quinta-feira, 14 de julho de 2011

21 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


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terça-feira, 12 de julho de 2011

UM QUINTO DA RESERVA DE ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA ESTÁ NA AMAZÔNIA

Na Amazônia está um quinto de toda a reserva de água potável do planeta, sendo que 45% de toda a água subterrânea do Brasil está nesta região, informa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quarta-feira (1º). Vale lembrar que cerca de 97% da água doce disponível para a humanidade encontra-se no subsolo.

O dado vem do estudo “Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal” que destaca o potencial hídrico subterrâneo da Amazônia. Isto se deve à natureza das rochas predominantes na região, as sedimentares, que permitem a infiltração de água.

Além disso, 12,4% da área é sujeita a inundações – um dado atemporal e importante quando pensamos no avanço de aglomerações humanas pela região.

Segundo o Censo Demográfico de 2000, 20 milhões de pessoas residiam dentro da Amazônia Legal. Já no mais recente Censo, de2010, apopulação local subiu para 24 milhões de habitantes, o que significa um crescimento demográfico de aproximadamente 20% em dez anos. No mesmo período, a média nacional foi de apenas 1,17%.

Para os pesquisadores do IBGE, esse cinturão do desmatamento constatado em 2002 (que parte do leste do Acre passando por Rondônia, Mato Grosso, e visto de maneira bastante intensa entre o leste do Pará, oeste do Tocantins e norte do Maranhão) já está muito mais avançado hoje, devido à expansão da fronteira agrícola. O aumento da população também é percebido ao longo dos principais canais fluviais e rodoviários na região.


Biodiversidade

Na Amazônia havia originalmente mais de 20 bilhões de árvores, mas em 2002, cerca de 2,6 bilhões já haviam sido eliminadas –o número corresponde a 13% do total. Em termos de volume, 4,7 bilhões de metros cúbicos de madeira foram eliminados pelo desmatamento.

O desmatamento foi responsável pela eliminação de aproximadamente 23 bilhões de toneladas (12,7%) de biomassa, ou matéria orgânica de origem vegetal, e 6,6 bilhões de toneladas de carbono (12,7%).

A quantidade de carbono eliminado é importante pois contribui para o aquecimento global. Hoje, a Amazônia é uma das maiores retentoras de carbono do mundo.

Há ainda 45 bilhões de toneladas de carbono remanescentes nas formações florestais da Amazônia Legal.

Além disso, cabe destacar uma preocupação exposta no estudo: a rápida devastação das florestas estacionais (alternam períodos de seca e de chuva), pois são vegetações de transição e estão bem no arco do desmatamento.

Fonte:www.uol.com.br

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FUNAI E MT VÃO SE UNIR PARA COIBIR DESMATAMENTO NO ENTORNO DO PARQUE DO XINGU


Repórter da Agência Brasil

 O governo do estado de Mato Grosso e a Fundação Nacional do Índio (Funai) vão assinar um acordo de cooperação para evitar o desmatamento e ampliar a proteção aos índios no entorno no Parque Indígena do Xingu, que está completando meio século de criação. O diretor de Promoção para o Desenvolvimento Sustentável da Funai, Aloysio Guapindaia, disse à Agência Brasil que o órgão sabe dos problemas que existem no entorno da reserva e reconhece que são uma ameaça aos índios.

O cacique Kotok Kamaiurá, 53 anos, líder da etnia Kamaiurá, que vive no sul do parque, denominado Alto Xingu, reclama que os índios "já não conseguem pescar e fazer roça como no passado” e que não tem muito o que comemorar. "A gente sofre muito com o desmatamento, com as queimadas. O rio também baixou bastante. O governo ainda quer construir [a Hidrelétrica de] Belo Monte. Estamos preocupados”.

