domingo, 5 de dezembro de 2010

JOAQUIM NABUCO: POLÍTICO E ESCRITOR ABOLICIONISTA


Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, nascido em Recife no dia 19 de agosto de 1849, foi um político, diplomata, historiador, jurista, jornalista e escritor fundador da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em Washington, em 17 de janeiro de 1910 – portanto, há um século.

Joaquim Nabuco foi um dos grandes diplomatas do Império, além de orador, poeta e memorialista. Assim como “O Abolicionista” (1883), “Minha Formação” (1900) figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos.

Nabuco disse sentir “saudade dos escravos”, pela generosidade deles, em contraponto ao egoísmo do senhor. “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”, sentenciou.

Opôs-se de maneira veemente à escravidão, contra a qual lutou tanto por meio de suas atividades políticas, quanto de seus escritos. Fez campanha contra a escravidão na Câmara de Deputados em 1878 e fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo responsável, em grande parte, pela Abolição em 1888.

Quanto a sua concepção política, Nabuco era um monarquista e conciliava essa posição política com sua postura abolicionista. Atribuía à escravidão a responsabilidade por grande parte dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira, defendendo, assim, que o trabalho servil fosse suprimido antes de qualquer mudança no âmbito político.

Segundo ele, a abolição da escravatura não deveria, no entanto, ser feita de maneira rúptil, ou violenta, mas assentada numa consciência nacional dos benefícios que tal resultaria à sociedade brasileira.

Também não creditava a movimentos civis externos ao parlamento o papel do conduzir a abolição. Esta só poderia se dar no parlamento, no seu entender.

Político influente e cidadão da elite, Nabuco não aboliu sua condição de classe, mas deixou na história o exemplo de que uma grande causa, como a da Abolição, se impõe como situação ética limite, levando a uma necessária tomada de posição.

Nossa abolição inconclusa, no entanto, ainda nos coloca a seguinte questão: Passados mais de um século de libertação dos escravos, como se encontram hoje seus distantes descendentes?

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipéia


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