sábado, 23 de agosto de 2014

Um milhão de árvores plantadas na Mata Atlântica


São diversas as razões pelas quais a Iniciativa Verde está comemorando a marca de 1.065.572 de árvores plantadas ao longo de seus quase nove anos de existência (que serão completados em novembro). O trabalho incessante de seus colaboradores aliado ao esforço de produtores rurais, agricultores, parceiros e simpatizantes resultou em inúmeros benefícios que acabaram por atingir de maneira positiva não só as pessoas que vivem no campo, mas também os moradores das cidades favorecidas pelos serviços ambientais prestados gratuitamente pelas florestas, por meio da regulação climática, regime de chuvas e qualidade do ar e da água entre outros.

Para se ter uma ideia do que representam essas um milhão de árvores: elas ocupam uma área de 644 hectares, tamanho correspondente a 904 campos de futebol do Maracanã (sede da final da Copa do Mundo de 2014) ou ainda, se estivessem enfileiradas, fariam uma fila de 2.144 quilômetros (equivalente à distância entre São Paulo e Salvador).

No que se refere à quantidade de dióxido de carbono captado, o montante ultrapassa 204 mil toneladas. Isto corresponde à 3,4 milhões de viagens aéreas entre São Paulo e Rio de Janeiro ou às emissões de um carro à gasolina rodando 1,5 bilhão de quilômetros. O que daria para percorrer 38 mil voltas ao redor da Terra!

Apoio à recuperação da Mata Atlântica

O bioma mais beneficiado ao longo da trajetória do trabalho desenvolvido pela Iniciativa Verde, sem dúvida, foi a Mata Atlântica. Os projetos desenvolvidos nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul representam 97,6% do total de árvores plantadas e de hectares restaurados pela organização até o momento. As outras 2,4% mudas foram inseridas em projetos realizados na Amazônia brasileira.

Mais do que nunca, a relevância da atuação na Mata Atlântica está ratificada na atual crise da água pela qual passa o Sudeste, em especial o estado de São Paulo. Como os projetos da Iniciativa Verde são realizados prioritariamente em áreas degradadas de mananciais e nascentes que protegem e preservam as fontes de água, eles atendem diretamente aos interesses da sociedade.

A importância dos setores privado e público

A parceria com as empresas na compensação de atividades, processos produtivos e eventos foi o grande impulsionador da Iniciativa Verde no início de suas atividades e continua a exercer um papel fundamental. Empresas dos mais diversos setores e atividades como Leroy Merlin, Banco do Brasil, São Paulo Fashion Week, Caixa Seguros e Pinheiro Neto Advogados foram e continuam a ser alguns dos principais financiadores dos projetos de recomposição florestal. Em contrapartida, elas recebem o selo Carbon Free que atesta a compensação das emissões de gases de Efeito Estufa (GEE) de uma determinada ação ou processo (saiba mais sobre o Carbon Free).

Ao longo dos últimos anos, a Iniciativa Verde entrou forte na disputa por financiamentos via editais. Graças à seriedade atestada ao longo de sua existência, foi contemplada com a assinatura de contratos com o Instituto HSBC Solidariedade (Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas no Litoral Sul de São Paulo) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o maior contrato estabelecido pela organização até o momento pelo qual foram plantadas cerca de metade de todas as árvores da organização. Mais recentemente foi assinado com a Petrobras o projeto Plantando Águas que possui cinco principais ações ligadas à adequação ambiental da paisagem rural. São elas: saneamento rural, educação ambiental, sistemas agroflorestais, recuperação de mata ciliar e inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O próximo 1.000.000

A Iniciativa Verde está consciente do tamanho dessa imensa tarefa que é recompor ao menos uma parte do bioma Mata Atlântica. Sem dúvida, um dos mais ricos, mas também dos mais degradadas do mundo ao longo da história. Ao mesmo tempo, está claro que os benefícios são tantos e tão abrangentes que os ganhos superam em muito esse utópico desafio.



