sábado, 29 de março de 2014

Na Copa, Lutar pelo Brasil


Do Levante Popular da Juventude

Depois de mais de sessenta anos o maior evento de futebol do planeta retorna ao Brasil. No imaginário popular ainda permanece a lembrança da Copa de 1950, quando fomos derrotados pelo Uruguai em pleno Maracanã. Quando a FIFA elegeu o Brasil para realização da Copa de 2014, uma euforia tomou conta de grande parte do povo brasileiro: seria a hora de levantar a taça em casa?

Se do ponto de vista técnico havia uma sombra de dúvidas sobre o desempenho da nossa seleção para tal feito, do ponto de vista político a realização da Copa do Mundo se colocou como uma conquista, um marco do “Brasil do futuro”. No entanto, a aparente unanimidade em torno deste evento começou a se esfacelar a partir das Jornadas de Junho, no ano passado, quando milhares de pessoas protestaram em frente aos estádios que sediavam os jogos da Copa das Confederações.

Desde então, a Copa está nas manchetes. Por um lado, a convocatória de protestos contra a Copa; por outro, todas as propagandas na televisão, das empresas patrocinadoras, já estão em ritmo de Copa. Mas vai ou não vai ter copa? Nessa disputa, parece que só existem dois lados: ou você defende a copa, a FIFA, o governo, o Estado, ou você é contra: contra a Copa, contra a seleção, contra o Brasil. É isso o que provocam as perguntas erradas: nos levam a falsos dilemas.

Futebol e Identidade

O futebol, no Brasil, sempre foi utilizado para reforçar certo sentimento nacional. Na Copa de 70, por exemplo, a Ditadura Militar apostou muito na seleção brasileira como forma de fazer o povo esquecer seus problemas com o lema “A Copa do mundo é nossa”. Mas, ao mesmo tempo, tivemos o técnico João Saldanha (militante do Partido Comunista Brasileiro, expulso da função logo antes da Copa) e o Doutor Sócrates, exemplos de profissionais do esporte que conseguiram, através do futebol, politizar, disputar e fortalecer os interesses populares.

Um sentimento de união nacional é colocado em marcha pelo futebol e nos mobiliza enquanto nação. Isso é bom ou é ruim? Depende. Pode ser bom ou ruim. Para que possamos operar esta distinção é preciso que se compreenda porque o futebol se tornou um esporte popular no Brasil, além de entender quais são os interesses que estão ligados aos grandes eventos esportivos e que acabam prejudicando os interesses da maioria.

O futebol é uma marca da cultura brasileira, um dos elementos que nos dá identidade. Ao longo da história, grande parte dos jogadores que ganharam destaque no Brasil eram pobres e começaram jogando na várzea, nos times de bairros. A história dos próprios times nos mostra a raiz popular do futebol. Essa é uma das razões porque a gente se emociona quando nosso time e nossa seleção entram em campo. Por isso somos apaixonados pelo futebol.

Contradições

O futebol é para todos, mas nem todos jogam a partir das mesmas condições. Os meios de comunicação repetem para as crianças e adolescentes que o futebol é o caminho para sair da pobreza. Mas ironicamente só vemos um completo descaso com os times pequenos, times de bairro, assim como em relação aos times femininos. Não há estádios públicos de livre acesso para a população. Não há ginásios e quadras decentes nos bairros. Não há um investimento mínimo para que a população possa praticar algum esporte. No capitalismo, o esporte se tornou uma mercadoria a ser vendida como entretenimento, para divulgar marcas e ser assistido na TV.

Há algumas décadas o futebol vem sendo reduzido a um grande negócio de escala internacional. Hoje, mais do que nunca, o futebol é controlado por grandes organizações que tem uma administração privada, se preocupando exclusivamente com o lucro. A CBF – dirigida pelo delator e apoiador da ditadura José Maria Marin – e a FIFA, são corporações, sobre as quais não há nem um controle democrático, que na maioria das vezes operam a partir de práticas mafiosas. Essas organizações, juntamente com os grandes veículos de comunicação sequestraram o futebol, impondo o domínio do capital sobre o esporte, em detrimento da cultura popular. A partir dessa lógica a realização desses grandes eventos esportivos acaba solapando os direitos dos diferentes setores da sociedade impactados por eles. É justamente porque amamos o futebol, porque sabemos que o futebol faz parte da identidade do nosso povo, que lutamos contra tudo isso.

