quarta-feira, 31 de agosto de 2011

COMPLEXO CULTURAL DO BUMBA-MEU-BOI NO MARANHÃO É O MAIS NOVO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

do Radiojornalismo

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou o registro do Complexo Cultural do Bumba-Meu-Boi no Maranhão como Patrimônio Cultural do Brasil.

A decisão, tomada nessa terça-feira (31), foi o resultado de uma luta de seis anos. A proposta de registro foi apresentada em 2008 ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela Comissão Interinstitucional de Trabalho, composta pela Superintendência Regional do Iphan e atual Superintendência do Iphan no Maranhão, pela Secretaria estadual de Cultura, a Fundação Municipal de Cultura, a Comissão Maranhense de Folclore, o Grupo de Pesquisa Religião e Cultura Popular da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), representantes dos grupos de Bumba-Meu-Boi dos Sotaques da Baixada, da Matraca, do Zabumba, da Costa-de-Mão, Orquestra e de Bois Alternativos.

“Receber um título desse dignifica, mas cria a responsabilidade pela salvaguarda dessa manifestação cultural, para que ela se fortaleça cada vez mais e não seja modificada na sua essência.”, diz a superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogea.

O conselho, que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro e é comandado pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como o Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, a Sociedade de Arqueologia Brasileira, o Ministério da Educação, a Sociedade Brasileira de Antropologia, o Instituto Brasileiro de Museus e a sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

 
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ORGANIZAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS CELEBRAM O DIA INTERNACIONAL DOS DESAPARECIDOS

Agência Brasil


 A Cruz Vermelha brasileira, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas organizações ligadas aos direitos humanos celebram hoje (30) o Dia Internacional dos Desaparecidos. Os mesmos organismos comemoram a vigência da Convenção Internacional sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento.

Segundo a Cruz Vermelha brasileira, 4,2 mil casos de desaparecimentos nacionais e internacionais esperam solução pelo Departamento de Busca de Paradeiro. O órgão foi criado durante a 1ª Guerra Mundial pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, e obedece às Convenções de Genebra.

O chefe do Departamento Nacional de Busca de Paradeiro da Cruz Vermelha, Oswaldo Amarante, ressaltou que cerca de 500 entidades, entre organizações não governamentais ONG’s, consulados, institutos de identificação, governos, Agência Central de Pesquisas e Proteção, Serviço Internacional de Buscas e colaboradores, auxiliam na busca por informações dessas pessoas.

“O Dia Internacional dos Desaparecidos é como o Dia dos Pais, do término da 2ª Guerra Mundial ou do Holocausto nazista, uma data para sensibilizar as pessoas, porque sabe-se que há pessoas desaparecidas. Também serve para revisar os métodos [de tratamento dos casos de desaparecidos] e prevenir que isso ocorra”.

Segundo Amarante, todos os pedidos de busca, entre cartas, solicitações pessoais e ligações, encaminhados ao departamento foram atendidos. Agora, ele espera ampliar a ajuda do governo para sensibilizar a população.



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terça-feira, 30 de agosto de 2011

COLETA SELETIVA E SANEAMENTO REGISTRAM AVANÇOS NO PAÍS

As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base em informações do Ministério das Cidades.

Apesar dos avanços, coleta seletiva ainda é insuficiente. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

De acordo com o SNIS, houve no período um aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhões de toneladas foram depositadas em lixões.

O SNIS também identificou 1,6 milhão de novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

O maior índice de atendimento total com abastecimento de água encontrado foi encontrado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Nenhuma unidade da Federação ficou na faixa de menor índice, ou seja, com taxa menor que 40% de atendimento total de água.

Alcance da coleta segue insuficiente

Apesar dos avanços registrados no ano de 2009 em relação a 2008, a coleta seletiva só chegava a 56,9% dos municípios brasileiros em 2007, segundo dados do próprio Ministério das Cidades. Já a cobertura média da coleta alcançava 90% das cidades, à época.

Em relação ao saneamento básico, um levantamento divulgado em julho de 2010 revelou que 57% da população brasileira ainda não têm acesso a esgoto tratado e 19% não contam com o abastecimento de água, embora os investimentos para melhoria e expansão da rede de abastecimento de água tenham aumentado, em média, 12% ao ano no período de 2003 a 2008, passando de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,2 bilhões.

O SNIS é o maior banco de dados do setor de saneamento no país e serve para traçar políticas públicas nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal), sendo usado também para basear decisões na área do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O trabalho é elaborado anualmente pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades. Neste mês, a secretaria lançou a 15ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos e a 8ª edição do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, referentes a 2009. As informações são fornecidas por prestadores de serviços e abrangem aspectos operacionais, administrativos, econômico-financeiros, contábeis e da qualidade dos serviços.

Fonte: EcoD.

 
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AMAZÔNIA: A SAÍDA É A FLORESTA DE ALIMENTOS!


A floresta de alimentos é a grande oportunidade para a Amazônia. Valorizar a floresta em pé, seu valor cultural, ambiental e econômico, em respeito aos povos que nela vivem. O que é a floresta? O índio a vê como shopping center, tem tudo, oca-oikos; o caboclo, como provedora que complementa suas necessidades a todo momento; o madeireiro e o garimpeiro, como pilhagem, riqueza imediata; o pecuarista e o plantador de soja, como empecilho, dá boa fogueira, e depois, pasto-pra-sempre ou agricultura mecanizada, com mais fogo. O problema é que a visão destes últimos é a que prevalece, pois sucede que este modelo transformou um quinto da Amazônia em cinzas(1), com pouca serventia para o Brasil.

Na lógica do progresso a qualquer custo, a floresta é inútil e, na maioria dos casos, nem a área de proteção permanente (APP) se respeita. Pesquisas preliminares com minhocas e outros seres microscópicos em florestas de refúgio de gado no Nordeste paraense mostram que esta floresta é tão pobre quanto o próprio pasto.

E o consumidor, o que acha? Será que ao consumir o bifinho-nosso-de-cada-dia o brasileiro considera que um em cada três bifes tem gosto de floresta amazônica queimada? Que cada bifinho, básico, de 250 gramas, significa 3 quilos de CO², 3.500 litros de água, mudanças climáticas, caminhões de erosão, perda de biodiversidade e rios de lágrimas dos povos tradicionais?

Não, o consumidor não pensa, engole a Amazônia do jeito que o supermercado a embala – mas esta lógica é suicida! Resmungaria algum arguto observador, admirando-se desta história do achurrascamento da Amazônia. Sim, e qual é a saída? Se não se come carne (de boi), o que se come? Como os quatrocentos mil pecuaristas da Amazônia (pequenos, médios, grandes) viverão? Perguntam outros.

