quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Saneamento básico ainda é motivo de morte no Brasil


Ananideua, um município próximo a Belém, tão próximo que parece um bairro, registrou em 2011 o alarmante número de 904 internações por diarreia para cada 100 mil habitantes. Em 2012 a cidade conseguiu bater seu recorde entre os 100 maiores municípios brasileiros e marcou 1210 pessoas internadas com doenças causadoras de diarreias. Na outra ponta, das menores ocorrências de doenças com diarreia, ficou em 2011 a cidade paulista de Taubaté, com 1,4 internação para cada 100 mil habitantes. O caso de Ananideua chama a atenção porque o município que vem logo em seguida, Belford Roxo (RJ), registrou em 2011 menos da metade dos casos, 399,4 internações para cada 100 mil habitantes. Esses dados foram levantados pela organização não governamental Instituto Trata Brasil, que monitora o saneamento básico no Brasil.

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que 88% das mortes por diarreia no mundo são causadas pelo saneamento inadequado, enquanto a Unicef demonstra que essa é a segunda maior causa de mortes entre crianças de 0 a 5 anos e se estima que a cada ano 1,5 milhão de crianças nessa idade morram a cada ano em todo o mundo vítimas de doenças diarreicas. O estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, divulgado no final de fevereiro, procura, através de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), medir o impacto sobre a saúde da população exposta ao saneamento básico inadequado nos 100 maiores municípios brasileiros. O estudo levantou dados de 2008 a 2011, em alguns casos 2012, e demonstrou que em quase metade dos municípios (49%) existe apenas uma oscilação nos números de internações, sem apresentar nenhuma tendência clara de melhora no indicador. Em 2011, 396.048 pessoas deram entrada no SUS com doenças diarreicas, enquanto 54.399 vivem nos 100 maiores municípios do país.

De todas as internações, cerca de metade são crianças de 0 a 5 anos, justamente a faixa etária mais fragilizada pela falta de saneamento básico, sendo que em algumas cidades essa taxa chega a mais de 70% como é o caso de Duque de Caxias (RJ), Juazeiro do Norte (CE), Macapá (AP), Feira de Santana (BA), Belém (PA), Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

Dados de 2011 apontam que os gastos do SUS com internações por diarreia foram de R$ 140 milhões e os municípios que mais gastaram foram justamente aqueles com piores indicadores de saúde e de saneamento básico. Enquanto Ananideua o gasto total por 100 mil habitantes foi de R$ 314.459,00, na cidade de Taubaté o gasto foi R$ 721,00 para a mesma população.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) mostram que são poucas as cidades, entre as 100 maiores do país, que podem ostentar a marca de 100% de seus esgotos coletados (o que não significa tratados), são elas Santos, Piracicaba, Jundiaí e Franca, no estado de São Paulo, e a capital mineira, Belo Horizonte.

Esses números reforçam a urgência de aplicação dos recursos previstos para saneamento básico em todo o Brasil. Existem políticas e planos nacionais para a gestão de recursos hídricos e saneamento, sem, no entanto, haver um esforço concentrado na aplicação em obras que possam reverter este quadro de desastre vivido pela população, principalmente das áreas mais pobres do país.

Às vésperas de mais um Dia Mundial da Água, que é comemorado em 22 de março, o Brasil pouco tem a comemorar. Nas grandes cidades a questão do abastecimento de água é cada vez mais complexa, com as empresas de água tendo de buscar o recurso em mananciais cada vez mais distantes, justamente pela falta do saneamento e do tratamento de esgotos, que coloca os rios das regiões mais habitadas entre os mais poluídos do mundo.

É hora de se entender que a água limpa e o saneamento básico são indicadores de desenvolvimento muito mais importantes do que o Produto Interno Bruto. 

Fonte: Envolverde
Leia aqui a íntegra do relatório do Instituto Trata Brasil. 

 Dal Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde, passou por diversas redações da grande mídia paulista, como Agência Estado, Gazeta Mercantil, revistas IstoÉ e Exame. Desde 1998 dedica-se à cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, educação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental empresarial. Agência Envolverde


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10 alimentos que combatem a ansiedade


A ansiedade está mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Ela vai do grau mais leve até os casos mais graves, os quais necessitam de tratamentos severos com a presença de psicoterapia e medicação. Os sintomas vão desde àquelas vontades incontroláveis de atacar a geladeira até as crises que envolvem nervosismo, tremores, tensão muscular, sudorese, palpitações, tonturas, medos e insônia.

