sábado, 10 de dezembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.
Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.

Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:

“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”
Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos.

Desde sua adoção, em 1948, a DUDH foi traduzida em mais de 360 idiomas – o documento mais traduzido do mundo – e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes. A DUDH, em conjunto com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos Opcionais (sobre procedimento de queixa e sobre pena de morte) e com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e seu Protocolo Opcional, formam a chamada Carta Internacional dos Direitos Humanos.

Uma série de tratados internacionais de direitos humanos e outros instrumentos adotados desde 1945 expandiram o corpo do direito internacional dos direitos humanos. Eles incluem a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio (1948), a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), entre outras.

As Nações Unidas trabalham ativamente para definir, monitorar e ajudar os Estados-Membros a implantarem as normas internacionais dos direitos humanos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) é responsável por liderar a promoção e a proteção dos direitos humanos, e implementar os programa de direitos humanos dentro da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU, que tem como principal responsabilidade a manutenção da paz e da segurança internacionais, também lida com graves violações dos direitos humanos, como o uso de crianças como soldados (Resolução 1612, 2005) e o uso do estupro como arma de guerra (Resolução 1820, 2008).

Desde 1948 a Assembleia Geral já adotou cerca de 80 tratados e declarações de direitos humanos. Como a Declaração sobre os Defensores Direitos Humanos (1998) e a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007).

A cada ano, a Comissão da Assembleia Geral para Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários analisa uma série de assuntos, incluindo questões de direitos humanos. A Comissão ouve relatos de especialistas em direitos humanos e discute o avanço das mulheres, a proteção das crianças, questões indígenas, o tratamento dos refugiados, a promoção das liberdades fundamentais através da eliminação do racismo e da discriminação racial, e a promoção do direito à autodeterminação.

Mecanismos de direitos humanos estabelecidos pela ONU monitoram a implementação das normas de direitos humanos no mundo todo. Eles incluem o Conselho de Direitos Humanos, os “Procedimentos Especiais”, com mandatos temáticos ou específicos de cada país e o núcleo dos tratados dos organismos de direitos humanos.

O Conselho de Direitos Humanos, estabelecido pela Assembleia Geral em 15 de março de 2006, e respondendo diretamente a ela, substituiu a Comissão sobre os Direitos Humanos da ONU, que existiu por 60 anos, como o órgão inter-governamental chave da ONU responsável pelos direitos humanos. O Conselho é formado por 47 Estados e é encarregado de fortalecer a promoção e a proteção dos direitos humanos em todo o mundo, solucionando situações de violações dos direitos humanos e fazendo recomendações sobre elas, incluindo a resposta às emergências. Através do mecanismo da Revisão Periódica Universal, o Conselho avalia a situação dos direitos humanos em todos os 192 Estados-Membros da ONU. Ele também trabalha em estreita colaboração com os Procedimentos Especiais da ONU, estabelecidos pela ex-Comissão sobre os Direitos Humanos.

Os “Procedimentos Especiais” são tanto um indivíduo – um relator especial ou representante – ou um grupo de trabalho. Eles são peritos proeminentes e independentes, indicados pelo Conselho de Direitos Humanos, que trabalham voluntariamente. Eles analisam, monitoram, aconselham e relatam publicamente as situações dos direitos humanos em países ou territórios específicos, ou grandes violações dos direitos humanos em todo o mundo como a prisão arbitrária, execuções extrajudiciais, tortura, prostituição infantil ou de privação de direitos como o direito à alimentação, à moradia adequada, à água potável, à liberdade de expressão, á educação e outros.

A maioria dos principais tratados de direitos humanos tem um órgão de supervisão, responsável por revisar a implementação do tratado pelos países que o ratificaram. Estes órgãos – como o Comitê sobre os Direitos da Criança (que supervisiona a Convenção sobre os Direitos da Criança) e o Comitê Contra a Tortura (para a Convenção Contra a Tortura) reúnem-se várias vezes por ano, em Genebra ou Nova York. Os indivíduos que tiveram seus direitos violados podem fazer denúncias diretamente aos Comitês, supervisionando quatro tratados de direitos humanos: o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e a Convenção contra a tortura e outro tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

Órgãos judiciais da família das Nações Unidas, incluindo o Tribunal Penal Internacional, e tribunais penais especializados, como o da ex-Iugolsávia e para Ruanda, estabelecidos pelo Conselho de Segurança, trabalham para assegurar a justiça e a responsabilidade individual em casos de graves violações dos direitos humanos.