A proposta é simples: comer a Amazônia, devorar a Amazônia, a Amazônia-do-bem, com critério! E que critérios são estes? Primeiro, tem que ser bom para a saúde, alimentos com propriedades funcionais! Segundo, há que ser prazeroso, gostoso, só coisa boa! Terceiro, tem que encher a burra dos povos tradicionais que cuidam da floresta, e dos pequenos agricultores: floresta-bufunfa, ou seja, tem que ter valor, preço, respeito, prazo. Se o BNDES e Banco da Amazônia deram (do jeito que foi, doaram) R$ 2 bilhões aos pecuaristas, por que não dar o dobro às famílias que cuidam das florestas e rios? Quarto, tem que ser incorporado no bandejão do governo, no restaurante industrial das uber-empresas (que atendem 300 mil refeições por dia, só na região), empresas que apregoam a sustentabilidade em seus relatórios, mas que não praticam na hora de levar o garfo à boca (preferem trazer frango de Santa Catarina, por exemplo).

E a sustentabilidade começa na merenda escolar: meu filho merece açaí com farinha e doce de cupuaçu e suco do camu-camu, e não esta bolacha cheia de gordura trans e salsicha em lata, com suco artificial, escolhida por mentecaptos carunchados em alguma esperta barafunda.

Quinto: tem que ser ético, moral. Não basta ser legal. Sexto, e penúltimo, quase: a Amazônia tá na moda. Como propõe o senador Cristovam Buarque, vamos Amazonizar o Mundo, adaptemos o mundo à Amazônia e não o reverso, como foi nos últimos 400 anos. Façamos chique a moda de devorar a Amazônia! Chega de sushi de catupiri, kiwi com salmão!

Sétimo critério, prometo, último, tem que resolver o problema da fome. Não dá para conservar a floresta se não for para quem nela e dela vive. E também melhorar a situação de quem entope as periferias de Manaus e Belém, atraídos pelas armadilhas das zonas francas e perspectivas de boa vida. Periferias de gordos e desnutridos, em tão precária, senão pior situação do que a de quem ficou no interior.

O levantamento do IBGE sobre alimentação, o PNAD, realizado em 2004 e, cinco anos depois, em 2009, mostra que apesar de melhorias na insegurança alimentar, 40,3% dos domicílios da região Norte apresentam insegurança alimentar (nome moderno para fome, o dobro das regiões Sul e Sudeste). E destes, um quarto, ou seja, 9,2% do total, têm insegurança alimentar grave (cerca de três vezes a do Sudeste e quatro vezes a do Sul). Em 2004, era 10,9%. Ou seja, a situação não mudou. O boom econômico não chega na mesa do pobre da Amazônia. Além da piora na alimentação, há outros desafios, como o da monotonia alimentar: o consumo excessivo de farinha de mandioca, algum peixe e eventuais frutas e hortaliças resultam em distorções graves na saúde.

Perdão, esqueci-me, prometo, este é o ú-l-t-i-m-o: valorizar o que é seu! Se a gente da própria Amazônia não valoriza o que é seu, como o consumidor das outras plagas vai se interessar? Se o Brasil não valorizar o Brasil, o que será de nós? Cópia da cópia da cópia? Pesquisa científica já existe o suficiente, estão aí o Inpa, a Embrapa, o Goeldi, a UFPA, a UFAM e outros centros mostrando o caminho e, isto, há décadas. A questão é que quem define as políticas públicas acredita que o boi é a redenção, que comida regional é coisa sem futuro, que farinha e açaí é comida de pobre. Erraram redondamente, açaí é o ultrachique!

Nota:
(1) São 70 milhões de hectares de florestas e outros ambientes que viraram pasto em menos de quatro décadas. Aliás, esta visão prevalece no Brasil, dois quintos do território são de pastos para boi. No mundo se passa algo similar, 40% das terras aráveis são utilizadas para animais, principalmente bois.

* João Meirelles Filho mora em Belém, Pará, dirige o Instituto Peabiru e é autor de livros sobre a região: Livro de Ouro da Amazônia (Ediouro, 2003) e Grandes Expedições à Amazônia Brasileira (Metalivros, 2009), e está aprendendo a devorar a Amazônia.

Fonte: O Eco

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SABER A ORIGEM DAS COISAS MUDA OS HÁBITOS DE CONSUMO?

Muitos me perguntaram por que os flagrantes de escravos produzindo para a Zara ganharam repercussão tão grande, uma vez que a mídia já havia divulgado em outras ocasiões resgates semelhantes envolvendo empresas como a Marisa, a Pernambucanas, a 775, entre outras. As razões são múltiplas, dentre elas a mais relevante: quem compra Zara?

Classe média, média alta; que está na internet e usa redes sociais como Twitter e Facebook. Vale ressaltar, aliás, que nesse grupo estamos nós jornalistas. No momento em que a denúncia era Trend Topic global no Twitter, muitas redações constatavam que todas, senão, todos tinham peças da loja no armário de casa ou as vestiam naquele momento. Esse público, por fim, também assiste a “A Liga”, programa que trouxe a denúncia junto com a Repórter Brasil e a BBC, e acessa o Uol – primeiro portal que distribuiu a informação completa. Esse grupo faz barulho e é mais ouvido, consome mídia e notícias com voracidade, possui formadores de opinião entre suas fileiras.

(No momento em que a algo vira TT global, torna-se pauta. Mesmo que isso não represente, nem de longe, a opinião pública brasileira, pois envolve uma parcela muito, mas muito, pequena de sua população, que está no microblog Twitter. Se, por um lado, isso é bom para furar bloqueios de divulgação, por outro lado pode gerar distorções do que realmente é relevante para a população.)
E não estamos falando de uma fazenda de gado em Tucumã, no Pará, mas sim de uma loja que está no shopping center do lado de casa que foi diretamente responsabilizada pelo governo federal pela situação encontrada. É fácil ignorar aquilo que está distante e chega a nós por caminhos muitas vezes tortuosos e mal explicados envolvendo frigoríficos e supermercados. Ou quando falamos de gente morena de sol amazônico que está em algum mato por aí a milhares de quilômetros da minha churrasqueira. Mas vira um incômodo quando são um grupo de imigrantes pobres trabalhando na zona Norte da minha cidade, distantes uma passagem de ônibus da nossa casa.

