domingo, 30 de junho de 2013

ANP determina comercialização de diesel menos poluente em mais 385 municípios


da Agência Brasil
 
A partir desta segunda-feira (1º), a comercialização do óleo diesel S-500, com menor teor de enxofre, será obrigatória em mais 385 municípios brasileiros, em substituição ao S-1800, de acordo com determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com a medida, cerca de 3 mil, dos 5,5 mil municípios brasileiros, reduzem a emissão de poluentes, beneficiando assim o meio ambiente e a saúde da população. O combustível é utilizado pela frota de caminhões, ônibus e outros veículos de uso rodoviário.

Sete estados brasileiros (a Bahia, o Espírito Santo, Maranhão, a Paraíba, Pernambuco, o Piauí e Sergipe) passam a comercializar exclusivamente o diesel S-500. Em Pernambuco, a exceção é a capital, Recife, e sua região metropolitana, que desde 1º de janeiro deste ano já oferecem o diesel S-10, ainda menos poluente. De acordo com a ANP, em 1º de janeiro de 2014 todo o diesel S-1800 será retirado do mercado brasileiro, substituído pelo S-500.

Desenvolvida de forma gradual pela ANP, a introdução do diesel com menor teor de enxofre vem sendo feita desde 2006. Naquele ano, o S-500 passou a ser comercializado em 237 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, Porto Alegre, do Recife, de Fortaleza, Salvador, Curitiba, Belém, Vitória, Aracaju, Campinas (SP), da Baixada Santista (SP), de São José dos Campos (SP) e do Vale do Aço (MG).  

A partir de 2009, em atendimento ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a ANP elaborou diversas resoluções para o processo de transição. Atualmente, são três os tipos de óleo diesel comercializados no país, diferenciados pelos teores máximos de enxofre: S-10 (10 partículas por milhão – ppm), S-500 (500 ppm) e S-1800 (1800 ppm).


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Projetos de cinco municípios fluminenses vencem Prêmio Rio Sociocultural

da Agência Brasil

Os cinco projetos vencedores da quarta edição do Projeto Rio Sociocultural foram anunciados hoje (25), em cerimônia no Teatro João Caetano, no centro do Rio de Janeiro. Os escolhidos foram os projetos Agência de Redes para Juventude, do Rio de Janeiro; Jurujuba – Pescando Sonhos, de Niterói; Luar de Dança, de Duque de Caxias; Idosos com Amor, de Cabo Frio; e Trem Cultural, de Casimiro de Abreu.

Selecionados entre os dez finalistas por um júri composto por representantes das instituições patrocinadoras e apoiadoras do prêmio, os cinco projetos receberão R$ 10 mil cada. A verba vai se somar aos R$ 5 mil que cada projeto havia recebido, juntamente com os demais finalistas.

Iniciado em 1990 em uma igreja de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com a participação de 16 adolescentes, o projeto Luar de Dança conta hoje com 1.500 alunos, entre crianças, jovens e adultos. Além das aulas de ballet clássico e dança moderna, eles recebem reforço escolar, oficinas de cultivo de horta familiar e de alimentação saudável. “Trouxemos a arte como elemento fortalecedor e transformador da realidade, mas nosso maior resultado será a influência desse trabalho na vida adulta desses jovens”, disse o coordenador do projeto, Deco Batista.

Com atuação há três anos em 17 favelas do município do Rio, o projeto Agência de Redes para Juventude agrega jovens que são incentivados a criar, implementar e manter ações em suas comunidades. A cada ciclo do projeto, 300 jovens ganham uma bolsa de criação no valor de R$ 100, para desenvolver suas ideias por um período de quatro meses. As melhores propostas recebem R$ 10 mil para serem implementadas nas comunidades.

Do outro lado da Baía de Guanabara, o projeto Jurujuba – Pescando Sonhos envolve 100 crianças e adolescentes, em sua maior parte filhos de pescadores da colônia de Jurujuba, em Niterói. O objetivo é melhorar o rendimento escolar e diminuir a taxa de evasão, por meio de oficinas de reforço, dança e artesanato.