Para a antropóloga Marina Kahn, que trabalha com índios do Xingu há mais de 30 anos, defende medidas que recuperem a qualidade de vida nas aldeias. “A preservação do entorno do parque é fundamental, pois tem efeito direto sobre o que ocorre dentro da área reservada aos índios. No Parque do Xingu, tudo continua preservado. O entorno é que tem que mudar”. Ela lembra que “o desmatamento na nascente de um rio que corta o parque prejudica a qualidade da água que chega até os índios”.

A criação do Parque Indígena do Xingu é considerada um marco da política de proteção aos índios brasileiros. Com quase 27 mil quilômetros quadrados de área, a primeira grande reserva indígena do país foi demarcada em 1961 e garantiu a sobrevivência de 16 etnias, ameaçadas pela exploração de recursos naturais e colonização da Amazônia. Passados 50 anos, porém, o território já não é o mesmo reduto de proteção. Localizado no meio do estado de Mato Grosso e na rota da expansão agrícola nacional, o parque sofre com mudanças no ambiente que o cerca.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte:www.agenciabrasil.ebc.com.br

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FALTA DE CRECHE PREJUDICA INSERÇÃO DE MULHER NO MERCADO DE TRABALHO


 da Agência Brasil

A falta de creches é um dos maiores entraves para que as mulheres aumentem sua participação no mercado de trabalho. Essa é uma das conclusões do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, lançado hoje (4) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SEPM) do governo federal.

De acordo com o anuário, em 2009, 58,8% das mulheres com mais de 16 anos, portanto, que fazem parte da população economicamente ativa (PEA) do país, tinham um trabalho. Já entre os homens com mais de 16 anos, esse percentual chegava a 81,5%.

A diferença, segundo a pesquisa, deve-se, em parte, à deficiência da infraestrutura dedicada à mulher. As creches, fundamentais para que elas possam trabalhar fora de casa, atendiam só 18,4% das crianças até 3 anos de idade também em 2009.

“A carência dessa política pública [creches] é um impeditivo para que a mulher tenha sua independência econômica que o trabalho propicia”, afirmou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, durante a apresentação do anuário, em São Paulo.

O levantamento é uma compilação de dados de várias pesquisas feitas sobre as condições de vida das mulheres brasileiras. Da publicação, constam estatísticas sobre oito temas. Entre eles, saúde, educação, violência, política e trabalho.

Lúcio disse que, em todas as áreas, existe diferença entre a situação de homens e mulheres no país. “A mulheres são maioria em número, mas são minoria no aspecto sociológico”, explicou, lembrando que a população feminina representa mais da metade do total de habitantes do país, porém tem condições de vida inferior a dos homens.

De acordo com o anuário, as mulheres estudam, na média, um ano a mais que os homens. Entretanto, recebem salários que representam só 56% do que ganham os trabalhadores do sexo masculino. Elas mulheres também representam 58,7% dos indigentes do país. São ainda os 53,7% dos pobres.

Toda essa diferença econômica, de acordo com Lúcio, ainda acarreta uma diferença mais grave: a da violência. Segundo o anuário do Dieese, 43,1% das mulheres foram vítimas de agressões dentro de sua própria casa. Entre os homens, esse percentual é de 12,3%.

“A violência devia ser zero para ambos os sexos, mas as agressões contra mulheres são mais graves e frequentes”, disse o diretor do Dieese. “Precisamos reduzir todas as diferenças e isso tende a reduzir da violência contra a mulher.”
Edição: Aécio Amado
Fonte:www.agenciabrasil.ebc.com.br

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USO DE AGROTÓXICO INTENSIFICA DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

 Do IHU On-Line
Em vistoria de rotina no município de Novo Aripuanã, na floresta amazônica, técnicos do Ibama apreenderam quatro toneladas de herbicidas que seriam utilizadas para desmatar cerca de três mil hectares da floresta. Em outra região, encontraram árvores secas, com poucos indícios de queimadas, características que levam os profissionais a cogitar a possibilidade de ter ocorrido desmatamento químico em áreas florestais.