Ao se colocar como sede da Copa, acreditou-se na promessa de que chegariam recursos com capacidade de modificar a estrutura urbana precária que há décadas sofre por falta de investimentos dos governos. Acreditou-se que a Copa seria uma grande oportunidade para melhorar a vida da população. Mas não é isso que estamos vendo. O capital internacional não está preocupado com a melhoria das condições de vida dos brasileiros. É verdade que algumas cidades se tornaram polos de empregos na construção civil, porém, o que vimos foram apenas construções de novos estádios e quase nenhuma melhoria na infraestrutura urbana. Milhares de trabalhadores e recursos mobilizados, nenhuma necessidade estrutural do nosso povo atendida. E depois da Copa, onde irão trabalhar esses milhares de operários? A Copa vai passar e o que vai ficar para o Brasil?

O problema central, portanto, não é a existência de um evento que reúne seleções de futebol de todo o planeta. Os problemas centrais são: Copa para quem? Quem são os beneficiários desse megaevento? Qual é o legado que a Copa deixará no Brasil? Que mecanismos permitem empresas como a FIFA subjugar os interesses populares com a subserviência do Estado brasileiro? Quais são as prioridades do Estado brasileiro?

Durante as Jornadas de Junho, milhares de jovens direcionaram sua indignação contra a Copa, pelo simbolismo que a construção de opulentos estádios, representa diante de uma sociedade acometida por carências básicas. Embora as contradições sociais constitutivas de nossa história possam ter se tornado mais visíveis, a verdade é que os problemas que o povo brasileiro sofre não surgiram com a Copa, nem irão acabar com a suspensão ou realização deste evento. A pobreza, a violência de Estado, os despejos, o caos urbano não apareceram agora. O nosso grande desafio, portanto, é enfrentar esses problemas históricos do povo brasileiro.

Tal relação perversa entre o interesse público e acumulação privada, que a Copa expressa, mas não é causa, demonstra que as prioridades do Estado brasileiro hoje são pautadas prioritariamente pelas empresas, pelo capital, pela burguesia, e não pela necessidade e vontade da maioria. Aliás, em que momento o povo foi consultado para opinar sobre todas essas questões?

Se fosse pelo povo certamente não haveriam remoções com desrespeito de direitos, os estádios seriam acessíveis para todos, e não elitizados. O turismo sexual seria duramente combatido. Ninguém expulsaria os ambulantes das ruas por causa da Copa, as obras não teriam indícios de superfaturamento e corrupção, o uso de dinheiro público respeitaria as reais prioridades do país e o Governo Federal não se submeteria a exigências absurdas da FIFA. Não existiriam restrições à liberdade de manifestação, muito menos violência policial. Por aí vemos que nunca participamos na tomada dessas decisões. Aliás, o povo nunca é chamado a participar em nenhuma grande decisão que envolve o nosso país.

Desafios

Necessitamos urgentemente de uma grande mudança. Se o povo tivesse participado desde o início, teríamos uma Copa muito diferente e muito melhor do que esta que está aí. Os problemas seguirão sem solução se o Estado brasileiro não mudar seu modo de funcionamento. É por isso que erguemos a bandeira em defesa da Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político e levaremos essa pauta em todas as manifestações desse ano. Pois enquanto as decisões seguirem sendo tomadas sem o povo, os erros continuarão se repetindo, com ou sem Copa.

Deste modo, entendemos que mais importante do que questionarmos a realização da Copa no Brasil é lutarmos contra a estrutura de poder que reproduz sistematicamente a desigualdade em nosso país. Para tanto, não é necessário torcer contra a seleção brasileira ou, no outro extremo, nos furtarmos de se manifestar nas ruas. Na Copa, vamos Lutar pelo Brasil!

Fonte: Brasil de fato



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Brasil compartilha dados sobre qualidade da água e saneamento em plataforma da ONU


O Brasil publicou esta semana dados na “UNEP Live”, a plataforma do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que reúne e compartilha dados científicos e ambientais. As informações foram compartilhadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e enfocam o monitoramento da qualidade da água e do saneamento no Brasil.

