente, imortalizou-se como Batuque, da Série Brasileira.

Nepomuceno viajou pela Europa para conhecer e ser conhecido. Esteve na Itália, Alemanha, Áustria, Noruega, França e Suíça. Nestes países, teve contato com grandes nomes da música de concerto da época.

A importância de Alberto Nepomuceno na música brasileira teve seu marco no dia 4 de agosto de 1895, quando realizou um concerto histórico, apresentando pela primeira vez uma série de canções em português, o que lhe valeu uma verdadeira batalha de críticas e censuras. Conforme suas palavras: “Não tem pátria um povo que não canta em sua língua.”

De sua grande e variada obra, fica a difícil e quase impossível tarefa de destacar as mais importantes. Compôs música dramática, orquestral, camerística, instrumental, vocal e sacra.

Como na juventude, Nepomuceno teve na vida madura e profissional muitas atribulações. Foi nomeado diretor, em 1902, do Instituto Nacional de Música, substituindo a Leopoldo Miguez. Pediu exoneração no ano seguinte, devido a pressões políticas e administrativas. Em 1906, reassumiu o cargo de diretor, agora substituindo a Henrique Oswald.

Alberto Nepomuceno teve uma vida musical intensa e profícua, vindo a entrar no grupo seleto dos grandes compositores brasileiros, cujo legado artístico imenso não deixa dúvida quanto ao seu alto valor estético e histórico.

Seu último concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro aconteceu em 1917. Muito doente e enfraquecido, faleceu aos 56 anos de idade, em 16 de outubro de 1920.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipédia.


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domingo, 16 de janeiro de 2011

LULA RESPONDE A BLOGUEIROS: UMA ENTREVISTA HISTÓRICA

“Nunca antes na história deste país”, um presidente da República se fez entrevistar por um grupo de blogueiros. Foi o que aconteceu em 24 de novembro do ano passado num encontro de cerca de 2 horas, em Brasília.

Este momento inédito na comunicação brasileira representou um marco histórico: a blogosfera subiu a rampa do Palácio do Planalto. Entretanto, de maneira independente. Os blogueiros ali reunidos queriam respostas a questões mal resolvidas ou a ações não efetivadas pelo governo.

O ineditismo da entrevista ainda se deu pelo fato de os entrevistados não representarem uma elite que tenta se fazer de “opinião pública”. Mas, ao contrário, por representarem uma maioria, normalmente, sem voz.

Tal acontecimento suscitou irritação da mídia tradicional e comercial que faz da notícia mais um negócio. Também raivosos ficaram os “francos-atiradores” a serviço dos seus donos, que sonham tornar a internet em seu quintal ou mais um dos seus produtos.

A prova de que não se tratava de um encontro entre amigos, de uma reunião “chapa-branca”, foi o teor das perguntas que, mesmo respeitando a história do presidente-metalúrgico, em geral, colocaram o entrevistado na posição de enfrentar uma realidade exposta.

As perguntas tratavam de diversos temas, como: a democratização dos meios de comunicação; as cotas raciais na educação; o Plano Nacional dos Direitos Humanos, a tortura e os desaparecidos políticos; o capital estrangeiro na mídia; as 40 horas semanais e o fator previdenciário; a reforma política, entre outros.

Um resumo da entrevista pode ser encontrado no portal: www.revistaforum.com.br

Ao final da entrevista, o presidente Lula confessou que, ao terminar o seu mandato, pensa em se tornar um blogueiro ou um tuiteiro ou mesmo “ser um monte de coisas que eu não fui até agora”.

Então, é aguardar para ver.