De acordo com Lobato, o uso de agrotóxico para desmatar grandes extensões de terras é recorrente e se intensifica porque não há fiscalização na venda de herbicidas. “Se alguém chegar a uma loja agropecuária de Porto Velho-RO e perguntar quanto agrotóxico é necessário para desmatar uma área florestal X, os vendedores fazem os cálculos de acordo com o número de hectares e vendem o produto. Isso demonstra que o uso de agrotóxico para desmatamento deve ser uma prática comum”, relata ele à IHU On-Line em entrevista concedida por telefone.

Segundo Lobato, o desmatamento tradicional feito com motosserras é caro e o recrutamento de pessoas gera denúncias de desmatamento. Por isso, grileiros e fazendeiros optam pela pulverização de herbicidas. Além de não chamar a atenção dos órgãos fiscalizadores, relata, “eles podem desmatar as áreas até em períodos chuvosos porque utilizam um óleo mineral para fixar o agrotóxico nas plantas”.

Jefferson Lobato é graduado em Biologia pela Universidade Federal do Pará e em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia. Atualmente, é analista ambiental do Ibama.

Confira a entrevista.

O Ibama identificou uma área da floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas. Pode nos relatar como ocorreu essa investigação?
Nós estávamos monitorando áreas no município de Novo Aripuanã, no Amazonas, e identificamos que um dos fazendeiros iria fazer uma pulverização de herbicidas para desmatar uma área de três mil hectares. Esse crime não aconteceu porque os fiscais do Ibama chegaram antes e evitaram que a área fosse desmatada. Achávamos que esta não era uma prática comum. Porém, ao vistoriar outra área da região, identificamos que ela estava com um aspecto diferente de desmatamento: as árvores estavam secas e com poucos indícios de queimadas. Essas características nos remetem ao uso de agrotóxicos, portanto, essa área pode ter sido desmatada com o uso de produtos químicos ou pode ter ocorrido um incêndio florestal.

No dia 18 de julho, dois técnicos do Ibama e um perito farão uma análise na região para averiguar qual foi o real motivo do desmatamento. Pensamos que ocorreu desmatamento químico porque conseguimos impedir o uso de agrotóxicos em outra região. Sem a análise, porém, não podemos afirmar que foi este o real motivo do desmatamento.

Geralmente os fazendeiros e grileiros desmatam as áreas e depois colocam fogo. Esse é um processo caro e, com a prática do herbicida, eles podem desmatar as áreas até em períodos chuvosos porque utilizam um óleo mineral para fixar o agrotóxico nas plantas.

Antes de averiguar esses dois possíveis casos de uso de herbicidas, o Ibama tinha conhecimento de que os fazendeiros estavam usando agrotóxicos nas áreas florestais?
O Ibama já havia detectado esta prática no passado. Em 1999, uma área em Boca do Acre foi desmatada com o uso de agrotóxico e também ocorreu um caso no Mato Grosso. Em 2005 também identificamos uma área desmatada por uso de agrotóxico em Rondônia, mas não sei dizer qual o tamanho territorial.

O grande problema é que a venda de herbicidas não é fiscalizada: se alguém chegar a uma loja agropecuária de Porto Velho e perguntar quanto agrotóxico é necessário para desmatar uma área florestal X, os vendedores fazem os cálculos de acordo com o número de hectares e vendem o produto. Isso demonstra que o uso de agrotóxico para desmatamento deve ser uma prática comum.

Além do desmatamento, por quais razões o uso de agrotóxico se intensificou na floresta amazônica?

Geralmente, quem usa agrotóxicos são pessoas que querem ampliar a área de pastagem. Na Amazônia é difícil ter aumento de produtividade por área e tem pouco incentivo para que se amplie a produtividade. Para criarem mais gado ou plantarem mais soja, os fazendeiros desmatam a floresta e abrem novas áreas produtivas. Desmatar mais para produzir mais é uma prática recorrente na Amazônia. Talvez se existisse mais incentivo para aumentar a produtividade, não seria necessário desmatar mais áreas florestais.

