terça-feira, 30 de setembro de 2014

O duro caminho para reciclar lixo no Brasil


Coleta seletiva volta a avançar em S.Paulo, depois de abandonada por quase uma década. Há pouco, maior cidade do país reciclava apenas 1,8% dos resíduos gerados
A gestão de Fernando Haddad entregou à cidade de São Paulo, na última terça-feira (23), 11 novos caminhões para coleta seletiva de lixo. Com eles, a prefeitura promete implantar até outubro coleta seletiva em todas as ruas de 17 distritos (que já recolhem recicláveis em algumas ruas) e iniciar coleta parcial em outros dez: Jardim São Luís, Cidade Dutra, Grajaú, Socorro, Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Ademar, Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa e Tucuruvi.

Os 17 distritos que já eram atendidos parcialmente e agora terão todas as ruas atendidas com o serviço são: Tucuruvi, Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília, Sé, Jaguara, Jaguaré, Lapa, Perdizes, Vila Leopoldina, Barra Funda, Mandaqui e Santana.

A meta do atual governo para a coleta seletiva de lixo é que a cidade atinja 10% das ruas até 2016. São Paulo coletava 1,8% dos resíduos recicláveis até o primeiro semestre deste ano. Com os novos caminhões, deve ampliar a coleta para 6%.

Desmanche

Para quem, como eu, começou a fazer a separação doméstica do lixo reciclável, ou lixo limpo, com a implantação da coleta seletiva pela prefeita Luiza Erundina (1989-1993), é triste ver o quanto andamos pra trás. O lixo espalhado nas ruas da cidade, e a mistura de materiais recicláveis e orgânicos nos cestos de lixo municipais são um osso diário duro de roer.

Na gestão Marta Suplicy (2001-2005), a coisa avançou. A taxa do lixo instituída por ela levou muitos condomínios a implantarem a separação do lixo junto aos moradores – já que isso os isentava de pagar o tributo. Ao sucedê-la, José Serra deu início ao retrocesso. O tucano usou a taxa para atacar a prefeita e, eleito, foi logo acabando com ela. Daí pra frente, com seu vice Kassab, a coisa degringolou de vez.

Campanhas educativas

Menos mal que há gente separando o lixo em casa e levando para pontos de coleta espalhados pela cidade. E que o programa SP Recicla está acontecendo. Mas é ainda muito pouco.

É preciso fazer amplas campanhas educativas para que as pessoas saibam como dar destino correto ao lixo doméstico. Além, principalmente, de reduzir e reutilizar. O que separar, lavar ou não lavar, o que fazer com aqueles materiais híbridos, tudo isso precisa ser esclarecido para a população paulistana, assim como lutar contra a cultura das embalagens e do saco plástico.

No momento em que a prefeitura já deu início a um programa experimental de compostagem dos resíduos orgânicos, o Composta São Paulo, é hora de enfrentar as montanhas de lixo reciclável que teimamos em produzir e, muitas vezes, abandonar pelas ruas.

Enquanto isso, fique atento. Confira se sua rua é atendida pela coleta seletiva e quando ela acontece:



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