Na Região dos Lagos, o projeto Idosos com Amor há 13 anos atende a 110 idosos carentes de Cabo Frio, tendo como foco a inclusão e o resgate da cidadania. Além de receberem atendimento médico e psicológico, eles participam de atividades como o projeto literário Caderno de Contar Histórias, em que relatam suas memórias.

Na mesma região, o projeto Trem Cultural, do município de Casimiro de Abreu, se inspirou nos famosos Doutores da Alegria para levar o humor às crianças internadas nos hospitais da região, por meio da distribuição de livros e da contação de histórias. Mais de 500 crianças são assistidas a cada mês pelo projeto.

Criado em 2009 com objetivo de contemplar ações que contribuam para o crescimento social e o aumento da autoestima das comunidades, o Prêmio Rio Sociocultural bateu nesta edição o recorde de inscrições, com 387 projetos de 69 municípios fluminenses.



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Indignar-se, patrimônio da humanidade. Agora, o Brasil

Por Esther Vivas

Inesperada, intempestiva, não anunciada, assim se apresenta a indignação. Vimos isso em Túnis, no Egito, na Islândia, no Estado espanhol, mais recentemente na Turquia e, agora, no Brasil. A estela indignada surpreendia a todos e hoje se repete na história com o pipocar social brasileiro.

O ciclo de protesto inaugurado com as revoltas no mundo árabe continua em aberto. E, apesar de que todos esses processos de mudança, de emergência do mal estar dos de baixo, partilham elementos em comum, não são cópia e nem decalque. Cada um deles responde às suas próprias particularidades, contextos, experiências... e, assim, escreverão sua história. No entanto, é inegável uma dinâmica de contaminação mútua, e mais ainda em um mundo globalizado, fortemente conectado e com o papel chave e propulsor das redes sociais e dos meios de comunicação.

A indignação expressa nesses dias no Brasil significa sua entrada no continente latino-americano referência das lutas sociais recentes contra o neoliberalismo e o imperialismo. Apesar de que os protestos de massa de estudantes no Chile, em 2011, já demonstravam a saturação da juventude para com uma classe política subordinada aos interesses dos mercados. O atual protesto brasileiro, porém, com todas as suas particularidades, reproduz e, ao mesmo tempo, reinventa discursos, uso de ferramentas 2.0, atores... do ciclo de protesto indignado global.

Os jovens das grandes cidades, esquecidos da política nas altas esferas são os que, uma vez mais, encabeçam a luta. Na maioria, não organizados, muitos deles expressam por primeira vez seu descontentamento tomando as ruas, ocupando o espaço público e fazendo sua voz ser escutada. O que começou como um protesto contra o aumento abusivo das tarifas do transporte público, em um dos países com as taxas mais altas em comparação com os salários populares, derivou em uma mobilização cidadã sem precedentes, a mais importante na história recente do país.

A corrupção, a desigualdade, os péssimos serviços públicos, os grandes eventos e as infraestruturas faraônicas que esvaziam os cofres públicos... são somente algumas das causas. Há também o desgosto com uma classe política que blinda as práticas corruptas, surda e indiferente às demandas sociais, com banqueiros e tecnocratas viciados na usura e no roubo, conservadores religiosos no poder, que ditam leis para "curar homossexuais”, em uma cruzada contra as liberdades sexuais e reprodutivas; e latifundiários assassinos de povos indígenas e ecologistas. Descontentamento latente que, finalmente, explode.

Ante tal mobilização social, as autoridades de dezenas de cidades, entre elas o Rio de Janeiro e São Paulo, tornaram sem efeito o aumento nas passagens de ônibus. A resposta oficial, porém, chegava tarde. Como antes em Sidi Bouzid (Túnis) ou Taksim (Turquia), a mecha já havia sido acesa. O que começou como uma expressão de raiva ante uma injustiça conectou-se a um mal estar muito mais profundo. E o medo começou a mudar de lado. Ficou demonstrado que a indignação é patrimônio da humanidade. Agora é a vez do Brasil. Quem será o seguinte?
 
