terça-feira, 13 de outubro de 2020

CEPRO : 12 ANOS NA LUTA PELA CULTURA DE DIREITOS.

 

 


Caros (as) Amigos(as) do CEPRO

É TEMPO DE REFLEXÃO!

É TEMPO DE MUDANÇAS!

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo”

Mahatma Gandh

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada no município de Rio das Ostras, estado do Rio de Janeiro, em 30 de maio de 2008. Investe suas ações sociais a partir de alguns pilares: Educação, Arte, Cultura, Infância-Juventude, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Cidadania. Conforme seu estatuto social, a instituição atende a crianças e adolescentes em situação de risco ou não, jovens e adultos, trabalhando a cidadania e o resgate da auto-estima e para isso investindo em projetos sócio-culturais e de geração de renda. Nosso desafio é promover a democratização de oportunidades através do ativismo e da mobilização da sociedade.

Nesses 12 anos o  CEPRO concentrou sua energia em torno de duas convicções que norteiam o projeto: a de cuidar de crianças e jovens em situação de risco e de suas famílias, promovendo ações que não sejam assistencialistas, mas permanentes; e, ao mesmo tempo, a de criar oportunidades aos assistidos para que possam aprender a ganhar com seus próprios esforços ampliando suas chances de melhorar a qualidade de vida de suas famílias.

Nosso projeto está voltado para a promoção da cidadania, da cultura, da arte, da educação e da inclusão social, atendendo a crianças, jovens e adultos, moradores de Rio das Ostras, em especial do bairro Residencial Praia Âncora, onde se localizava o antigo “lixão” da cidade.

É evidente que esse processo de fortalecimento da cidadania e da política social é longo e penoso. No entanto, este compromisso é fundamental para que possamos cumprir as obrigações assumidas com nossa sociedade e, assim, contribuir para erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e construir uma sociedade mais livre, justa e solidária, conforme o art. 3.º da Constituição Federal que estabelece os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.

Neste compromisso, o CEPRO é uma organização civil que tem como propósito apoiar, gratuitamente, a população de Rio das Ostras, em especial do bairro Residencial Praia Âncora, na luta pelo processo de democratização da sociedade brasileira e de inclusão social de parcela carente de políticas públicas.

Realizamos este sonho através dos projetos: Biblioteca Popular “Patativa do Assaré”, que se desdobra na Oficina da ContAção de História; Ciranda da Leitura; Varal do Cordel; Projeto Reforço Escolar; Cidadania, Arte e Cultura; Inclusão + Digital; Brinquedoteca; Oficina de Arte e Reciclagem ( Artesanato e Geração de Renda); Oficina Ambiental e na participação e divulgação das campanhas pela Defesa do Direitos Sociais.

Por fim, almejamos que neste momento possamos refletir usando as palavras de Mahatma Gandhi “Seja a mudança que você deseja ver no mundo”

 

 












 

Agradecemos a todos o apoio e o incentivo aos Projetos do CEPRO.


Diretoria do CEPRO

UM PROJETO DE CIDADANIA, EDUCAÇÃO , CULTURA E DIREITOS HUMANOS EM RIO DAS OSTRAS E REGIÃO.

Endereço: Alameda Casimiro de Abreu , 292 , 3º andar , sala 311- Centro - Rio das Ostras Cel.:(22)99871-2894.

E-mail: cepro.rj@gmail.com

Blog: http://cepro-rj.blogspot.com

Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ

Facebook: Centro Cultural de Educação  Popular de Rio das Ostras.


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

10 princípios dos Direitos da Criança

 

Prefeitura realiza XI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e  Adolescente

 

Todas crianças devem ser amparadas por direitos fundamentais destinados a garantir sua proteção e pleno desenvolvimento como indivíduos.

Para isso, a criança deve ser considerada como prioridade e deve ter acesso a direitos como: saúde, alimentação, educação, dignidade, segurança, bem-estar e convívio familiar e social.

Os princípios que são a base dos direitos das crianças foram definidos na Declaração Universal dos Direitos das Crianças, aprovada pelas Nações Unidas no ano de 1959.

Reforçam a ideia de que as medidas de proteção devem priorizar os interesses e necessidades das crianças. Conheça um pouco mais sobre cada um deles:

1. Todas as crianças devem ter seus direitos garantidos.

Este primeiro princípio assegura que todas crianças devem receber assistência e garantia dos direitos determinados pelas Nações Unidas, com base na Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Determina que isso deve acontecer independentemente de qualquer tipo de discriminação (como cor, sexo, etnia, nacionalidade, opinião política, condição financeira ou religião). Isto é, as crianças devem ter seus direitos garantidos, livres das consequências de qualquer ato de exclusão.

