quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Brasil quer saber: nossa cerveja é transgênica?




Indústria finge-se de morta ou desconversa, após texto em Outras Palavras. Consumidores mobilizam-se para exigir transparência

Depois da dúvida levantada no texto publicado em Outras Palavras em 28/02/2014, e da grande repercussão das suspeitas sobre possível presença de milho transgênico na cerveja brasileira, nada aconteceu. Ou… quase nada.

A Ambev, maior empresa da indústria cervejeira no Brasil, evitou responder oficialmente aos consumidores interessados em saber o que estão bebendo. A única “resposta” que veio a público foram dois textos publicados no site da Carta Capital, tratando o tema com ironia e sem trazer qualquer dado que afaste ou confirme a suspeita. Escondem-se na suposta busca de uma bebida “brasileira”, com milho. Mas evitam o essencial: seria o milho presente na cerveja… transgênico?

Nosso país é o terceiro maior produtor mundial de cerveja. O setor responde por 1,7% do PIB brasileiro, mas insiste em se comportar de forma abusiva. Sua publicidade é extremamente agressiva ao tratar a mulher como objeto e não como pessoa. Além disso as marcas estão presentes em inúmeros eventos esportivos depois que seus lobistas convenceram o Congresso de que, para fins publicitários, bebida com menos de 13% de graduação alcoólica não é bebida alcoólica.

A indústria cervejeira, que zomba de seus próprios consumidores, deveria saber que a falta de informação viola a legislação. A Lei Federal nº 8.078/90, conhecida como Código de Defesa do Consumidor, tenta equilibrar a relação de consumo, dando direitos aos consumidores perante o fornecedor.

O direito à informação e à livre escolha estão no rol dos direitos básicos do consumidor (art. 6º do CDC). São um meio eficiente de prevenir fraudes e de asse gurar um ato de consumo verdadeiramente consentido, livre, porque fundamentado em informações adequadas. O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ensina que a oferta e as informações no rótulo mostram-se essenciais para propiciar o ato de compra consciente do consumidor.

MilhoNaCerveja1 1024x713 O Brasil quer saber: nossa cerveja é transgênica?
Clique na imagem para vê-la maior. Fonte: Folha de S. Paulo

Parece que essa obrigação não foi assimilada pelo mercado da cerveja. 

Por que a Ambev não informa oficialmente se suas cervejas são feitas com milho transgênico?

Essa é uma pergunta que talvez as autoridades possam fazer. A pergunta do consumidor é bem mais simples: “estou bebendo cerveja feita com milho transgênico?”

Pronto. É só responder e assunto encerrado.

Não se trata de criticar a evolução técnico-científica, mas de debater e exigir transparência. Enquanto o mundo ainda discute os efeitos nocivos dos alimentos transgênicos, correremos o risco de consumi-los sem sermos informados?

A resposta fundamentada do fornecedor do produto é essencial para que as pessoas tenham condições de exercer, de forma consciente, seu direito de livre escolha. Se, possuindo todas as informações necessárias, alguém ainda opta por consumir transgênicos, assume o risco implícito de seu ato – seja para a sua própria saúde, para a sociedade ou para o meio ambiente.

Ficar sem informação é que é inadmissível.

A repercussão das suspeitas sobre presença de transgênicos na cerveja já começou a provocar mobilização social. Um abaixo-assinado criado por não-especialistas em cerveja, que exige mais transparência da indústria já tem milhares de assinaturas.

Ele pode ser assinado aqui.

Se você acha importante saber o que está bebendo, pode ser mais um dos milhares não-especialistas. Mas se você acha graça em saber que o setor vende 86,7 bilhões de litros de cerveja por ano, que 45% do malte da cevada pode ser substituído por milho e que quase 90% do milho plantado no Brasil é transgênico, tudo bem. Seja feliz e boa sorte.

 Ana Paula Bortoletto é nutricionista e doutora em nutrição em saúde pública. Flavio Siqueira Júnior é advogado e ativista de direitos humanos.

Ícone da MPB, Dorival Caymmi completaria 100 anos hoje


As comemorações pelo centenário de Dorival Caymmi (1914-2008), que tiveram seu marco inicial há exatamente um ano, não se encerram hoje (30), data em que o cantor e compositor baiano, um dos ícones da música popular brasileira (MPB), completaria 100 anos. Nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, uma missa será celebrada às 20h, na Igreja da Ressurreição, em Copacabana, bairro da zona sul carioca onde morou a maior parte de sua vida. No mesmo horário, em Salvador, cidade natal de Caymmi, a cantora Daniela Mercury comanda um show no Farol da Barra.

