quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu digo NÃO à violência contra as Mulheres


A Comissão de Defesa dos Diretos da Mulher da Assembléia Legislativa do Rio vai lançar, na próxima quinta-feira (5), às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a campanha "Eu Digo não à Violência contra as Mulheres".
A campanha, focada no público masculino, terá como parceiros a Ordem dos Advogados do Brasil-RJ (OAB); o Governo do Estado, através da Polícia Civil, da secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM), e o Sindicado dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed).
O objetivo da campanha é sensibilizar e mobilizar os homens a assumirem um compromisso no combate à violência contra as mulheres. "A ALERJ está unindo forças com setores chaves da sociedade, para envolver e conscientizar os profissionais homens das áreas nas quais formamos parceria.
Estima-se que a cada 15 segundos uma mulher seja agredida no Brasil. De acordo com dados mundiais, o risco de uma mulher ser agredida em casa pelo companheiro ou ex é nove vezes maior que na rua. Estatísticas como essas motivaram a ALERJ a buscar parceiros e lançar a campanha", diz a presidente da comissão, deputada Inês Pandeló (PT).Durante o evento, o procurador regional da República, Daniel Sarmento, o policial civil Ricardo Luiz Sérvio de Souza, da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, e o médico Moysés Rechtman, do Hospital Geral de Bonsucesso, irão relatar suas experiências ao longo do exercício da profissão. A juíza Adriana Melo, do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e a gerente de Ações contra a Violência da Secretaria de Estado de Saúde, Maria Cristina Marinho, também irão compor a mesa. Estão previstas ainda as presenças dos presidentes da OAB, Wadih Damous, e do Sinmed, Jorge Darze, além do chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, e da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva.
A campanha irá se estender até o dia 31 de março. De acordo com a deputada, as instituições envolvidas farão outros eventos para mobilizar os profissionais das áreas nas quais atuam.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras apóia e adere a essa importante campanha.


Fonte: http://www.sidneyrezende.com/


CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
E-mail: cepro.rj@gmail.com
Blog: http://cepro-rj.blospot.com/



CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

segunda-feira, 2 de março de 2009

Meio Ambiente é Atitude! Não deixe o lixo para trás.




“É o cuidado que permite a revolução da ternura ao priorizar o social sobre o individual e ao orientar o desenvolvimento para a melhoria da qualidade de vida dos humanos e dos organismos vivos.”
Leonardo Boff

O momento exige da sociedade, do Estado e dos Governos uma mudança de atitude radical e urgente no trato dos problemas ambientais.
Para nós, cidadãos e cidadãs de Rio das Ostras, essa problemática não é menor. Nosso município, visto como uma espécie de “paraíso turístico”, de uma maneira ou de outra trabalha no sentido de manter o que ainda temos de natureza relativamente preservada, malgrado o histórico descuido ambiental desde nossos tempos de Colônia...
Não é de hoje que os ambientalistas vem denunciando o grave risco por que passa o Planeta Terra. Isso, devido as gritantes e irresponsáveis agressões a Natureza. O que está em jogo é não somente a sobrevivência desta, mas também das futuras gerações, alertam.
Vivemos um momento especialmente rico para o amadurecimento das campanhas socioambientais, que tem entre suas ações estreitar os elos entre a diversidade cultural e a diversidade biológica. Isso, para aumentar a consciência pública da importância dos saberes tradicionais, dos sítios naturais sagrados e das paisagens.
Portanto, vemos como acertada a atual concepção que se utiliza do conceito do “ambiente inteiro” ou, simplesmente, “ambiente”, em lugar do antigo “meio ambiente”. É um conceito que respeita a tendência atual pela abordagem holística em relação ao todo da vida, da Terra e da Humanidade.
E para nadar de braçadas neste novo tempo, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras lançou a Campanha PRAIAS LIMPAS. Ela tem como objetivo a preservação de nossas praias e mata nativa e principalmente a conscientização de nossa gente.
Nessa discussão ambiental não podemos nos esquecer que o lixo nosso de cada dia passou a ter destaque fundamental na história. Este tema é alvo de preocupação, em especial nas grandes cidades, como é o caso do Rio de Janeiro e agora em Rio das Ostras. Locais, onde a capacidade da população de sujar o espaço urbano é infinitamente maior que a capacidade do poder público de limpá-la.
Por isso, nós do CEPRO, que entendemos que esta mudança de atitude é fundamental para nossas vidas e que conservar o ambiente é uma atitude cidadã, lançamos esta que é uma Campanha Ecoeducativa: Meio Ambiente é ATITUDE!
Entendemos que a temática do Ambiente terá, entre nós, o destaque merecido nos debates, em nossas conferências, encontros etc., junto aos demais pontos, igualmente importantes, como educação, saúde e infra-estrutura urbana.
Precisamos estar cientes de que temos um imenso desafio pela frente. Mas, se todos se unirem, participando desse esforço coletivo, iremos comemorar boas e importantes vitórias.
Contamos que o sinal vermelho de risco e de ameaça dê vez ao sinal verde de esperança e superação das atuais condições de vida e existência dos seres humanos. Mas isso não é benesse. Dependerá de nossa coerência e consequência.
E é no sentido de democratizar esta discussão que o CEPRO espera que todos aqueles que estejam interessados no tema entrem em contato conosco em nosso blog (cepro-rj.blogspot.com) ou nos procure em nossa sede.
Estamos conversando com os moradores e turistas em nossas praias e recolhendo o lixo para nossa Oficina de Arte e Reciclagem.
Para quem ainda não sabe o CEPRO é um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras e está de portas abertas para recebê-lo.

