sábado, 30 de novembro de 2013

Alimentar a esperança


Por Marcelo Barros

A cada ano, quatro semanas antes do Natal, no Ocidente, as Igrejas cristãs mais antigas começam um novo ciclo de celebrações que formam o chamado "ano litúrgico”. No próximo domingo, as comunidades começam esse tempo novo, chamado "Advento”. Seu objetivo é preparar a festa do Natal e realimentar nas pessoas a esperança da realização nesse mundo do projeto divino de paz, justiça e comunhão com o universo.

Em cada época de mudanças, seja de calendário, seja de acontecimentos sociais ou políticos, sempre surgem aqui e ali formas novas de pensamento apocalíptico ou até milenarista. Diante de notícias como um tufão que provoca destruições nas Filipinas ou um asteroide espacial que ameaça desabar sobre alguma parte da terra, imediatamente há pessoas que dizem: "é o fim do mundo que se aproxima”. Ainda mais: uma leitura fundamentalista e ao pé da letra de algumas passagens dos evangelhos confirmam essa convicção de que estamos nos últimos tempos da história. Vários movimentos pregaram isso e se decepcionaram ao ver que o dia seguinte amanheceu como sempre e a nossa história continua com todos os seus desafios.

Em uma compreensão vulgar do termo, apocalipse se tornou sinônimo de catástrofe. Não é esse o sentido verdadeiro dessa palavra que originalmente significava: "tirar o véu que encobre a história e descobrir o sentido mais profundo dos acontecimentos”.

No ponto de vista bíblico, o que caracteriza a visão apocalíptica é uma profunda insatisfação com a realidade atual e a esperança firme de que, se existe Deus, podemos contar com sua intervenção libertadora que transformará essa situação. É claro que há quem compreenda a vinda de Deus na história como algo extraordinário que rompe as leis da natureza e muda tudo, como um milagre inesperado. Outras pessoas, que procuram ligar fé e vida, não buscam milagres extraordinários.

Aprendem a discernir nos próprios acontecimentos do dia a dia os sinais da presença íntima e discreta do Espírito que se insere na história através das pessoas que aceitam ser instrumentos da atuação divina.

A primeira carta de Pedro diz que, pela ressurreição de Jesus, Deus nos regenera e nos faz realizar concretamente o seu projeto através de uma força que é a esperança. Mesmo no meio das situações mais adversas, é possível esperar contra tudo o que seria a expectativa normal.

A realidade é, de fato, problemática e teríamos razões para ter medo. No entanto, optamos por crer. Por isso vivemos a esperança da realização do projeto divino no mundo e ninguém poderá nos roubar a confiança de que o reino de Deus virá. Isso se concretizará aqui e agora, no fato de que outro mundo será, sim, possível.

Conforme o apóstolo, essa esperança tem três características: não se corrompe, não se desgasta, nem se dilui (1 Pd 1, 3- 12). Ela nos convoca a nos manter unidos/as em comunidades e a antecipar nos sinais da celebração litúrgica aquilo que queremos viver no dia a dia do mundo: a comunhão.

Fonte: Adital


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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero


Em novembro, o governo anunciou o aumento de 28% do desmatamento. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto vemos nossas florestas sendo destruídas, ano após ano. Já passou da hora de nos mobilizarmos para exigir o fim do desmatamento e seus impactos socioambientais. 

O Movimento Nacional pelo Desmatamento Zero vai às ruas no sábado, dia 7 de dezembro, informar os brasileiros sobre essa realidade e coletar assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero, que será submetido ao Congresso Nacional.

Você também pode fazer parte dessa história organizando uma atividade para o dia de mobilização pelo Desmatamento Zero. Imagine quantas pessoas poderá alertar e quantas assinaturas poderá conseguir. Se você tem vontade de lutar por um mundo melhor, junte-se a nós e contribua para despertar milhares de brasileiros.

