quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hábitos saudáveis são fundamentais para prevenir infarto em mulheres

Cada vez mais comum, o infarto acomete mulheres em todo o mundo. Os principais motivos estão relacionados ao estilo de vida inadequado. E, na maioria das vezes, os sintomas são diferentes dos sintomas típicos do homem.

De acordo com o cardiologista do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, e presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Justo Antero Leivas, no Brasil, a cada três mortes em mulheres, uma está relacionada ao infarto. “As mulheres podem apresentar falta de ar e buscam a emergência achando que pode ser outra coisa, mas quando é atendida recebe o diagnóstico de infarto”, explica.

Segundo Leivas, o atendimento precoce é fundamental e as mulheres não devem esperar o aparecimento de qualquer sintoma, como dores no peito, falta de ar e náuseas. “O sucesso do tratamento do infarto está relacionado a isso, ou seja, reabrir a artéria que está obstruída. Uma frase que usamos na medicina: tempo é miocárdio, tempo é músculo. Isso significa que na medida que perdemos na atitude, perderemos uma quantidade do músculo do coração para fazer a sua função”, ressalta o cardiologista. Caso a mulher tenha algum sintoma, ela deve pedir ajuda às pessoas próximas e ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – pelo número 192. O profissional de saúde irá avaliar o caso e realizar os primeiros procedimentos.

Mito na Internet – Circula na Internet um boato dizendo que se a pessoa tomar dois copos de água antes do repouso à noite reduz a incidência de infarto. Conforme o cardiologista Leivas, isso não é verdade. “A hidratação é recomendada, mas o fato de ingerir água antes de deitar não muda o curso de uma doença cardiovascular”, desvenda.

Com a idade avançada, a mulher perde um pouco o fator de proteção dos hormônios e a chance de desenvolver um infarto é maior quando entra na fase da menopausa. O cardiologista destaca que atualmente há uma antecipação devido aos maus hábitos. “Os infartos costumavam ocorrer em uma fase adiantada da vida, mas isso está se antecipando no mundo, pois hoje em dia, as mulheres fumam mais, não praticam atividades físicas e se alimentam mal. Hábitos que levam à obesidade, diabetes e hipertensão – doenças mais propensas a levar ao infarto”, afirma.

O stress, segundo ele, também é um dos fatores que contribuem para aumentar a incidência de casos, pois tem muita ligação com o sistema cardiovascular. A recomendação é que as pessoas dediquem parte do seu tempo a momentos de descontração e lazer. “A questão que se discute hoje é mobilizar a população de que o infarto pode ocorrer em qualquer pessoa. A única maneira é mudar os hábitos do cotidiano e o item principal é a prevenção”, conclui Justo Leivas.

Fonte:  Blog da Saúde.


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O seio materno

por Drauzio Varella
 
Deficiências nutricionais durante a vida fetal têm consequências mais duradouras do que sonha nossa vã filosofia. Experimentos naturais, como a epidemia de fome dos invernos de 1944 e 1945 na Holanda em guerra e os jejuns religiosos, deram origem aos primeiros estudos sobre o tema. Os efeitos tardios da “Fome do Inverno Holandês” incluem a obesidade dos homens ao atingir 19 anos, as características da deposição de gordura no corpo das mulheres e o aumento da incidência de esquizofrenia e hipertensão arterial.

Inquéritos epidemiológicos mostram que a exposição pré-natal ao prolongado jejum diurno, praticado pela mulher grávida no Ramadã, aumenta em 20% a incidência de problemas de saúde em adultos muçulmanos de Uganda e Iraque.

Há muito se sabe que a deficiência de iodo durante a gravidez pode provocar rebaixamento do QI. Antes da adição de iodo ao sal de cozinha, essa era a principal causa de retardo mental infantil passível de prevenção. Num trabalho feito na Tanzânia, meninas nascidas de grávidas que receberam suplementação de iodo apresentaram seis meses a mais de escolaridade do que os irmãos sem esse cuidado pré-natal.

Observações desse teor sempre foram vistas com reservas, porque as deficiências nutricionais durante a vida intrauterina e a primeira infância dependem do tipo, da intensidade e do período em que ocorreram, da dieta na primeira infância, da atividade física, das condições familiares, econômico-sociais e da predisposição genética.

Apesar das ressalvas, a literatura especializada acumulou evidências sólidas de que a subnutrição do feto está associada a diversas enfermidades crônicas na vida adulta. Hipertensão, doença coronariana, câncer e diabetes, são algumas delas.

Um levantamento conduzido no Brasil, Guatemala, Índia, África do Sul e Filipinas mostrou que o tamanho do bebê ao nascer e o ganho de peso nos 48 meses seguintes guardam relação com a resistência à insulina, distúrbio metabólico associado ao risco de diabetes na vida adulta.

Amamentar o bebê por pelo menos seis meses traz benefícios que vão além da redução do risco de diarreia e outras infecções. Um estudo randomizado revelou aumento de 6 pontos no QI das crianças amamentadas exclusivamente no peito, em relação às que não mamaram. Outros encontraram aumentos menores: da ordem de 1 a 3 pontos.

Além do ganho em inteligência, a amamentação oferece a vantagem de retardar a ovulação e as menstruações por períodos que vão além dos seis meses, evitando gestações muito próximas, responsáveis pelo aumento da mortalidade infantil e materna.