Fonte: Revista Fórum nº 93, dezembro de 2010

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sábado, 15 de janeiro de 2011

7ª BIENAL DA UNE

“Brasil no estandarte, o samba é meu combate”. O lirismo do ritmo brasileiro está no tema da 7ª edição da Bienal da UNE, o grande encontro cultural, artístico e científico de jovens brasileiros que acontece entre os dias 18 e 23, no Rio de Janeiro. Cuíca, pandeiro, tamborim e violão serão um dos tantos instrumentos que irão fazer parte da trilha sonora do maior festival juvenil da América Latina, que deve receber cerca de 10.000 estudantes.

Com o objetivo de reunir as diversas expressões artísticas, valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país, o evento cumpre uma extensa programação para todas as formas, cores, sons, jeitos e expressões da nossa juventude.

Como de costume, esta edição da Bienal apresenta um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos. Educação, cultura, comunicação, cidadania, trabalho, política e, claro, samba, são alguns temas previstos no evento. Confira a programação e participe!

HOMENAGEADOS DA BIENAL

Madrinha: Beth Carvalho
Música: Bezerra da Silva
Artes visuais: Hélio Oiticica
Literatura: João do Rio
Ciência e tecnologia: José Márcio Ayres
Artes cênicas: Augusto Boal
Cinema: Grande Othelo
CUCA: Carlos Lyra

PROGRAMAÇÃO 7ª BIENAL DA UNE
TERÇA-FEIRA 18 DE JANEIRO DE 2011

10:00 às 15:00 – Lado C em parceria com a Coordenadoria de Juventude da cidade do Rio de Janeiro: visita a comunidades e pontos turísticos da cidade

Morro dos Macacos – Vila Isabel
Jongo da Serrinha – Morro da Serrinha
Museu do Pontal – Vargem Grande
Centro Cultural Cartola – Mangueira
Museu da Maré – Favela da Maré
Bondinho – Santa Teresa
Cristo Redentor – Corcovado
Cidade do samba – Gamboa
Pão de Açúcar – Urca
Museu do Futebol – Maracanã
Floresta da Tijuca – Alto da Boa Vista

10:00 às 19:00 – Recepção, credenciamento e alojamento dos participantes

Local: Aterro do Flamengo

19:00 às 21:00 – Espetáculo de abertura da 7ª Bienal da UNE

Convidados: Beth Carvalho (sambista), Eduardo Paes (prefeito da cidade do Rio de Janeiro), Sérgio Cabral (governador do estado do Rio de Janeiro)

Local: Cidade do Samba
21:00 às 22:00 – Livre
22:00 às 02:00 – Show
Convidados: Marcelo D2 e Baile Funk (MC Leonardo, MC Sabrina)
Local: Cidade do Samba

QUARTA-FEIRA 19 DE JANEIRO DE 2011

10:00 às 13:00 – Oficinas
Oficina: Workshop orgânico com Naná Vasconcelos (Teatro de Arena)
Oficina: Cinema de bolso com Tenille Bezerra e Maria Carolina Gonçalves (Sala multimeios Museu da República)
Oficina: Produção e política cultural com Aline Portilho (Arena)
Oficina: Canto, dança e percussão com Jongo da Serrinha (Arena de praia)
Oficina: Poesias ao vídeo com Luciana Nabuco (Buteco Literário)
Oficina: Universidade e integração latino americana com CUCA Argentina (Ateliê CUCA)
Oficina: Kudussamas: arte em origami (Arena Radical)
Local: Aterro do Flamengo
Mostra selecionada de ciência e tecnologia
Local: Auditório Museu da República

13:00 às 15:00 – Roda de bambas

Convidado: Cacique de Ramos e Tantinho da Mangueira
Local: Buteco Literário
15:00 às 17:00 – Debates simultâneos

Tema 1: Produção independente, novas formas de distribuição na música
Convidados: Tales Lopes (Fora do Eixo), Valério Benfica (CPC da UMES), Fabiana Menini (produtora do Instituto Trocando Idéias), Rômulo Costa (Furação 2000)
Local: Buteco Literário

Tema 2: Cultura e educação
Convidados: Lia Calabre (Comcultura), Célio Turino (ex-secretário do ministério da Cultura)
Local: Teatro de arena