Um dos destaques entre os próximos eventos é o concerto sinfônico agendado para o dia 24 de maio, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Acompanhada da Orquestra Petrobras Sinfônica e do pianista André Mehmari, a cantora baiana Rosa Passos subirá ao palco do Municipal para interpretar clássicos do compositor, como Maracangalha, Só Louco, Dora e Marina. Também compositor e orquestrador, André Mehmari criou para o concerto duas fantasias, uma delas – Caymminiana, para piano e orquestra – inédita.
Patriarca de uma dinastia musical, representada por seus filhos Nana, Dori e Danilo Caymmi, e agora também pela neta Alice, Dorival Caymmi tem na descendência sua mais completa biógrafa. Filha de Nana, a jornalista Stella Caymmi lançou, na última segunda-feira (28), nova edição de sua extensa biografia O Mar e o Tempo. Resultado de dez anos de pesquisa, que teve primeira edição em 2001, sete anos antes da morte do avô.

Stella também é autora de O que É que a Baiana Tem?,  lançado em 2013, que mostra a importância do rádio para o  sucesso meteórico de Dorival Caymmi, a partir de sua chegada ao Rio, em 1938. Imortalizada na voz de Carmen Miranda, a canção que dá título ao livro é o eixo da narrativa que revive o ambiente musical carioca naquela época, como os conflitos entre os artistas, e destes com as emissoras de rádio e as gravadoras.

Para Stella, a obra de Dorival Caymmi tem suas raízes no ambiente cultural de Salvador, em que foi criado. “A Bahia conservou muito de suas tradições profundas, de sua relação com as vertentes portuguesa e africana, que constituem a formação central da cultura baiana. Isso deu a Dorival Caymmi um contexto cultural fundamental para alimentar sua criatividade”, disse.

Com suas canções praieiras e sambas, Dorival Caymmi foi um dos criadores da imagem de uma Bahia mítica, que na literatura teve seu correspondente na obra do escritor Jorge Amado. O fato curioso é que os dois símbolos da cultura baiana, que se tornaram grandes amigos, só foram se conhecer no Rio de Janeiro, como o próprio Caymmi contou, numa entrevista concedida em 1999, por ocasião de seus 85 anos, à Rádio Nacional do Rio.

“Eu vim conhecer Jorge Amado no Rio de Janeiro, onde fiz relacionamento com os intelectuais da imprensa, do livro. Vim para estudar direito, e o rádio me atraiu. Fiz grandes amizades na imprensa, com nomes como Jorge Amado, Carlos Lacerda, Otávio Malta e muitos outros intelectuais da linha de Manuel Bandeira, Drummond; só gente de primeira categoria”, contou Caymmi.

A Rádio Nacional teve importância fundamental na vida de Caymmi, porque foi em um programa de calouros da emissora que ele conheceu aquela que viria a ser sua esposa, a cantora Stella Maris, cujo verdadeiro nome era Adelaide Tostes. Os filhos do casal, Dinair (Nana), Dorival (Dori) e Danilo, nascidos entre 1941 e 1948, também se tornaram grandes nomes da MPB.

Ligado à Bahia pelas raízes que serviram de inspiração para sua obra, Caymmi passou, no entanto, a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro, principalmente no bairro de Copacabana, e nos anos 50, quando se apresentava com frequência em boates do bairro, exerceu influência sobre as gerações seguintes da MPB.

“Ainda que não compusesse bossa nova, Caymmi  trouxe elementos modernizadores para a música, que depois foram trabalhados pelo filtro radical dos bossa-novistas”, destaca a neta e biógrafa, que também é curadora de uma exposição sobre o avô, que será aberta no dia 19 de julho, no Centro Cultural dos Correios de São Paulo, e depois seguirá para Brasília.

Também artista plástico, Dorival Caymmi desenhava desde a infância e criou pinturas abstratas e figurativas. Ao longo de cinco décadas, deixou uma obra musical que não é numerosa, em comparação com outros grandes autores da MPB. São cerca de 100 composições, mas quase todas elogiadas por sua perfeição, pelos críticos e por colegas de profissão, como o também baiano Caetano Veloso.

Fonte: Agência Brasil


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu, 292, Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com  
Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ

terça-feira, 29 de abril de 2014

Somos todos macacos

Por Emir Sader

Depois da enésima vez que jogaram bananas contra jogadores negros na Europa, Daniel Alves resolveu comer a banana e Neymar declarou: "Somos todos macacos”. É o começo da reação, que os próprios europeus parecem incapazes de fazer, contra a discriminação nos campos de futebol, que é apenas a extensão da vida cotidiana em países que se consideram "brancos e civilizados”.