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Exposição leva arte contemporânea brasileira aos moradores do Complexo da Maré

Abertura da exposição Travessias 3 - Arte Contemporânea na Maré. Na foto, as obras Suicida Alto Astral e Natureza Espiritual da Realidade, de Luiz Zerbini Fernando Frazão/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

Obras com qualidade para figurar no acervo de qualquer museu ou galeria de arte contemporânea do mundo podem ser vistas, gratuitamente, ao longo dos próximos três meses, em um espaço cultural do Complexo da Maré - um dos maiores conjuntos de favelas da zona norte do Rio de Janeiro. Os trabalhos integram a terceira edição da exposição Travessias – Arte Contemporânea na Maré, aberta na tarde de hoje (23), no Galpão Bela Maré, que fica na Nova Holanda, uma das favelas do complexo.

Com obras inéditas ou de acervo, estão representados na mostra artistas renomados como o pintor Luiz Zerbini, o escultor Barrão, a multimídia Dora Longo Bahia, a cineasta Sandra Kogut e o fotógrafo Mauro Restife. A eles se juntaram os fotógrafos do Imagens do Povo, programa realizado pela ONG Observatório de Favelas, responsável por criar o Galpão Bela Maré e o projeto Travessias.

Além de integrar criações artísticas de múltiplas linguagens – audiovisual, pintura, instalação, fotografia, objetos - a proposta do Travessias é gerar um espaço de diálogo e de circulação democrática de informações no Complexo da Maré, com participação ativa da população local.

A organização da mostra coube ao artista plástico carioca Daniel Senise, que no ano passado havia participado como expositor. “Quando participei, como artista, pensei: tenho que sair da minha área de conforto e fazer um trabalho que se comunique com esse lugar, porque expor aqui é diferente de expor no MAM [Museu de Arte Moderna], por exemplo. Como organizador, eu pensei em artistas que poderiam fazer o mesmo e também naqueles cujas obras seriam muito interessantes de serem vistas aqui”, disse.

Senise ressaltou o fato de que todos os artistas da mostra vieram antes conhecer a Maré, e alguns criaram seus trabalhos na própria comunidade, como Mauro Restiffe, o alagoano Jonathas de Andrade, que vive e trabalha no Recife, e Sandra Kogut. Ela fez um documentário no qual moradores da Maré dão suas ideias para um filme. Jonathas está com duas obras na exposição, e uma delas, chamada Alfabetização de Adultos, é inspirada no método de alfabetização do educador Paulo Freire.

Para Jorge Luís Barbosa, coordenador do Observatório de Favelas, o trabalho educativo que a ONG faz nas escolas do complexo é fundamental para o sucesso da mostra, que na edição do ano passado foi vista por 12 mil pessoas. “Trazendo as crianças para ver a exposição, elas acabam voltando e trazendo seus pais, irmãos, primos”, destacou. “Queremos que a comunidade não só vivencie essa experiência, mas também que isso entre em seu cotidiano, já que algumas obras foram criadas a partir da própria experiência da favela, para que as pessoas daqui se reconheçam”, completou.

Ao longo da exposição, que fica em cartaz até 16 de novembro, haverá no galpão uma série de debates sobre questões não apenas artísticas, mas também do mundo contemporâneo, com participação de artistas, acadêmicos, gestores públicos, jornalistas e moradores do complexo.

A exposição Travessias – Arte Contemporânea na Maré, que tem patrocínio da Petrobras, pode ser visitada às terças, quartas, sábados e domingos, das 10h às 18h, e às quintas e sextas, das 10h às 20h. O Galpão Bela Maré fica na Rua Bittencourt Sampaio, 169, com acesso pela Avenida Brasil, entre as passarelas 9 e 10.


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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Museu Nacional comemora 196 anos com programação especial gratuita

Da Agência Brasil

Os 196 anos de criação do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o maior nas áreas de história natural e antropologia da América do Sul, estão sendo comemorados até domingo (24) com vasta programação gratuita. Aberto hoje (22), o evento especial de aniversário, nominado Ciência, História e Cultura na Quinta da Boa Vista, oferece ao público, de 10h às 16h, 23 atividades entre visitas mediadas, oficinas e exposições, que de forma lúdica e interativa servem para aproximar o visitante da instituição fundada em 1818 por dom João VI.

Inicialmente sediado no Campo de Santana, no centro do Rio, desde 1892 o museu ocupa o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista - antiga residência da família imperial brasileira. Atualmente, o Museu Nacional integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

As exposições abertas ao público exibem apenas uma pequena parte dos 20 milhões de itens que integram as coleções científicas do museu, conservadas e estudadas pelos seus departamentos de antropologia, botânica, entomologia, geologia e paleontologia, invertebrados e vertebrados.