Tema 3: Popularização da ciência brasileira
Convidados: Ildeu de Castro (coordenador da semana de popularização da ciência), Isabel Alencar (Casa da Ciência da UFRJ)
Local: Arena

Tema 4: História social do carnaval: “Somos muitos carnavais”
Convidados: Leci Brandão (carnavalesca e deputado estadual do PC do B – SP), Luis Antônio Simas (mestre em história social pela UFRJ), Maria Augusta (carnavalesca e comentarista)
Local: Arena de praia
17:00 às 19:00 – Mostras artísticas e atividades esportivas

Mostra selecionada música

Banda: Cabocrioulo (Mostra CUCA)
Banda: K2
Banda: The Baggios
Banda: Unidade Imaginária
Banda: Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte
Local: Palco praia
Mostra selecionada artes cênicas
Espetáculo: Fora D’água
Companhia: Francisco Thiago
Local: Teatro de Arena

Mostra CUCA

Espetáculo: O que era e o que não devia ser
Companhia: Companhia Vitória Régia
Local: Teatro de Arena
Mostra selecionada artes cênicas
Espetáculo: Afrodescendentes
Companhia: Bonecos da gente
Local: Ateliê CUCA

Mostra selecionada de ciência e tecnologia

Local: Auditório do Museu da República
Campeonato de futebol de areia e oficina de vôlei

Local: Arena de praia
Oficinas de slackline, leparkour e escalada

Local: Arena Radical
Mostra convidada literatura
Livro: Butequim de bêbado tem dono
Convidado: Moacyr Luz

Local: Buteco Literário
Mostra selecionada literatura
Convidado: Marina Mara e Alice Paiva
Local: Buteco Literário
19:00 às 21:00 – Mostras convidadas

Batalha de MC’s

Apresentador: Mc Slow
DJ: Dani Roots
Convidada: Gutierrez
Local: Palco arena de esportes radicais

Roda de bambas
Convidado: Inimigos do Batente e Janaina Moreno
Local: Buteco Literário

Mostra convidada de artes cênicas
Espetáculo: O dia que o boi enfrentou o Papangu
Companhia: Conpanhia CUCA Paraiba
Local: Teatro de Arena

Vernissage da mostra de artes visuais
Convidado: Samba do Feijão – Coletivo 13numanoite
Local: Galeria do Lago – Museu da República

Mostra convidada cinema
Filme: “Couro de Gato” de Joaquim Pedro e “5 X Favela, agora por nós mesmos” comentados por Cacá Diegues e Maria de Andrade
Local: Cinema Museu da República

22:00 às 02:00 – Show

Convidados: Leci Brandão com Rappin Hood e Arlindo Cruz
Local: Quinta da Boa Vista

QUINTA-FEIRA 20 DE JANEIRO DE 2011

10:00 às 13:00 – Conversa de Butiquim: Brasil no Estandarte o samba é meu combate
Mediador: Luiz Carlos Miele
Convidados: Ana de Holanda (ministra da Cultura), Nei Lopes (sambista) e Haroldo Costa (pesquisar do samba)
13:00 às 15:00 – Livre
15:00 às 19:00 – Mostras artísticas e atividades esportivas

Mostra selecionada música
Banda: Abel Ribeiro Quinteto
Banda: Janu e a Matuto Urbano
Banda: Samba Maria
Banda: Partido Leve
Banda: Genética
Banda: JL
Local: Palco praia

17:00 às 19:00 – Mostra selecionada de artes visuais

Performance: Banho de sensibilidade: Degustação com Rosiana Paz
Local: Aterro do Flamengo

Mostra selecionada artes cênicas
Espetáculo: Maria Augusta Bárbara
Companhia: Mab Carboso
Local: Teatro de Arena

