quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quanto vale o nosso voto?

Temos aqui, sem dúvida, uma grande questão para o “mercado do poder”. Este tem sido hábil gerenciador, desde remotos tempos, dos ganhos dos senhores abastados para garantir e ampliar suas rendas, suas terras e seus lucros.
Quando este poder se vê acuado diante de eventual resistência, celeremente, vira a mesa e faz o jogo voltar as regras de sempre: “Le loi, c’est moi”.
Daí pulularem, aqui e ali, golpes de estado ou simulacros similares. Neste terreno, o povo brasileiro já está escaldado: 1964, nunca mais!
Hoje, o sacrossanto templo do mercado mantém a ortodoxia neoliberal para ser reverenciada. Fora desta crença, dizem seus seguidores, não haveria salvação.
O chamado Consenso de Washington veio dar origem à era neoliberal – o novo jeito do capitalismo se manter. Para o Estado “moderno”, o mote é privatizar e privatizar.
Como sabemos, o neoliberalismo não propõe inclusão para todos. Pelo contrário, trata-se de concentrar ainda mais a renda dos que já tem e manter os deserdados à distância. Distribuir, só migalhas.
Como tenho reafirmado, me recuso a aceitar que “sempre foi assim e assim sempre será”. Só diz isso quem não tem necessidade, pois ninguém escolhe ser pobre. Esta condição vem de leis e estruturas, eticamente, injustas.
Outra “mágica”, neste mundo de virtualidades reais, é que tudo vira mercadoria: desde os bens materiais e simbólicos aos serviços essenciais, como saúde e educação. E tudo isso acontece no, erroneamente, denominado “mercado livre”.
Estes tempos modernos de colonização globalizada, entidades superpoderosas se sobrepõem aos próprios estados nacionais. São as empresas transnacionais e os organismos multilaterais, que imperam, e são responsáveis pela “globocolonização”.
Neste aparente “mar de rosas”, pois a atual crise internacional mostrou o contrário, desfaz-se a promessa de felicidade a partir da miragem mercadológica dos shopping-centers – esses verdadeiros templos do consumismo.
E nem o Estado escapa, reduzindo-se a mero gerenciador, principalmente, dos interesses dos setores dominantes. Até os valores éticos e étnicos são corroídos, profundamente, quando a cultura do valor se sobrepõe ao valor da cultura.
Esta “onda” fez subverter concepções e direitos: a tudo inspirou, principalmente, instalando o reino da violência e sua fiel parceira, a impunidade. Por todo lado, vêem-se práticas e ações hediondas contra a mulher, a criança, o idoso, o indígena e outros da categoria dos excluídos.
O que me angustia, e penso que a muitos, é ver crianças abandonadas sem direito a uma infância feliz, meninas e meninos condenados à prostituição, mães terem seus filhos perdidos e mortos em meio ao crime; pais desempregados sem poder sustentar a si e a sua família etc.
Portanto, é isso que temos que mudar. E assim retorno a pergunta inicial: Quanto vale o nosso voto?

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras
Email: guilherminarocha@oi.com.br

CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras.

Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Educação Inclusiva: Direito Humano dos(as) Jovens


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – tem o prazer de informar que amanhã, dia 27 de outubro, das 09 às 12 horas, estará ocorrendo na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) o
Debate – Educação Inclusiva: Direito Humano dos(as) Jovens.
Você sabia que, mesmo sendo lei federal no país, as escolas brasileiras hesitam em garantir a crianças, adolescentes e jovens com deficiência o direito a educação inclusiva?
Condição para que haja a existência de uma escola democrática que não discrimine em função de desigualdades e diferenças, a escola inclusiva é um dos temas mais polêmicos no Brasil.
O que é a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, lançada recentemente pelo Ministério da Educação(MEC)?
Palestrantes:
Augusto Chagas, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes)
Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Marcus Aurélio de Carvalho, coordenador executivo da União e Inclusão em Redes de Rádio (Unirr) e Gerente Executivo da Rádio Globo/SP
Misiara Oliveira, chefe de gabinete da Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC)
Patrícia Albino, promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte
A UERJ fica na Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã, Rio de Janeiro.
O evento ocorrerá na Sala RAV 102 da Faculdade de Comunicação Social – 10º andar.