A Zara não comercializa roupa. Da mesma forma que a Coca-Cola não oferece refrigerante. Eles vendem estilos de vida. Comprando determinado vestido ou camisa, você está adquirindo um jeito alegre, descolado, desprendido, exclusivo, cool, hype, fashion de se viver. A roupa está te “conferindo” isso, o que – grosso modo – é construído ao longo do tempo pelas empresas e aceito por todos que reconhecem determinada marca. Quando, de repente, esse estilo de vida é manchado com degradação, cerceamento de liberdade, humilhação, superexploração, o que era orgulho pode-se tornar vergonha. Pelo menos publicamente, porque entre quatro paredes muitos dos que se dizem embasbacados acabam, por optar pelo “Meu Deus, a Zara tá em promoção depois dessas denúncias! Não posso ficar fora dessa!”.

Publicidade é fundamental, então isto não é uma crítica generalizada, mas apenas de certos usos que se fazem dela. Sobre o que você realmente compra, vale se deter um pouco mais. Alguns anúncios nos passam a impressão de que se eu não tiver um possante ultrajantemente rápido, não conseguirei correr o suficiente para fugir da lembrança de um dia ruim de trabalho. Ou como vou poder compensar uma vida infeliz, um casamento de merda e um emprego que só me traz gastrite se não tiver um carro rápido? Afinal de contas, ao adquiri-lo estou comprando um estilo de vida, um estilo sem preocupações. Só velocidade.

Dentro de nossa sociedade, a busca pela felicidade passa pelo ato de comprar
rar. E a satisfação está disponível nas gôndolas, prateleiras e araras a uma passada de cartão de distância. Muitos de nós ficam tanto tempo trabalhando que tornam-se compradores compulsivos, adquirindo estilos de vida em forma de símbolos daquilo que não conseguirão obter por vivência direta. Através desses objetos, enlatam a felicidade – pronta para consumo, mas que dura pouco.

Nada disso é novidade, é claro. Mas fico me perguntando quanto tempo vamos levar como sociedade para regular verdadeiramente a publicidade que consumimos diariamente e passivamente.

Não quero abrir uma discussão sobre liberdade de expressão, pois ela deve ser a mais ampla possível sempre, para todo mundo e não apenas meia dúzia de pessoas. Mas lembrar que há limites do que se pode fazer ou falar, estabelecidos através da análise do que podemos causar de dano real à vida de outras pessoas.

Um exemplo são os anúncios publicitários de produtos gordurosos ou com muito açúcar cujo consumo em excesso por trazer riscos à saúde. As ações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para garantir que eles tragam informação dos danos que podem causar não agradaram nada as empresas de refrigerantes, sucos concentrados, salgadinhos, biscoitos e de bebidas com muita cafeína. Ou seja, tudo aquilo que a molecada adora, mas que pode contribuir com doenças cardíacas, hipertensão, diabetes. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação defendeu que alimentos e bebidas como refrigerantes e sucos concentrados não estão previstos como itens que podem receber advertências (como álcool e tabaco), que publicidade teria que ser normatizada por lei federal e que isso não vai dar certo porque a ação não educaria o consumidor. Uma justificativa burocrática, uma vez que o ideal seria a própria empresa informar ao consumidor sem ser obrigada a isso.

Em fóruns empresariais sobre liberdade de expressão, essa discussão é taxada superficialmente como uma tentativa de enfraquecer a imprensa através do bloqueio de seu financiamento. Novamente a palavra mágica “auto-regulação” é lançada no ar, ou seja, que o Estado fique longe, deixando a sociedade (leia-se mercado) resolver. Reclama-se que as propagandas têm o direito de se expressar ao vender seu produto da mesma forma que os jornalistas o têm ao noticiar algo.

Pergunto-me, então, se isso significa que as agências de publicidade vão começar a dar os “dois lados” ao vender um produto (não que reportagens sempre dêem os dois lados, mas pelo menos isso está lá nos manuais). Afinal, ter informação é fundamental para poder ter liberdade de escolha. E comprar é um ato político, pois ao adquirir um produto você dá seu voto para a forma através da qual uma mercadoria foi fabricada e mesmo o que ela representa. Se isso ocorresse, seria mais ou menos assim:
“Este carro chega a 330 km/hora. Com ele, você vai esquecer todas as frustrações do seu dia-a-dia. Não inclui, contudo, o valor da fiança que terá que pagar caso atropele alguém por não conseguir frear a tempo.”

“Este refrigerante contém bastante sódio, o não é muito bom para o coração. E engorda. E favorece as cáries. Mas é uma delícia! E tem bolhas.”

“Este novo modelo de celular também é MP3, máquina fotográfica, agenda, acessa a internet, lava, passa e cozinha. Mas a cada 1000 produzidos, um deles tem uma bateria que vai estourar provocando graves queimaduras. Alguns dizem que o uso contínuo pode levar ao desenvolvimento de câncer. Mas não há estudos conclusivos a respeito.”

“Essa bolacha recheada é um fenômeno. Gosto incrível, textura incrível e o recheio, hummmmm, super fofinho. Tão fofinho quanto você vai ficar se comer um pacote inteirinho toda a vez que lembrar deste anúncio. Ah, e é enriquecida com vitaminas B5 e B12.”

“O combustível é ótimo, faz com que o motor do seu carro dure 30% a mais. Só tem um efeito colateral: ele possui tanto enxofre na fórmula que contribui mais do que qualquer coisa com a poluição das grandes cidades. Mas quem se importa com isso? É só fechar o vidro para a fumaça ficar do lado de fora.”
E, é claro:

“A calça é para quem tem estilo. Apesar do seu custo de produção ser baixo, por ter sido feita por bolivianos escravizados em São Paulo, jogamos o preço para cima. Dessa forma, você pode ficar tranqüilo que não vai ver um pobre pé-rapado usando mesma o mesmo vestido. Nunca.”

Esse “capitalismo self-service” brasileiro, em que não se cumprem todas as regras do jogo, mas, pelo contrário, deixa-se de lado o que não convém, irrita muito. Pois não se está pedindo a proibição de nada, apenas exigindo que seja informado o que determinada mercadoria contém e se ela foi produzida dentro de padrões de qualidade técnica, trabalhista e sócio-ambiental. Se alguém não se importar em consumir, ótimo, compre. Mas se não quiser, este tem o direito de saber.

Como resposta, empresas dizem que têm o direito de não fazer campanha contra o seu próprio interesse. Ou seja, de não jogar contra o patrimônio. Não espero que uma loja como a Zara passe a colocar em seus anúncios coisas do tipo “Zara – porque a liberdade passa longe daqui” ou “Compre Zara: usamos menos escravos do que no ano passado”. Mas a empresa deve assumir publicamente o problema (o que, em parte, fez) e divulgar um cronograma do que será feito (o que deixou a desejar).