Faça sua parte. Preserve o ambiente. E vamos à luta...

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão
E-mail: guilherminarocha@oi.com.br


CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

É tempo de Carnaval e de outras alegrias



Costuma-se dizer que “no Brasil, tudo acaba em samba”. E já teve engraçadinho dizendo que “melhor seria se tudo começasse também...”. Deixando de lado os comentários bem-humorados. Em princípio a realidade desmentiria tal suposição, com exceção talvez em tempos de Carnaval.
Aqui, o samba dá o tom de alegria do princípio ao fim, nas ruas, clubes, nos meios de comunicação. Dia e noite, é tudo festa.
Dizem que o Carnaval nasceu na Itália com os bacanais. Mas há os que asseguram que ele nasceu no Egito, depois passou pela Grécia e ainda por Roma. É mais ou menos isso: o Carnaval se desenvolveu na Idade Média e partiu da Europa para conquistar o mundo. Portanto, não é uma criação nossa.
Uma boa definição sobre o carnaval pode ser destacada de Goethe. O alemão nota dez, quando esteve em Roma lá pelo Século XVIII, viu uma festa muito diferente de tudo que havia em seu país, e foi definitivo em seu comentário: “O carnaval não é uma festa que alguém ofereça; é uma festa que o povo oferece a si mesmo.”
Mas se o Carnaval não é uma invenção brasileira, certamente o adotamos com gosto, ao ponto de transformar seu simpático símbolo, o ‘bolachudo’ Rei Momo, num cargo oficial.
Segundo Mary Del Priore, sua origem se perde na noite dos tempos, tanto que as religiões históricas nascidas às margens do Mediterrâneo tiveram que inventar um lugar para tais festividades no seu calendário.
“O cristianismo associou o carnaval a Quaresma, que antecede a Páscoa; o Judaísmo, à festa de Purim, em homenagem à rainha Éster. Já o Islã colocou as mascaradas no início móvel de seu ano lunar. As três festas seguem firmemente inscritas no tempo religioso, mas aparecem, em diferentes graus, como fragmentos ou parênteses pagãos”.
O Carnaval seguiu os navegadores europeus pelo resto do mundo. Desde suas origens, ele se apresenta como um espaço para revolta ritualizada. No Brasil, chegou por volta de 1723, trazido pelas mãos dos portugueses das Ilhas da Madeira e Açores.
Em 1883, entre o luxo do desfile das elites que olhavam para a Europa e as brincadeiras tradicionais do Entrudo que animava os cariocas, o Rio de Janeiro mostrava suas tensões. Já no final do Século XIX, a Rua do Ouvidor, vista como uma síntese da capital do Brasil, era a vitrine de suas contradições. A importância dessa Rua foi retratada pelo Salgueiro em carnaval recente.
O fim da escravidão e os projetos de futuro eram temas centrais das conversas em mesas de literatos e jornalistas. Esses arranca-rabos geralmente eram vistos nos desfiles. A crítica à escravidão e ao regime que a sustentava.
Já nessa época tanto os negros libertos como os escravos tinham seus grupos estruturados no Carnaval do Rio de Janeiro, conhecidos como Cucumbis.
Aos nossos dias, nem só de samba vive o Carnaval. Outros “adereços” fazem parte desse momento, para o “bem ou para o mal”.
Os desfiles de escolas de samba na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, pelo seu modo “hollywoodiano” são verdadeiros espetáculos globalizados. Para os mais tradicionais e críticos, não se faz mais Carnaval como antigamente...
Outras manifestações populares, no entanto, resistem aos tempos modernos. Os blocos de rua, bandas e os grupos de fantasias (chamados antigamente de Bloco de Sujos) ocupam e desfilam pelas vias públicas, espontaneamente, livres do cabresto do sistema e sem a “cobertura da mídia”.
Chegou o Carnaval e mais uma vez energia não faltará. Milhões de foliões estão em guarda para defender seu inabalável direito a alegria de viver.
Portanto, neste Carnaval, desejo a todos os meus leitores e leitoras, onde estiverem, dias e horas especialmente felizes,
Carnaval é do povo, pelo povo e para o povo. Sempre...

