O Cepro está organizando a atividade Páscoa Solidária para o dia 09 de abril ( domingo) , das 10h às 12h , local Avenida das Dálias n° 03 , no bairro Âncora ( próximo ao mercado do Tio Zezinho). O objetivo é celebrar com as crianças e seus familiares e refletirmos juntos ❤️ sobre a importância da Solidariedade e do amor ao próximo.
Nossa Páscoa ganha mais brilho com a alegria de nossas crianças. Após o Carnaval, já começa a contagem regressiva para a visita do Coelhinho. A Páscoa comemorada no próximo domingo da Semana Santa, significa vida nova! Ressurreição!
Nossa programação :
🐰Contação de histórias, pintura de coelhinhos, brincadeiras e lanche coletivo da Páscoa. 🐰
Contamos com a sua participação!
Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras.
2 de abril é o Dia Internacional do Livro Infantil, data em que se comemora e se promove a leitura literária voltada às crianças. Além dessa homenagem ao livro infantil, homenageia-se um dos mais importantes escritores da literatura universal: Hans Christian Andersen.
Assim como os livros de Andersen, algumas obras literárias infantis também ficaram conhecidas por incentivar a criatividade e aguçar os sentidos das crianças, pois, para além da diversão, os livros também são um mecanismo de desenvolvimento cognitivo e aprimoramento de vocabulário, podendo ajudar os pequenos a superarem medos, compreender sentimentos e gostos, construir amizades e lidar com as próprias emoções.
"Com o objetivo de despertar o amor pela leitura, nessa data, o livro infantil, seus autores e leitores são homenageados. Essa data torna-se ideal para ler ou reler obras consagradas, como A bonequinha preta, A roupa nova do imperador, As tranças de Bintou, A vida íntima de Laura, entre tantas outras."
Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 e é comemorado no dia 2 de abril. É uma data importante, pois muitas pessoas não compreendem o que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo fundamental a propagação de informação de qualidade. Entender melhor esse transtorno é chave para o fim do preconceito e da discriminação que cercam as pessoas com TEA, as quais apresentam apenas uma forma diferente de agir e encarar o mundo.
O quebra-cabeça é usado para simbolizar o TEA, pois faz referência à complexidade do transtorno.
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, uma em cada 160 crianças possui TEA. Ainda de acordo com a Organização, tem-se observado um aumento de casos no mundo, o que pode ser explicado pelo aumento da conscientização sobre o tema e uma maior busca pelo diagnóstico.
Sendo assim, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é também importante para que mais pessoas sejam diagnosticadas precocemente e tenham acesso a terapias, as quais podem ser decisivas para seu desenvolvimento.
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico, que não apresenta cura, mas pode ter seus sintomas suavizados com um acompanhamento adequado e precoce do paciente. Apesar de não haver uma causa bem estabelecida, acredita-se que fatores ambientais e genéticos podem estar envolvidos.
O TEA é observado logo nos primeiros anos de vida, mas os sintomas nem sempre são os mesmos para todos os indivíduos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o transtorno caracteriza-se por “dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritivo.
Alguns dos sinais do TEA que podem ser observados em crianças no primeiro ano de vida são: não responder ao nome, sentir grande incômodo quando colocadas em ambientes com sons altos, ter interesse maior por objetos do que por pessoas, pouco contato visual, enfileirar objetos e não aceitar toque. Vale salientar que o TEA apresenta diferentes graus, sendo possível encontrar pessoas com quadros considerados leves e pessoas com quadros mais graves, as quais necessitaram de cuidados especiais ao longo da vida.
Lei Romeo Mion
No ano de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A lei ficou conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Com essa iniciativa, a pessoa com TEA terá direito a uma carteira de identificação, que, segundo o texto da lei, terá como objetivo “garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social” para esse público. Para identificar a prioridade à pessoa com TEA, os estabelecimentos poderão utilizar como símbolo a fita quebra-cabeças (ver figura a seguir).
A aprovação dessa lei é um marco importante, pois garante mais uma vitória às pessoas com esse transtorno. Vale salientar que, apesar dos avanços nos últimos anos, temos um longo caminho a ser percorrido até que se conheça completamente o TEA e que as pessoas com esse transtorno tenham seus direitos respeitados.
Neste dia 08 de março, as mulheres de
mais de 100 países celebrarão mais um Dia Internacional da Mulher, e a
exemplo do que aconteceu há muitas décadas, quando a data foi originada,
novamente será um dia de muitos protestos.
E no Brasil as mulheres voltam a
reforçar sua luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas,
a alta taxa de desemprego e os cortes nos investimentos na saúde,
educação, transporte, segurança e creches. Esses cortes afetam toda a
sociedade, mas têm mais impacto na vida da mulher, que tem que dar conta
da vida familiar e da renda em meio a uma sociedade machista.
O desemprego que hoje atinge 11,6
milhões de pessoas é ainda pior para as mulheres, que são 53% desse
total, e isso as leva cada vez mais para a precarização, segundo o
Dieese.