Mostra selecionada artes cênicas

Espetáculo: Encontro com a Bahia – Tropifagia, Fanfarra e Arte
Companhia: Tropifagia
Local: Teatro de Arena

Mostra selecionada de ciência e tecnologia

Local: Auditório do Museu da República
Campeonato de futebol de areia e oficina de vôlei
Local: Arena de praia

Mostra selecionada de hip hop (Mostra CUCA)
Convidado: Pandora – Funcionalidade do vestuário dos 4 elementos do hip hop
Local: Arena Radical

Oficinas de slackline, leparkour e escalada
Local: Arena Radical

Mostra convidada literatura
Livro: Os Lusófonos
Convidado: Martinho da Vila
Local: Buteco Literário

Mostra selecionada literatura
Convidado: Confraria poética Guiné
Local: Buteco Literário

Mostra selecionada de cinema

Filme: “A Eternidade”, “Hiato”, “Os olhos não tem cerca”, “Martinho da Vila Paris 77”, “Inventário das Sombras”, “Eldorado: a esperança e o desespero” Sessão CUCA – “Teatro Político: uma história de utopia”
Local: Cinema do Museu da República

19:00 às 21:00 – Mostras convidadas

Batalha de MC’s
Apresentador: Sista
DJ: Soneca
Convidado: MC Funkero
Local: Palco arena de esportes radicais

Roda de bambas

Convidado: Buraco do Galo e Thiago Tomé
Local: Buteco Literário

Mostra convidada CUCA
Convidados: PIM e Bongar
Local: Teatro de Arena

Mostra convidada de cinema

Filmes: “Mestre Jorjão” de Paulo Tiefenthaler, “Paixão” de Sérgio Santeiro e “Rio Zona Norte” de Nelson Pereira dos Santos
Local: Cinema do Museu da República

21:30 às 23:00 – Show

Convidados: Elza Soares e Farofa Carioca
Local: Lapa

SEXTA-FEIRA 21 DE JANEIRO DE 2011

10:00 às 13:00 – Oficinas
Oficina: Dança Popular com Júnior de Paula (Espaço aberto)
Oficina: Circo com Marcos Francisco (Teatro de Arena)
Oficina: Intervenção urbana com Coletivo GOMO (Arena)
Oficina: Stencil e adesivo com Binho (Arena de praia)
Oficina: Parangolés com PIA (Ateliê CUCA)
Oficina: Crônica “O escritor manda notícias” com Gabriel Schilling Pitanga (Buteco Literário)
Oficina: Fanzine (Ateliê CUCA)
Oficina: Cine feminista: Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres com Marcha Mundial de Mulheres (Sala multimeios do Museu da República)
Oficina: Workshop de produção de música independente com Alvo Cultural
Local: Aterro do Flamengo

Mostra selecionada de ciência e tecnologia
Local: Auditório do Museu da República

13:00 às 15:00 – Roda de bambas

Convidado: Democráticos de Guadalupe e Pedro Hugo
Local: Buteco Literário

Mostra convidada de artes cênicas

Convidado: Mestre Jimmy de Oliveira e cia de dança
Local: Buteco Literário

15:00 às 17:00 –Debates simultâneos
Tema 5: Na fronteira das artes cênicas
Convidados: Raquel Karro (Intrépida Trupe), Thierry Tremoroux (ator), Marcos Frota (ator e circense)
Local: Arena

Tema 6: Do CPC ao CUCA

Convidados: Carlos Lyra (CPC), Cacá Diegues (CPC / Cinema Novo), Javier Alfaya (ex-presidente da UNE), Juana Nunes (historiadora da arte)

* Lançamento do LP “A UNE Canta” de Carlos Lyra
Local: Teatro de Arena

Tema 7: Identidade e diversidade cultural brasileira “No tabuleiro da baiana tem”
Convidados: Sérgio Molina (professor da Faculdade Santa Marcelina), Chico Saraiva (bacharel em violão), Aldo Rebelo (deputado federal pelo PC do B – SP)
Local: Arena de praia