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão
E-mail: guilherminarocha@oi.com.br

CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Nesse verão faça sua parte! Não deixe o mosquito tirar onda.



O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras realizará no próximo dia 14 de fevereiro (sábado), a partir das 10:00 horas uma Ação de Cidadania no combate ao mosquito da DENGUE (Aedes Aegypti) através da campanha “Nesse verão faça sua parte! Não deixe o mosquito tirar onda.”

Programação:
10:00 horas – Abertura: Vídeo educativo do Governo Federal – Combate à DENGUE;


10:15 horas – Palestra com especialistas:
Profª Drª Giselda Matos XavierDoutora em Virologia e Professora de Ciências Físicas e Biológicas da Secretaria de Municipal de Educação de Rio das Ostras.


Profª Gizely Pereira da Mata HermanoProfessora de Ciências Físicas e Biológicas da Secretaria de Municipal de Educação de Rio das Ostras.
Representante da SEMUSA – Vigilância Sanitária


10:45 horas – Oficinas: Teatro, Histórias, Brincadeiras e Conscientização;


12:00 horas – Encerramento.

Participem!

CEPROCentro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Rio das Ostras no Fórum Social Mundial 2009


No FSM de Belém, até Rio das Ostras mostrou a "cara"



Na 9ª edição do Fórum Social Mundial, centenas de reuniões e encontros ocorreram simultaneamente em diversos pontos do Território do FSM, UFPA e UFRA, ambas universidades federais. Essa simultaneidade dos debates não impediu que os grupos sociais pudessem se organizar para participar de uma diversidade de temas que foram debatidos.

Os mais variados movimentos discutiram o que e como fazer para realizar esta ou aquela ação de maneira mais qualificada, mais produtiva e mais atuante. Essas discussões visam desenvolver políticas e ações que valorizem o trabalho ético, a defesa do meio ambiente, a luta contra as injustiças sociais, a luta contra a violência sofrida pelas mulheres, a igualdade e o respeito nas relações étnico-raciais, a busca pela resolução dos conflitos internacionais, enfim a eterna saga por um mundo mais solidário, fraterno, menos individualista e onde de fato os governos tomem decisões reais e efetivas para transformar o mundo em algo muito melhor.

No decorrer deste Fórum ficou claro nas ruas de Belém que todas as atividades e eventos propostos acertaram no objetivo, a necessidade de congregar grupos sociais diversos, para que tomem ciência das proposições de cada um deles e ampliem ainda mais seu campo de ação.

Do ponto de vista cultural, Belém se tornou uma espécie de capital do mundo, a bela “Cidade Morena”, com suas contraditórias relações culturais, acolheu e abraçou os visitantes de uma forma tão espetacular e carinhosa que muitos pretendem voltar em breve ou assim que for possível.

Por outro lado, a “Metrópole da Amazônia” tem diversos desafios a enfrentar, prostituição infantil, assaltos, trânsito caótico, falta de saneamento básico nas proximidades das universidades e falta de acesso à saúde e à educação básica.

O cidadão comum belenense convergiu com diversos povos do mundo, latino-americanos, em sua maioria. Mas também havia por lá indianos, chineses, e até mesmo povos apátridas, que usaram o palco do Fórum para mostrar suas angústias e desejos por uma terra, já que seus nacionalismos não lhes podem ser retirados. Bascos, Palestinos e vários outros encontraram novos amigos e simpatizantes de suas causas.

O idioma, que pode ser um elemento de separação dos povos, ganhou uma poderosa adversária – a boa vontade. Assim vimos brasileiros, indígenas, ingleses, franceses, italianos, alemães, entre outros, se comunicando por meio de uma mistura de idiomas, mesclados por gestos em sua expressão mais ampla ou hora meio que contidos. Nada importou, na forma, porque os objetivos foram alcançados, manter uma conversa sadia e proveitosa.