Além das desigualdades de gênero (como a salarial), as mulheres ainda enfrentam todo dia a violência crescente.
Pelo fim do feminicídio
Segundo a plataforma Evidências sobre
Violências e Alternativas para mulheres e meninas (EVA), do Instituto
Igarapé, no Brasil, 1,23 milhão de mulheres reportaram ser vítimas de
violência entre 2010 e 2017.
No mesmo período, mais de 177 mil mulheres e meninas foram vítimas de violência sexual e 38 mil mulheres foram assassinadas.
A data
data que surgiu depois que o Partido
Socialista da América organizou um Dia da Mulher, em 20 de fevereiro de
1909, em Nova York, em manifestação pela igualdade de direitos civis e
em favor do voto feminino. No ano seguinte, durante as Conferências de
Mulheres da Internacional Socialista, em Copenhague, foi sugerido que o
Dia da Mulher passasse a ser celebrado todos os anos, sem que, no
entanto, fosse definida uma data específica. A partir de 1913, as
mulheres russas passaram a celebrar a data com manifestações realizadas
no último domingo de fevereiro. Em 8 de março de 1917, ainda na Rússia
Imperial, organizou-se uma grande passeata de mulheres, em protesto
contra a carestia, o desemprego e a deterioração geral das condições de
vida no país. Operários metalúrgicos acabaram se juntando à
manifestação, que se estendeu por dias e acabou por precipitar a
Revolução de 1917. Nos anos seguintes, o Dia da Mulher passou a ser
comemorado naquela mesma data, pelo movimento socialista, na Rússia e em
países do bloco soviético.
Em 1975, o dia 8 de março foi instituído
como Dia Internacional da Mulher, pelas Nações Unidas. Atualmente, a
data é comemorada em mais de 100 países.
A transição e evolução do movimento que, ao longo dos anos, deu cada vez mais voz às mulheres
Já é de anos a história compartilhada e
contada pelo mundo sobre a luta das mulheres pela igualdade de direitos,
ou seja, a luta feminista, que se deu há mais de 100 anos, e teve
sinceros marcos que precisam e devem ser destacados, pontuando, é claro,
aqueles que trouxeram mais que resultados, mas a certeza de que as
vozes que falam em nome do movimento, com o passar dos anos,
fortificou-se não só socialmente, mas historicamente também. O final da
década de 1960 foi responsável por gerar a segunda onda feminista, que
agitou o questionamento de mulheres por todo o mundo, principalmente na
França. Com o passar do tempo, através de diversos acontecimentos
marcantes, o feminismo tornou-se palavra de imposição e poder. A partir
daí a luta ganhou mais motivos para continuar e ser propagada.
O desenrolar desse grande movimento traz
muito para ser dito. Com todas as dificuldades já enfrentadas pelas
mulheres, foi possível ser percebido por elas a falta do igual, daquilo
que as faziam tão presentes e escutadas quanto os homens eram. A
primeira onda feminista se deu pela busca por poder político no final do
século XIX e início do século XX, como, por exemplo, no direito ao
voto. Naquele momento, a revolução só começava, e cada detalhe desse
processo de libertação e desconstrução de sociedade desigual foi
relevante, trazendo, com toda potência, o motivo pelo qual milhões de
mulheres se uniram. Após a primeira onda, o debate se estendeu
grandemente entre 1960 e 1980.
O objetivo desse grande movimento em 1968
foi direcionado especialmente às mulheres francesas, que trouxeram
questões de necessária discussão. A professora e doutora em
Geo-história da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Amanda Danielli
indica que os objetivos dessa lutas passaram a incluir outras propostas,
como a defesa da contracepção, o fim da proibição do aborto e o
entendimento de que era necessário mudar a legislação sobre o estupro.
“Há uma noção corrente de que 68 equivaleria a uma segunda onda do
movimento feminista, associado à contracultura, à organização da
esquerda a partir das universidades e à luta pelo direito ao aborto,
especialmente na França”, conta Amanda.
Tais tópicos parecem ser bastante atuais,
mas é apenas a compreensão de que a luta nunca finalizou e o feminismo
sempre estará presente. Donas de casa e trabalhadoras foram às ruas pelo
fim da opressão, misoginia e autoritarismo dominante por parte de seus
patrões, pais, e até companheiros. A juventude não seu calou. Se em
1968, na França, houve a certeza de que valia a pena todo o esforço para
continuar batalhando, atualmente os motivos só estenderam, ainda que em
alguns países tenham havido mudanças.
Em 1 de maio de 1968, jovens mulheres caminham protestando pelas ruas de Paris
O ano de 1968 foi marcante também pela conhecida “Queima dos Sutiãs”, um protesto público em Atlantic City que reuniu cerca de 400 mulheres que repudiaram o concurso de beleza Miss America
num ato de empilhar saltos, maquiagens, roupas e acessórios que, por
pouco, não se transformaram em uma grande fogueira, pois o local não era
público. Tudo girava em torno da busca pelo encerramento da exploração
comercial feminina na mídia. A historiadora e pesquisadora Larissa
Ribeiro ressalta que a participação das mulheres nesse contexto diz
muito sobre o feminismo articulado naquele momento. “O posicionamento
tomado auxiliou na emersão do papel da mulher na luta política”, conta
Larissa.