E caso se negasse a prestar informações sobre a situação real, esses dados poderiam ser fornecidos pelo próprio governo e divulgados à sociedade através desse espaço publicitário. Afinal, de acordo com o Código de Defesa do Consumir, temos esse direito. É justo saber o que está se comprando. É fundamental transparência.

Tudo bem, isso é apenas um exercício de imaginação, ninguém é inocente aqui. Mas com os anunciantes assumindo, por bem ou por mal, os impactos causados pela cadeia produtiva das mercadorias que vendem a nós, teremos um país mais consciente na hora de comprar e, portanto, um desenvolvimento mais sustentável.

Fonte: Blog do Sakamoto

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DESPERDIÇAR TALENTOS É LIMITAR NOSSO FUTURO


O maior desperdício do Brasil é de talentos. Fiz esta afirmação hoje em um evento sobre a sociedade em rede e sustentabilidade, no meio de uma troca de idéias, na qual se falava do desperdício de recursos naturais, materiais e energia.

No evento, promovido pela Telefonica/Vivo, o tema da eficiência no uso de recursos foi, como era de se esperar, recorrente. Não é só no Brasil que temos uma sociedade do desperdício. A América, em geral, desperdiça mais que a Europa, temperada por situações de grave escassez. A parcimônia nasce da escassez, não da abundância.

Acho que o próprio ambiente do debate, transmitido em Webcast para a toda a rede, com ampla participação da audiência presente e na rede, via Twitter e SMS, me levou a pensar em incontáveis encontros, físicos e virtuais, que tenho tido, ano após ano com jovens de enorme talento espalhados pelo Brasil a fora. E não falo dos muitos talentos com os quais interagi na elite metropolitana de classe média alta. Falo das moças e rapazes espalhados pelo interior do Brasil, pelas favelas das capitais, que encontro em minhas viagens Brasil afora ou nas redes sociais, a maioria com recursos muito escassos, financeiros e educacionais, para estudar. São ativos, criativos, ligados em suas bases e no mundo, inteligentes, têm enorme capacidade de aprendizado, de adaptação às mudanças no seu ambiente, frequentemente dramáticas. Estão seguramente recebendo educação inferior à que merecem e não têm acesso aos meios de formação e desenvolvimento intelectual que lhes permitiria ir muito além. Acesso que está aquém do que têm direito, do que merecem e do que lhes permitiria saltos gigantescos, para os quais têm a aptidão, o talento e o desejo.

Falo desde os nerds, gênios da computação, que brilham com recursos limitadíssimos, ao virtuosos do violino, do celo, que conseguem inesperada sonoridade em instrumentos precários. Dar a esses jovens o acesso à banda larga, a recursos mais amplos de computação científica significa dar-lhes meios para romperem limites que não são pessoais, mas sociais. Por um bom violino ou um bom celo nas mãos dessas meninos e meninas é abrir um universo de sonoridade que lhes é sonegado, mas já existe em suas almas.

Essas limitações socialmente impostas a milhões de jovens representam um tremendo desperdício coletivo de talentos. Liberados para desenvolverem todo o seu potencial intelectual e criativo, toda a sua energia vital, eles permitiriam que o Brasil se beneficiasse na sua plenitude de sua diversidade e de sua escala populacional. Temos mais da metade da população nessa faixa de idade, no auge da capacidade de aprendizado, com o máximo de capacidade de trabalho. A limitação é pessoal, a perda, coletiva.

Há sociedades que desperdiçam recursos, até mais que a nossa. Não conheço outra que desperdice tanto os talentos como a nossa.

Para mim está claro que o Brasil deve a esses jovens uma educação à altura de seu talento. O acesso que estão tendo à Webesfera e suas redes e mídias sociais, permite-lhes exercitar o autodidatismo ao máximo. Como são inteligentes e talentosos, tiram o maior proveito possível do que a rede lhes oferece. E a maioria tem acesso ainda limitado à Webesfera.

O Brasil precisa se descentralizar. Não pode oferecer seus melhores meios apenas àqueles que estão na elite de um punhado de cidades de seu centro de referência e poder. Melhores meios, mas é bom que se diga, ainda assim ruins. É preciso ver e cuidar do Brasil como um todo, descentralizar radicalmente recursos e atividades. Mobilizar esses talentos, para que possamos enfrentar com êxito os enormes desafios e oportunidades que já estão postos neste século 21.

Cada vez mais, nosso descaso com a educação se volta contra nós. Encurta nosso horizonte, restringe nosso capital intelectual e criativo, reduz as possibilidades de desenvolvimento pleno da parte da sociedade que tem o poder de nos abrir o futuro. Um descaso que nos faz inverter, por de cabeça para baixo, nossa visão de futuro. Não é infrequente eu ouvir alguém dizer: “precisamos dar educação a essas crianças para que elas tenham um futuro”.

Não. Precisamos dar educação a essas crianças e jovens, para que o Brasil tenha um futuro.

Fonte: ecopolitica e evolverde


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FESTIVAL DE TEATRO DE ANIMAÇÃO LEVA BONECOS DA EUROPA E DA AMÉRICA LATINA AO RIO

Agência Brasil

O Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, será palco neste fim de semana de um dos maiores festivais de teatro de animação do mundo. Reunindo companhias da Europa, América Latina e do Brasil, o Projeto Sesi Bonecos vai oferecer gratuitamente ao público, hoje (27) e amanhã (28), 50 espetáculos dos mais diferentes estilos.

Segundo a idealizadora da iniciativa, Lina Rosa Vieira, o objetivo é garantir entretenimento de qualidade não apenas a crianças, mas para toda a família. “Vamos ter atrações para todas as idades, com uma diversidade cultural muito grande. O espetáculo mostra que o teatro de bonecos não é só para crianças e não representa apenas uma manifestação folclórica, mas pode ser um espetáculo muito contemporâneo e sofisticado, num verdadeiro carrossel cultural”, afirmou.

Ela ressaltou que um dos destaques da programação é o grupo mineiro Giramundo, que completa 40 anos. Além da apresentação, na abertura do evento, o grupo fará uma exposição comemorativa, que reúne seus 110 bonecos mais importantes, entre heróis e vilões, que participaram de montagens para teatro, TV e vídeo desde 1971.

Lina Rosa Vieira também enfatizou que, nesta edição, o público poderá assumir novos papéis, passando a ser boneco e bonequeiro por meio das atividades oferecidas. “Teremos uma cenografia interativa e os participantes poderão ter experiências bem interesantes”, acrescentou.

