quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Escassez de água pode forçar população a se tornar vegetariana, aponta estudo


Em 2015, até 605 milhões de pessoas continuarão sem acesso a água potável. A projeção é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Uma das maiores consequências dessa situação é a escassez de alimentos.

O relatório Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar, divulgado em 27 de agosto, na Suécia, aponta que, devido a falta de água, a população terá que mudar seus hábitos alimentares, e substituir a carne por vegetais.

Para os cientistas, a medida é uma opção para reduzir os riscos da escassez do recurso, uma vez que a dieta vegetariana poupa de cinco a dez vezes o consumo de água em relação a proteína animal. “A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, destaca o documento.

A relatora especial das Nações Unidas para o direito humano à água e ao saneamento básico, Catarina de Albuquerque, afirmou que cerca de 70% dos recursos usados na agricultura são empregados na produção de alimentos considerados por ela como supérfluos.


“A água utilizada para a agricultura não é toda para realizar o direito humano à alimentação. Aliás, 70% da água utilizada na agricultura serve para produzir alimentos de luxo, desnecessários, supérfluos para a realização ao direito à alimentação. É a carne que vem do Brasil ou as mangas que vêm da Argentina, os ananases da Costa Rica, as laranjas de Israel ou os tomates do Marrocos. São as t-shirts de algodão que vêm da Índia. Nós também temos que pensar no quanto estamos gastando de água.”, ressaltou à Rádio ONU.

Saneamento básico e desigualdades

Na Semana Mundial da Água, realizada de 16 a 22 de agosto, em Estolcomo (Suécia), o Unicef declarou que o acesso a água e ao saneamento básico depende do progresso na luta contra as desigualdades sociais.
“O problema são as desigualdades. Isso quer dizer que muito do progresso que tem sido realizado, tanto em termos de água, como em termos de saneamento se verifica nas grandes cidades, em grandes centros urbanos. Isto quer dizer que aquelas pessoas que vivem em favelas ou em zonas rurais mais remotas têm sido esquecidas e deixam de ser contempladas no progresso que o mundo tem verificado ao longo dos últimos anos”, explicou o órgão.


Fonte: EcoD.


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terça-feira, 28 de agosto de 2012

A dimensão do profundo: o espírito e a espiritualidade

Por Leonardo Boff

O ser humano não possui apenas exterioridade que é sua expressão corporal. Nem só interioriadade que é seu universo psíquico interior. Ele vem dotado também de profundidade que é sua dimensão espiritual.

O espírito não é uma parte do ser humano ao lado de outras. É o ser humano inteiro que por sua consciência se percebe pertencendo ao Todo e como porção integrante dele. Pelo espírito temos a capacidade de ir além das meras aparências, do que vemos, escutamos, pensamos e amamos. Podemos apreender o outro lado das coisas, o seu profundo. As coisas não são apenas ‘coisas’. O espírito capta nelas símbolos e metáforas de uma outra realidade, presente nelas mas que não está circunscrita a elas, pois as desborda por todos os lados. Elas recordam, apontam e remetem à outra dimensão a que chamamos de profundidade.

Assim, uma montanha não é apenas uma montanha. Pelo fato de ser montanha, transmite o sentido da majestade. O mar evoca a grandiosidade, o céu estrelado, a imensidão, os vincos profundos do rosto de um ancião, à dura luta da vida e os olhos brilhantes de uma criança, o mistério da vida. 

É próprio do ser humano, portador de espírito, perceber valores e significados e não apenas elencar fatos e ações. Com efeito, o que realmente conta para as pessoas, não são tanto as coisas que lhes acontecem mas o que elas significam para suas vidas e que tipo de experiências marcantes lhes proporcionaram. 

Tudo que acontece carrega, existencialmente, um caráter simbólico, ou podemos dizer até sacramental. Já observava finamente Goethe: "tudo o que é passageiro não é senão um sinal” (Alles Vergängliche ist nur ein Zeichen”). É da natureza do sinal-sacramento tornar presente um sentido maior, transcendente, realizá-lo na pessoa e fazê-lo objeto de experiência. Neste sentido, todo evento nos relembra aquilo que vivenciamos e nutre nossa profundidade. 

É por isso que enchemos nossos lares com fotos e objetos amados de nossos pais, avós, familiares e amigos; de todos aqueles que entram em nossas vidas e que tem significado para nós. Pode ser a última camisa usada pelo pai que morreu de um enfarte fulminante com apenas 54 anos, o pente de madeira da avó querida, que faleceu há anos; ou a folha seca dentro de um livro, enviada pelo namorado cheio de saudades.

 Estas coisas não são apenas objetos; são sacramentos que nos falam para o nosso profundo, nos lembram pessoas amadas ou acontecimentos significativos para nossas vidas

O espírito nos permite fazer uma experiência de não-dualidade, tão bem descrita pelo zenbudismo. "Você é o mundo, é o todo” dizem os Upanishads da Índia enquanto o guru aponta para o universo. Ou "Você é tudo” como muitos yogis dizem. O Reino de Deus (Malkuta d’Alaha, ou os Princípios Guias do Todo) estão dentro de vós”, proclamou Jesus. Estas afirmações nos remetem a uma experiência viva ao invés de uma simples doutrina. 