Entre os dados publicados está um mapa que relaciona os investimentos em saneamento, como a expansão de sistemas de coleta esgoto e a implantação de estações de tratamento, com a melhoria da qualidade da água das bacias hidrográficas, aferida pela ANA a partir de dados fornecidos pelos órgãos gestores estaduais.

A página do Brasil na “UNEP Live” também apresenta a publicação “Surface Freshwater Quality in Brazil – Outlook 2012”, um panorama sobre a qualidade das águas superficiais no país, e gráficos sobre coleta e tratamento de esgoto e sobre a evolução dos índices de monitoramento da qualidade da água nos rios do país.

As informações estão disponíveis em www.unep.org/uneplive, na página do Brasil, junto com outros dados do país.

Lançada no início de 2014, a “UNEP Live” oferece dados científicos de todo o mundo para tomadores de decisão e para o público em geral usando redes de conhecimento, computação em nuvem e uma grande capacidade de busca.

A plataforma reúne informaçes atualizadas, conteúdos em vídeo e publicações do PNUMA e de seus parceiros com o objetivo de esclarecer o público sobre a aplicação da ciência para o desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente.

Fonte: ONU Brasil


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Podemos continuar a comer tanta carne?

Por Esther Vivas

A carne tornou-se indispensável na nossa comida. Parece que não podemos viver sem ela. Se até a poucos anos, o seu consumo era um privilégio, uma comida de dias de festa, hoje se tornou num ato quotidiano. Quiçá, inclusive, demasiado quotidiano. Precisamos comer tanta carne? Que impacto tem no meio ambiente? Que consequências para o bem-estar animal? Para os direitos dos trabalhadores? E para a nossa saúde?

O consumo de carne associa-se a progresso e modernidade. De fato, no Estado espanhol entre 1965 e 1991 a sua ingestão foi multiplicada por quatro, especialmente a de carne de porco, segundo dados do Ministério da Agricultura. Nos últimos anos, no entanto, o consumo nos países industrializados estagnou ou até diminuiu, devido, entre outras questões, aos escândalos alimentares (vacas loucas, gripe das aves, frangos com dioxinas, carne de cavalo em vez de carne de vaca, etc.) e a uma maior preocupação com o que comemos. De qualquer modo, há que recordar que também aqui, e ainda mais num contexto de crise, largos setores não podem optar por alimentos frescos nem de qualidade ou escolher entre dietas com ou sem carne.

A tendência nos países emergentes, como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados BRICS, pelo contrário, é para aumento. Eles concentram 40% da população mundial e entre 2003 e 2012 o seu consumo de carne aumentou 6,3%, e espera-se que entre 2013 e 2022 cresça 2,5%. O caso mais espetacular é o da China, que passou em poucos anos, de 1963 a 2009, de consumir 90 quilocalorias de carne por pessoa por dia para 694, como indica o Atlas da Carne. Os motivos? O aumento da população nestes países, a sua urbanização e a imitação de um estilo de vida ocidental por parte de uma ampla classe média. De fato, definir-se como "não vegetariano” na Índia, um país vegetariano por antonomásia, converteu-se, em alguns setores, num status social.

Um consumo caro para o planeta

Mas o incremento da ingestão de carne no mundo não é gratuito e pelo contrário sai muito caro, tanto em termos do meio ambiente como sociais. Para produzir um quilo de carne de vitela, por exemplo, são necessários 15.500 litros de água, enquanto que para produzir um quilo de trigo são necessários 1.300 litros e para um quilo de cenouras 131 litros, segundo o Atlas da Carne. Então, se para satisfazer a atual procura de carne, ovos e derivados lácteos em todo mundo são precisos por ano mais de 60 mil milhões de animais de criação, engordá-los sai caríssimo. De fato, a criação industrial de animais gera fome, já que 1/3 das terras de cultivo e 40% da produção de cereais no mundo são destinados a alimentá-los, em vez de dar de comer diretamente às pessoas. E nem todos podem pagar um pedaço de carne da agroindústria. Segundo dados do Grupo ETC, 3.500 milhões de pessoas, metade dos habitantes do planeta, poderão nutrir-se com o que estes animais consomem.