Fonte: greenpeace.org.br


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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Desmatamento na Amazônia não pode sair do controle



As taxas de destruição da maior floresta tropical do planeta voltaram a subir após cinco anos de queda consecutiva. Os números divulgados pelo Governo Federal em véspera de feriado estimaram quase seis mil quilômetros perdidos entre agosto de 2012 e julho de 2013, que representam um aumento de 28%, ainda sem discriminar desmatamentos ilegais dos autorizados pelo Ibama e órgãos estaduais. Como dados oficiais, eles são referência para ações de controle e de planejamento do uso do solo regional. 

As maiores áreas desflorestadas se concentram em frentes de expansão agropecuária, no Mato Grosso, Roraima, Maranhão e Pará, e também em regiões como no entorno da BR-163 (Cuiabá-Santarém), da BR-364 (Cuiabá-Porto Velho) e sul do Amazonas, além de possíveis influências do garimpo, sobretudo no Pará. Acre, Amapá e Tocantins reduziram suas taxas.

Vale ressaltar que, se associarmos o desmate registrado na Amazônia ao de outras regiões, o Brasil desponta com perdas anuais de aproximadamente 15 mil quilômetros quadrados, ou “a maior área de desmatamento do planeta”, como bem apontou artigo publicado no jornal O Globo em 20 de novembro.
Os dados oficiais ainda não detectam desmates com menos de seis hectares, fazendo com que essas perdas só sejam computadas no ano seguinte pela expansão das perdas de vegetação nativa. No geral, as taxas de desmatamento continuam em níveis proibitivamente altos, pela falta ou ineficácia de políticas publicas para seu ordenamento e controle, e também devido a escassez de valorização da floresta em pé frente a outros usos da terra.

Um conjunto de fatores influi no incentivo ao desmatamento, como a relativa ineficácia das ações voltadas ao seu controle, como políticas de ordenamento de uso da terra, além de fiscalização, comando e gestão pública dos recursos naturais.

Para o WWF-Brasil, o novo “Código Florestal” (Lei 12.651 / 2012) também pode ter incentivado o desmatamento, com base em uma nova onda de especulação por terras. A retomada dos preços das commodities, o avanço de obras e planos de projetos de infraestrutura e a não criação de unidades de conservação também pesam na balança da destruição da Amazônia.

Para tanto, é preciso fortalecer a agenda positiva para a região, envolvendo a consolidação de áreas protegidas, ações de fomento à produção florestal, aos conhecimentos tradicionais das comunidades locais e à valorização dos ativos florestais. Além disso, cabe atenção ao ordenamento e planejamento do uso do solo, inclusive agrícola e da produção de commodities, respeitando as vocações locais, as áreas de concentração de infraestrutura e a geração de mercados conscientes para a origem dos produtos. Mais que tudo, é importante reconhecer que é fundamental o reconhecimento dos ativos ambientais da região, que prestam serviços essenciais à humanidade, como regulação climática, fornecimento de água, conservação de solos, ciclagem de nutrientes, abrigo da biodiversidade e manutenção de saberes tradicionais.

“Ainda é cedo para apontar com total segurança quais as reais razões para a retomada do desmatamento da Amazônia. O Governo precisa agir rapidamente para evitar que o mesmo fuja do controle e aumente os riscos para a região em termos da perda de sua biodiversidade e da depreciação de seu capital natural, com fortes impactos sobre sua população”, ressaltou Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

Bioma Amazônia

Infelizmente, em outros países amazônicos a tendência é de crescimento das taxas de desmatamento. Embora as fontes não sejam ainda estáveis, na maioria dos casos, já se constata, nos últimos anos, que as taxas anuais, as percentagens em relação à Amazônia de cada país e a área total desmatada nos países andinos passa a ser maior que área desmatada na Amazônia brasileira.

Nos países andino-amazônicos – Colômbia, Peru, Equador, Bolívia e Venezuela – tem ocorrido movimento econômico e demográfico da Cordilheira dos Andes em direção às terras baixas da Amazônia. Essa dinâmica ainda não está totalmente clara, mas a atração, o acesso e a ocupação devem estar associados ao aumento na criação de gado e de cultivos, a mineração, o petróleo e obras de infraestrutura, que estariam induzindo o desmatamento.