Fonte: Adital
 
 
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Sobre o momento histórico vivido no Brasil

Por Leonardo Boff

Estou fora do país, na Europa a trabalho e constato o grande interesse que todas as mídias aqui conferem às manifestações no Brasil. Há bons especialistas na Alemanha e França que emitem juízos pertinentes. Todos concordam nisso, no caráter social das manifestações, longe dos interesses da política convencional. É o triunfo dos novos meios e congregação que são as mídias sociais.

O grupo da libertação e a Igreja da libertação sempre avivaram a memória antiga do ideal da democracia, presente, nas primeiras comunidades cristãs até o século segundo, pelo menos. Repetia-se o refrão clássico: "o que interessa a todos deve poder ser discutido e decidido por todos". E isso funcionava até para a eleição dos bispos e do Papa. Depois se perdeu esse ideal nas nunca foi totalmente esquecido. O ideal democrático de ir além da democracia delegatícia ou representativa e chegar à democracia participativa, de baixo para cima, envolvendo o maior número possível de pessoas, sempre esteve presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base, dos Sem Terra e de outros. Mas, nos faltavam os instrumentos para implementar efetivamente essa democracia universal, popular e participativa.

Eis que esse instrumento nos foi dado pelas várias mídias sociais. Elas são sociais, abertas a todos. Todos agora têm um meio de manifestar sua opinião, agregar pessoas que assumem a mesma causa e promover o poder das ruas e das praças. O sistema dominante ocupou todos os espaços. Só ficaram as ruas e as praças que, por sua natureza, são de todos e do povo.

Agora, surgiram a rua e a praça virtuais, criadas pelas mídias sociais.

O velho sonho democrático segundo o qual o que interessa a todos, todos têm direito de opinar e contribuir para alcançar um objetivo comum pode, enfim, ganhar forma.

Tais redes sociais podem desbancar ditaduras, como no Norte da África; enfrentar regimes repressivos, como na Turquia; e agora mostram no Brasil que são os veículos adequados de revindicações sociais, sempre feitas e quase sempre postergadas ou negadas: transporte de qualidade (os vagões da Central do Brasil têm quarenta anos), saúde, educação, segurança, saneamento básico. São causas que têm a ver com a vida comezinha, cotidiana e comum à maioria dos mortais. Portando, coisas da Política em maiúsculo. Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites. Estas costumavam fazer políticas pobres para os pobres e ricas para os ricos. Essa lógica deve mudar daqui para frente. Ai dos políticos que não mantiverem uma relação orgânica com o povo. Estes merecem ser varridos da praça e das ruas.

Escreveu-me um amigo que elaborou uma das interpretações do Brasil mais originais e consistentes, o Brasil como grande feitoria e empresa do Capital Mundial, Luiz Gonzaga de Souza Lima. Permito-me citá-lo: "Acho que o povo esbarrou nos limites da formação social empresarial, nos limites da organização social para os negócios. Esbarrou nos limites da Empresa Brasil. E os ultrapassou. Quer ser sociedade, quer outras prioridades sociais, quer outra forma de ser Brasil, quer uma sociedade de humanos, coisa diversa da sociedade dos negócios. É a Refundação em movimento".

Creio que este autor captou o sentido profundo e, para muitos, ainda escondido das atuais manifestações multitudinárias que estão ocorrendo no Brasil.

Anuncia-se um parto novo. Devemos fazer tudo para que não seja abortado por aqueles daqui e de lá de fora que querem recolonizar o Brasil e condená-lo a ser apenas um fornecedor de commodities para os países centrais que alimentam ainda uma visão colonial do mundo, cegos para os processos que nos conduzirão fatalmente a uma nova consciência planetária e à exigência de uma governança global. Problemas globais exigem soluções globais. Soluções globais pressupõem estruturas globais de implementação e de orientação. O Brasil pode ser um dos primeiros nos quais esse inédito viável pode começar a sua marcha de realização. Dai ser importante não permitirmos que o movimento seja desvirtuado. Música nova exige um ouvido novo. Todos são convocados a pensar este novo, dar-lhe sustentabilidade e fazê-lo frutificar num Brasil mais integrado, mais saudável, mais educado e melhor servido em suas necessidades básicas.