Fonte: ONU Brasil


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

JUVENTUDE BRASILEIRA TEM BANDEIRAS CADA VEZ MAIS DIVERSIFICADAS, DIZ SECRETÁRIA

da Agência Brasil

A secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, disse que a juventude brasileira não está “apática e alienada”. Segundo ela, essa população tem bandeiras cada vez mais diversificadas e o Estado precisa estar atento às antigas e novas demandas dos jovens. A defesa foi feita hoje (9) durante a abertura da 2ª Conferência Nacional de Juventude.

“Nós vivemos um momento rico. Temos a maior geração de jovens da história do país. São 53 milhões de pessoas de 15 a 29 anos”, disse.
O encontro pretende reunir 3 mil jovens de todos os estados do país em Brasília até segunda-feira. Os participantes irão discutir temas como educação, trabalho, comunicação, a juventude do campo e da cidade, meio ambiente, transporte, segurança, diversidade e direitos humanos.
“Nós não queremos a juventude como mão de obra barata para o desenvolvimento. Queremos uma juventude que tenha plenos direitos para emancipar sua autonomia”, defendeu Gabriel Medina, presidente do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve).
Após os três dias de debates serão eleitas as propostas que constarão no documento final da conferência. Boa parte dos delegados participa de organizações não governamentais, entidades sindicais e partidos políticos. Uma das reivindicações é a aprovação do Estatuto Nacional da Juventude que está em tramitação no Senado.

O deputado federal Marco Maia (PT-RS), presidente da República em exercício, classificou como um avanço a promoção de conferências para ouvir as demandas da juventude. “Qualquer um dos ministérios não pensa a sua política se elas não passarem pela juventude”, disse. Maia disse que a aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara foi a principal matéria votada este ano na Casa.
 
 
 
O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que a principal tarefa da atual geração é propor ações que permitam ao país combater a miséria, bandeira do governo da presidenta Dilma Rousseff.

Também participaram da abertura da conferência os ministros Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário, Anna de Holanda, da Cultura, Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Maria do Rosário, dos Direitos Humanos e Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para Mulheres.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ACESSIBILIDADE:BRASILEIROS TÊM CONQUISTAS A COMEMORAR, MAS AINDA EXISTEM DESAFIOS

da Agência Brasil


Na Semana Nacional de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência, apesar de uma série de conquistas a comemorar, os brasileiros ainda têm muitos desafios a enfrentar. A comemoração é pela execução de ações para melhorar a qualidade de vida e os desafios referem-se basicamente à necessidade de ampliar essas medidas. O alerta é do secretário nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Antônio José Ferreira.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Ferreira defendeu a integração dos órgãos federais, estaduais e municipais. Segundo ele, é fundamental também que as autoridades planejem as ações referentes à Copa do Mundo de 2014 como projetos permanentes e que ajudarão na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência.

“Nós temos essa preocupação”, disse Ferreira, lembrando que o Programa Minha Casa, Minha Vida 2 projetou todas as unidades com acessibilidade interna e espaço para circulação de cadeiras de rodas, por exemplo. “Temos a preocupação de sair dos grandes centros [urbanos] e chegar às cidades pequenas.”

O secretário lembrou que no Brasil há aproximadamente 45 milhões de pessoas “com algum tipo de deficiência”. O próprio Ferreira é deficiente visual e disse que é necessário observar que as pessoas com deficiência têm necessidades distintas, conforme as limitações que apresentam. “A presidenta Dilma lançou o programa Viver sem Limite, que é um grande programa de integração de políticas envolvendo 15 ministérios em diversas ações até o final de 2014”, ressaltou Ferreira.

Ele disse ainda que, apenas no Viver sem Limite, deverão ser investidos R$ 7,6 bilhões, garantindo a ampliação de condições para a inclusão social – acesso à educação e à saúde, por exemplo. Segundo ele, estão sendo providenciados 2,6 mil ônibus escolares adaptados, além da contratação de professores que são intérpretes de língua brasileira em sinais.