O médico psiquiatra Marcelo Caixeta aponta que as pessoas incriminam o estresse da vida moderna como o grande vilão para doenças como a ansiedade, mas problemas nas substâncias químicas cerebrais conhecidas como neurotransmissores, que são formados também pela alimentação e influências físicas, são decisivos no processo do desenvolvimento da patologia.

“É inegável o aumento moderno do número de casos de transtornos afetivos. Mas, hoje em dia, consumimos coisas que há 100 ou 500 anos atrás, nunca tivemos acesso, e, pelo contrário, não consumimos coisas que há pouco tempo consumíamos. Tudo isto leva à enormes distorções em nossa neuroquímica cerebral”, explicou Caixeta ao portal Diário da Manhã.

Para evitar esses efeitos negativos nas emoções, nada melhor que conhecer alimentos que auxiliam no processo do combate à ansiedade. O EcoD listou 10 opções, conheça:

1. Banana

O Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas realizou uma pesquisa a qual afirma que a fruta auxilia no combate da depressão e alivia os sintomas da ansiedade, devido ao alto teor de triptofano, que colabora com a produção de serotonina.

2. Frutas Cítricas

A vitamina C, presente nas frutas cítricas, reduz a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta ao estresse e a ansiedade. Elas promovem o bom funcionamento do sistema nervoso e aumentam a sensação de bem-estar.

3. Ovos, leite e derivados magros

Eles são excelentes fontes de triptofano, um tipo de aminoácido que alivia os sintomas de ansiedade. De acordo com a nutricionista Rosana Farah, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. Uma vez no cérebro, o triptofano aumenta a produção de serotonina, o hormônio da felicidade. Rosana indica o consumo diário de duas a três porções deste tipo de alimento.

4. Carboidratos

Proveniente dos cereais e integrais, os carboidratos elevam o nível de açúcar no sangue, ao fornecerem energia, disposição e bem-estar. Pães, arroz, aveia, feijão, massas, batata e uvas fazem parte deste grupo alimentar.

5. Carnes e Peixes

Segundo a nutricionista, eles são as melhores fontes naturais de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina, importante também no processo do sono.

Além disso, as carnes e peixes contêm outro aminoácido chamado taurina, substância que aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado Gaba, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade.

6. Espinafre

O espinafre contém folato (ácido fólico), uma potente vitamina antidepressiva natural. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o cérebro consome muita energia para funcionar e isso resulta na sobra de resíduos químicos oxidantes. É neste momento que alimentos como o espinafre começam a trabalhar para eliminar as substâncias em excesso.

7. Maçã

As maçãs são ricas em fibras de carboidratos, vitaminas A, B1, B2, B6, C, minerais, zinco, magnésio e selênio. Além de combater a ansiedade, relaxa.

8. Mel

O mel auxilia o organismo a produzir uma maior quantidade de serotonina, neurotransmissor que está intimamente ligado às mudanças de humor.

9. Jabuticaba

A fruta, que também é rica em carboidratos, fornecendo energia para o reânico físico, possui vitaminas do complexo B, que agem como antidepressivos. A jabuticaba também contém ferro (que combate a anemia) e vitamina C (que aumenta as defesas do organismo).

10. Chocolate

A nutricionista explica que o chocolate “é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e que melhora o humor, reduzindo a sensação de ansiedade”. São recomendados ceroca de 30 gramas de chocolate por dia, de preferência amargo, bem menos calórico e mais rico em flavonoides.

Fonte: EcoD.


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Caminhar é alternativa ao transporte urbano


Assim como andar de bicicleta, caminhar pela cidade é uma alternativa simples de transporte e que traz inúmeros benefícios ao corpo e ao planeta. Por meio das caminhadas, é possível conhecer melhor o local em que se vive e ainda colaborar para uma cidade com menos automóveis.

Embora um carro novo ainda seja sonho de consumo para muitos brasileiros, os meios de transporte alternativos têm ganhado um número de adeptos cada vez maior. No entanto, nem todo mundo tem coragem de se aventurar pelas ruas movimentadas montado em uma bike – e muitos ainda escolhem os automóveis, ignorando as caminhadas de um ponto a outro.

“O motorista é pedestre, o ciclista também é pedestre. Toda pessoa anda a pé, é inevitável”, lembra Letícia Sabino, integrante do movimento SampaPé!, que incentiva as pessoas a aderirem às caminhadas, em São Paulo.