A Europa "civilizada” se enriqueceu às custas da escravidão e do seu corolário – a discriminação e a redução dos negros a "bárbaros”. Vieram com a cruz e a espada a "civilizar-nos”, isto é, destruir as populações nativas e submete-las ao jugo da dominação colonial. Tiraram milhões de africanos do seu mundo para trazê-los como animais a trabalhar como escravos para explorar as riquezas daqui e enviá-las para enriquecer a Europa "civilizada”.

Todo o movimento histórico da "liberdade, igualdade, fraternidade”, foi feito em função da libertação dos servos da gleba europeus, desconhecendo a escravidão que essa mesma Europa praticava. Ninguém – salvo o solitário Hegel – tomou conhecimento da Revolução Haitiana contra a dominação da França "emancipada” por sua revolução, mas opressora da primeira Revolução Negra de independência nas Américas.

Séculos depois, quando a Europa "civilizada” termina com seu Estado de bem estar social e joga no abandono a milhões de pessoas – antes de tudo os imigrantes, que foram trabalhar em condições degradantes quando suas economias os necessitavam -, o racismo mostra toda sua força. Os partidos de extrema direita são os que mais se fortalecem, ao mesmo tempo que o racismo aparece nos também nos campos de futebol, sem que gere indignação na Europa "civilizada”.

Ao mesmo tempo, desenvolvem uma campanha discriminatória contra o Brasil, desenhando um país de "cobras, tigres, macacos”, além de ser, segundo o absurdo e estúpido informe do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, "um país de alto risco”. Fosse assim porque estão instalando fábricas da BMW, da Mercedes, além de ampliar a da Volkswagen e várias outras?

Fazem por isso porque o Brasil de hoje incomoda os adeptos do neoliberalismo, que leva a Europa a um desastre social, enquanto nós – e vários outros países da América Latina – crescemos e diminuímos a desigualdade e a miséria. Nós os incomodamos porque estamos fora do Consenso de Washington, que eles tentaram impor-nos, nos causaram muitos danos, mas de que soubemos recuperar-nos e somos a região do mundo que se contrapõe aos descaminhos que a Europa assume.

Vamos recebê-los com a maior cordialidade no Mundial de Futebol. Comendo e oferecendo bananas a todos eles, assumindo que: "Somos todos macacos”.

Fonte: Adital


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu, 292, Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com  
Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ

 

Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB)

Por Roberto Malvezzi, Gogó

Foi prorrogado para 2015 o prazo de entrega dos Planos Municipais de Saneamento Básico. O prazo final era agora em 2014, mas teve que ser prorrogado pelos simples fato que 90% dos municípios não conseguiram elaborar seu plano. O Decreto nº 8.211/2014 altera o artigo 26 do Decreto nº 7.217/2010, que regulamenta a Lei do Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007), prorrogando o prazo para 2015. 

A prorrogação do prazo não garante que esse trabalho preliminar vá ser feito. O desinteresse e o despreparo da classe política em relação ao tema é histórico e cruel. Reclama-se também que os municípios não tem preparo técnico para elaborar seu plano, mas, na Bahia, a Empresa Baiana de Saneamento (EMBASA) está oferecendo apoio técnico aos municípios que desejarem. Além do mais, os movimentos sociais pouco se interessam também pela causa.

Entretanto, ainda que com pequenos avanços nos últimos anos, é preciso relembrar que cerca de 50% dos lares brasileiros continuam sem coleta de esgoto. Ainda 70% do esgoto coletado continuam indo direto para nossos rios e praias sem nenhum tratamento. Uma consequência emblemática é ver São Paulo sem água para abastecer sua população enquanto o Tietê e o Pinheiro não passam de fossas a céu aberto. 

Vale relembrar que, segundo a ONU, poupa-se de quatro a sete dólares em saúde por cada dólar investido em saneamento. Além do mais, a falta de água tratada, esgoto a céu aberto e disseminação de doenças por vetores, ainda continua sendo um dos principais fatores de internação hospitalar no Brasil. 

O município aqui de Juazeiro da Bahia está elaborando seu plano. Contratou uma empresa particular que está fazendo reuniões nos bairros e audiências públicas para elaboração das necessidades fundamentais. O trabalho é bem feito, mesmo com pouco interesse da própria população que não tem saneamento.

É preciso recordar ainda que a concepção atual de saneamento básico – era para se chamar saneamento ambiental – envolve abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, manejo de resíduos sólidos e drenagem da água de chuva. Na Bahia está incluído ainda o controle de vetores, esses insetos e outros animais que difundem doenças a partir do lixo e águas poluídas. Além do mais, o Plano Municipal de Saneamento Básico de Juazeiro envolve o meio rural, como reza o figurino para todos os demais municípios. Portanto, o plano tem que ser integral e universal.