De acordo com o secretário, serão abertas 150 mil vagas de qualificação profissional e 45 novos postos de habilitação para atender a pessoas com deficiências físicas, visuais e intelectuais, que terão também condições de realizar o chamado teste do pezinho – um exame feito em laboratório para identificar doenças infecciosas e genéticas.



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DESPERTAR A DIMENSÃO XAMÂNICA

Por Leonardo Boff

A categoria sustentabilidade, tomada em seu sentido amplo e não apenas reduzida ao desenvolvimento, significa toda a ação que visa a manter os seres na existência porque tem direito de coexistir conosco e só a partir desta convivência utilizamos com sobriedade e respeito uma porção deles para atender nossas necessidades e preservando-os também para as futuras gerações. Dentro deste conceito cabe também o universo. Sabemos hoje pela nova cosmologia que somos feitos de pó das estrelas e somos sustentados e atravessados pela inominável Energia de Fundo que tudo alimenta e que se desdobra nas quatro forças –a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte– que, agindo sempre juntas, nos mantém assim como somos.

Como seres conscientes e inteligentes, temos o nosso lugar e nossa função dentro do processo cosmogênico. Se não somos o centro de tudo, seguramente, somos uma daquelas pontas avançadas pelas quais o universo se volta sobre si mesmo, vale dizer, se torna consciente. O princípio andrópico fraco nos concede dizer que para sermos o que somos, todos as energias e processos da evolução se organizaram de forma tão articulada e sutil que permitiram o nosso surgimento, caso contrário não estaria aqui escrevendo agora.

Através de nós, o universo e a Terra se veem e se contemplam a si mesmos. A vista surgiu há 600 milhões de anos. Até lá a Terra era cega. O céu profundo e estrelado, as cataratas do Iguaçu, onde escrevo agora, o verdor das florestas, aqui ao lado, não podiam ser vistos. Pela nossa vista, a Terra e o universo podem ver toda essa indescritível beleza.

Os povos originários, dos andinos aos samis do Ártico, se sentiam unidos ao universo, como irmãos e irmãs das estrelas, formando uma grande família cósmica. Nós perdemos esse sentimento de mútua pertença. Sentiam que forças cósmicas equilibravam o curso de todos os seres e atuavam em sua interioridade. Viver consoante estas energias universais era levar uma vida sustentável, serena e cheia de sentido.

Sabemos pela física quântica que a consciência e o mundo material estão conectados e a maneira que um cientista escolhe para fazer a sua observação, afeta o objeto observado. Observador e objeto observado se encontram indissoluvelmente ligados. Dai que a inclusão da consciência, nas teorias científicas e na própria realidade do cosmos, é um dado já assimilado por grande parte da comunidade científica. Formamos, efetivamente, um todo complexo e diversificado.

São conhecidas as figuras dos xamãs, tão presentes no mundo antigo e que hoje estão voltando com renovado vigor como o tem mostrado o físico quântico J. Drouot em se livro O Xamã, o Físico e o Místico (Record 2002) que tive a honra de prefaciar. O xamã vive um estado de consciência singular que o faz entrar em contato íntimo com as energias cósmicas. Ele entende os chamados das montanhas, dos lagos, das florestas, dos animais e, das estrelas e dos outros. Sabe conduzir tais energias para curar e harmonizar o ser humano com o todo.

Em cada um de nós existe a dimensão xamânica, escondida dentro de nossa interioridade Essa energia xamânica nos faz silenciar diante da grandeza do mar, vibrar diante do olhar da pessoa amada e estremecer face a um recém nascido. Precisamos liberar esta dimensão em nós para entrarmos em sintonia com tudo o que nos cerca e sentirmo-nos em paz.

Talvez nossa vontade de viajar com as naves espaciais na direção do espaço cósmico, não seja o desejo arquetípico de buscar nossas origens estelares e o ímpeto de regressar ao lugar de nosso nascimento? Vários astronautas expressaram semelhantes idéias.

Pertence à noção compreensiva de sustentabilidade, esta nossa busca incontida de equilíbrio com o todo e de sentirmo-nos parte do universo. A sustentabilidade comporta valorizar este capital humano e espiritual cujo efeito é produzir em nós respeito, sentido de sacralidade diante de todas as realidades, valores que alimentam a ecologia profunda e que nos ajudam a respeitar e a viver em sintonia com a Mãe Terra. Hoje, faz-se urgente essa atitude, para moderar a força destrutiva que nas últimas décadas tomou conta de nós.