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Por trás das manifestações de massa

Por Marcelo Barros

Para quem busca uma sociedade mais justa, é uma alegria e alento ver o povo ir às ruas não somente para o carnaval e partidas de futebol, mas também para expressar sua insatisfação com diversos aspectos do país. Evidentemente, nenhuma pessoa de bom senso é favorável a atos de vandalismo e violência. Entretanto, fica cada vez mais claro que tais abusos são cometidos por indivíduos estranhos às manifestações.

Sem dúvida, ainda é cedo para conclusões e mesmo análises mais completas dessas movimentações. Entretanto, podemos propor algumas impressões primeiras. Sem dúvida, um ato social e de conteúdo político reunindo milhares de pessoas tem de ser levado a sério. Indica que as formas atuais de fazer política merecem uma séria revisão. É direito da sociedade expressar sua insatisfação e exigir correção de rota em tudo o que diz respeito ao interesse coletivo. Os políticos e seus partidos podem representar uma parte da sociedade. Os governantes recebem um mandato para dirigir o país, mas devem sempre prestar contas à sociedade que os elegeu. Representar os eleitores não significa substituí-los, ou ignorar e menosprezar o sentimento popular. Essas manifestações de massa expressam uma insatisfação que vem se aprofundando em amplos setores da população em relação aos três poderes que nos governam. Independentemente da política partidária e de posições ideológicas, grande parte da juventude aspira a formas novas de exercício da autoridade, gerência do público e do bem comum.

As instituições vigentes precisam ser revistas para fortalecer uma democracia mais profunda e popular. Entretanto,é preciso avançar para não derrubá-las substituindo-as por uma anarquia aparentemente espontânea, que acaba por favorecer o pior. Mahatma Gandhi afirmava que quem não gosta de política tem direito de não gostar, mas será sempre governado pelos piores políticos. As manifestações que têm ocorrido no Brasil lembram as ocorridas no norte da África, na Espanha e em outros lugares do mundo. Sem projetos claros, quase sempre acabam nas mãos da direita. Na Espanha, o protesto dos milhares de indignados resultou na eleição do governo mais de direita dos últimos anos. No norte da África, a primavera árabe redundou em governos fundamentalistas e de fisionomia militar. Será diferente no Brasil? Jornalistas de televisões e jornais tem sido hostilizados nas ruas e, graças a tecnologia, os próprios manifestantes reportam os acontecimentos da rua.

Esse repúdio talvez signifique que as pessoas não se vejam na grande mídia, nem seus interesses refletidos nos meios de comunicação. Não querem também ver o movimento instrumentalizado por políticos tradicionais e os partidos de sempre. Entretanto, é sempre bom cuidar para que as mobilizações não acabem servindo ao lado que não representa as mudanças desejadas. Ainda não chegamos ao tempo em que o lobo pastará com o cordeiro e o leão comerá capim com o jumento. Que Deus inspire os manifestantes. É o direito de todos irem às ruas e manifestarem seu descontentamento com tanta coisa que anda errada no país. Exigir que o governo federal e os estaduais e municipais abram instrumentos de diálogo com a população. Mostrem poder de mobilização, não só para expressar o que não querem, mas para afirmar o que propõem. E principalmente, não troquem uma democracia mesmo imperfeita e defeituosa pelo caos. Os movimentos sociais organizados e as representações da sociedade civil, desde associações de bairro até partidos políticos devem sentir-se convocados a reinventar-se e a engajar-se em um mutirão de propostas para a construção de um Brasil mais igualitário e justo. Para quem é cristão, quanto mais se amplia o exercício da cidadania, mais se testemunha a realização do projeto divino no mundo e a presença do amor divino que está não somente em nós, mas nas ruas e praças do país quando conscienciosamente lutamos pela paz e pela justiça.

Fonte: Adital


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