Tema 8: Literatura que trafega na mídia digital

Convidados: Beatriz Willcox (Editora Faces e especialista em divulgação de livros via mídia digital), Luis Nassif (escritor e blogueiro), Nathália Klein (roteirista de TV e escritora)
Local: Buteco Literário

17:00 às 19:00 – Mostras artísticas e atividades esportivas

Mostra selecionada CUCA
Convidado: Tchatchos / circo
Local: Ateliê CUCA

Mostra convidada de música

Convidado: Wagner Tiso
Convidado: Orquestra Revelia e Nei Lopes
Local: Palco praia

Mostra selecionada música

Banda: Triêro
Banda: N’zambi
Banda: Babi Jaques e os Sicilianos (Mostra CUCA)
Local: Palco praia

Mostra selecionada artes cênicas

Espetáculo: Asas de Picadeiro
Companhia: Bianca Rihan e Luiza Pomar
Local: Ateliê CUCA

Mostra selecionada de ciência e tecnologia

Local: Auditório do Museu da República
Campeonato de futebol de areia e oficina de vôlei
Local: Arena de praia

Oficinas de slackline, leparkour e escalada
Local: Arena Radical

Mostra selecionada de cinema

Filme: Curtas Noite”, “Caminhos e Passagens”, “O que a lama não leva”, “Direita é a mão que você escreve”, “A gente não quer só comida”

Sessão Colombine”, “Reconstituição – o primeiro do último dia”, “Ocupe por amor”, “68 + 40“, “CUCA Cinejornal no. 1”
Local: Cinema do Museu da República

Mostra convidada literatura

Livro: Guia afetivo da periferia e Carnaval de Poesias
Convidado: Marcos Vinícius Faustini e Sérgio Gramático Jr.
Local: Buteco Literário

Mostra convidada literatura

Convidado: Chacal
Local: Buteco Literário

Mostra selecionada literatura
Livro: ProUni: o olhar dos estudantes beneficiados
Convidado: Fabiana Costa e Corujão da poesia
Local: Buteco Literário

Selecionados

2 – “Carreto”, “Ruído Negro”, CUCA – “Adeus Ano Novo”, Cinejornais

19:00 às 21:00 – Mostras convidadas

Batalha de MC’s

Apresentador: Mc Coé
DJ: Saddam
Convidado: MC Marechal
Local: Palco arena de esportes radicais

Roda de bambas

Convidado: Pedra do sal e Augusto Bapt
Local: Buteco Literário

Mostra convidada artes cênicas
Peça: UNE canta Brasil

Companhia: Cia CUCA
Local: Teatro de Arena

Mostra convidada cinema

Filmes: “Mídia obsoleta” de André Sicuro, “Fuloresta do samba” de Marcelo Pinheiro, “Nelson Sargento” de Estevão Ciavatta, “Geraldo Filme” de Carlos Cortez
Local: Cinema do Museu da República

21:00 às 22:00 – Mostras convidada de teatro

Peça: Torquemada
Convidado: Grupo de Teatro do Oprimido – GTO/SP
Local: CTO Lapa

21:30 às 23:00 – Show

Convidados: Aline Calixto e Martinho da Vila
Local: Lapa

SÁBADO 22 DE JANEIRO DE 2011

10:00 às 13:00 – Oficinas
Oficina: Partido alto com Renatinho Partideiro (Arena de praia)
Oficina: Cinema de bolso com Tenille Bezerra e Maria Carolina Gonçalves (Sala multimeios do Museu da República)
Oficina: Dança popular com Júnior de Paula (espaço aberto)
Oficina: Circo com Marcos Francisco seguido de apresentação “Pathetique” (Teatro de Arena)
Oficina: Crônica “O escritor manda notícias” com Gabriel Schilling Pitanga (Buteco Literário)
Oficina: Stencil e adesivo com Binho (Arena)
Oficina: Parangolés com PIA (Ateliê CUCA)
Oficina: Áudio digital com Ramiro Galas (Teatro de Arena)
Local: Aterro do Flamengo