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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Valorizar o profissional de educação é investir na educação de qualidade


Cada época tem seu jeito e forma de valorizar a educação: "A educação é a mola-mestra do progresso"; "Não há nação desenvolvida sem um povo educado"; "Para combater a exclusão social, é preciso uma educação inclusiva" etc.
No entanto, é necessário ir além do senso comum, dos discursos prontos e das boas intenções. É urgente tratar a educação como política pública estratégica para o Brasil superar suas dificuldades de desenvolvimento e, principalmente, superar sua histórica dívida social para com seu povo.
“Educação pública gratuita, democrática, laica, unitária, inclusiva, universal e de qualidade social”, esta tem sido, em resumo, a bandeira acumulada pelos movimentos sociais em defesa da escola pública em nosso país.
Os tempos são fecundos para a nossa reflexão no sentido de se definir os rumos da educação pública no Brasil. Está em andamento, como já divulgado nesta coluna, a organização da Conferência Nacional de educação (CONAE), a primeira em nossa história com essa amplitude e profundidade. Prevista para o final do primeiro trimestre de 2010, em Brasília, tem como tema: “Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”.
Neste sentido, reafirmamos que algumas mudanças são fundamentais para a efetivação desta melhoria da qualidade na educação.
No ensejo do Dia dos Profissionais de Educação – comemorado no dia 15 de outubro –, destacamos a valorização desses profissionais com políticas de formação, entendida como direito, e não só como iniciativa individual de aperfeiçoamento.
Conjuntamente, sublinhamos também como elementos indispensáveis o Plano de Cargos e Salários, a jornada de trabalho e política salarial. Não devem ser vistos como benesses de governantes ou meras promessas de campanhas, normalmente “esquecidas”, mas direitos dos trabalhadores e dever do Estado.
Neste ponto, destacaremos o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que é lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo atual Presidente da República, e que precisa ser cumprida. No entanto, este Piso vem sendo questionado por governadores, que não tem compromisso com a educação pública e nem com a valorização dos seus profissionais.
Lembramos também outro item importante, como a realização de concursos públicos e respeito aos editais, com a chamada dos concursados obedecendo a classificação e os prazos de convocação. Quanto às contratações, estas devem garantir todos os direitos trabalhistas, como férias remuneradas; descanso semanal; abonos integrais, quando existirem; respeito aos contratos etc.
Por último, mas não menos importante, reafirmamos como imprescindível o aumento das verbas para a educação e o uso exclusivo das verbas públicas para educação pública. Ressaltamos que, além dessas, outras conquistas são necessárias e urgentes para o desenvolvimento da educação e a valorização dos seus profissionais.
Parabéns, Profissionais da Educação!

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
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domingo, 18 de outubro de 2009

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no PURO-UFF


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – informa que o Pólo UFF de Rio das Ostras (PURO-UFF) estará apresentando um conjunto de atividades que contemplam ações integradas junto à comunidade, com apoio da Prefeitura de Rio das Ostras em suas diversas Secretarias, a Agenda Acadêmica 2009 na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A UFF de Portas Abertas: Ciência no Brasil.
A temática central da ciência será abordada por diferentes pesquisadores com um enfoque multidisciplinar.
Local: Rua Recife. S/Nº – Jardim Bela Vista – Rio das Ostras.
Data: 19 a 23 de outubro de 2009.

Para maiores informações acesse os sites:
http://www.uff.br/agendaacademica2009 e http://www.puro.uff.br/agenda2009
A organização do evento solicita que no momento do credenciamento seja doado 1 kg de alimento não perecível.

O CEPRO participará do evento como expositor de seus projetos.


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Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

1ª Festa do Dia das Crianças no CEPRO

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – convida para nossa 1ª Festa do Dia das Crianças, neste dia 18 de outubro de 2009, domingo, das 10:00 às 13:00 horas.
Local: Sede do CEPRO.

Participem!!!

CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O ensino de História hoje: questões e possibilidades



O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – informa que nos dias 21 e 22 de outubro acontecerá o VI Encontro Estadual do Ensino de História na Faculdade de Formação de Professores da UERJ – São Gonçalo.
O evento interinstitucional é promovido pelo GT de Ensino de História – RJ, pela Seção ANPUH – RJ, conta com o apoio da Sub-reitoria da Graduação da UERJ (SR-1), do Grupo de Pesquisa Oficinas da História e do Programa de Pós-Graduação em História Social – todos estes com sede na UERJ. Outras instituições também estão colaborando com o evento, como a UFF, o Colégio Pedro II, a Universidade Gama Filho e a UNIRIO.
Este encontro tem como objetivo o estreitamento do diálogo entre os professores e pesquisadores responsáveis pela formação dos futuros docentes e de professores que atuam nas diferentes séries do ensino básico, sob o tema “O Ensino de História hoje: questões e Possibilidades”.

Questões presentes no cotidiano dos professores e que serão objeto dos debates:
· Por que e para que ensinar História hoje?
· Faz sentido ainda ensinar História no currículo escolar?
· A História deve sair do currículo escolar?
· Ensinar para auxiliar a criar uma memória coletiva?

Local: Faculdade de Formação de Professores da UERJ
Endereço: Rua Francisco Portella, 794 – Patronato, São Gonçalo. RJ.

Para maiores informações acesse: http://www.anpuh.org/evento/view?ID_EVENTO=123

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Feliz Dia dos Professores e Professoras



O Dia 15 de outubro é o Dia do Professor.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – parabeniza todos aqueles e aquelas que se dispõem a lecionar, ensinar e aprender ao mesmo tempo nesse imenso país continental, com tantas diferenças e costumes particulares.
O CEPRO, que entre seus fundadores possui grande parcela de professores dos mais diversos segmentos e disciplinas, tem o orgulho de fazer parte dessa missão gloriosa que é ajudar a formar mentes e idéias, ou pelo menos permitir que as pessoas tenham os subsídios necessários para fazer isso por conta própria.
Nós do CEPRO homenageando nossa presidente, a Profª Guilhermina Rocha, acreditamos que estamos homenageando esses profissionais que fazem a verdadeira revolução.
A revolução do conhecimento.
Algumas curiosidades sobre o ato de ensinar:
· A escola surgiu na Idade Antiga na Mesopotâmia, onde fica atualmente o Iraque, e era chamada de Eduba e os professores normalmente eram os escribas.
· O filósofo grego Platão, na Grécia Clássica, afirmava sobre a importância do professor na formação do cidadão.
· Na própria Grécia Antiga, existiam modelos diferentes de escolas, os atenienses pensavam na educação cidadã, já os espartanos, acreditavam que as escolas tinham o propósito de formar apenas os líderes, pois eram uma sociedade guerreira.
· Durante a Idade Média, a Europa caiu em um profundo marasmo, no Império Árabe, no entanto, a educação florescia com a leitura de textos de Platão e Aristóteles.
· O Iluminismo é um dos grandes responsáveis pela luta pela universalização das escolas, seu lema “As luzes do conhecimento” já diz tudo.
· No Brasil colonial e imperial, a educação era para poucos. Só para citarmos um único episódio, em Rio das Ostras, no final do século XIX, havia apenas um professor e ele nem morava na cidade.

Mas nem tudo são flores, os movimentos sociais, os sindicatos de classe e as centrais sindicais alegam que uma das carreiras mais prejudicadas, do ponto de vista financeiro, seja a dos professores. Em muitos estados e municípios, o piso salarial mínimo não é respeitado, os instrumentos e insumos básicos para o ato de ensinar não são fornecidos e em muitos casos, falta até mesmo segurança para o professor trabalhar.
Assim, faz-se necessário repensar a importância do professor em nossa sociedade.
Parafraseando Paulo Freire, a educação não transforma o mundo e sim muda as pessoas, as pessoas transformaram o mundo.

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V Seminário Trançando Ideias

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras informa que o grupo Estimativa, a Inter American Foudation (IAF), a Don@s da Arte e Movimento Enraizados no fomento da rede de Tranceiras (os) em Nova Iguaçu estarão presentes no evento de Encerramento da Oficina Trançando Ideias.
Palestrante: Adriana Soares Sampaio - Psicóloga, mestre em psicologia clínica, pesquisadora na área de saúde mental da população negra, em especial da mulher negra, membro fundadora do Instituto de Psicossomática Psicanalítica Oriaperê e coordenadora do projeto Tecendo Memórias Futuras.