Além disso, vacas, porcos e galinhas, no atual modelo de produção industrial e intensivo, são alguns dos principais geradores de mudança climática. Quem diria! Calcula-se que a pecuária e os seus subprodutos geram 51% das emissões globais de gases de efeito de estufa. De fato, uma vaca e o seu bezerro num estabelecimento de criação pecuária emitem mais emissões que um carro com treze mil quilômetros, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Ao comer carne, nós somos corresponsáveis.

O mau trato é o lado mais cruel da pecuária industrial, onde os animais deixam de ser seres vivos para se tornarem em coisas e mercadorias. O documentário Samsara, sem cenas de violência explícita, mostra a brutalidade oculta, extrema, dos estabelecimentos de produção de carne, leite…, onde os animais mal vivem e os trabalhadores os esquartejam, golpeiam, estripam como se fossem objetos. Um modelo produtivo que tem a sua origem nos matadouros de Chicago, no início do século XX, onde a produção em linha permitia, em apenas quinze minutos, matar e cortar uma vaca. Um método tão "eficiente” que Henry Ford o adotaria para a produção de automóveis. Para o capital, não há diferença entre um carro e um ser com vida. E para nós? A distância entre o campo e o prato tornou-se tão grande nos últimos anos que como consumidores muitas vezes já não estamos conscientes que por detrás de uma salsicha, de uma lasanha ou de um espaguete à carbonara havia vida.

Trabalho precário

As condições laborais de quem trabalha nestes estabelecimentos deixa muito a desejar. De fato, entre os animais que são sacrificados e os empregados que lá trabalham há mais pontos em comum do que estes últimos possam imaginar. Upton Sinclair na sua brilhante obra A selva, onde retrata a precária vida dos trabalhadores dos matadouros de Chicago nos primeiros anos do século passado, deixa claro: "Ali se sacrificavam homens tal como se sacrificava gado: cortavam os seus corpos e as suas almas em pedaços e convertiam-nos em dólares e cêntimos”. Hoje, muitos matadouros contratam em condições precárias pessoas imigrantes, mexicanas nos Estados Unidos, como retrata o excelente filme de Richard Linklater Fast Food Nation, ou da Europa do Leste nos países do centro da União Europeia. Cem anos depois, a obra de Sinclair continua a ter plena atualidade.

A indústria pecuária tem, além do mais, um efeito nefasto sobre a nossa saúde. O fornecimento sistemático de remédios aos animais, de maneira preventiva para que possam sobreviver em péssimas condições nos estábulos até ao matadouro e para obter uma engorda mais rápida, e com menos custo para a empresa, leva a que se desenvolvam bactérias resistentes a estes fármacos. Algumas bactérias que facilmente podem passar às pessoas através da cadeia alimentar, entre outras formas. Na atualidade, segundo a Organização Mundial da Saúde, são dados mais antibióticos a animais sãos que a pessoas doentes. Na China, por exemplo, calcula-se que são dados aos animais mais de 100 mil toneladas de antibióticos por ano, a maioria sem qualquer tipo de controle, e nos Estados Unidos, 80% dos antibióticos vão para o gado, como indica o Atlas da Carne. E isto não é tudo, a própria FAO reconhece que nos últimos quinze anos, 75 % das doenças humanas epidérmicas têm a sua origem nos animais, como a gripe das aves ou a gripe Porcina, consequência de um modelo insalubre de produção pecuária.

Quem ganha com este modelo? Obviamente que nós não, ainda que nos queiram fazer crer o contrário. Algumas multinacionais controlam o mercado: Smithfield Foods, JBS, Cargill, Tyson Foods, BRF, Vion. E obtêm importantes lucros com um sistema que contamina o meio ambiente, provoca mudanças climáticas, explora os trabalhadores, maltrata os animais e põe-nos doentes.

Uma pergunta se impõe: podemos continuar a comer tanta carne?