Para a estrutura do festival, estão sendo utilizadas 500 toneladas de equipamentos. Além disso, cerca de mil pessoas trabalham na montagem de cinco palcos gigantes com telões de alta definição. A expectativa é que pelo menos 60 mil pessoas assistam ao festival no Rio de Janeiro. Antes de vir para a capital fluminense, o espetáculo foi apresentado em São Paulo.

A programação do evento, que começa hoje, às 16h30, pode ser conferida no site www.sesibonecos.com.br.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

4º ARRAIAL DO CEPRO

“O balão vai subindo, vem caindo a garoa. O céu é tão lindo e a noite é tão boa. São João, São João, acende a fogueira no meu coração.”

Quem não cantou e se encantou com essa música de Carlos Braga e Alberto Ribeiro? Ou não colocou chapéu de palha e dançou a quadrilha com o balancê e o caminho da roça? Ou ainda resistiu às delícias dessa festa?

As festas juninas são comemoradas em todo o país e representam uma das mais ricas manifestações culturais brasileiras. No entanto, na mesma medida em que essas tradições culturais permanecem, apesar das profundas mudanças estruturais do Brasil — que em pouco mais de meio século passou de eminentemente rural à condição de urbano —, começam a se esgarçar na memória das novas gerações de brasileiros as origens desses festejos.

As crianças continuam dançando a quadrilha no mês de junho, julho e em alguns casos até em agosto. Porém, não conhecem mais a história da festa e de seus santos, o significado de seus rituais, as letras das músicas mais tradicionais e a grande contribuição deste festejos em nossa cultura popular. Por isso, como fechamento do Projeto Cidadania, Arte e Cultura convidamos você amigo(a), aluno(a) e colaborador(a) para o 4º arraial do CEPRO.


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DESMATAMENTO MAIOR NA AMAZÔNIA EM 2011

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a julho de 2011, correspondendo aos doze meses do calendário atual de desmatamento aumentou 9% em relação ao ano anterior (agosto de 2009 a julho de 2010), segundo o sistema de análise de imagens de satélites do Imazon, o SAD.

A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a julho de 2011 teve aumento muito expressivo, de 241%. As emissões de C02 equivalentes ocasionadas pelas perdas florestais entre agosto de 2010 e julho de 2011 subiram 1% em relação ao período anterior.

O desmatamento aumentou muito em Tocantins, Rondônia e Mato Grosso, moderadamente no Acre e no Amazonas, e caiu em Roraima, no Amapá e no Pará.

Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, tem uma explicação para as diferenças de comportamento entre Mato Grosso, Rondônia e Pará, os estados com desmatamento mais expressivo, em termos territoriais. O Pará ainda responde por 41% da área desmatada total, seguido pelo Mato Grosso, com 23% e por Rondônia, com 18%.

Hoje, mais que os fatores de mercado, o que faz a diferença é um misto de comando e controle, boas políticas para sustentabilidade e mudança de comportamento dos produtores, além da vigilância da sociedade civil e do Ministério Público.

Paulo Barreto diz que “as taxas de desmatamento foram fortemente correlacionadas com a variação de preços de gado e soja entre 1995 e 2007. Entretanto, as melhorias no controle entre 2008 e 2009 ajudaram a reduzir o desmatamento, apesar dos aumentos dos preços de soja e gado.”

Os preços de gado e da soja continuaram a subir em 2011, mas Paulo Barreto é de opinião que essa elevação não explica isoladamente a diferença de tendência do desmatamento entre os estados. Esses preços subiram em todos os estados amazônicos, mas o desmatamento não teve o mesmo perfil em todos eles.


Há, segundo Barreto, fatores locais que podem explicar a diferenciação do desmatamento nos Estados. Nos dois estados com maior aumento das perdas florestais, Mato Grosso e Rondônia, ele identifica novos fatores estimulando o desmatamento.

Em Mato Grosso, a Assembléia Legislativa aprovou plano de Zoneamento Econômico Ecológico em novembro de 2010, liberando para ocupação 156 mil km2 de áreas anteriormente dedicadas à conservação. O plano foi sancionado em abril de 2011, quando foi detectado forte aumento do desmatamento, diz Barreto. Em outubro de 2010 o governo do Mato Grosso adiou para novembro de 2012 o prazo para a adesão ao programa Mato Grosso Legal. Para Paulo Barreto, esse adiamento reduziu a pressão sobre os frigoríficos que haviam assinado termo de ajuste de conduta com o Ministério Público Federal, se comprometendo a só comprar carne de fazendas que pelo menos registrassem suas fazendas no Cadastro Ambiental Rural, para depois obterem a licença ambiental. Isso porque o acordo com o MPF adotava o prazo do MT legal. Com o adiamento, os frigoríficos não precisaram mais exigir imediatamente o cadastramento dos fazendeiros.

Em Rondônia, Paulo Barreto confirma que o desmatamento começou a aumentar a partir de dezembro de 2010, com a construção das hidrelétricas do rio Madeira, Jirau e Santo Antônio. No acordo para o licenciamento das hidrelétricas, parte da Floresta Nacional Bom Futuro foi transformada em Área de Proteção Ambiental Estadual, com grau menor de proteção. De fato, diz, o desmatamento nesta APA cresceu expressivamente.

O Imazon tem dados para municípios, que confirmam a associação que Paulo Barreto faz entre as hidrelétricas em construção na Amazônia e o desmatamento. O município com maior taxa de desmatamento em julho de 2011, primeiro no ranking, é Porto Velho, e este desmatamento está associado às hidrelétricas do Madeira. Aumentou o desmatamento em São Félix do Xingu, onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte. Esse município é o 10o no ranking de desmatamento em assentos. A respeito de Belo Monte, o Imazon tem interessante estudo sobre o risco de desmatamento com sua implantação.

No Pará, onde o desmatamento mais caiu, Paulo Barreto identifica várias políticas que teriam convergido “para uma maior participação do setor privado e de alguns municípios no combate ao desmatamento”. Os frigoríficos assinaram termo de ajuste de conduta com o Ministério Público Federal em 2009 e passaram a demandar que seus fornecedores de gado registrassem suas fazendas no Cadastro Ambiental Rural. O número de imóveis cadastrados passou de cerca de 400, em junho de 2009, para quase 40.000, em agosto de 2011, diz Barreto, que tem estudado esse processo de legalização das fazendas no Pará. O MPF fez também acordos que estimularam a participação de vários municípios e sindicatos de produtores rurais no cadastramento de imóveis rurais. Estes acordos foram baseados na experiência de Paragominas, o primeiro município a sair da lista do Ministério do Meio Ambiente dos municípios que mais desmatam.