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PALHAÇOS DO BRASIL E DO MUNDO PARTICIPAM DE ENCONTRO PARA DISCUTIR A FUNÇÃO DO RISO NA SOCIEDADE

da Agência Brasil

O show de um dos mais importantes palhaços bufões da atualidade, o italiano Leo Bassi, abre hoje, às 20h, no Teatro Nelson Rodrigues da Caixa Cultural, no centro do Rio, a décima edição do Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços. Artista provocador e questionador das estruturas sociopolíticas, vindo de uma família circense com mais de 170 anos de história, Bassi é uma das atrações internacionais do encontro, que vai até o próximo domingo (11).

Palhaços de todo o Brasil e de oito países farão apresentações de rua, em salas de espetáculo e em comunidades de baixa renda, dentro da programação do evento, que também promove seminários e debates sobre a função social e política do riso. Um dos destaques é a "palhaceata", grande cortejo cômico formado por todos os palhaços participantes do encontro, que percorrerá ruas do centro do Rio na próxima quarta-feira (7).

A passeata, marcada por performances lúdicas e bem-humoradas, terá como mote uma hipotética greve de palhaços – “Como seria o mundo sem o riso?” é a pergunta provocadora que os palhaços querem fazer com manifestação. Para o encerramento, no dia 11, está programada uma maratona de 12 horas ininterruptas de espetáculos, a Overdoze.O Anjos do Picadeiro é uma realização do grupo Teatro do Anônimo, criado há 25 anos com a preocupação de aprofundar a investigação sobre a arte de fazer rir. Nas nove edições anteriores, o evento reuniu 1.500 artistas e um público de cerca de 120 mil pessoas.

A proposta de discutir o humor continua presente na programação deste ano. Oito trabalhos acadêmicos sobre o riso estão sendo apresentados hoje (5) em um seminário, na Sala Margot do Teatro Nelson Rodrigues e, amanhã (6), haverá um debate com a espanhola Pepa Plana, criadora do Festival de Palhaças de Andorra. “Esse é o momento sério do nosso encontro”, diz João Artigos, fundador do Teatro do Anônimo.

Uma das discussões é sobre a situação do circo no Brasil. Para Artigos, o segmento está numa curva ascendente e retomando seu lugar de destaque, mas ainda há muito o que conquistar. “O circo, talvez, seja uma das manifestações artísticas com maior capilaridade no Brasil. Do Oiapoque ao Chuí, você pode encontrar circos grandes ou mambembes percorrendo o país, mas ainda faltam políticas públicas para dar mais condições ao segmento”, diz.

O criador do Anjos do Picadeiro é parte de uma geração que já teve a oportunidade de se formar em técnicas circenses nas escolas especializadas abertas no país. Segundo ele, “isso trouxe para o circo um novo tipo de profissional, diferente daqueles que vinham de famílias circenses tradicionais”.

A programação completa do evento pode ser conferida no site http://www.anjosdopicadeiro.com.br/


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CIDADANIA PLANETÁRIA

Por Marcelo Barros

Monge beneditino e escritor

O termo parece vir da ficção científica. Entretanto, nos ajuda a compreendermos que não somos apenas cidadãos de um país ou região e sim membros da única família humana que, por sua vez, é parte da comunidade da vida no planeta Terra. O termo universal não pode mais se referir apenas à humanidade. Diz respeito a todos os seres vivos e até a natureza que abrange um universo sideral que estamos apenas começando a conhecer.

Nesta semana se completam 63 anos em que, no dia 10 de dezembro de 1948, a assembléia geral da ONU assinou a declaração universal dos direitos humanos. Esta primeira declaração diz respeito a direitos individuais de toda pessoa humana. Até hoje, muitos deles são absolutamente ignorados e desrespeitados. Onde existe pobreza extrema –e esta só tem aumentado nos últimos anos– vários dos direitos estabelecidos na carta da ONU são violados. As nações que assinaram a declaração nunca garantiram a todos os seus cidadãos o direito de comer, de ter saúde, de morar dignamente, de se locomover livremente e assim por diante. Muitas vezes, compreendeu-se como sendo democracia o sistema político que dá aos pobres o direito de viver na miséria, morrer na indigência e respeitar a lei da desigualdade social que garante o mundo apenas para uma elite de privilegiados. Há algumas décadas, um famoso ex-presidente do Brasil confessava a amigos: "Se eu governar o país para 20% do povo, me dou por satisfeito!”. A partir da década de 90, a emergência dos movimentos indígenas e populares começou a mudar isso.