Fonte: Adital


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sexta-feira, 28 de março de 2014

Hora do Planeta




1. O que é a Hora do Planeta?

A Hora do Planeta é um movimento global que une as pessoas para proteger o planeta. No final de março de cada ano, a Hora do Planeta reúne comunidades de todo o mundo que celebram um compromisso com o planeta, desligando luzes por uma hora designada.

2. Quando acontece a Hora do Planeta?

A Hora do Planeta 2014 será realizada no sábado, 29 de março, das 20h30 as 21h30, no seu fuso horário local.

3. O que a Hora do Planeta pretende alcançar?

A Hora do Planeta tem como objetivo incentivar uma comunidade global interconectada para compartilhar as oportunidades e os desafios da criação de um mundo sustentável.

4. O que a Hora do Planeta pede para as pessoas fazerem?
A Hora do Planeta incentiva pessoas, empresas e governos para mostrar liderança em soluções ambientais através de suas ações, usando a Hora do Planeta como uma plataforma para mostrar ao mundo o que eles estão tomando medidas para reduzir seu impacto ambiental. A Hora do Planeta pede a todos para terem responsabilidade pessoal por seu impacto sobre o planeta e fazer mudanças comportamentais para facilitar um estilo de vida sustentável. Dar o primeiro passo é tão fácil como desligar as luzes. Desligando suas luzes na Hora do Planeta você está reconhecendo e celebrando o seu compromisso de fazer algo mais para o planeta que vai além da hora.

5. A campanha é mais do que apenas apagar as luzes?
A Hora do Planeta acredita que o simbolismo do momento é extremamente importante em trazer pessoas e comunidades em conjunto em todo o mundo. Mas a nossa aspiração desde o início era ir muito além da hora mesmo. Em 2012, a Hora do Planeta lançou I Will If You Will (Eu vou se você for), uma plataforma para incentivar e inspirar as pessoas a compartilhar o seu compromisso com o planeta com os seus amigos, colegas , líderes e redes. A Hora do Planeta também incentiva e promove muitas outras iniciativas ao redor do mundo, incluindo o Earth Hour, Desafio das Cidades, Projetos do Povo da Terra e muitas ações nacionais e locais que levam a campanha para além da hora.

6. Há quantos anos que acontece a Hora do Planeta?
A Hora do Planeta 2014 vai marcar o oitavo ano da campanha. Em 31 de março de 2007, o WWF- Austrália inspirou os moradores de Sydney para mostrar seu apoio ao combate às mudanças climáticas. Mais de 2,2 milhões de pessoas e 2.000 empresas apagaram suas luzes por uma hora no primeiro evento Hora do Planeta.

7. Não é perigoso apagar as luzes? E a segurança pública?
A Hora do Planeta só pede às pessoas para desligar as luzes não essenciais por uma hora - não luzes que afetem a segurança pública. A Hora do Planeta é também uma celebração do planeta, por isso é importante aproveitar o momento em um ambiente seguro.

8. Quais luzes podem desligadas com segurança?
Essa é uma decisão que tem que ser feita individualmente, mas geralmente as luzes do teto em quartos (se é a sua casa ou uma empresa), iluminação ao ar livre que não afeta a segurança, computadores, luzes decorativas, sinais de néon para a publicidade, televisores, lâmpadas de mesa, etc. Existem algumas luzes que podemos dizer com certeza que não deve ser desligadas, incluindo luzes de segurança em espaços públicos, luzes de orientação da aviação, semáforos, luzes de segurança , apenas para citar alguns. Nós pedimos que as pessoas usem o bom senso. Antes de desligar todas as luzes para espaços públicos A Hora do Planeta recomenda que você verifique com as autoridades locais ou centros comunitários. Em sua própria casa use o bom senso no que diz respeito à segurança. Mantenha pequenas luzes da noite por segurança básica, especialmente em corredores e nas escadas. Verifique se você tem fontes de luz alternativas úteis antes da Hora do Planeta começar, como velas ou lanternas. Dessa forma, se você precisa enxergar, tenha uma fonte próxima de luz na mão, e você ainda pode respeitar o espírito de A Hora do Planeta e manter a si e sua família segura.