Mostra selecionada de ciência e tecnologia
Local: Auditório do Museu da República


11:00 às 13:00 – Roda de bamba

Desvernisage da mostra convidada de artes visuais e show lançamento da cerveja GIA
Convidado: Grupo de Interferência Ambiental – GIA
Local: Buteco Literário

13:00 às 15:00 – Debates simultâneos

Tema 9: Grande Othelo, um artista genial
Convidados: Ana Luisa Lima (pesquisadora)
Local: Teatro de Arena

Tema 10: Poéticas e políticas do urbano

Convidados: GIA (Grupo de Interferência Ambiental), Mônica Nador (artista plástica), César Oiticica Filho (Projeto Hélio Oiticica)
Local: Arena

Tema 11: Política cultural no Brasil “esquentai nossos pandeiros iluminai os terreiros”

Convidados: Emir Sader (Casa Rui Barbosa)
Local: Buteco Literário

Tema 12: Meia entrada estudantil

Convidados: Gabriel Alves (CPC da UMES), Queiroga (produtor cultural), Ismael Cardoso (ex-presidente da UBES), Odilon Wagner (diretor da UNE)
Local: Arena de praia

15:00 às 19:00– Culturata

Convidados: Afoxé Dragão do Mar e Bloco das Carmelitas
Local: Aterro do Flamengo

19:00 às 21:00 – Partida dos participantes

* Mostra permanente de artes visuais e intervenções (Galeria do Lago – Museu da República e espaços abertos) Postais do CUCA – Vanessa Stropp

Só a antropofagia nos une – Zaratrusta
Exposição de fotos UFSCtock – Rafael Vilela (varal)
Exposição de fanzine escola LGBT – Deco Ribeiro
Intervenção coletiva e colaborativa – Coletivo Camarada
Intervenção PIA
De que samba você bebe? – Coletivo de Arte (Des)Esperar
Intervenção Além do Olhar – Gardiê Silveira
Grafite oficina – Eduardo Figueiredo
* Práticas esportivas (arena de praia e arena radical)

Fonte: bienaldaune.org.br

CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.

Avenida das Flores, n° 394 - Bairro Residencial Praia Âncora
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O CENTENÁRIO DE NELSON CAVAQUINHO

Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, nasceu em 29 de outubro de 1911, no Rio de Janeiro. Neste ano comemora-se o seu centenário de nascimento.

Nelson foi um importante sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude. Na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.

Seu desenvolvimento com a música inicia-se na família. Seu pai era músico da Banda da Polícia Militar e seu tio tocava violino.

Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nesta época que surgiu o apelido que o acompanhou por toda a vida.

Por volta dos 20 anos, consegue um trabalho na polícia, fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.

Deixou mais de 400 composições, entre elas clássicos como A Flor e o Espinho e Folhas Secas, ambas em parceria com Guilherme Brito, seu parceiro mais frequente.

Sua primeira canção gravada foi Não Faça a Vontade a Ela, em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde, foi descoberto por Cyro Monteiro, que fez várias gravações de suas músicas.

Começou a se apresentar em público apenas em 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica, no Centro do Rio de Janeiro. Em 1970, lançou e o seu primeiro LP, Depoimentos de Poeta, pela gravadora Castelinho. Gravou depois para a RCA Victor, a Odeon e a Gravadora Eldorado.

Suas músicas eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como violão, mulheres, botequins e, principalmente, morte, como em Rugas, Quando Eu me Chamar Saudade, Luto, Eu e as Flores e Juízo Final.

Nelson Cavaquinho morreu na madrugada do dia 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, no Rio de Janeiro.