Desde a metade do século XX, a ONU aprovou outros documentos que contemplam direitos especiais: das crianças, idosos, povos indígenas e comunidades tradicionais... Hoje a comunidade internacional fala em "direitos da terra” e também em "direitos do ar” no sentido de que a humanidade não tem direito de depois de poluir o planeta, também encher de lixo e material tóxico o espaço sideral. Calculam-se em mais de 1800 satélites espaciais quebrados e peças de foguetes ou artefatos, soltos pela órbita da terra sem ser desintegrados pela força da gravidade.

Os direitos coletivos dos grupos, etnias, categorias sociais e gênero são fundamentais porque se a comunidade não é respeitada em seus direitos a viver em sua terra, expressar-se em sua cultura própria e exercer a religião na qual crê, os indivíduos também não terão seus direitos respeitados. Além disso, os direitos básicos à segurança alimentar, saúde, educação e moradia se juntam aos direitos de sonhar, brincar, cantar e principalmente amar. Por isso, podemos dizer junto com Rubem Alves: "Para além de todas as misérias e sofrimentos, o universo tem mesmo um destino de felicidade. O ser humano deve mesmo a cada época e sempre reencontrar e reconstruir o seu paraíso”. Segundo o evangelho, no seu primeiro discurso público, Jesus começou proclamando as bem-aventuranças, isto é, caminhos para que as pessoas empobrecidas, sofridas, famintas de justiça e mesmo perseguidas por causa do projeto de um mundo novo sejam desde já felizes e abençoadas.



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SEMINÁRIO DE DESARMAMENTO, CONTROLE DE ARMAS E PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA




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domingo, 4 de dezembro de 2011

10% DO PIB JÁ


A Campanha pelos 10% do PIB está colhendo votos em todo o país, através do Plebiscito Nacional. A campanha também está fazendo uma consulta eletrônica com o objetivo de ampliar a participação popular e divulgar a coleta oficial de votos e dessa forma, avançar na luta pelo investimento de 10% do PIB para a Educação Pública !

Mas atenção: a consulta eletrônica não substitui o voto em cédula, que está sendo coletado em plebiscito em todo o país. Por isso, é importante continuar com a coleta de votos e divulgação do plebiscito em sua cidade. Os votos da consulta eletrônica serão computados automaticamente por cidade e estados.

Para participar da consulta eletrônica, clique aqui.

Repasse para seus colegas, familiares e amigos. Mas não se esqueça: a coleta de votos do plebiscito não terminou!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2 DE DEZEMBRO, O DIA NACIONAL DO SAMBA

Por Paulo Eduardo Neves

Sabe por que o Dia Nacional do Samba cai em dois de dezembro? Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. Também não é quando gravaram "Pelo Telefone". Muito menos quando Ismael Silva e os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar. O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. Engraçado, não? A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.

Atualmente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba, Salvador e Rio de Janeiro. Sob a batuta do músico Edil Pacheco, Salvador sempre tem promovido grandes shows no Pelourinho com os ótimos e injustamente desconhecidos sambistas locais. Gente como Riachão, Ederaldo Gentil, Nelson Rufino, Roque Ferreira, Walter Queiroz, o próprio Edil, e o falecido Batatinha, recebendo convidados mais famosos, como Paulinho da Viola, Elza Soares, Beth Carvalho e Dona Ivone Lara.

No Rio a divertidíssima festa fica por conta do Pagode do Trem. A idéia do samba surgiu quando moradores de Oswaldo Cruz resolveram criar um movimento para revitalizar o bairro, era o "Acorda, Oswaldo Cruz". No Dia do Samba o pessoal se reúne na Central do Brasil, lota um trem e vai tocando e cantando até Oswaldo Cruz, lá formam-se trocentas rodas de samba. Depois que começou, descobriu-se que já havia sido criado décadas antes por uma das mais importantes figuras do bairro, Paulo da Portela. Naquela época o samba era perseguido pela polícia. Os sambistas faziam suas reuniões e promoviam animadas rodas dentro dos vagões do trem. Hoje o Pagode do Trem faz parte do calendário oficial da cidade e tem estado cada ano mais cheio.