Mas é possível aumentar a produtividade de forma sustentável, preservando a floresta?

Se houvesse manejo e licenciamento estatais adequados e rigorosos em relação à regulamentação das terras, seria possível fazer um trabalho sustentável junto às universidades e institutos de pesquisas. Os órgãos de fomento poderiam aplicar o conhecimento existente para aumentar a produtividades nessas áreas, evitando o desmatamento. Sabemos que existem muitos grileiros que desmatam as terras para depois vendê-las.

Como ocorre a fiscalização do uso de agrotóxicos nas áreas florestais? Quais as maiores dificuldades nesse processo?
Identificamos há pouco a possibilidade de os desmatadores estarem utilizando agrotóxico e, portanto, ficaremos alerta quanto a esse processo. Deveria ser fácil fiscalizar o uso de agrotóxicos porque o comércio de herbicidas tem que ser monitorado, mas isso não acontece. O Ibama terá de pensar uma nova estratégia para conter essa nova cadeia de destruição ambiental.

O uso de agrotóxicos em florestas tende a ser uma tendência?

Com certeza, essa é uma forma mais rápida para desmatar grandes extensões de terras. Além disso, o desmatamento feito com agrotóxico não chama muita atenção dos órgãos fiscalizadores. Geralmente, os fazendeiros utilizam homens e motosserras para desmatar, mas o recrutamento de pessoas gera denúncias de desmatamento e isso não é interessante para os desmatadores. Se o uso de agrotóxicos para desmatamento for mais barato e mais prático para burlar a legislação, certamente ele será intensificado.

Segundo uma notícia da Folha de S.Paulo, o Ibama apreendeu quatro toneladas de agrotóxicos. Em que região da floresta amazônica encontraram esse material e que destino deram a esses produtos?

Esses produtos foram encontrados no sudoeste do Amazonas, no município de Novo Aripuanã. Estávamos monitorando essa área porque já sabíamos que o responsável iria desmatá-la e encontramos quatro toneladas de herbicidas próximas a uma fazenda. Apreendemos o herbicida e o levamos para a base operativa do Ibama. Estamos aguardando que o Ministério da Agricultura venha buscar o produto porque não temos autorização para transportá-lo. Possivelmente, o material será disponibilizado para pesquisa, mas isso depende do Ministério da Agricultura.

Que danos ambientais os agrotóxicos podem causar à biodiversidade da floresta?

Geralmente, os desmatadores usam um herbicida sistêmico, que entra na planta e a mata por dentro. Esse é um produto altamente cancerígeno e tóxico, um multiplicador celular que pode prejudicar a microbiologia do solo, a vida dos animais e a saúde humana, além de contaminar rios.
Fonte:www.mst.org.br
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PAÍSES AMAZÔNICOS SE UNEM PARA MEDIR DESMATAMENTO

Os países da região amazônica iniciarão em agosto uma série de estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que abriga 20% das reservas de água doce do planeta, anunciou nesta segunda-feira (11) em Quito a associação que os representa.

O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor-executivo da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), o boliviano Mauricio Dorfler.

Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional, e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler.
Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais.

A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.

A Amazônia representa 6% da superfície do planeta. Contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.

A região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano. É uma das mais diversas da Terra, um "grande espaço de riqueza cultural", sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.

Fonte:www.uol.com.br

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

21º ANIVERSÁRIO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

BICICLOTECA PODE TRANSFORMAR A VIDA DE MORADORES DE RUA

por Clara Caldeira, para o Catraca Livre

Uma biblioteca móvel, instalada num triciclo, com um baú acoplado em sua traseira e prateleiras com capacidade para até 150 quilos de livros.

O acesso a livros e jornais pode ser um fator diferencial para moradores de rua que desejam sair dessa situação. Foi o que aconteceu com Robson Mendonça, que conseguiu deixar esta condição, reestruturar sua vida e criar o Movimento Estadual de População em Situação de Rua.