Dia 17/10/2009 – Sábado
Local:
Rua Thomaz Fonseca, 508
Morro Agudo – Nova Iguaçu – RJ.
(21) 2768-2207 / (21) 2567-0011

Horário: 13:00 às 17:00 horas
Realização Estimativa / IAF
Apoio: Don@s da Arte / Enraizados / Payot / CIEDS

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Políticas Públicas: desafios e perspectivas


“Se você quer plantar para colher em seis meses, plante milho,
Se você quer colher em dez anos, plante uma árvore,
Se você quer colher toda vida, eduque um povo.”
(Ditado popular)

O Estado tem sido inerte na implementação de políticas e medidas que façam avançar a transformação social quanto no cumprimento de seu dever de garantir o respeito, proteção e o direito de seus cidadãos.
Ao invés do Estado mínimo, lutamos pelo Estado de direito “que é garantia legal e institucional de um conjunto de direitos que incluem liberdade, terra, trabalho, moradia, saúde, educação, segurança. Princípios já consagrados na Constituição Federal de 1988.
Sem dúvida, existe um leque de questões, dentre as quais cabe destacar: no mundo globalizado de hoje, qual o espaço do individual e qual o espaço do coletivo? O que dizer dos valores que norteiam as ações humanas? O bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o injusto são universais?
Convém compreender as relações entre o conceito e a contradição e a noção de transformação.
Nesse sentido, cabe reiterar que uma das atribuições das administrações do campo democrático popular é o de assumir radicalmente a democratização do Estado, através, entre outras, de uma gestão partilhada com o povo onde a experiência do Orçamento Participativo coloca-se como a materialização do princípio da participação.
Mas ainda é insuficiente.
Diante destas questões, é claro, democracia não significa meramente a chamada democracia representativa onde elegemos presidente, governador, deputado, prefeito e vereador. E sim, um “novo caminhar”, para avançar na melhoria das condições de vida da população.
Evidentemente, teremos que conviver com a divergência, conviver com o pluralismo e construir a cultura democrática. Construir a cultura democrática como contraponto à cultura autoritária, pelo processo coletivo de mudança de mentalidade. Nesse sentido, lembro um verso do poeta Carlos Drummond de Andrade: “As leis não bastam / os lírios não nascem das leis”. Exatamente por isso é preciso que se tenha uma ação coletiva que implique em transformação do pensamento e da prática cotidiana.
Contudo, uma gestão democrática passa necessariamente pelo controle social que deve ser efetivado sob as ações do poder público, para que a população tenha visibilidade de sobre o destino dos recursos com os quais contribui através dos tributos que paga sistematicamente.
Nesta perspectiva, a democracia deve ser um processo iminente em nossa sociedade, na escola, na casa, nas associações de moradores e nos sindicatos e no próprio governo.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Homenagem ao Dia das Crianças

Em homenagem ao Dia das Crianças, que será comemorado no dia 12 de outubro, nós do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, que tem como um de seus públicos alvos – a criança e o adolescente – temos o prazer de transcrever a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Declaração Universal dos Direitos da Criança

1º Princípio – Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.
2º Princípio – A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.
3º Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.
4º Princípio – A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.
5º Princípio - A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.
6º Princípio – A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
8º Princípio - A criança, em quaisquer circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
9º Princípio – A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.
10 º Princípio – A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.
O CEPRO deseja um feliz dia das crianças!