9. Que tipo de velas devo usar para o meu evento da Hora do Planeta?
Se você está pensando em usar velas durante a Hora do Planeta, certifique-se de usar 100% velas de cera ou de soja, que são ecológicas, não-tóxicas e não-alérgicas. Elas também são feitos de produtos naturais e não materiais à base de petróleo, de modo que são efetivamente neutras. Se você usar velas, porém, tome cuidado. Sugerimos que você siga atentamente estas dicas: velas só devem ser utilizadas sob a supervisão de adultos; elas nunca devem ser deixadas sozinhas; devem ser mantidas longe do alcance de crianças e animais de estimação; apague as velas antes de ir dormir; mantenha-as s longe de líquidos e gases inflamáveis e materiais combustíveis; elas devem estar livres de quaisquer materiais combustíveis tais como papel, cortinas e roupas; não devem ser colocadas em janelas e persianas e cortinas também não devem ficar perto; velas devem ser colocados sobre uma superfície estável , seca, resistente ao calor e longe de correntes de ar.

10. Como é a segurança durante A Hora do Planeta?
A Hora do Planeta quer que todos sejam absolutamente seguros e nunca desligar luzes que possa comprometer a segurança de qualquer indivíduo ou espaço público ou privado. Então, coloque sua segurança em primeiro lugar quando decidir o que vai deixar aceso e desligado durante a sua participação. Para a campanha Eu vou se você for a Hora do Planeta não vai apoiar desafios que não são seguros, irresponsável ou não respeitosa. Então, se é perigoso, danoso ou difamatório pensem, por favor, em outra coisa para o seu desafio. Nós não incentivamos ou endossamos um comportamento irresponsável. Lembre-se! Atitude positiva para o planeta, não é negativo para a vida ou causa ferimentos graves.


11. Será que a minha cidade irá ficar totalmente apagada?
A Hora do Planeta não é um blecaute. É uma ação voluntária dos seus participantes para mostrar o seu compromisso com um ato de mudança que beneficia o planeta. Para muitas empresas em edifício da cidade ou para muitos prédios governamentais , as luzes são desligadas no final do dia útil na sexta-feira antes da Hora do Planeta. Geralmente não há nenhuma diferença dramática, mas sim um escurecimento gradual das luzes a partir do dia anterior. Muitos dos principais ícones e sinais de néon são desligados para a hora e eles são extremamente perceptíveis. Você pode ser capaz de ver mudanças dramáticas em grandes áreas de negócios ou de marcos emblemáticos e edifícios em todo o mundo e em sua cidade.

12. Se todo mundo ligar as luzes ao mesmo tempo haverá um pico de energia?
As pessoas celebram a Hora do Planeta em de maneiras diferentes e em vários períodos de tempo. Muitos continuam a manter as suas luzes apagadas bem além da hora designada. Portanto, é altamente improvável que todos irão acender suas luzes simultaneamente. No entanto, nós trabalhamos com empresas de energia e autoridades do mundo todo, que nos garantem ser improvável que todas as luzes que são acendidas ao mesmo tempo irá causar quaisquer problemas. A redução de carga não deve ser significativa o suficiente para causar algum dano na Hora do Planeta.

13. A Hora do Planeta é um evento anual?
A Hora do Planeta é mais do que um evento anual, no entanto, culmina em uma hora de inspiração realizada em todo o mundo no final de março de cada ano.

14. Por que a Hora do Planeta realizada no final de março?
O segundo e último fim de semana de março é época dos equinócios da primavera e outono no hemisfério norte e sul, respectivamente, o que permite pôr do sol coincidente em ambos os hemisférios, garantindo assim o maior impacto visual para luzes apagadas globalmente durante o evento. A Hora do Planeta 2014 será realizada no sábado, 29 de março 20h30 – 21h30 no seu fuso horário local.

15. Quantas cidades / países / marcos participaram da Hora do Planeta 2013?
A Hora do Planeta 2013 ocorreu em mais de 7.001 cidades em 153 países e territórios em todos os sete continentes. Centenas de milhões de pessoas deixaram suas luzes apagadas por uma hora, e a campanha experimentou seu maior crescimento desde 2009.