Para a diretora do Museu Nacional, professora Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho, as comemorações pelo aniversário, que ocorrem a cada ano, trazem ao público uma amostra da instituição além das exposições tradicionais. “Com orgulho, identificamos que essas comemorações despertam grande interesse, e revelam que o prazer lúdico se estende e integra por todas as gerações, das crianças aos adultos”, destaca.

Visitas guiadas ao Palácio de São Cristóvão e ao Horto Botânico do museu também fazem parte da programação especial. Desde 1995, o palácio está sendo aos poucos restaurado, sem prejuízo das atividades acadêmicas, científicas e museológicas da instituição.

“Na primeira fase foram feitas obras de conservação e restauração estruturais. Na fase atual foi possível iniciar obras de restauração de cunho artístico, como a antiga sala da Imperatriz Thereza Cristina e da fachada frontal, hoje com a cor amarela do período imperial”, conta Cláudia Rodrigues.

Segundo a diretora, o Museu Nacional já começa a se preparar para as comemorações de seu bicentenário, em 2018. “Estão previstas novas obras, como a restauração da fachada lateral norte, da antiga Sala dos Diplomatas e da Sala do Trono de dom Pedro II - atuais salas de exposições temporárias -, além da ampliação e renovação das exposições científicas”, antecipa Claudia. Também faz parte dos planos para o bicentenário uma exposição histórica sobre o museu como instituição acadêmico-científica e de seus patrimônios.


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Municípios do interior fluminense debatem propostas para a cultura

Da Agência Brasil

Começa hoje (22) à noite, em Vassouras, no centro-sul do estado do Rio, o 1º Encontro de Cultura do Interior, que reunirá representantes de vários municípios fluminenses. Iniciativa de várias lideranças culturais do interior do estado, o evento vai até amanhã (23), na sede do Programa de Integração pela Música de Vassouras.

Segundo a coordenadora executiva do programa, Célia Moreira, o objetivo  é “pensar um diagnóstico do que há em termos de cultura no interior do estado, como está sendo tratada a  cultura regional e ver o que pode ser articulado entre as lideranças culturais do interior”.

A proposta resultante dos debates sobre temas ligados à produção e à gestão da atividade cultural nos municípios fluminenses será apresentada e discutida durante o evento com os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Célia disse à Agência Brasil que os organizadores do evento pretendem entregar aos candidatos uma proposta que seja da cultura do interior do estado.

Entre os temas ligados à cultura do interior que merecem atenção dos futuros governantes. Célia destacou a manutenção e conservação do patrimônio histórico material e imaterial, o financiamento das atividades do setor, a capacitação dos agentes culturais e alterações na Lei de Incentivo à Cultura, entre outros.

Além do Programa de Integração pela Música de Vassouras, participam do encontro Pontos de Cultura de Macaé, Nova Friburgo e Paraty, organizações não governamentais (ONGs), conselhos e secretarias municipais de Cultura e fundações culturais de Angra dos Reis, Quissamã e Barra Mansa, além de representantes do Legislativo de várias cidades fluminenses.

A assessora de Fomento e Captação de Recursos da Fundação de Cultura de Angra dos Reis (Fundação Cultuar), Martha Myrrha, destacou “a distribuição e descentralização de recursos e a profissionalização como dois pontos que o interior como um todo considera "muito fortes”.

Em Angra dos Reis, situada na Costa Verde do estado, Martha aponta a necessidade de consolidar os instrumentos disponíveis para captação de recursos, que são fundos e lei de incentivo. “Precisamos de melhora nos mecanismos de acesso a verbas, para que o interior consiga ter como participar de melhor distribuição dos recursos. "Porque, sem recursos, a gente não faz política pública”, afirmou.

Outra questão levantada por Martha é a preocupação com a formalização do campo cultural, no sentido profissional. “Não só no campo do serviço público, como também nas diversas áreas artísticas”. Angra vem discutindo a realização de mais concursos públicos e a melhoria da informalidade, que Martha considera uma característica ainda muito forte do setor cultural no interior. “Estamos buscando respostas dos candidatos sobre como formalizar e institucionalizar o campo [da cultura].”


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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...