Este ano o samba cairá num sábado. O esquema é o seguinte, a partir das 18h começa a concentração -- com muita cerveja, claro - na Central do Brasil. Já há um trem inteiro reservado para o samba. Ano passado foram oito vagões ultra lotados, este ano já reservaram 12. Cada vagão vai com um grupo que agita uma das rodas de samba do Rio, tem o vagão da Velha Guarda da Portela, do Bip-Bip, o da Teresa Cristina e grupo Semente, o da Tia Doca e Sonho Real, e por aí vai. O trem vai direto para Oswaldo Cruz, fazendo apenas uma parada na Mangueira para pegar a velha guarda verde e rosa. Chegando, você verá a maior concentração de rodas de samba já feita. Basta umas três pessoas se encontrarem para fazer uma. O clima é um barato.

Mas é bom se preparar. É uma verdadeira maratona. Começa às 18h e vai até o último sobrevivente. No trem, vai todo mundo em pé no vagão lotado. Se não ficar perto dos músicos é até difícil escutar algo. A festa é ótima e divertidíssima, mas não vá esperando grande coisa na parte musical. O melhor é mesmo a bagunça. A Beth Carvalho costuma aparecer para dar uma força e sempre canta algo.

Ano passado chegou a ter uma regulagem sobre quem poderia ficar no vagão com os músicos mais conhecidos. A sugestão é fugir dele, fica cheio de repórteres, câmeras, chatos, luzes e gente querendo aparecer. São os menos divertidos. Preocupante este ano é que estão promovendo o evento, que nunca teve muita mídia, na - argh! - FM O Dia. Espero que não estrague a linda festa.
 
 
DO CENTRO AO SUBÚRBIO


A festa no trem é só amanhã, mas, como acontece desde terça-feira, hoje também haverá show na Central do Brasil, às 18h30. Junto de Marquinhos, cantam Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Wilson Moreira e Velha Guarda da Portela. Já na estação Oswaldo Cruz, às 20h, tem show com Pagode da Tia Doca, Gaúcha, Toninho Geraes e Marquinho Sathan.

Amanhã, é a vez de Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e Mart’nália, entre outros, agitarem Oswaldo Cruz. Como a programação é grande, confira no roteiro ao lado as atrações que embarcam no trem e, nas tarjas pretas, o que rola nas duas estações. Pegue seu chapéu de bamba e divirta-se!


OSWALDO CRUZ
HOJE • 20h
• Rua João Vicente (ao lado da Estação de Oswaldo Cruz): Pagode da Tia Doca convida Gaúcha, Toninho Geraes e Marquinho Sathan.

AMANHÃ •17h

•Bares da região: Rodas de samba com vários grupos, como Bloco dos Cachaças, Manga Preta, Grupo Autonomia, Mestre Faísca, Sobral da Serra, Pagode do Gil e Democráticos de Guadalupe, Grupo Regente, Renascença, Quintal do Samba, Pagode da Vera Caju e Parados na Ponte, Bip Bip. Na saída da estação de Oswaldo Cruz será distribuído panfleto com a localização de todas as rodas de samba.

AMANHÃ • 19h

• Rua João Vicente: Roda de Samba de Nézio e Negão da Abolição convida Marquinhos Diniz e Zé Luis do Império. Encerramento com Mart’nália.

• Rua Átila da Silveira: Pagode da Tia Doca, Mauro Diniz convida Baianinho, Tantinho da Mangueira e Ernesto Pires. Encerramento com Arlindo Cruz.

• Praça Paulo da Portela (Portelinha): Velhas Guardas da Portela, Império Serrano, Mangueira, Salgueiro e Vila Isabel. Encerramento com o Grupo Fundo de Quintal.

CENTRAL DO BRASIL

HOJE
• 18h30
Marquinhos de Oswaldo Cruz, Dona Ivone Lara, Velha Guarda da Portela, Wilson Moreira e Nelson Sargento.

AMANHÃ

•12h Marquinhos de Oswaldo Cruz, Velhas Guardas da Portela, Império Serrano, Mangueira, Salgueiro, Vila Isabel, Bateria do Mestre Faísca, Noca da Portela e Délcio Carvalho.

Fonte: Academia do samba e o Dia online

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.

Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil, a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.

A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids.



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