“Há uma necessidade urgente de fortalecer a cooperação entre os países do bioma Amazônico, com o objetivo de compartilhar experiências e lições aprendidas sobre o combate ao desmatamento. Sobretudo, é necessário cooperação para valorizar a floresta em pé, como ativo econômico de alto valor no bioma como um todo”, afirma André Dias, líder da Estratégia de Estímulo à Economia Florestal da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, que atua nos nove países do bioma Amazônia.

“A ciência e os fatos nos ensinam que as partes de cada um dos países amazônicos estão conectadas e o equilíbrio de toda a Amazônia depende do seu funcionamento como uma unidade ecológica, daí a importância o monitoramento e combate ao desmatamento em todos os países do bioma”, completa André Dias.

Fonte: WWF Brasil.


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Conferência Nacional de Cultura discute diretrizes para o país


da Agência Brasil

Teve início hoje (27) em Brasília a 3ª Conferência Nacional de Cultura. O evento vai reunir  1.126 representantes de todos os estados e do Distrito Federal  que irão discutir e votar uma lista de 64 diretrizes a serem seguidas pelos gestores culturais de todo o país. O tema central da conferência é Uma Política Nacional de Estado para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura.  Até domingo (1º), a conferência reunirá cerca de 2 mil participantes.

Criado em 2012, o Sistema Nacional de Cultura (SNC) pretende fortalecer a gestão pública da cultura em modelo que dá autonomia, em regime de colaboração, à sociedade civil, União, aos municípios, estados e ao Distrito Federal. "Cada ente federativo desenvolve o seu plano de cultura. Dessa forma um município de 10 mil habitantes vai fazer seu plano de cultura e vai ter o seu fundinho de Cultura e vai ter um Conselho de Cultura com participantes da prefeitura e da sociedade civil, quando tiverem todos esses itens nos municípios e estados, nós vamos começar a transferir os recursos para as cidades e os estados”, detalhou a ministra da Cultura, Marta Suplicy, na abertura do evento.

Marta Suplicy ressaltou que o único estado que ainda não aderiu ao SNC, Minas Gerais, vai aderir nos próximos dias.  Porém, de acordo com a ministra, apenas seis dos estados cumpriram os requisitos para começarem a receber os recursos do governo federal, que ultrapassarão os R$ 30 milhões em 2014. Dos mais de 5 mil municípios, 2.100 fizeram a adesão ao sistema.

As discussões da 3ª CNC começaram em junho deste ano, com as etapas municipais e intermunicipais de debates, sendo que todo o processo de priorização de propostas envolveu a participação de 450 mil pessoas em todo país. A conferência nacional pretende ampliar o espaço dedicado ao debate de propostas e também terá um balanço de gestão com foco no SNC. Ainda haverá um debate sobre políticas públicas na área da cultura voltadas para os jovens.

A ministra também falou sobre o Vale-Cultura, programa que tem alta adesão de empresas de pequeno porte. Ao todo 923 empresas aderiram ao programa e mais de 250 mil empregados poderão receber o benefício. O objetivo do programa é facilitar o acesso dos trabalhadores aos produtos e serviços culturais, estimulando a visitação a galerias, museus, teatros, cinemas, shows e a compra de livros, revistas e outros produtos artísticos.

A ministra disse que é a favor de que o Vale-Cultura abranja TV  por assinatura e jogos de vídeogame, porém, cedeu ao pedido de grupos culturais que argumentaram que as pessoas iriam deixar de ir a eventos culturais para pagar a assinatura da TV.  A ministra acentuou que não haverá nenhum tipo de censura para o uso do benefício. “Até [revista] pornográfica pode? Pode!”, disse a ministra, acrescentando que as pessoas devem poder escolher as linguagens às quais elas querem ter acesso.


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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...