2. A criança será protegida e terá direito ao pleno desenvolvimento.

Este princípio menciona o direito de proteção especial da criança para garantir seu "desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social". Ela deve ser mantida segura e ter acesso a oportunidades e serviços que possam ajudá-la em seu processo de desenvolvimento como ser humano.

Além disso, o princípio estabelece que estes serviços devem ser determinados por leis e oferecidos em condições que possibilitem liberdade e ambiente digno para as crianças.

3. Crianças têm direito a nome e nacionalidade.

Este princípio garante que toda as crianças, desde o momento de seu nascimento, têm direito a receber um nome e a atribuição de uma nacionalidade.

Tanto o registro do nome, como a alegação da nacionalidade, são responsabilidade dos pais ou dos responsáveis legais pela criança.

4. Toda criança tem direito à alimentação, lazer e assistência médica.

Este princípio assegura que a toda criança tem direito à assistência da Previdência Social, além de boa alimentação, moradia, lazer e cuidados médicos adequados, pois são indispensáveis ao desenvolvimento saudável e digno.

Estes direitos de assistência valem tanto para criança, quanto para mãe, inclusive durante e após a gestação, como nos casos de realização de exames pré-natal e prestação de acompanhamento após o parto.

Conheça mais sobre a Previdência Social.

5. Toda criança portadora de necessidades especiais terá direito a atendimento adequado.

Este princípio é voltado para que as necessidades de crianças que tenham alguma necessidade especial ou dificuldade sejam atendidas. Elas têm direito a cuidados e acesso a tratamentos adequados, além de ter direito à educação.

As crianças que sofrem algum tipo de dificuldade social por suas necessidades especiais devem ter acesso a oportunidades para que possam ser incluídas na sociedade, levando-se em conta as particularidades da situação de cada uma.

Leia também sobre a inclusão social.

6. Toda criança precisa de amor e compreensão.

O princípio menciona que toda criança precisa e deve receber amor e compreensão tanto por parte dos pais, dos seus responsáveis e da sociedade.

Por estar em fase de desenvolvimento, a criança necessita dessa atenção especial para que ela cresça de maneira plena e harmoniosa, sentindo-se segura e com o amparo necessário dos pais e responsáveis.

Esse princípio também determina que, em regra, crianças não devem ser separadas de suas mães, o que deve acontecer apenas em situações de exceção.

7. Toda criança tem direito a receber educação.

Este princípio aborda a garantia do direito à educação e ao lazer infantil. Determina que a educação oferecida deve ser gratuita, no mínimo nos graus iniciais. O principal objetivo é garantir a igualdade de acesso e de oportunidades educativas para todas as crianças.

A educação oferecida deve cumprir requisitos que permitam o desenvolvimento de suas aptidões e de sua cultura, além de estimular o senso crítico e as responsabilidades.

A criança deve ser exposta a ensinamentos e aprendizados através de dinâmicas lúdicas, voltadas à sua idade e nível de aprendizado.

8. A criança deve ser a primeira a receber proteção.

Este princípio estabelece o direito da criança de receber proteção e socorro em primeiro lugar (em acidentes, desastres ou calamidades, por exemplo).

Isso significa que, em quaisquer situações que representem risco, as crianças devem ser as primeiras pessoas protegidas.

9. As crianças devem ser protegidas de crueldade e exploração.

Neste princípio existe a garantia de que crianças devem ser protegidas contra qualquer tipo de abandono ou de exploração, como acontece em casos de exploração do trabalho infantil.

Crianças não podem ser forçadas a fazer qualquer trabalho ou atividade que traga prejuízos à sua saúde ou dificulte sua educação.

Da mesma maneira, não podem ser envolvidas em atividades que as coloquem em risco e causem danos ao desenvolvimento físico, mental ou moral.

10. Toda criança tem direito à proteção contra atos de discriminação.

O último princípio determina que as crianças devem ser protegidas da exposição a qualquer tipo de discriminação ou de exclusão, pois elas têm direito a viver em uma sociedade pautada em valores de solidariedade, paz, compreensão e tolerância.

Ela deve ser protegida de todos os atos que incentivem preconceitos e discriminações, sejam raciais, religiosas ou de qualquer outra espécie.