A amamentação nos níveis atuais, comparada com a falta dela, evita o nascimento de 53 milhões de crianças por ano, principalmente nos lugares mais pobres. Se todos os países reforçassem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de amamentar exclusivamente no peito, pelo menos, durante seis meses, deixariam de nascer mais 12 milhões.

A amamentação reduz o impacto de enfermidades degenerativas, como hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutivo-crônica, eventos cardiovasculares e obesidade, que consumiram globalmente 863 bilhões de dólares em assistência médica e perda de horas no trabalho em 2010. Mulheres que amamentam seus filhos correm menos risco de câncer de mama antes da menopausa, e de câncer de ovário.

Em 1996, uma pesquisa sobre as políticas públicas para promover a amamentação, com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil na América Latina, publicada na revista Health Policy Plan, demonstrou que basta investir 150 dólares para evitar uma morte por diarreia. A estimativa coloca a estratégia entre as ações mais eficazes para a sobrevivência das crianças.

Esse cálculo não leva em consideração os ganhos de QI nem a redução da incidência de doenças degenerativas, que consomem boa parte dos recursos da saúde, mesmo em países mais pobres.

Drauzio Varella é médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo.

Fonte:  Carta Capital.

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Congresso promulga emenda que cria o Sistema Nacional de Cultura

da Agência Brasil
 
A Emenda Constitucional 71/12, promulgada hoje (29) pelo Congresso Nacional, institui o Sistema Nacional de Cultura (SNC) para fortalecer a gestão pública da cultura em modelo que dá autonomia, em regime de colaboração, à sociedade civil, União, aos municípios, estados e ao Distrito Federal. Falta agora a aprovação de projeto de lei ordinária que regulamente o Sistema.  

O autor da emenda é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), porém o texto aprovado é o substitutivo da comissão especial da Câmara dos Deputados, assinado pelo relator Paulo Rubem Santiago (PDT-PE).
Na solenidade, Pimenta fez uma saudação ao diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), José Nascimento Peixe. “Ele foi a primeira pessoa que me procurou com a proposta original de apresentação desta PEC”, disse Pimenta.

O deputado petista saudou o secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, João Roberto Peixe, que “trabalhou muito durante estes últimos anos como incentivador desta construção”.

A promulgação da emenda vai criar condições agora, do ponto de vista político e jurídico, para a constituição dos sistemas municipais e estaduais de cultura, disse o secretário.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que todos os envolvidos “tiveram a sensibilidade e a clareza política da importância da cultura no nosso país que, de maneira transversal, organiza e mobiliza milhões de brasileiros”.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy disse que o Congresso Nacional e o Executivo fazem história. “É como se estivéssemos entregando à Nação brasileira a certidão de nascimento da política de Estado de cultura no Brasil. A promulgação do Sistema Nacional de Cultura legitima uma estrutura que vai articular e organizar a gestão cultural, aproximando as administrações federais, estaduais e municipais e a sociedade civil”, disse a ministra.
 

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Presépio com relíquias europeias do século 18 está em exposição no Rio

da Agência Brasil

O público do Rio de Janeiro pode conferir, até o dia 23 de dezembro, o maior presépio da cidade, montado com miniaturas do século 18 e 19 que representam a cidade de Nápoles. Ele está exposto no Centro Cultural da Fundação Cesgranrio, no Rio Comprido, zona norte do Rio.

A maquete de 90 metros quadrados conta com 3.500 peças das quais 80% são em terracota. Na grande maioria, as miniaturas vieram da Itália. De acordo com o produtor cultural do espaço, Anton Vasconcellos, as relíquias foram compradas separadamente e a exposição atual brinca com a história do Natal.

“O presépio mistura Nápoles do século 18 com Jerusalém na época do nascimento do menino Jesus. Tem toda uma historinha na montagem desse presépio: é um garoto que sonha, na época do Natal, que o nascimento do Menino Jesus está sendo na cidade dele”.

Dessa forma, o presépio não retrata apenas o tradicional estábulo com a manjedoura, e sim toda a cidade de Nápoles em festa, com dança e comidas típicas da região italiana.

“Alguns bonecos são articulados, é uma festa, até para fazer uma alusão de que o nascimento de Cristo é uma festa, é uma ocasião, se não a mais, das mais alegres que já aconteceu. Então, tem toda essa mistura, tem essa brincadeira, tem o palácio de Herodes ao fundo, tem o povo dançando, o povo fazendo festa”, explica o produtor.

O chamado presépio napolitano é montado na cidade desde 1994, com novas peças agregadas a cada ano. Ele ficava na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, no Flamengo, antes de ocupar o espaço do antigo Le Buffet, no prédio anexo ao campus da Fundação Cesgranrio, onde é montado desde o ano passado.

No local de exposição também podem ser vistas a maquete da Cidade de Neve, que representa uma cidade americana no Natal, e a Cidade do Papai Noel, com o bom velhinho em diversas situações. A expectativa dos organizadores é receber cerca de 100 pessoas por dia.

A visitação é de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h. Às sextas-feiras, sábados e domingos também é encenado o espetáculo infantil O dia que o Papai Noel Foi Raptado. O ingresso é 1 quilo de alimento não-perecível. Os produtos recolhidos serão doados para a Comunidade Emanuel, em Botafogo.


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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cerca de 85% dos brasileiros separariam o lixo caso serviço de coleta seletiva estivesse disponível, aponta Ibope

da Agência Brasil

A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada hoje (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.

Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o percentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínios ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.
Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.

O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relaciona ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.

Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.

Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto percentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.

O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade.


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