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CIDADANIA E JUVENTUDE

Nesta quarta-feira, dia 24, a antropóloga Regina Novaes e o rapper Refem irão ministrar o ciclo debate "Cidadania e Juventude”, no Rio de Janeiro (RJ). A atividade, gratuita, faz parte das comemorações dos 30 anos do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que estão sendo realizadas no auditório da Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, nº 25, Centro, Rio de Janeiro).

A programação contará também, até o dia 18 de setembro, com a exposição "Betinho e o Ibase”, que reunirá fotos, cartazes, documentos, cartas e vídeos, que narram a vida e o trabalho desenvolvido pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, à frente do Instituto. Além disso, até o dia 28 de agosto, acontecerá à mostra "Cinema é Política”, apresentando filmes que promovem a reflexão política e social.

Mais informações sobre os 30 anos do Ibase encontram-se no site http://www.ibase.br/pt/2011/08/ibase-comemora-seus-30-anos


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A ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO UM DOS EIXOS DO BRASIL SEM MISÉRIA


Lançado no último dia 2 de junho, o plano, do governo federal, terá três pilares básicos: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. Nesse sentido – objetivando a inclusão produtiva em áreas urbanas –, são planejadas ações que pretendem criar ocupação e renda por meio da economia solidária.

Em entrevista à Fórum, Joaquim de Melo, coordenador geral do Instituto Palmas, organização da sociedade civil que gere e propaga práticas de economia solidária, com sede em Alagoas, analisa o papel do setor no plano do governo de Dilma Rousseff e aponta o que ainda pode ser aperfeiçoado.


Fórum – Considerada uma das estratégias de superação da pobreza extrema apresentadas no Brasil sem Miséria, como a economia solidária se encaixa no plano do governo federal?

Joaquim de Melo – A economia solidária consegue, com muita facilidade, chegar aos mais pobres, porque ela parte do princípio que a solução dos problemas econômicos está na própria comunidade em que se encontram os extremamente pobres. Acreditamos que, ao criarmos uma rede de produtores e consumidores locais onde as pessoas são estimuladas a produzir e consumir umas das outras, conseguimos gerar trabalho, emprego e renda no próprio território. São as chamadas “redes de prosumatores”, onde todos são produtores, consumidores e atores sociais. Elas nos ensinam que podemos, no próprio local, bairro, município, ter um banco próprio, comunitário, que financia a produção e o comércio com linhas de crédito produtivo, financiando também o consumo local com uma linha de crédito em moeda social, criando um círculo virtuoso da economia em que a riqueza circula na própria comunidade. Só a economia solidária é capaz de pensar estruturas dessa natureza, porque acreditamos nas soluções coletivas. Como afirma o professor Paul Singer (secretário nacional de Economia Solidária): “ninguém supera a pobreza sozinho”.

Portanto, precisamos de práticas de economia solidária para chegarmos aos mais empobrecidos, ajudar a organizá-los para, coletivamente, superar a miséria. A maior contribuição que se pode oferecer ao Brasil sem Miséria é disponibilizar uma série de práticas concretas de organização da comunidade para o empreendedorismo coletivo.

Fórum – Dentro disso, a economia solidária, aliada a ações governamentais, pode contribuir de que forma para a organização e a participação social?

Melo – O capitalismo nos ensina que não existe espaço para todos, por isso devemos disputar o mercado. As velhas cartilhas sobre empreendedorismo de negócios explicitam que devemos ser bem capacitados em nossos empreendimentos para ganharmos fatias de mercado. Disputar, concorrer, chegar à frente, é sempre a lógica que nos leva a uma paranoia coletiva de sermos os melhores para ganharmos do outro. Um ganha, outro perde. Não existe espaço para dois.

A economia solidária prega exatamente o contrário. É muito mais viável ser solidário do que ser competitivo. Economicamente falando, acreditamos que é muito mais fácil sobrevivermos no mercado por meio de ações econômicas coletivas do que isolados. Portanto, devemos pensar em formas coletivas de comercialização de produtos, como feiras, lojas solidárias, bodegas comunitárias; em produção associada, cooperativas, associações e grupos de produção; em formas alternativas de crédito coletivo, bancos comunitários, cooperativas de crédito, fundos solidários e outros. Enfim, é a crença de que, organizados, seremos mais fortes. Essa lógica da cooperação e da colaboração estimula que as pessoas se organizem e se juntem de forma associativa e cooperada.

As experiências de economia solidária no Brasil totalizam 22 mil empreendimentos (dados do Sistema de Informação da Economia Solidária – SIES/Ministério do Trabalho e Emprego). Além disso, existe uma variedade de cursos, oficinas e seminários em todo o país que ensinam as práticas e a filosofia da área. Hoje, são dezenas de universidades, ONGs e associações comunitárias que têm programas voltados para o setor.

Contudo, considero que a maior contribuição se dá com as práticas concretas, que mostram para a população como é possível se organizar e encontrar soluções para os problemas locais. Aqui, em nossa comunidade, no Banco Palmas, temos duas mil famílias que tomam crédito, sem burocracia e comprovação de renda. Todas se filiam ao Fórum Econômico Local (FECOL) e têm o direito de participar, semanalmente, de reuniões, podendo votar e decidir sobre o futuro do banco comunitário.

Fórum – O que vale ressaltar de positivo no Brasil sem Miséria?

Melo – O mais importante de tudo foi o governo federal ter apontado a superação da miséria como uma pauta prioritária para o país. O fato em si já é muito relevante, porque traz para a mesa o reconhecimento do governo da dívida que tem com 16 milhões de brasileiros.

Do ponto de vista concreto, acho que o fortalecimento do microcrédito e a economia solidária são duas ações que merecem destaque.

Fórum – Há pontos do plano que precisam ser melhorados sob a perspectiva da economia solidária?

Melo – O plano não fala como vai organizar os miseráveis para que eles superem a extrema pobreza. Embora aponte algumas ações de economia solidária, creio que precisamos traçar uma estratégia clara em duas situações. Primeiro: como vamos organizar os miseráveis em ações econômicas e sociais? Segundo: como vamos “empoderar” os miseráveis e aumentar a auto-estima deles? Ninguém supera a pobreza com a alma desanimada. Nenhum pobre deixa de ser pobre, nenhum miserável deixa de ser miserável, se não se decidir a sair da pobreza ou da miséria.

Portanto, o Brasil sem Miséria tem um desafio enorme de criar um plano de organização de empoderamento dos miseráveis. Sem esse plano, as ações, quando chegarem, não surtirão efeito.