Não podemos deixar de falar da onda de cultura que tomou a cidade. Músicas, em repertórios exóticos, com muita percussão, aparelhos eletrônicos. As danças típicas do Pará, como o carimbó, convivendo com o pagode e o samba carioca, com o rock paulista e com outros ritmos musicais. Foi a música que ditou o ritmo das atividades culturais, das manifestações políticas e civis.

Nós do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras também nos misturados a essa Babel. Falamos de nós, mostramos nosso trabalho. Aprendemos e dividimos, como é a praxe fazer nestes ambientes primordiais. Trouxemos Rio das Ostras para Belém, rompemos fronteiras. Talvez no próximo verão iremos receber um bom bocado daquela gente especial que esteve no Fórum aqui em nossa cidade. Agora um pouco mais conhecida.

Esperamos ansiosos que o FSM 2009 renda frutos e amplie cada vez mais ações por um mundo melhor e mais justo.

Até o próximo FSM.

Diretoria do CEPRO*

* Foram correspondentes do Jornal Razão em Belém, nos eventos do Fórum Social Mundial os professores César Gomes, Fábio Rocha e Rosilene Macedo.


CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Volta às Aulas



Uma reflexão se faz necessária. Vivenciamos lutas, esperanças, desacertos, dores, conquistas, construções coletivas, propostas, dificuldades, desilusões, afetos e muito carinho! Tivemos sempre o objetivo de melhorar a vida, nossa, de nossa população e principalmente a vida de nossas crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos. Lutamos incansavelmente pela emancipação dos sujeitos! E esse tem sido o nosso “bom combate”.

Mais um ano letivo se inicia e com ele renovamos as expectativas, reafirmando nossa intenção de trabalho, numa ação conjunta e múltipla, ‘possibilitadora’ de diálogos e trocas. Através dos professores, funcionários, alunos e pais.

Compreendemos que a escola por sua vez é um bem público, político e cultural, que deve dar voz às culturas e saberes silenciados. A escola é um espaço de poder. Portanto, o poder dominante pode ser ‘desocultado’. Ele nunca é total. Nela, é possível construir coletivamente formas de existência, de práticas políticas e pedagógicas, fundadas na horizontalidade, na autonomia, na participação e na democracia.

Destacamos a formação. Ela deve ser pensada como processo inicial e continuado e definida como direito dos profissionais da educação e dever do Estado, garantindo as condições para esse processo formativo, principalmente dentro de sua carga horária de trabalho, conforme prevê a LDBEN.

Infelizmente, as políticas educacionais pouco avançaram no sentido da construção da educação classista, pública, inclusiva, gratuita, democrática e de qualidade social.

Consideramos que as produções teóricas contribuíram para nossas reflexões e ações. Nessa perspectiva foi, e continua sendo, levar aos sujeitos de nosso tempo as experiências e as reflexões teóricas que contribuíram a luta da humanidade, principalmente em nossa especificidade educacional. Neste sentido, estar aberto ao debate, ao refazer, a repensar nossas práticas e produções.

Como uma educadora progressista, minha posição é a favor da Escola que contribui para a formação humana, num movimento permanente de re-reflexão sobre si mesma. Nas palavras de Paulo Freire: “Se a reprodução da ideologia dominante implica, fundamentalmente, a ocultação de verdades, a distorção da razão de ser dos fatos que, explicados, revelados e desvelados trabalhariam contra os interesses dominantes, a tarefa dos educadores e educadoras progressistas é ‘desolcutar’ verdades, jamais mentir”.

Para isso, é necessário enfatizar o investimento na formação teórica e prática. Tendo como base um projeto político-pedagógico que atenda a diversidade étnica e de gênero, garantindo o acesso à educação em igualdade de condições aos filhos e filhas dos trabalhadores, uma escola democrática, transparente tanto na gestão quanto em sua proposta pedagógica.

Por fim, insistimos numa afirmação - os desafios são muitos e nada melhor para se superar as dificuldades do que partir do discurso para a prática. Entendemos que este deve ser um compromisso de todos e todas. Devemos lutar por um modelo de desenvolvimento que seja socialmente justo, com valores éticos e respeito à soberania dos povos.

Concluo re-afirmando que a mais perversa armadilha da alienação é acreditar que o mundo “sempre foi assim” e, portanto, “sempre será”.