A experiência de base é que estamos ligados e religados (a raiz da palavra ‘religião’) uns aos outros e todos com a Fonte Originária. Um fio de energia, de vida e de sentido passa por todos os seres tornando-os um cosmos ao invés de caos, uma sinfonia ao invés de cacofonia. Blaise Pascal que além de genial matemático era também místico, disse incisivamente; "é o coração que sente Deus, não a razão” (Pensées, frag. 277). Este tipo de experiência transfigura tudo. Tudo se torna permeado de veneração e unção.

As religiões vivem desta experiência espiritual. Elas são posteriores a ela. Articulam-na em doutrinas, ritos, celebrações e caminhos éticos e espirituais. Sua função primordial é criar e oferecer as condições necessárias para permitir a todas as pessoas e comunidades de mergulharem na realidade divina e atingir uma experiência pessoal do Espírito Criador. Infelizmente muitas delas se tornaram doentes de fundamentalismo e de doutrinalismo que dificultam a experiência espiritual.

Esta experiência, precisamente por ser experiência e não doutrina, irradia serenidade e profunda paz, acompanhada pela ausência do medo. Sentimo-nos amados, abraçados e acolhidos pelo Seio Divino. O que nos acontece, acontece no seu amor. Mesmo a morte não nos mete medo; é assumida como parte da vida, como o grande momento alquímico da transformação que nos permite estar verdadeiramente no Todo, no coração de Deus. Precisamos passar pela morte para viver mais e melhor.


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MinC vai entregar em setembro plano para estimular e fortalecer economia criativa


Agência Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) estima concluir, ainda na primeira quinzena de setembro, a redação do Plano Brasil Criativo, iniciativa com a qual o governo federal espera estimular e fortalecer a chamada economia criativa - conceito relativamente novo que, em resumo, diz respeito à produção de bens, serviços e tecnologias, em diversas áreas, cuja matéria-prima de maior valor é a criatividade, a capacidade intelectual e o domínio técnico.

“Vamos [Minc] terminar nossa parte até esta sexta-feira [31] e nossa expectativa é que, até meados de setembro, tenhamos acertado tudo com os demais ministérios e com a Casa Civil”, disse o secretário-executivo do MinC, Vitor Ortiz, durante uma oficina para a qual a Secretaria de Economia Criativa convidou representantes de diversos segmentos artístico-culturais.

Entre os convidados para discutir o cenário atual e colaborar na elaboração do documento, que será entregue à presidenta Dilma Rousseff tão logo seja aprovado pela Casa Civil, estão os estilistas Jum Nakao e Ronaldo Fraga, o designer Marcelo Rosembaum, o diretor teatral Chico Pelúcio (um dos fundadores do Grupo Galpão), o artesão pernambucano mestre Espedito Seleiro, o chefe de cozinha Fernando Barroso, entre outros.

De acordo com a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, a elaboração do plano teve início no ano passado e é coordenado pela Casa Civil, que determinou que o documento final não seja generalista. O debate desta segunda-feira (27) foi o último de uma série de iniciativas para que os criadores apresentassem sugestões de mudanças nas leis, relatassem experiências bem-sucedidas e apontassem os gargalos para que o Brasil aproveite seu potencial e se torne uma referência.

“O plano tem que criar condições estruturantes para o campo criativo brasileiro. Ou seja, tem que criar ações que não sejam passageiras, mas sim permanentes. Ninguém vai construir um Brasil criativo em dois anos. Este é um plano para 20 anos, para que o país seja uma referência mundial de um novo modelo econômico no qual a cultura seja um eixo estratégico de desenvolvimento”, disse a secretária, garantindo que o plano tem o propósito de incluir socialmente os microempreendedores artístico-culturais cuja atividade, hoje, não é legalmente reconhecida.

“Isso exige, por exemplo, mudanças nos marcos legais. Como eu posso, por meio de mudanças de leis ou por meio de portarias, ajudar a fomentar esta economia? Neste sentido, cada setor tem sua demanda. Um circo, por exemplo, precisa circular e, para isso, pode se beneficiar de uma desoneração de pedágios, além de ter, nos municípios, terrenos apropriados para se instalarem”, exemplificou a secretária.

Segundo Cláudia, além da necessidade de um aprimoramento das informações a respeito do setor artístico-cultural, que, em grande parte, hoje, vive na informalidade, a execução do Plano Brasil Criativo vai exigir mais recursos, mesmo que boa parte dos objetivos da iniciativa envolva a coordenação de ações que já vem sendo desenvolvidas por outros ministérios como forma de otimizar os recursos já aplicados.