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

12 de outubro: Dia Nacional da Leitura

“É preciso que quem, sabe, saiba sobretudo que ninguém sabe tudo e que ninguém tudo ignora”.
(Paulo Freire, A importância do ato de ler, 1988)

Feriado costuma ser bem aguardado, ainda mais quando se trata de um “superferiado”, como é o caso de 12 de outubro.
Nesta data, comemora-se o histórico “descobrimento” da América, o religioso dia da Padroeira do Brasil e, claro, o lúdico dia das crianças. Isto, aliás, quase todo mundo já sabe...
O que talvez seja novidade, é que 12 de outubro também seja o “Dia Nacional da Leitura e da Literatura”.
Este “novo” dia nacional foi instituído pela Lei nº. 11.899, sancionada pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em 08 de janeiro de 2009, e publicada no Diário Oficial da União, de 09 de janeiro de 2009.
A iniciativa partiu do Instituto Ecofuturo e chegou ao Senado Federal através do Projeto de Lei do Senado (PLS) 539/07, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que visa instituir o “Dia Nacional da Leitura” e, ainda, a “Semana Nacional da Leitura”, que será aquela em que recair o referido Dia.
Segundo o autor, o projeto objetiva valorizar e fomentar a convivência da sociedade brasileira com a produção literária do País, por intermédio da inserção no calendário brasileiro de uma semana especialmente dedicada à leitura e, como conseqüência, de um dia dedicado à leitura.
O Projeto foi aprovado como fundamental para que o valor da leitura continue a ser alimentado, pois é nesse meio tradicional, que é o livro, onde está conservado o conhecimento mais significativo, bem como as obras de arte mais representativas da civilização.
Este coincidente feriado – histórico, religioso, das crianças e, agora, da leitura – vem ao encontro de ampliar as ações de formação de futuros leitores e leitoras em nosso País.
Neste contexto, me vem à lembrança o grande e saudoso educador brasileiro, Paulo Freire, autor do livro “A importância do ato de ler”.
Para Paulo Freire, a “leitura da palavra” é precedida da “leitura do mundo”, pois o ato de ler se vai dando na experiência existencial de quem lê. Enfatiza também que é tão impossível negar a natureza política do processo educativo, quanto negar o caráter educativo do ato político.
A leitura, além do ato educativo e do ato político, é também uma experiência estético-cultural, de que o saber e a linguagem populares são plenamente ricos.
Daí porque a forma com que atua uma biblioteca popular, a organização do seu acervo, as ações que podem ser desenvolvidas no seu interior, tudo isso tem a ver com uma certa política cultural.
Conforme as palavras do próprio Freire:
“A biblioteca popular com centro cultural, e não como depósito silencioso de livros, é vista como um fator fundamental para o aperfeiçoamento e intensificação de uma forma correta de ler texto em relação ao contexto”.
É nesta perspectiva, que o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – procura manter e desenvolver seu projeto da “Biblioteca Popular Patativa do Assaré”, nome assim dado em homenagem ao conhecido e reverenciado cordelista nordestino.
Neste espaço de leitura, estudo, pesquisa e lazer é que, principalmente, estudantes, jovens e crianças vêm procurar a oportunidade que lhes vem sendo negada, por diversas razões: o direito ao acesso à cultura pela via da leitura e da literatura, em especial a brasileira.
Portanto, através da cultura popular o que se quer é a efetiva e afetiva participação do Povo enquanto sujeito na construção da sua História e de seu País.
Este é o permanente desafio para todo educador e toda educadora.
E vamos à leitura!

Profª Guilhermina Rocha
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

1ª Festa da Renda Alternativa






A Associação Riostrense dos Trabalhadores Informais (ARTI) estará comemorando neste final de semana, dias 02, 03 e 04 de outubro, a partir da 19:00 horas, a 1ª Festa da Renda Alternativa.
Com uma programação variada, do Gospel ao Rock Nacional, passando pelo Forró e com apresentações de danças típicas e da cultura funk, a 1ª Festa da Renda Alternativa pretende agradar a todos os gostos.
O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – também estará marcando presença com uma exposição dos produtos criados pela Oficina de Arte e Reciclagem Denise Scaramella, com preços bem acessíveis. Toda a renda obtida pela Barraca do CEPRO será revertida para custear o próprio projeto.
Local:
Praça Amaro Fernandes Macabu, na Extensão do Bosque (Praça da Telemar).
Programação:
Dia 2 – Show gospel da cantora Simone; Léo do Acordeon e Companheiros do Forró.
Dia 3 – Banda Caravela; Swing do Forró.
Dia 4 - Banda Resolusamba; Swing do Forró.

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