No carnaval de 2011, a escola de samba G.R.E.S. Estação Primeira da Mangueira homenageará Nelson Cavaquinho pelo seu centenário. “Filho Fiel, Sempre Mangueira” é o nome do enredo que a agremiação levará para a avenida. O músico era torcedor da escola de samba carioca.

Fonte: Enciclopédia Wikipédia

Diretoria do CEPRO

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ESTADO TERÁ PROGRAMA DE FOMENTO À ECONOMIA SOLIDÁRIA

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em segunda discussão, na segunda-feira (20/12), o projeto de lei 2.191/09, que cria o Programa de Fomento à Economia Popular Solidária, dedicado a promover a criação de empresas, cooperativas e grupos organizados e autogeridos de atividades econômicas no estado. A proposta é da deputada Inês Pandeló (PT), que definiu entre as diretrizes do programa a promoção e difusão dos conceitos de associativismo, solidariedade, autogestão, desenvolvimento sustentável e de valorização das pessoas e do trabalho e a incorporação de tecnologias nos empreendimentos da economia popular solidária, entre outros. O programa poderá ser implementado pelo Estado através de convênios com municípios, universidades e instituições de pesquisa e financeiras, além de entidades sem fins lucrativos. O projeto será enviado para o governador Sergio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.

Para Pandeló, a proposta fortalece e incentiva o sistema solidário de trabalho, que, salienta a parlamentar, gerará mais empregos. "Existem muitas pessoas envolvidas em projetos de economia solidária no nosso Estado. Esses projetos geram renda para inúmeras pessoas sustentarem suas famílias nos diversos setores da economia, mas ainda padecem de incentivos do estado. Espero que esta proposta seja sancionada e possa oferecer esse auxílio", apontou a deputada, sugerindo o investimento em um espaço onde estes produtores e artesãos pudessem expor e vender seus produtos. "Grandes capitais do mundo tem grandes centros aonde o turista pode se dirigir para encontrar os produtos locais, tradicionais. O Rio de Janeiro, com a vocação turística que têm, com a aproximação da Copa e das Olimpíadas, não tem", queixa-se.


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BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL



No último dia 21 de abril foi inaugurado oficialmente pela Unesco a Biblioteca Digital Mundial (BDM), um portal gratuito no endereço www.wld.org, que oferece uma seleção de documentos procedentes das grandes bibliotecas internacionais.
A BDM oferece opções de pesquisa e navegação na internet em sete idiomas – inglês, árabe, chinês, espanhol, francês, português e russo – e apresenta conteúdos em mais de 40 idiomas.
A biblioteca foi desenvolvida por uma equipe da Biblioteca do Congresso Americano, com suporte técnico da Biblioteca de Alexandria, no Egito.
O lançamento aconteceu na sede parisiense da Unesco, na presença de seu diretor-geral Koichiro Matsuura, e de James H. Billington, diretor da Biblioteca do Congresso Americano.
Em 2005, a Biblioteca do Congreso propôs a organização de uma BDM para oferecer gratuitamente uma ampla gama de livros, mapas, filmes e gravações oriundas de bibliotecas nacionais.
O projeto, no qual participam a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras 32 instituições associadas, foi desenvolvido por uma equipe da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e participam nele instituições da Arábia Saudita, Brasil, Egito, China, Estados Unidos, Rússia, França, Iraque, Israel, Japão, Grã-Bretanha, México e África do Sul, entre outros países.
Sem esquecer a contribuição de Estados como o Marrocos, Uganda, Qatar, México e Eslováquia.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Recuperando nossa Natureza