“Mapeamos o que os 12 ministérios com quem estamos discutindo o plano já vem fazendo nesta área de estímulo à economia criativa, mas também estamos pedindo mais recursos, especialmente para o Ministério da Cultura, que precisa de mais dinheiro para poder fazer com que este plano chegue a todo o país”, disse a secretária, sem saber precisar quanto será necessários para colocar o Plano Brasil Criativo em prática. “Estimo que se somarmos tudo o que já vem sendo aplicado pelos ministérios ultrapassaremos R$ 1 bilhão, mas só vamos ter o valor exato em meados de setembro”.


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Filmes profissionais e amadores de todo o país participam em setembro do Festival Curta Cabo Frio





da Agência Brasil
 

Considerado o maior evento cinematográfico da Região dos Lagos fluminense, o Festival Curta Cabo Frio chega à sua sexta edição, com uma variada programação, entre os dias 1º e 9 de setembro. Este ano, foram inscritos cerca de 680 filmes de todo o país, realizados por profissionais ou amadores, para as quatro mostras competitivas e dez não competitivas. Desse total,  estão sendo selecionados para exibição mais de 150 curta-metragens, em formato película ou digital, além de 20 longas.

Aberto às novas mídias, o festival tem como destaque a mostra competitiva que, a cada ano, premia os curtas produzidos com câmera de celular ou fotográfica. Outra marca do evento são as oficinas de audiovisual, abertas à população local, e as realizadas com os alunos da rede de ensino do município.

Embora ainda sem condições de competir com os demais concorrentes, os produtores da Região dos Lagos vêm aumentando a cada edição do evento. “A produção de profissionais da região cresce a cada ano, mas a produção nacional, que é a mesma que participa dos melhores festivais do Brasil e do exterior, acaba ganhando o festival”, afirma o curador do Curta Cabo Frio, Milton Alencar Jr.

Durante o evento, o Teatro Municipal de Cabo Frio se transforma em sala de cinema para a exibição dos filmes, que também podem ser vistos em sessões gratuitas no Cine Recreio, na Casa de Cultura Carlos Scliar e em diversas escolas. Ao todo, serão 12 locais de exibição, incluindo três praças públicas em comunidades percorridas pelo caminhão do festival.

A expectativa dos organizadores é que o evento reúna um público de cerca de 15 mil pessoas. Em alguns de seus nove dias de realização, o festival coincidirá com o feriadão de 7 de setembro, que sempre atrai milhares de visitantes a Cabo Frio e a outras cidades da região.

A programação completa está disponível no site www.festivalcurtacabofrio.com.br.


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Dia do Voluntariado homenageia brasileiros que oferecem trabalho solidário

Da Agência Brasil

Todos os dias, milhares de brasileiros dedicam um momento de suas vidas para ajudar a alfabetizar adultos, cuidar de idosos, visitar presidiários, contar histórias para crianças em abrigos. Esse trabalho, que remete ao século 16, com a instalação das primeiras santas casas no Brasil, é lembrando hoje (28), quando se comemora o Dia Nacional do Voluntariado.

Depois de ampliar sua atuação, inicialmente vinculada à esfera religiosa, para alcançar a sociedade laica, o voluntariado mobilizou o país nos anos 1990 por meio das campanhas da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, lideradas por Herbert José de Souza, o Betinho. Hoje, o trabalho voluntário busca ampliar sua organização e eficiência.

Um exemplo da profissionalização está nas ações da Cruz Vermelha no país. Há 18 anos sem uma campanha explícita de busca por novos voluntários, a entidade conta com cerca de 2 milhões de colaboradores hoje, além dos funcionários. Na formação do voluntariado, há cursos de primeiros socorros e apresentação da dinâmica da própria entidade, que presta socorro humanitário e social.

A entidade investe na informatização do seu sistema de acionamento de voluntários, atualmente em desenvolvimento, cujo início de funcionamento está previsto para dezembro. A atuação desses voluntários é fundamental para o êxito da Cruz Vermelha nacional, segundo seu presidente, Valmir Serra.

A profissionalização também se dá por meio da gestão. Com apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Petrobras, a organização não governamental (ONG) Parceiros Voluntários lançou este ano o livro ONG – Transparência Como Fator Crítico de Sucesso. A obra relata o desenvolvimento e metodologia de três tecnologias sociais desenvolvidas pela empresa, que consistem em formas de buscar recursos e parceiros estratégicos.

O Centro Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) aproveitou a data para realizar ações com as empresas que compõe a entidade, em ação conjunta focada na temática Planeta em Boas Mãos. Segundo pesquisa da entidade, somente entre as 30 empresas públicas e privadas que a compõe, as ações sociais cobrem cerca de 800 municípios, em todas as regiões do país.

O trabalho voluntariado é regulado no Brasil pela Lei 9.608/1998. De acordo com a norma, considera-se serviço voluntário “a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade”.

A atuação do voluntário, segundo a mesma lei, “não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim”.


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