Fonte: Revista Fórum


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ONU LANÇA NO RIO CAMPANHA PARA ESTIMULAR VOLUNTARIADO

Agência Brasil


As Nações Unidas (ONU) querem motivar os brasileiros a se tornar voluntários. Foi lançada hoje (23), no Rio de Janeiro, a campanha "O Planeta é Voluntário. E Você?". Por meio de peças de rádio, filmes para a TV, fotografias e uma página na internet, os organizadores esperam promover o tema e sensibilizar a população para que dedique parte do tempo a causas de interesse coletivo.

A iniciativa, coordenada pelo Programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) e a Rede Brasil Voluntário (RBV), faz parte das comemorações pelo décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários (AIV+10), instituído em 2001 pela Assembleia Geral da Organização da ONU.

A coordenadora nacional do Programa dos Voluntários da ONU, Anika Gaertner, destacou que a campanha também vai orientar a população com dicas práticas de como se tornar um voluntário. Segundo ela, todo mundo tem algum conhecimento específico ou talento individual que pode ser usado para beneficiar um grupo.

“No nosso site, damos uma lista com dicas sobre o que fazer para isso. O primeiro passo é entrar em contato com o centro de voluntariado mais próximo de casa ou procurar uma organização comunitária, associação ou igreja no bairro. Nesses locais é possível identificar o melhor caminho para se fazer um trabalho voluntário. Não precisa, necessariamente, ser na sua profissão. Um dentista, por exemplo, pode desenvolver atividades com crianças, como recreação. A Terra nos oferece tantos recursos sem pedir nada em troca. Esse também é o lema do voluntário”, explicou.

A coordenadora do AIV+10, Cibelly Almeida, informou que será feita uma pesquisa nacional sobre o voluntariado no Brasil, levantando o número de pessoas que se dedicam a trabalhos voluntários, em que áreas atuam, qual a motivação para desenvolver as atividades e o perfil desses brasileiros.

“Não temos hoje como fazer uma análise quantitativa de voluntários no país, mas podemos dizer que a qualidade do trabalho desenvolvido melhorou muito nos últimos anos. O trabalho voluntário já não é simplesmente assistencialista, praticado só por quem vai à igreja ou por donas de casa. Hoje, vemos esse tema sendo trabalhado pelas empresas, por profissionais que se dedicam ao voluntariado”, disse Cibelly Almeida.

O Programa de Voluntários das Nações Unidas apoia o desenvolvimento humano sustentável ao redor do mundo por meio da mobilização das pessoas. Mais de 7,5 mil voluntários de cerca de 160 países colaboram anualmente com o programa. Com sede em Bonn, na Alemanha, o programa tem atividades em 130 países.


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

30 ANOS DO IBASE

O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) é uma organização da sociedade civil fundada em 1981 por, entre outros, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. O Ibase tem como objetivo a radicalização da democracia e a afirmação de uma cidadania ativa.

Para isso, a instituição acredita ser necessário fortalecer o tecido associativo da sociedade, incidir em políticas públicas e criar uma nova uma cultura de direitos. As iniciativas do Ibase são regidas pelos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, participação, diversidade e justiça socioambiental.

O Ibase privilegia a atuação em rede. É parte de uma rede global, um ator com conexões mundiais e raízes locais. Essa ação em rede propicia, por exemplo, tanto o Fórum Social Mundial, do qual o Ibase foi um dos criadores, quanto campanhas como a Pacto pela cidadania – favela é cidade, sobre o PAC das favelas no Rio.

Iniciativas como o Fórum e o Pacto ilustram o papel do Ibase na renovação e no fortalecimento da democracia. Uma contribuição que teve como marca a campanha contra a fome de Betinho, nos anos 1990, o projeto de balanço social das empresas, o Alternex, primeiro provedor de internet no Brasil, o Diálogos contra o racismo, entre outras ações.

A história de 30 anos do Ibase se confunde com a da reconstrução da democracia no Brasil.

A instituição se organiza hoje em quatro núcleos programáticos, responsáveis pela gestão direta dos projetos. Eles são Cidades e territórios; Democratização do Estado e da economia; Diálogo dos Povos e alternativas democráticas à globalização; e Emancipação social e políticas públicas.

Além dos núcleos programáticos, o Ibase conta com três núcleos de gestão: Comunicação; Gestão de recursos e pessoas; e Secretaria-geral. No comando dessa estrutura, há a Direção, composta por quatro diretores, um deles o diretor-geral.

O Ibase tem seis linhas gerais, dimensões e estratégias agregadoras, vertentes que devem pautar o trabalho de todos os seus núcleos e projetos. São elas Alternativas ao desenvolvimento e criação de novos paradigmas; Combate ao racismo e ao patriarcalismo; Direitos Humanos; Estratégias de comunicação; Estratégias de gestão e sustentabilidade política e financeira; e Fórum Social Mundial.

As ações do Ibase são debatidas mês a mês pelo Coletivo de Gestão Programática, grupo que reúne os sete coordenadores de núcleo e os quatro diretores. Um Conselho Curador atualiza normas, subsidia e orienta a implementação das políticas e as relações com parceiros.

Fonte: www.ibase.br

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domingo, 21 de agosto de 2011

CERCA DE 30% DOS BRASILEIROS LEVAM MAIS DE UMA HORA PARA CHEGAR AO TRABALHO OU À ESCOLA

Segundo a pesquisa, o ônibus é o meio de locomoção mais comum, com 34% da população o utilizando como principal meio de transporte

Nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, 32% da população leva mais de uma hora para se locomover de sua residência para o trabalho ou a escola, diariamente, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope sobre locomoção urbana - nos municípios com população menor o índice é de 24%.

O levantamento mostra que, para 37% da população, o tempo de locomoção é o principal fator na escolha do meio usado para se deslocar. Entre os entrevistados, 68% utilizam mais de um tipo de transporte para se locomover da residência ao local de atividade rotineira. O transporte coletivo é usado por 61% dos brasileiros, e 42% o utilizam como principal meio de locomoção de casa para a escola ou local de trabalho.

Segundo a pesquisa, o ônibus é o meio de locomoção mais comum, com 34% da população o utilizando como principal meio de transporte. Em segundo lugar, aparece a caminhada, que é o principal meio de locomoção de 24% da população, e em seguida vem o automóvel da família, com 16%.

Mais da metade dos entrevistados sentem medo sempre ou na maioria das vezes de sofrer um acidente ou ser assaltado durante a locomoção nas cidades. A pesquisa foi realizada com 2.002 entrevistados em 141 municípios.