Para saber mais sobre direitos, veja também o significado de direitos humanos e conheça a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Direitos da criança no Brasil

No Brasil, os direitos das crianças estão amparados pela lei n.º 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A lei prevê medidas para garantir condições de vida saudáveis e dignas para crianças (até 12 anos) e para adolescentes (até 18 anos).

Também contém determinações a respeito de atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes, além de medidas protetivas e socioeducativas que podem ser aplicadas nessas situações.

Leia mais sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (E

 

 

segunda-feira, 13 de julho de 2020

A luta histórica pelos direitos humanos, do direito ao voto das mulheres até o ECA

 

 

 

 

 Créditos do Fotógrafo: Arquivo TSE e reprodução Facebook

A luta pelos direitos humanos vem de séculos. Com a Revolução Francesa, em 1789, nasceu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que garantia “liberdade, propriedade, segurança e resistência à opressão”. Outro marco importante foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948.

Os ideais visionados nestes documentos tiveram impacto em várias Constituições pelo mundo todo, inclusive a Constituição de 1988 no Brasil. Nela estão os artigos 5º, que diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, e 7º, que apresenta os direitos sociais de todo brasileiro. O advogado e professor Jorge Bernardi, vice-reitor da Uninter, vê este último como “funções sociais da cidade, porque são direitos que o Estado como um todo deve assegurar”.

“Embora haja algumas pessoas que às vezes criticam a nossa Constituição, porque não a conhecem, toda legislação que nós temos, principalmente a legislação nos últimos 30 anos, nasce desta Constituição”, diz Bernardi.

A Constituição vigente no Brasil, que nasce com o fim da ditadura militar, busca defender a liberdade e a democracia. A partir disso, vários estatutos surgiram a fim de proteger a população. Um dos primeiros foi o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), através da Lei nº 8.069/1990, com princípios norteados pela Constituição.

“Os princípios é que são importantes, eles asseguram direitos. O jovem, a criança, o adolescente, são o futuro de uma nação, então preservar e bem educar o jovem é o que a sociedade toda tem de fazer. (…) O ECA é uma evolução civilizatória, ele foi nesses 30 anos alterado muitas e muitas vezes, não é uma coisa que ficou estática, e ele está em um processo de aperfeiçoamento”, explica Bernardi.

Para o professor, a maior evolução foram os Conselhos Tutelares, porque “fazem um papel muito importante” e “é um processo de escolha democrática”. O órgão está presente em todos os municípios do Paraná, tendo uma unidade em cada uma das regionais de Curitiba (PR), e a sociedade participa elegendo os conselheiros.

Bernardi, que esteve na função de vereador na Câmara Municipal de Curitiba por sete mandatos, pontua outra questão importante de direitos conquistados ao longo do tempo: a luta das mulheres por maior espaço na sociedade. Segundo ele, décadas atrás, no século passado, a legislação era outra, o homem era considerado o “cabeça” da família e a própria mulher muitas vezes se conformava com o papel de dona do lar. O direito ao voto, por exemplo, só veio a acontecer em 1932.

“Até o período que eu fiquei na Câmara em 2016, em 321 anos da história de Curitiba, apenas 20 mulheres tinham sido vereadoras. Ainda é muito pequena a participação da mulher, e algumas mulheres, não só aqui no Brasil, perderam a vida por lutar pelo direito ao voto. Isso é uma coisa inaceitável”, afirma.

A diretora da Escola Superior de Educação da Uninter, Dinamara Machado, relembra uma viagem que fez à África em 2015 e conta que viu “as mulheres sendo tratadas de uma forma que nós não conseguimos conceber”. Ela ressalta que apesar de isso estar acontecendo ainda hoje por conta de tradições culturais, não há justificativa.

“Os direitos humanos prevalecem indiferente da cultura, porque você não pode por conta de uma cultura subjugar ou fazer com que pessoas sofram para preservar uma cultura”, salienta.

Bernardi ainda lembra das inúmeras pessoas que vivem em situação de rua, principalmente neste momento de pandemia, que mais precisam de cuidados e se encontram totalmente desprotegidas. Ele diz que além de todas as dificuldades por que passam, ainda são julgadas por parte da sociedade como se pedissem por isso ou merecessem estar vivendo desta forma.

“Isso mostra que alguma coisa está errada na nossa sociedade e nós temos que olhar esses seres humano como nossos semelhantes, que merecem o nosso respeito e têm direito, são dignos do respeito e do Estado olhar por eles”, conclui.