Professora Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora.
Presidente do CEPRO
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial em Belém do Pará




Belém harmoniza-se entre florestas e concreto. Ruas e rios em larga profusão de carros e barcos. À primeira vista ficamos com a nítida impressão de que vemos muito mais barcos do que carros. Os casarões imponentes na capital em contraste com as palafitas da população ribeirinha, que se adapta em busca de melhores condições de moradia. Cheiro bom que insiste em nos acompanhar por onde andemos. Cupuaçu, bacuri, pupunha, açaí, pimentas de cheiro em profusão e a pele bronzeada da grande maioria índia agora misturada aos invasores que agora habitam Belém. É neste mundo de contrastes que ocorre o evento mais significativo dos movimentos sociais em todo mundo: o Fórum Social Mundial (FSM 2009) e sua busca por um mundo melhor.

E começou com festa a nona edição do Fórum Social Mundial, na terça-feira (27/01). Sob os auspícios de atabaques africanos, representantes das comunidades quilombolas e movimentos negros de Belém apresentaram músicas, leram poesias e pediram igualdade entre os povos. Logo em seguida, uma marcha movimentou a Avenida Presidente Vargas, num cortejo que seguiu até a Praça do Operário, num percurso de cerca de quatro quilômetros.
A caminhada percorreu as principais ruas do Centro da cidade de Belém. Parte do trajeto aconteceu sob as águas que teimam em “lavar” Belém em suas tardes quentes e ensolaradas. Em meio a diversidade marcada pela grande variedade de movimentos sociais, cada qual com suas bandeiras, mas com o mesmo objetivo, um grupo de manifestantes aproveitou para estender uma faixa com os dizeres:

“A chuva que cai sobre nossas cabeças é a chuva de um novo amanhã, de um outro mundo possível”.

Podemos destacar entre os grupos e movimentos envolvidos no FSM trabalhadores sem-terra, povos indígenas de tribos diversas, comunidades ribeirinhas, sindicatos, estudantes, ONGs e organizações da sociedade civil de diversos países do mundo. Todos embalados por muita música num momento de descontração que antecede as grandes discussões que virão logo em seguida e se estenderão até o dia 1º de fevereiro.

O CEPRO saúda a todos e todas que participam desta 9ª edição do FSM e celebra também a sua participação neste dia em que mostramos que queremos e lutamos para tornar o mundo um lugar melhor. Essa mudança é possível e mais do que necessária.

Aqui em Belém, nós do Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras estamos convivendo com essa diversidade. Travamos contato com pessoas das mais variadas origens, indo ou vindo de algum lugar na busca por melhores condições de vida. Destacamos o encontro com moradores de Belém, no transporte mais típico da região, o barco. São os rios as ruas mais importantes da Amazônia”.

Faremos o nosso trabalho por aqui. Falaremos de nossos projetos e iniciativas e ouviremos centenas de outros, que contribuirão em nossa jornada futura. Para quem não conhece, apresentaremos Rio das Ostras, indissociável em nossa jornada mata adentro em defesa de nosso meio ambiente, de nossa floresta-mãe e na luta por um outro mundo mais igualitário e justo.