Fonte : Site EcoD

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CAMPANHA DO TEATRO ACESSÍVEL PROMOVE POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO

Agência Brasil

 Com incentivo da Lei Rouanet, a organização não governamental (ONG) Escola de Gente lançou hoje (21) a peça teatral Um Amigo Diferente?, primeiro espetáculo brasileiro para crianças e jovens a cumprir as leis de acessibilidade na comunicação. A peça faz parte da programação da campanha Teatro Acessível: Arte, Prazer e Direitos, que procura mobilizar o governo e a sociedade civil em torno do cumprimento das leis de acessibilidade em toda e qualquer iniciativa cultural.

Criado pela escritora Cláudia Werneck, com base em suas próprias experiências, o espetáculo usa metodologias premiadas e adotadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Fundadora da Escola de Gente, que está completando 10 anos, Claudia Werneck é pioneira em pesquisas para a disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos países da América Latina desde 1992. Para ela, a peça Um Amigo Diferente? é “um passo histórico na garantia dos direitos culturais para as crianças com diferenças, mobilidade reduzida, que não ouvem, não enxergam ou apresentam qualquer tipo de deficiência”.

Para que todos possam acompanhar a peça, há telas com legendas, audiodescrição e programas em braile e em letras ampliadas. “Todas as possibilidades são dadas pela Escola de Gente, para cumprir a legislação brasileira de inclusão. Esta é a primeira parceria entre o governo e sociedade civil na garantia dos direitos humanos para crianças com deficiência”, reforçou Cláudia Werneck.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que assistiu à primeira apresentação da peça, disse que a iniciativa cumpre todas as exigências da legislação sobre inclusão social, com linguagem de sinais, e mostrando que, pela arte e pela cultura e, no caso, pelo teatro, pode-se ter uma plateia totalmente diversa no que caracteriza os seres humanos.
"Iniciativas como esta fazem com que a cidadania se amplie e todas as pessoas possam ter consciência de que os espaços, como componentes da democracia, são para todas as pessoas”, disse a ministra.

Fonte: Agência Brasil

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JORNADA DA VIA CAMPESINA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS NO CAMPO

O Acampamento Nacional em Brasília, a partir desta segunda-feira (22/08), junto com a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, têm como uma de suas principais pautas a luta pela educação.

Nos últimos oito anos foram fechadas mais de 24 mil escolas no meio rural, segundo dados do Censo Escolar do INEP/MEC (2002 a 2009), e da Pesquisa de Avaliação da Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária INCRA (2010).

“Isso nos remete a olhar com profundidade o que está em jogo, relacionado às disputas de projetos de campo. Os governos têm demonstrado cada vez mais a clara opção pela agricultura de negócio – o agronegócio – que tem em sua lógica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola”, afirma Erivan Hilário, do Setor de Educação do MST.

Esses dados demonstram o drástico cenário do processo educacional no Brasil, especialmente no meio rural, em que após décadas de lutas por conquistas no âmbito da educação - cujas reivindicações foram atendidas em parte - o fechamento das escolas vão no sentido contrário ao que parecia consolidado.

Com isso, as dezenas de mobilizações em todo o Brasil lutam em apoio à educação no campo, pela proibição de fechamento de qualquer escola no meio rural, por instalações de escolas de ensino fundamental, ensino médio e Institutos Federais (IFs), além da garantia de que 10% do PIB nacional e que 50% de toda renda do petróleo do pré-sal sejam destinados à educação.

Outras pautas também serão discutidas durante as mobilizações como o assentamento imediato das 60 mil famílias acampadas, a recomposição do orçamento do Incra para obtenção terras – cujos R$ 530 milhões para desapropriações no ano já foram executados -, e a renegociação das dívidas da agricultura familiar, composta em R$ 30 bilhões.

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal.
Fonte: MST

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sábado, 20 de agosto de 2011

MINISTRA LANÇA CARAVANA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

da Agência Brasil

 A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República lançou dia 18 em Fortaleza( CE) a Caravana Direitos Humanos pelo Brasil, que vai percorrer o país para levar informações sobre políticas públicas e identificar violações de direitos humanos.

A ministra da SDH, Maria do Rosário, disse que a caravana quer consolidar uma “cultura de direitos humanos no Brasil” e aproximar os cidadãos de seus direitos. “Queremos mostrar que direitos humanos dizem respeito à cidadania, educação, saúde, qualidade nos serviços públicos, ao acesso à educação básica, à informação”, listou.

As ações da caravana serão promovidas em parceria com os governos estaduais, municipais, os judiciários locais e organizações da sociedade civil. A programação inclui seminários, palestras, oficinas e audiências públicas e a prestação de serviços como a expedição de registro de nascimento e outros documentos.

“Vamos tratar de temas como jovens em conflito com a lei, mortalidade juvenil, situação no sistema prisional. A informação sobre direitos humanos pode nos levar a viver em um país que, cada vez mais fortemente, diga não à violência e produza valores de superação dos preconceitos, seja com pessoas com deficiência, comunidades tradicionais, negros, comunidade LGBT {lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros}, indígenas”, acrescentou a ministra.

Na primeira etapa, a caravana deve passar por pelo menos uma capital de cada região.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FALTA DE OPORTUNIDADE NO CAMPO EMPURRA JOVENS PARA AS CIDADES

Da Rádio Agência NP

Na última década, 835 mil jovens brasileiros deixaram o campo em busca de oportunidades nas áreas urbanas. Os números são do IBGE. Eles foram coletados entre 2000 e 2010. Para o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, o êxodo da juventude se explica pela falta de oportunidades. Segundo ele, é preciso garantir o acesso à educação em todos os níveis, sem deixar de considerar as realidades locais.

“Por isso que nós lutamos por cursos superiores no regime de alternância, nos quais esses jovens ficam dois meses na universidade e depois retornam para suas comunidades. Assim, eles mantêm suas raízes e adquirem um conhecimento mais voltado para a realidade onde vivem.”

Stedile assegura que, sem a distribuição de terras, a educação não é suficiente para manter a população com idade entre 15 e 24 anos no local de origem. Também é preciso garantir renda, seja através de oportunidades de emprego ou de trabalhar com a produção. Por isso, ele defende a instalação de agroindústrias nos assentamentos.

“As agroindústrias é que geram empregos mais qualificados, que exigem maior conhecimento. E é onde a juventude do campo se sente mais motivada. Lá haverá espaço para bioquímicos, veterinários, médicos, administradores e cooperativistas. Enfim, para saírem essencialmente daquela atividade de sol a sol na lavoura, que é possível ser substituída por máquinas ou outras formas menos penosas”.

A migração da juventude para as cidades não aconteceu em todos os estados brasileiros. O Pará, por exemplo, teve acréscimo de 53,5 mil jovens na sua população rural. Em proporção, Roraima foi a unidade da federação que mais aumentou sua participação de jovens no campo, com acréscimo de 24%.


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