Sobre a sociedade em que vivemos hoje e como vamos estar após este momento de distanciamento social, o professor acredita que, apesar de essa não ser a primeira pandemia e muito provavelmente não ser a última, “nós estamos vivendo uma realidade que talvez nunca a humanidade passou”. Ainda que não possa dizer como será o futuro, tem uma “convicção íntima de que vai ser diferente do que foi até antes da pandemia”.

Para ele, as instituições públicas brasileiras são sólidas, ainda que com uma democracia jovem. Mas o que falta em relação aos direitos humanos em um país tão desigual é “um pouco da solidariedade humana, um princípio de solidariedade em que haja um esforço coletivo para melhorar”. O que não pode faltar “é o respeito ao ser humano” e “nós temos que buscar harmonia e paz”.

As profissões em transformação

Durante a vida, além de atuar como advogado, docente e político, Bernardi também trabalhou como jornalista, sempre em busca das conquistas de maiores direitos à população. Ele diz que a geração da qual faz parte “é uma geração que ao longo da vida vai experimentando muitas profissões”.

O professor acrescente que os ideais sofrem transformações com o tempo, assim como as profissões. E, por isso, independente de em qual área esteja atuando, o que realmente importa é estar sempre se atualizando, pois ainda que os princípios permaneçam, as mudanças são muito rápidas, principalmente no mundo globalizado e de avanços tecnológicos em que vivemos. É necessário aproveitar as oportunidades para uma evolução pessoal e profissional.

“Nós temos uma questão muito clara: o quanto a sociedade foi mudando ao longo dos anos. Há 30 anos nós falávamos de igualdade, só que hoje você não fala só em igualdade, você fala em igualdade e equidade. O direito foi aprimorando, os verbetes foram aprimorados, o entendimento social vai aprimorando e as carreiras tem essa necessidade de mudar”, complementa Dinamara.

Segundo a professora, hoje vivemos em uma sociedade líquida e exponencial, tudo ganha um volume muito grande. Com a internet, um texto não cruza apenas o país, mas o oceano e pode se tornar muito maior do que se imaginava. Para ela, a aprendizagem acontece ao longo da vida, as pessoas vão reaprendendo, se redescobrindo e se reinventando. Até mesmo por uma questão da legislação, que se transforma e atinge as disciplinas de todos os cursos, que precisam ser repensadas constantemente.

Dinamara diz ainda que independente do tempo e de qual seja a profissão exercida por uma pessoa, todas as carreiras precisam discutir as questões dos direitos humanos. “Todo profissional tem que recordar o que é esse direito, esse grande bom senso de que nós precisamos”, finaliza.

O bate-papo entre os professores aconteceu durante edição do programa Educa Brasil, que teve como tema  “Direitos humanos e as novas carreiras em defesa da vida”. A transmissão aconteceu em uma live pelo Facebook e também pelo canal do Youtube da Escola Superior de Educação da Uninter. Esta foi a primeira edição de uma série sobre os direitos humanos que acontecerá nas próximas semanas. Acompanhe a página para assistir ao vivo todas, as terças-feiras às 17 horas.





Autor: Nayara Rosolen - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Arquivo TSE e reprodução Facebook

 

domingo, 8 de março de 2020

8M | Mulheres vão protagonizar unidade progressista contra Bolsonaro

 

 

 

 

 

 

Mulheres de mais de 50 organizações vão marchar unidas contra os ataques do governo Bolsonaro em todo país, neste 8 de março. Oito partidos progressistas, incluindo diversas organizações sindicais, populares, sociais e civis, estarão unidas para enfrentar o projeto ultraneoliberal em vigor no país. Para expressar essa unidade, elas lançaram uma convocatória unificada em defesa das vidas das mulheres e dos direitos sociais e trabalhistas.

Mulheres do PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCR, PCB, PDT e PSB assinam o documento ao lado de companheiras de organizações como a CUT, CSP-Conluntas, Intersindical, MST, MTST, MNU, MMM, MML, UBM, UNE, UBES, UJS, UJR, DEFEMDE e ABLGT, entre outros movimentos, organizações como UJR, RUA, UP, Afronte!, ABL, ANPG, ANTRA, Artjovem LGBT.

Na abertura do diálogo em relação ao feminismo e religião, destaque para Católicas Pelo Direito de Decidir e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, que fazem parte da marcha unificada e estarão unidas contra a violência e os ataques do governo Bolsonaro.

[Confira o conteúdo das siglas no final do documento].