Alguns autores que se dedicam a discutir e planejar um mundo melhor para todos dão especial atenção à educação. No entanto, nem todos acreditam que esta possa ser uma ferramenta indispensável ao crescimento econômico e sustentável.
Nossa cidade repleta de beleza natural, precisa mostrar que é consciente quanto à preservação das suas áreas verdes e, consequentemente, preocupada com os efeitos do aquecimento global. Precisamos ser pioneiros constituindo um planejamento de ações na luta contra as drásticas mudanças climáticas.
O aquecimento do planeta vem sendo motivo de preocupação de cientistas há duas décadas, principalmente depois que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – estabelecido pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. De acordo com o IPCC, a Terra vai se tornar mais quente até 2100, o que significa elevação do nível do mar e “catástrofe naturais” mais intensas. A temperatura se elevará em conseqüência, principalmente, do aumento da emissão de gases de efeito estufa. Em Copenhague, no mês que vem, ocorrerá a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), que definirá a nova política internacional de combate às mudanças climáticas.
Apesar do adiamento do governo federal em definir sua proposta climática transferindo a para o dia 14 de novembro, onde levará para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague. O governo Lula quer mais tempo para detalhar as medidas que serão tomadas por setores como agricultura e siderurgia para redução de emissões nacionais de gases de efeito estufa. Até o momento, a única proposta consensual é a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020.
Pelos cálculos do governo, com a redução do desmatamento da Amazônia, o Brasil deixaria de emitir cerca de 580 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. O controle do desmatamento nesse patamar seria suficiente para baixar os níveis de emissões nacionais em cerca de 20%. Para chegar ao número final, o governo vai calcular qual será a redução possível em outros setores. A soma das outras medidas deve ficar entre 17% e 20%. Por tudo isso, há de haver cidadãos preocupados com a questão. Pois, o aquecimento global é irreversível, mas pode ter conseqüências menos desastrosas.
Precisamos que a população de todos os países e a nossa mude a sua forma de consumo, principalmente em relação à energia, transporte e água. Nesta luta devem estar juntos, os governos do mundo, do Brasil do estado, do município, as empresas, universidades, sindicatos, organizações não governamentais, escolas etc. Estratégias contínuas de avaliação devem fazer parte do planejamento do sucesso de qualquer gestão administrativa.
Com esse enfoque, a maioria das cidades no Brasil começam a constituir um Protocolo de Intenções – um documento que registra os esforços da cidade para a redução da emissão de gases de efeito estufa.
Com isso, será possível saber qual a parcela de responsabilidade da cidade no aquecimento do planeta, do poder público e da sociedade civil . Além disso, construir propostas/ação para que grandes impactos sejam neutralizados.
Tenho insistido que essa responsabilidade deve ser de todos/as pois, das empresas, dos governos, das Organizações Não governamentais, imprensa etc. Investir na comunidade e nas parcerias com o estado, isso é ótimo, mas o caminho para a sustentabilidade passa pela participação das pessoas e o investimento na formação social e cultural. Reafirmo, que tão importante quanto preservar o nosso ambiente é poder corrigir os abusos cometidos contra ele, isto é, mudar as mentalidades.
Neste sentido, elenco algumas iniciativas: Investimento nas comunidades através da formação de agentes comunitários verdes, O aumento de áreas verdes realizando campanhas de reflorestamento viabilizando a manutenção dos corredores ecológicos e nas áreas urbana em ruas , praças e jardins; Utilização inteligente dos meios de transporte tanto na parte da utilização do biodiesel como ações para redução do tráfego de veículos na cidade; Mobilizar a comunidade acadêmica já envolvida em estudos sobre o aquecimento global para que produza conhecimento sobre os impactos na cidade. Com ênfase na participação da rede escolar e no apoio a iniciativas da sociedade civil constituindo mobilizações contra o Aquecimento Global e mudanças climáticas e quanto as empresas constituir um pacto de responsabilidade ambiental e social garantindo a redução nos impostos.
Todas essas iniciativas são apenas um ponto de partida para discutir e melhorar a qualidade de vida dos riostrenses, dos brasileiros e do mundo, numa investida contra o aquecimento global. Por tudo isso, um mundo melhor para todos e todas.
Depende de nós...

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO

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