16. Qual é o critério para registrar cidade ou município na participação na Hora do Planeta 2014?
Para uma cidade ser oficialmente reconhecida como um participante da Hora do Planeta 2014, deve atender a pelo menos um dos três critérios: 1. Ter o apoio oficial da sua autoridade de governo (por exemplo, Governador ou Prefeito ); 2. Confirmar a participação de um marco ou ícone; 3. Ter o apoio de um embaixador oficial da Hora do Planeta. Para registrar sua cidade ou município, você deverá estar em uma posição de autoridade governamental para fazê-lo. Se não está nesta posição, sugerimos que entre em contato com a autoridade do governo local e peça para que se inscreva e seja reconhecido oficialmente como participante da Hora do Planeta 2014. Por causa do papel das mídias sociais como uma ferramenta para organizar e conectar as pessoas para a campanha, agora estamos considerando a participação oficial nas redes sociais avaliando cada caso.

17. O que significa um compromisso com a Hora do Planeta?
Ao registrar-se na Hora do Planeta 2014, os indivíduos, comunidades e empresas estão se comprometendo para deixar suas luzes apagadas por uma hora às 20h30, no sábado, 29 de março, em reconhecimento de um ato que vai realizar em benefício do planeta. Nossa expectativa é que esses indivíduos, comunidades e s empresas tomem medidas para além da hora. Em 2012, lançamos a campanha I will if you will (eu vou se você for) para fornecer uma plataforma para inspirar as pessoas a compartilhar o seu compromisso com o planeta com os seus amigos, colegas , líderes e redes.

18. Quem pode participar?
A Hora do Planeta é uma campanha para toda e qualquer pessoa que queira compartilhar o compromisso de fazer deste planeta melhor.

19. Qual a redução de energia e carbono resultou da Hora do Planeta em anos anteriores?

A Hora do Planeta não pretende ser um exercício de redução de energia e carbono, é uma ação simbólica, portanto, não se engaja na medição dos níveis de redução de energia e carbono. A Hora do Planeta é uma iniciativa para incentivar indivíduos, empresas e governos de todo o mundo para assumir responsabilidade por sua pegada ecológica e se envolver em diálogo e troca de recursos que oferece soluções reais para os desafios ambientais. A participação na Hora do Planeta simboliza um compromisso com a mudança para além da hora.

20. Como posso fazer mais para a Hora do Planeta do que apenas desligar minhas luzes?
Envolva-se com a campanha Eu vou se você for, pois ações grandes e pequenas fazem a diferença para o nosso planeta, e aqui está a oportunidade de fazer um compromisso para além da hora e compartilhar na sua comunidade. Se você está desafiando a sua rede de contatos para comprometer-se a reciclar, trocar as lâmpadas por outras mais econômicas ou algo mais eficiente , a campanha Eu vou se você for irá ajudá-lo a incentivar a ação para além da hora.

21. Os organizadores não estão usando muita energia e recursos para promover este evento?
A Hora do Planeta leva todos os esforços para minimizar a nossa pegada, não apenas para a hora, mas durante todo o ano. A campanha baseia-se fortemente em plataformas digitais para minimizar o uso de recursos naturais, Nós nos esforçamos para manter a nossa pegada ao mínimo, sempre que possível. No entanto, não reivindicamos nem pensamos que é viável neste momento criar a conscientização e o engajamento de tantas pessoas sobre questões ambientais com pegada zero.

22. De quem foi a ideia da Hora do Planeta?

A Hora do Planeta veio de um grupo de reflexão iniciado diretor executivo e cofundador da Hora do Planeta, Andy Ridley, resultando na formação de uma parceria entre o WWF-Austrália, Leo Burnett e Fairfax Mídia para abordar a questão das mudanças climáticas. Isso foi em 2007, ainda havia certo grau de ceticismo e negação sobre a questão da mudança climática. A Hora do Planeta surgiu como inspiração para reunir as pessoas para a realidade da mudança climática e iniciar um diálogo sobre o que nós, como indivíduos podemos fazer para ajudar a resolver o maior problema que enfrenta nosso planeta hoje. Leo Burnett, em parceria com a WWF, promoveu a ideia de ajudar a tornar a campanha uma realidade em Sydney, uma campanha que agora tem ido além da mudança climática para simbolizar a crescente procura global de um mundo melhor, mais saudável.