Também estão presentes os coletivos Círculo Palmarino, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Coletivo Juntas, Coletivo Negro Minervino Oliveira, Coletivo Para Todas e organizações como CONTAG, Feministas Anticapitalistas, Instituto Plurais, Juventude Rebeldia, MAMA, MMN de São Paulo, Movimento de Mulheres Olga Benário, MCONEN, MLB, Rede Afro LGBT, Rede Emancipa de Cursinhos Populares, Resistência Feminista, União de Mulheres do Município de São Paulo e Unidade Classista.

Todas às ruas no dia 8 de março: Contra o governo Bolsonaro e pela vida das mulheres

Em 2018, milhões de mulheres ocuparam as ruas do Brasil para dizer de forma sonora que o projeto político ultraneoliberal e conservador apresentado por Bolsonaro não nos representa e ameaça nossas vidas e nossa liberdade. O movimento #EleNão reuniu mulheres trabalhadoras, do campo e cidade, das florestas, das águas, negras, indígenas, bissexuais, travestis, transexuais, lésbicas, com deficiência, brancas e amarelas que estiveram nas ruas do país contra a rede de Fake News organizada para distribuir mentiras durante o processo eleitoral.

Neste ano, o movimento de mulheres vai às ruas pedir o fim deste governo e lutar contra os desmandos e desmontes praticados por Bolsonaro. Não admitimos as tentativas autoritárias do presidente e seus apoiadores de acabar com as condições democráticas no nosso país.

Por esse motivo, convidamos as mulheres de todas as organizações, coletivos, partidos políticos e movimentos feministas e sociais do país, bem como todas as ativistas independentes, para marcharmos juntas neste 8 de março em defesa da democracia e dos nossos direitos, pela nossa liberdade, pela vida das mulheres e contra este governo conservador, reacionário, racista, machista, xenófobo e LGBTfóbico e que já declarou inúmeras vezes que tem o movimento de mulheres organizado como seu inimigo.

Estamos de pé na defesa dos avanços dos direitos conquistados pela classe trabalhadora que vêm sendo retirados. Vamos lutar contra a violência e o corte de verbas promovidos pelo governo Bolsonaro aos programas sociais, que fragilizam e colocam em risco a vida das pessoas mais pobres. Caminharemos juntas contra todas as formas de violência, pelo direito à diversidade, à autonomia, à liberdade, pelo direito e soberania de nossos corpos, pelo direito de existir.

Somos contra a reforma trabalhista, a reforma da previdência, a Emenda Constitucional 95 que congelou os investimentos públicos por vinte anos e contra a “nova” proposta de reforma administrativa desse governo. Defendemos uma aposentadoria digna, o direito às políticas sociais, políticas públicas que defendam nossas vidas e o direito de viver com dignidade, pois somos nós que sustentamos a maioria das famílias neste país.

Marchamos contra a opressão histórica que silencia mulheres de diversas formas e contra o machismo, o racismo, a lesbofobia e a transfobia que nos mata todos os dias.

Denunciamos o genocídio e o encarceramento em massa da população negra e indígena. Estamos nas ruas pela vida de TODAS as mulheres, brasileiras e imigrantes.

Em cada estado do país iremos ressoar a luta por demarcação de terras indígenas e quilombolas, denunciando os desastres ambientais que vimos se espalhar pelo país, em especial na Amazônia, Brumadinho e no Nordeste.

Nossas vozes também ecoarão alto em defesa da Petrobrás, em solidariedade à greve dos Petroleiros e pela garantia da soberania nacional, ameaçada diariamente pela obsessão de Bolsonaro em entregar nossas riquezas e patrimônios para os interesses estrangeiros.

Ocuparemos as ruas em defesa do Estado laico e pelo respeito a todas as religiões e aos que não tem nenhuma, por uma convivência harmoniosa e respeitosa. Lutaremos pelo direito à pluralidade de vozes, em defesa de todas as formas de organização da classe trabalhadora e da sociedade civil.

Nós não esquecemos que, há dois anos, foi executada Marielle Franco, parlamentar mulher, negra, favelada, que amava mulheres e era de esquerda. Marielle foi assassinada pelo projeto político que representava em seu próprio corpo e até hoje não temos respostas. Exigimos justiça para Marielle e punição aos mandantes de seu assassinato.

Atentas, mobilizadas e organizadas para defender o Brasil e o nosso povo, neste mês de março mostraremos toda a nossa força. Convidamos todas a se somarem aos atos convocados em todos os estados do país neste dia 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora. Também nós incorporamos ao chamado dos atos que acontecerão no dia 14 de março, data que marca dois anos da execução da vereadora Marielle Franco, e ao dia 18 de março, quando iremos às ruas em defesa dos serviços públicos de qualidade.