Diretoria do CEPRO

sábado, 24 de janeiro de 2009

Globalizar a resistência



Começo de ano que prenuncia bons ventos com cheirinho de novidade aqui e ali. Tempos que nos trazem renovadas esperanças e novos desafios.
Por aqui o momento é de férias e Rio das Ostras, a “pérola entre o rio e o mar”, tem recebido turistas de vários cantos do país e do exterior em busca de seus aprazíveis recantos e praias paradisíacas. Isto se São Pedro, que também é nosso amigo, caprichar na forcinha...
Estamos no período de férias escolares, para o justo descanso dos nossos alunos. Para eles, os momentos de descontração e lazer, proporcionados pelos dias de sol e de praia. Já para os professores, férias é uma questão de direito. Esse tempo é primordial para que educadores e gestores recomponham as energias, avaliem suas ações e se preparem para mais um período letivo.
E como os tempos são mesmo de novidades, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – esta realizando sua primeira Colônia de Férias. Sucesso absoluto. Com atividades lúdicas e divertidas para as crianças e adolescentes de nossa cidade, os educadores do Cepro colocaram literalmente mãos à massa, para a felicidade das crianças e dos papais.
A Colônia de Férias do CEPRO é mais uma iniciativa da diretoria desta entidade, no sentido de manter o compromisso no desenvolvimento de projetos que valorizem a nossa comunidade, em favor da melhoria e avanços na sua qualidade de vida.
Voltando os olhos para além de nossas fronteiras, os novos tempos marcam o fim da era Bush. Um governo que termina de forma melancólica, depois de uma série de erros em sua política externa e de lançar o país em sua pior crise desde a Grande Depressão de 1929.
Bush agora é passado. Deixa para trás sua triste memória e as marcas sangrentas das guerras do Afeganistão e Iraque e a imagem que certamente ficará na lembrança de muitos de nós: a sapatada histórica.
Os olhares se voltam para o novo presidente, Barack Obama. O primeiro cidadão negro americano a ocupar a Casa Branca, cujo mandato está cercado de grande expectativa, especialmente entre os americanos.
Pela nossa formação, fica o registro de que não estamos acostumados a que um homem sozinho transforme a história, ainda mais quando o sistema que o elegeu se mantém quase inalterado. Mas, sem dúvida, é bastante especial e simbólica esta vitória para o mundo contemporâneo.
São possibilidades que se apresentam sob os auspícios da transformação. E neste sentido, é fundamental lembrar que entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro acontece em Belém, no Pará, o Fórum Social Mundial (FSM). Lá, milhares de militantes de todo mundo irão discutir a Amazônia diante dos repetidos alertas dos ambientalistas sobre os perigos do aquecimento global e da crise climática.
Como registramos em nosso artigo anterior, nesta VIII edição do FSM será também tratada a utopia de Um Outro Mundo Possível, conforme o consagrado lema do Fórum.
E para explicar um pouco esta história, busquei carona no pensamento do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Segundo ele, “No fundo, a busca do Fórum Social Mundial por uma sociedade alternativa começou com a crise que agora atinge o sistema. (...) Por isso que a gente diz que um outro mundo é possível, é um ‘outro mundo’ por que não sabemos qual é exatamente esse mundo”.
Chamo a atenção para outro movimento que acontece para além de nossas 200 milhas, e que merece todo o nosso apoio e destaque, o Congresso de Pedagogia 2009. Entre os dias 25 e 30 de janeiro, Educadores de diversas partes do mundo se reunirão Havana, Cuba. A pequena e mais famosa Ilha do Caribe tem resistido, heroicamente, ao cerco e embargo dos EUA, há várias décadas.
O povo cubano na sua história de resistência ativa tem dado prova do quanto vale a solidariedade e do quanto podemos e devemos aprender com todas essas vivências e experiências, que apontam para a meta maior, que é o movimento social internacionalizado: avançar diante dos desafios das lutas globais.
Em tempos de globalização, também é necessário globalizar a resistência.

Profª Guilhermina Rocha
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domingo, 11 de janeiro de 2009

Colônia de Férias no CEPRO


O CEPRO (Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras) tem o prazer de convidar nossos amiguinhos para participar da Colônia de Férias no CEPRO.

Entre os dias 12 e 23 de janeiro de 2009, das 09:00 horas às 12:00 horas, vamos ter Oficina de Arte e Reciclagem, ContAção de Histórias, Oficina Ambiental, cineminha, gincana, música, dança e muita diversão!

Para confirmar sua inscrição você precisa:
Presença do seu responsável;
Comprovante de residência;
Ter a idade entre 4 anos e 13 anos;
E comprovar que está matriculado na escola, para os que estão em idade escolar.

Participe, vai ser muito divertido!

Diretoria do CEPRO

Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
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Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE) - Gestão 2009/2010

Merenda escolar é coisa muito séria

O CEPRO (Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras) parabeniza a eleição do Professor Jean Cerqueira, Diretor de Comunicação desta Entidade, como membro Representante dos Professores do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE) para a Gestão 2009/2010. Além dos professores, o CMAE é formado por membros do poder executivo, do poder legislativo e por representantes da Sociedade Civil.
A atuação dos Conselhos Municipais de Alimentação Escolar está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96). Tendo como papel fundamental fiscalizar o correto funcionamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar, atuando no sentido de garantir à sociedade o fornecimento de refeições saudáveis e nutritivas aos estudantes da rede pública de ensino.
Três pilares devem sustentar os Conselhos Municipais de Alimentação Escolar: legitimidade, representatividade e eficácia.

O CMAE deve ser autônomo, privilegiando a transparência e socializando as informações para controle do orçamento e dos gastos públicos; deve buscar ainda integrar-se e articular com diversos fóruns sociais.

Aos governos cabe respeitar essa autonomia e proporcionar a formação continuada dos conselheiros.

CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores n.° 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
CEP 28.890-000
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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...