Segundo Robson, essas pessoas encontram muitas dificuldades para entrar em contato com os livros. Como a maioria não tem documento de identidade, não consegue ter acesso a bibliotecas públicas. Para resolver este problema Robson, em parceria com a Green Mobility e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, criou a Bicicloteca.

Um passeio pelo Centro e…

Tudo começou quando Lincoln Paiva, idealizador da Green Mobility, andava pelo centro da cidade de São Paulo ao lado de Eduardo Jorge (secretário municipal do Verde e Meio Ambiente) em direção à biblioteca Mário de Andrade. No meio do percurso foram abordados por Robson, que pediu ajuda para colocar em prática seu projeto de distribuição de livros.

Lincoln, que já desenvolveu diversas ações voltadas para a mobilidade e sustentabilidade nos grandes centros urbanos, decidiu então ajudá-lo a pensar uma solução para o problema. A biblioteca móvel foi instalada num triciclo com um baú acoplado em sua traseira e prateleiras com capacidade para levar até 150 quilos de livros. “A ideia é que a Bicicloteca possa ser um polo cultural móvel. Um ponto de transformação social na cidade, que ajude a reinserir os moradores de rua na sociedade”, explica Lincoln.

A engenhoca, que deverá circular pelo centro da cidade distribuindo livros para os moradores de rua, também inclui um megafone para chamar a atenção de possíveis interessados. Quando uma pessoa recebe a doação, é feito também um cadastro no site para ajudar na busca por parentes perdidos, demanda muito frequente entre os que vivem na rua já há algum tempo.

Lançamento…

O projeto será lançado no dia 25 de julho, dia do escritor, na Biblioteca Mário de Andrade, que também entrou como parceira da iniciativa. A partir do dia 4 de julho, a Bicicloteca ficará exposta na Mário de Andrade. O público poderá conferir a novidade e fazer doações de livros. Outro ponto que receberá doações é o The Hub São Paulo, que fica na Rua Bela Cintra, 409.

* Publicado originalmente no site Catraca Livre.
Fonte:www.envolverde.com.br

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

MUITO MAIS ALIMENTOS, SEM REDUZIR A POBREZA

Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização das Nações Unidas (ONU), há poucos dias, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou – com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós – que esta será a sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de um bilhão, se reduza à metade. “É o desafio do nosso tempo”, disse na ocasião o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, “o protecionismo dos ricos” à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época.

Não é a única preocupação de Annan. Ele alertou também para as crescentes compras e arrendamentos de terras em outros países, por especuladores e fundos de alto risco de países industrializados. Só em 2009 foi comprada na África uma área equivalente ao território da França (FAO, 27/6). São movimentos decorrentes das incertezas econômicas do mundo, com investidores buscando garantias reais, no momento em que os papéis financeiros chegam perto de US$ 600 trilhões, para um produto bruto mundial na casa dos US$ 60 trilhões anuais. E no momento em que Nouriel Roubini, um dos pouquíssimos economistas a prever a crise de 2008-2009, alerta (O Estado de S. Paulo, 23/6) para o forte aumento do “risco de uma parada e um duplo mergulho em economias avançadas”, em seguida a altas pronunciadas nos preços de alimentos, petróleo e commodities, que fazem “ressurgir o espectro da inflação”.

Em reunião do G-20, nos mesmos dias, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que os mercados agrícolas, “os menos transparentes”, vão se transformando, “sem regras, em loteria, na qual a sorte sorri para os mais cínicos”. Por isso mesmo, o Brasil declarou seu apoio a um Sistema de Informações dos Mercados Agrícolas, administrado pela FAO, que possa coibir movimentos indesejáveis nessa área. Mas não aceita um mecanismo de estabilização de preços agrícolas. Para o ministro da Agricultura brasileiro, o único caminho para isso é “aumentar a produção”.