Quem percorre trajetos a pé descobre novos pontos de interesse, como feiras livres, parques e obras de arte espalhadas no meio do caminho. Além de conhecer os pontos estratégicos, as pessoas que andam por aí se tornam melhores motoristas e ciclistas, uma vez que passam a integrar a cidade de uma maneira diferente.

A fim de fazer com que as pessoas respeitem pela faixa de pedestres, o SampaPé! realiza caminhadas mensais em diferentes bairros históricos da cidade, para que os participantes fiquem por dentro da influência cultural da capital paulista. No site do movimento, é possível fazer denúncias sobre irregularidades nas ruas – como buracos na calçada, falta de iluminação e semáforos quebrados.

Letícia acredita que, em primeiro lugar, as pessoas precisam tomar posse do local em que vivem para que as cidades fiquem melhores. “Não é de uma hora para outra, mas a atitude das pessoas é o que vai ampliar os espaços direcionados a elas. Se mais pessoas ocupassem as ruas, teríamos menos carros”, finaliza a integrante do SampaPé!.

Fonte: Ciclo Vivo.




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Ibram, Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional têm projeto para preservar, modernizar e difundir acervos


da Agência Brasil
 
Preservar e democratizar o acesso aos acervos de museus, bibliotecas e arquivos do Brasil é o que prevê o acordo de cooperação firmado entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e  o Arquivo Nacional. As três instituições fizeram hoje (28) a primeira reunião de trabalho.

O presidente do Ibram,  José do Nascimento Junior, explicou que o objetivo é integrar esses três grandes 
sistemas de acervos brasileiros, tendo as três instituições como coordenadoras. “São 105 mil instituições que estão sob o guarda-chuva dessas três grandes instituições. Pretende-se que a gente possa estabelecer ações comuns, estratégias no sentido de preservação desse patrimônio que está sob essas instituições todas, para que a gente possa potencializar tanto a preservação quanto a difusão, ou seja, pôr à disposição da população, dos pesquisadores em geral”.

A diretora do Centro de Referência e Difusão da Biblioteca Nacional, Mônica Rizzo, diz que o Projeto Biblioteca Nacional Digital, com mais de cinco anos de existência, é pioneiro no Brasil na digitalização de acervos.

“As três instituições que aqui estão abrindo os trabalhos desse acordo, cada uma trará a sua expertise na sua área de concentração. No caso a Biblioteca Nacional trará a sua contribuição como agência bibliográfica nacional, como a instituição responsável pela padronização de processos dentro da biblioteconomia no Brasil, para agregar valor a esse conjunto e para que nós possamos, daqui para frente, difundir de forma integrada todo esse conhecimento que essas instituições que aqui estão detém”.

Segundo Mônica, o que se pretende é a democratização do acervo, com uso pleno da internet. Nos últimos dois anos, a FBN digitalizou 10 milhões de imagens de livros brasileiros que estão em domínio público. Para os próximos dez anos, a meta é pôr todo o acervo na rede para consulta pública, com prioridade para as obras raras.

O diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, diz que o acordo surgiu da necessidade de aprimorar a cooperação interinstitucional que já existia. O documento foi assinado em dezembro de 2011, mas a primeira reunião só ocorreu hoje.

“Hoje é o delineamento do plano de trabalho; vai ser desenvolvido um plano plurianual de atividades, o que pode ser resolvido com orçamentos próprios vai ter prioridade e o que será necessário - a busca de patrocínio ou financiamento - fica para etapas posteriores. Se nós fizermos uma análise mais detida, nós vamos ver que a gente tem muito mais pontos de convergência do que de divergência para preservação do patrimônio. Então é importante essa ação conjunta porque ganham as instituições, ganha a cultura e ganha o cidadão, porque ele vai ter facilitado o acesso”.

De acordo com Antunes, atualmente o Arquivo Nacional está priorizando a digitalização dos acervos do período do regime militar, para atender às demandas da Comissão Nacional da Verdade.

O grupo de trabalho do acordo de cooperação entre Ibram, FBN e Arquivo Nacional tem prazo de funcionamento de dois anos, prorrogável por mais dois, mas o objetivo é construir um plano de trabalho para até 15 anos. Um dos objetivos é cumprir a meta do Plano Nacional de Cultura, de modernizar 50% das bibliotecas públicas e museus até 2020.


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