sexta-feira, 28 de março de 2014

Estudo aponta que a falta de saneamento básico impacta na educação


O estudo Benefícios econômicos da expansão do saneamento brasileiro, publicado no último dia 19 pelo Instituto Trata Brasil e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, apontou que a falta de saneamento básico nas cidades brasileiras afeta várias áreas, entre as quais, saúde, trabalho e renda, imóveis, turismo e educação.

Segundo o relatório, a falta de água tratada e de esgotamento sanitário causa grande impacto no aprendizado de crianças e jovens do país. Doenças provocadas pelo consumo de água contaminada, como as infecções gastrointestinais, que ocasionam diarreia e vômito, levam a queda no rendimento dos alunos.

Em média, estudantes sem acesso a esses serviços básicos têm atraso escolar maior do que aqueles com as mesmas condições socioeconômicas, mas com acesso ao saneamento. A universalização do acesso à coleta de esgoto e à água tratada, de acordo com a pesquisa, reduziria em 6,8% o atraso escolar, o que possibilitaria o aumento da escolaridade média do brasileiro nos próximos anos, com efeito sobre a produtividade no trabalho e na renda.

Contexto – o Brasil ocupa a 112ª posição em um ranking de saneamento entre 200 países. Sua pontuação no Índice de Desenvolvimento do Saneamento é inferior às médias da América do Norte, da Europa e de alguns países do Norte da África e do Oriente Médio, onde a renda média da população é menor do que a renda dos brasileiros. De acordo com estimativa do estudo, mais de 14 milhões de moradias não têm água encanada e cerca de 35 milhões de pessoas vivem sem coleta de esgoto no Brasil. Para levar o saneamento básico para 100% da população, o país precisa investir pouco mais que 300 bilhões de reais até 2033.



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