Tudo acontece num cenário paradoxal. Um relatório da própria FAO – Perdas Globais de Alimentos e Desperdício de Comida – assegura (11/5) que um terço dos alimentos produzidos no mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas anuais, se perde ou é desperdiçado. São 670 milhões de toneladas nos países industrializados e 630 milhões nos demais. Os consumidores ricos, diz o documento, desperdiçam 222 milhões de toneladas de frutas e hortaliças – tanto quanto toda a produção de alimentos na África. Isso quer dizer um desperdício per capita de 95 a 115 quilos anuais nos Estados Unidos e na Europa. Nessa mesma hora, lembra o Banco Mundial, com a crise no Oriente Médio e na África, o preço dos alimentos ali já subiu 36%.

Mas o que se fará? Estender a todo o mundo o padrão de consumo de alimentos já vigente nos países mais ricos? E como? Há quase duas décadas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) chama a atenção: para isso seriam necessários mais dois ou três planetas como a Terra. Lester Brown, diretor do Earth Policy Institute, acha (New Scientist, 5/2) que a “bolha de alimentos” vai tornando insustentável a situação da água e da terra. Na Índia, 175 milhões de pessoas são alimentadas com grãos produzidos com água retirada em maior quantidade que a reposta. Na China, são 130 milhões. Segundo Brown, metade da população mundial já vive em países com escassez de água – “e esta noite mais 219 mil pessoas se terão acrescentado à população mundial” (mais de 80 milhões por ano).

Trazendo para o Brasil a questão do combate à fome, que será preciso fazer? Segundo o IBGE, dez milhões de brasileiros vivem com até R$ 39 por mês; 4,8 milhões moram em domicílios sem renda alguma; ao todo, a população de “miseráveis” chega a 16,2 milhões (equivalente à população total do Chile); abaixo da linha da pobreza – R$ 70 por mês – estão 8,5% dos 190 milhões de habitantes; 5,7 milhões vivem com R$ 40 a R$ 70 por mês; só no Estado de São Paulo são 1.084.402 “miseráveis”. O governo federal pretende investir R$ 20 bilhões para enfrentar o problema, dos quais R$ 16 bilhões do Bolsa Família (que é a única renda de 88% dos 13 milhões de beneficiários). Mais uma vez, pode-se comparar esse investimento com os mais de R$ 150 bilhões anuais pagos em juros a bancos e investidores em papéis da dívida.

Não há dúvida de que já somos o segundo maior produtor de alimentos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E o Ministério da Agricultura espera aumentar a produção em 23% em uma década. Mas, como observa o ex-ministro Rubens Ricupero (Folha de S.Paulo, 26/6), esse desenvolvimento só se sustentará se formos capazes de encontrar soluções para “os desafios do meio ambiente”. Para justificar a preocupação, lembra ele números citados pelo também ex-ministro José Carlos Carvalho: “No Vale do Rio Doce, um hectare sustentava 2,8 cabeças de gado; hoje, mal chega a 0,6″.

E assim vamos no mundo dos paradoxos. A produção de alimentos cresce, sobem os preços, commodities transformam-se em garantia para investimentos, juntamente com a compra de terras em países mais pobres. Mas não se consegue sair de perto do número terrível de um bilhão de famintos no planeta, 40% da humanidade vivendo abaixo da linha da pobreza. A China caminhando para se tornar grande potência, mas Xangai, sua cidade mais populosa (acima de 20 milhões de habitantes), baixando legislação para proibir que cada família tenha mais de um cachorro – a política do “cachorro único” (ainda assim, mais de cinco milhões de cachorros; de quanto se precisará para alimentá-los?).

* Washington Novaes é jornalista – wlrnovaes@uol.com.br.
** Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo e retirado do site IHU On-Line.
Fonte:www.envolverde.com.br
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terça-feira, 5 de julho de 2011

6ª FESTA JULINA DE INTEGRAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE RIO DAS OSTRAS



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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...