23. Qual é a relação da Hora do Planeta com o WWF? O WWF é “dono” da Hora do Planeta?
O WWF foi cofundador da Hora do Planeta, em Sydney, em 2007, facilitando o rápido crescimento mundial da Hora do Planeta por meio de sua conexão com a rede global da WWF. Com presença em mais de 70 países, o WWF continua a desempenhar um papel valioso garantindo uma rede de base e apoio sólida para entregar uma mensagem ambiental verdadeiramente global ao longo do ano.

24. Quem são os parceiros da Hora do Planeta?
A Hora do Planeta começou como uma iniciativa liderada pelo WWF na Austrália, em 2007, em parceria com os coproprietários da marca, Fairfax Mídia e Leo Burnett. Todos os três sócios decidiram, desde o início, que a expansão do alcance global da Hora do Planeta exigiria trabalhando em parceria com qualquer organização. A mensagem da Hora do Planeta mediu o mundo com a ajuda de muitas organizações globais. Em 2012, a colaboração da Hora do Planeta com o YouTube foi significativa no desenvolvimento da campanha I Will if you will (Eu vou se você for).

25. Você tem requisitos ou regulamentos sobre o que pode ou não pode para fazer parceria com a Hora do Planeta?

Qualquer parceiro deve defender e apoiar os objetivos e princípios da Hora do Planeta. Estes incluem indivíduos, incentivando o envolvimento da comunidade nas questões ambientais. Incentivar decisões conscientes para mudar a maneira como vivemos, a fim de afetar reforma ambiental, sem o uso de táticas de intimidação ou humilhação. As decisões específicas sobre se deve ou não fazer parceria com um grupo ou corporação são feitas a nível local por país pelas equipes da cidade com base no que se adapte às suas necessidades e da comunidade na consecução dos objetivos da Hora do Planeta.

26. A Hora do Planeta pode contar com o apoio de outras ONGs ( Organizações Não- Governamentais ) e outras organizações não lucrativas?
Absolutamente. Na verdade, o sucesso da Hora do Planeta não seria possível sem o apoio de outras ONGs e instituições. As organizações globais, como a Organização Mundial do Movimento Escoteiro e Associação Mundial de Guias e Escoteiras ter sido fundamental na difusão da mensagem da Hora do Planeta, enquanto em alguns países onde não há presença do WWF, as campanhas da Hora do Planeta são realizadas inteiramente por outras Ongs e organizações sem fins lucrativos que compartilham a mesma abordagem não- agressiva para abordar questões ambientais tomadas pela Hora do Planeta.

27. Onde podemos encontrar a Hora do Planeta nas mídias sociais?
A Hora do Planeta usa asmídias sociais para impulsionar sua campanha. Siga as nossas histórias no Facebook, Twitter, Flickr, e, claro, a campanha I Will if You Will no YouTube.

28. O que significa o logotipo da Hora do Planeta?
O logotipo padrão 60’ Hora do Planeta ' representa os 60 minutos onde se concentra o impacto que estamos tendo em nosso planeta tomando medidas positivas para resolver os problemas ambientais que enfrentamos. Para a Hora do Planeta 2011, o logotipo 60’ + ' foi introduzido representando um compromisso de agregar a Hora do Planeta um ato positivo para o planeta que vai além da hora.

29. Qual é o Desafio das Cidades da Hora do Planeta?

Com mais de 70% das emissões de CO2 do mundo, geradas pelas cidades, o Desafio das Cidades foi criado para premiar cidades pioneiras que estão liderando o caminho para um futuro totalmente sustentável. Veja mais em EarthHour.org / CityChallenge. Em 2012, cidades do Canadá, Índia, Itália, Suécia e os Estados Unidos participaram do desafio.

30. Como é feito o julgamento do Desafio das Cidades?
Um júri internacional irá rever todas as submissões delineando planos holísticos para as cidades, ideias inspiradoras e credíveis que aumentem a quota de energias renováveis em sistemas de energia da cidade. O Desafio das Cidades não é sobre ter planos ou recursos de alta tecnologia, é sobre o compromisso de pensamento inovador e soluções articulado que criam uma cidade mais verde e mais limpa para os residentes.
Fonte: WWF-Brasil

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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...