Segundo a lei, o município que não elaborar seu plano não poderá captar mais recurso público para saneamento. É uma forma de tentar interromper a promiscuidade entre os poderes públicos e as empresas privadas quando se trata desse tema. Aqui em Juazeiro mesmo foram devorados 60 milhões de reais por administradores públicos e empresas privadas sem que um cano tivesse sido enterrado. O caso ficou conhecido em nível nacional como "Operação Boca de Lobo”.

Em nível nacional a proposta é que durante 20 anos se invista cerca de 420 bilhões de reais em saneamento. Claro que essa fábula de dinheiro despertou o interesse das empresas privadas e, mais uma vez a vontade de privatizar esses serviços. 

O assunto é sério, grave e mereceria mais atenção das pastorais sociais, dos movimentos sociais, dos chamados partidos de esquerda. Entretanto, fora o Sindicato dos Urbanitários e grupos de empresas interessadas no filé mignon dos investimentos, praticamente o assunto é morto nos debates políticos, na grande mídia e até na mídia alternativa. 

Em todo caso, ainda que atrasados, temos um tempo pela frente para elabora o plano e mais 20 anos para ver o Brasil com cara de país civilizado. 

Fonte: Adital


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu, 292, Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com  
Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ


Questão agrária


Por Dom Demétrio Valentini

Já está em pleno andamento Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida. Vai durar dez dias, como já é costume consolidado.

Esta é a 52ª assembleia geral. Pelas contas feitas a partir da data de fundação da CNBB, em 1952, seria bem maior o número de assembleias. Acontece que por um bom tempo as reuniões não eram anuais, mas de dois em dois anos. E bem no início, deviam participar só os arcebispos.

Com a chegada do Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1962, com os debates em torno da colegialidade episcopal, ficou bem ressaltada a importância dos bispos, que participam, em plenitude, do ministério apostólico, conferido pelo sacramento da ordem. Com isto, ficam relativizados todos e quaisquer outros títulos ou ofícios que podem ser conferidos a determinados bispos. Pois todos eles participam, igualmente, da dignidade e missão episcopal, pelo sacramento, e não por títulos ou encargos que um bispo possa vir a ter.

A consciência da igual dignidade de todos os bispos ficou muito ressaltada na trajetória da CNBB, especialmente a partir do Concílio. Tanto que por diversas vezes foram eleitos para presidirem a CNBB, não arcebispos, mas simplesmente bispos diocesanos. 

Esta postura da CNBB, de apreço e valorização do sacramento da ordem como referência para a distribuição de responsabilidades entre os bispos, chegou ao seu ponto culminante quando em 1987 foi eleito presidente Dom Luciano Mendes de Almeida quando ainda ele era bispo auxiliar de São Paulo. Isto provocou uma reação da Cúria Romana, que determinou a todas as Conferências Episcopais, que colocassem em seus estatutos que "bispo auxiliar” não pode ser eleito presidente da Conferência. 

Mas não deixa de ser emblemática esta postura da CNBB. Ela procura afirmar sua identidade em coerência com os princípios teológicos que a fundamentam. E procura planejar suas ações, de acordo com os postulados da missão recebida.

Os dois temas centrais da assembleia deste ano, encontram fundamento na identidade e na missão dos bispos reunidos em assembleia. O tema da paróquia se insere mais diretamente na identidade eclesial, e o tema da questão agrária se insere mais diretamente na missão da Igreja.

Detendo agora o olhar neste tema sempre tão complicado da questão agrária em nosso país, é evidente que seria muito mais cômodo para os bispos, passarem ao lado desta questão, ou desviá-la, em tempo, de suas preocupações. Mas a missão de pastores, leva de novo os bispos do Brasil a se debruçarem sobre este assunto sempre tão complicado, que já mereceu na assembleia de 1980 um documento da CNBB, e que volta agora com novas realidades e novas preocupações dos pastores.

Na verdade, de lá para cá, a realidade agrária mudou muito, e apresenta novos desafios. Serão olhados pelos bispos na perspectiva de sua missão, que os impele a seguir de perto as angústias dos membros de suas comunidades, também os que se defrontam com dificuldades provenientes da estrutura agrária em nosso país.

Para dar-nos conta de sua complexidade, basta conferir a lista de situações, descritas no documento que está sendo debatido nesta assembleia. Ela se propõe ouvir o clamor dos "povos indígenas”, o clamor dos "quilombolas” dos "sem terra e assentados”, o clamor dos "ribeirinhos e pescadores”, dos "produtores familiares”, além do clamor das próprias cidades.

Não é que os bispos se julguem competentes para trazer as soluções dos problemas vividos por estas populações. Mas como pastores do seu povo, julgam, sim, do seu dever chamar a atenção de todos para estas realidades, e urgir sua solução, à luz de critérios éticos e de valores evangélicos. 

Fonte: Adital



CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu, 292, Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com  
Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ


CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...