É por nossas vidas, democracia e direitos!

Mulheres Contra Bolsonaro

A democracia não será silenciada! Ditadura nunca mais!

#EleNão #EleJamais

Fascistas não passarão!

 

Assinam essa convocação:

Ação da Mulher Trabalhista – PDT

PCdoB

PCB

PCR

PSOL

PSTU

Secretaria Nacional de Mulheres do PT

Secretaria Nacional de Mulheres do PSB

UP – Unidade Popular pelo Socialismo

Afronte!

ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Intersexos

ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transsexuais

Artjovem LGBT

Católicas pelo Direito de Decidir

CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura

Círculo Palmarino

Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

Coletivo Juntas

Coletivo Negro Minervino Oliveira

Coletivo Para Todas

CSP-Conlutas

CUT – Central Única dos Trabalhadores

EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero

Feministas Anticapitalistas

Intersindical

Instituto Plurais

Juventude Rebeldia

MAMA – Movimento de Mulheres da Amazônia

Marcha das Mulheres Negras de São Paulo

Marcha Mundial das Mulheres

Movimento de Mulheres Olga Benário

Movimento Mulheres em Luta

MCONEN – Mulheres da Coordenação Nacional de Entidades Negras

MLB – Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas

MNU – Movimento Negro Unificado

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Rede Afro LGBT

Rede Emancipa de Cursinhos Populares

Rede Feminista de Juristas – DEFEMDE

Resistência Feminista

RUA – Juventude Anticapitalista

UBM – União Brasileira de Mulheres

UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas

UNE – União Nacional dos Estudantes

UJR – União da Juventude Rebelião

UJS – União da Juventude Socialista

União de Mulheres do Município de São Paulo

Unidade Classista

 

Por Elas Por Elas

 

  As principais lutas e conquistas das mulheres ao longo da História - Escola  Educação

 

sábado, 19 de outubro de 2019

Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas 12 anos

 




Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul informa:
A Cerimônia de Abertura do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas 12 anos receberá a filósofa e ativista “pantera negra” Angela Davis para a realização de conferência intitulada “A liberdade é uma luta constante”, com comentários da escritora Conceição Evaristo e mediação da jornalista Flávia Oliveira.
O evento é uma parceria entre a Boitempo Editorial e o Centro Afro Carioca de Cinema Zózimo Bulbul, com apoio do Sesc Rio, da Odun Produções e da Fundação Rosa Luxemburgo. A Cerimônia de Abertura reafirma a importância de aliança entre os pensamentos negros feministas e os movimentos de audiovisuais negros a partir do reconhecimento desse importante espaço de resistência, que é Encontro de Cinema Nego Zózimo Bulbul, maior evento audiovisual destinado para obras e realizadorxs negrxs na América Latina.
O "Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas” é uma realização do Centro Afro Carioca de Cinema e tem como objetivo ser um espaço de partilha de estratégias e possibilidades de aprimoramentos entre pares, para garantia da permanência e ampliação de corpos, mentes e subjetividades negras à frente e atrás das telas. Na ocasião, haverá uma homenagem à atriz Lea Garcia por parte do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, e Angela Davis receberá a Medalha Tiradentes concedida pela ALERJ por iniciativa da deputada estadual Renata Souza (PSOL).
PROGRAMAÇÃO�16h30 Abertura da Casa
17h30 Sessão especial do filme Um dia com Jerusa, de Viviane Ferreira
18h45 Homenagem a Léa Garcia
19h Concessão da Medalha Tiradentes a Angela Davis
19h15 Conferência "A liberdade é uma luta constante"
INSCRIÇÕES
As inscrições são gratuitas acontecem a partir das 14h da segunda-feira, 21 de outubro. Local sujeito à lotação.
IMPORTANTE
Troca dos ingressos será no dia 22/10 na bilheteria do Cine Odeon 13 às 19h. Será preciso levar o bilhete do Sympla e documento com foto do titular do bilhete Sympla. Os ingressos que não forem trocados nesse dia serão disponibilizados para as pessoas na lista de espera.
Haverá transmissão simultânea em telão na Praça Cinelândia e online pelas redes sociais do Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul e da Boitempo.
PARA SABER A PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO DE CINEMA NEGRO - 12 ANOS, ACESSO NOSSO NOVO SITE:

CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...