Americana segura seu sutiã para protestar em Atlantic City em 1968
O ontem que refletiu no hoje
Apesar de 68 não ter sido o boom
do movimento, a criação que se fez precisa do Dia Internacional do
Combate à Violência Contra a Mulher e a lei do Estatuto da Mulher
Casada, que aconteceram pouco antes, no início da década, só
contribuíram para outros avanços notados até os dias atuais, como o I
Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas (21 de Maio, 1968) e
também, futuramente, incontáveis pequenas e grandes vitórias para as
mulhere. É possível reconhecer as datas marcantes para o movimento na
nesta linha do tempo (link http://feminismo.org.br/historia/), que traz
cada detalhe, cada um com sua importância. E a luta permanece.
Mulher segura cartaz que diz, em francês, “meu corpo é meu”
LEGENDA3: Mulher segura cartaz que diz, em francês, “meu corpo é meu”
O que um dia foi realidade, hoje
tornou-se história que o mundo precisa absorver. Se na França o grito e o
manifesto de cada uma delas significou algo, foi certeza de que ecoaria
por todos os cantos e traria a união por um propósito mais que digno de
atenção. Para as pesquisadoras Amanda e Larissa, uma revolução, porém,
que ainda precisa ser conversada e evoluída. “Infelizmente, a questão
como um tema, um problema menor porque o universo acadêmico ainda é um
espaço primordialmente masculino, que em larga escala reproduz a lógica
patriarcal”, divide Amanda. Para Larissa, as crianças deveriam aprender
desde cedo o contexto em que vivem. “O tema não chega para todos, isso é
um fato. Porque não é interessante, politicamente falando, que as
pessoas pensem, questionem, problematizem”, afirma a historiadora.
Enquanto houver desigualdade, o feminismo
existirá, e a história continuará sendo vivenciada e escrita na memória
de todas aquelas que se envolveram ou ainda irão participar, mesmo que
brevemente, da luta pelo bem mais precioso: a liberdade de ser a melhor
versão de mulher possível. Seja através da segunda onda, em 68, ou de
todas as próximas que estão por vir, é garantida a força e as vozes que
se transformam em uma só, espalhando batalha, persistência e, acima de
tudo, o espaço merecido no social, intelectual e em tudo aquilo que é
feminino.
Nathália Martins
Reportagem realizada para a disciplina de Oficina Multimídia
O Dia Internacional da Mulher, concebido em 1910, foi reconhecido pelas
Nações Unidas em 1977. Mesmo com a origem e a celebração dos direitos
femininos em um determinado dia terem tradição norte-americana, existem muitas datas simbólicas com o mesmo objetivo.
A primeira tentativa parece remontar a 1909 por meio do extinto Partido
Socialista dos Estados Unidos, que celebrou um Dia Nacional da Mulher
no dia 28 de fevereiro daquele ano.
Um ano depois, durante a Conferência Internacional das Mulheres
Socialistas, realizada em Copenhague, surgiu a ideia de um dia
internacional para festejar o sexo feminino.
A alemã Clara Zetkin propôs, nessa conferência 1910, a criação do Dia
Internacional das Mulheres sem fixar data, em meio às crescentes
denúncias de discriminação trabalhista e eleitoral sofridas pelas
mulheres nos países industrializados.
O dia foi comemorado pela primeira vez em 19 de março de 1911 na
Áustria, na Dinamarca, na Alemanha e na Suíça. Nessa ocasião, mais de um
milhão de mulheres se manifestaram na Europa.
Manifestação de operárias
Deixado de lado pela divisão do movimento operário e da Primeira Guerra
Mundial, ressurgiu na Rússia, em 8 de março (23 de fevereiro, pelo
calendário russo), por ocasião de uma manifestação de operárias em São
Petersburgo, em 1917, para reclamar pão e a volta dos homens da frente
de batalha.
Em 1921, Lênin, o fundador da União Soviética, escolheu essa data em
homenagem às operárias e iniciava uma tradição nos países comunistas. Na
China de hoje, as trabalhadoras se beneficiam de meia jornada de folga.
Nos anos 1970, o movimento feminista se apropriou desta data para
fortalecer suas reivindicações pela igualdade de direitos políticos e
sociais.
E, em 1977, a ONU decretou o 8 de março Dia Internacional dos Direitos das Mulheres e pela Paz.
Desde então, a data se reveste de importância simbólica em todas as
partes do mundo onde as mulheres ainda devem lutar por seus direitos
fundamentais reconhecidos ou acabar com a violência e as persistentes
desigualdades de que são vítimas.
O ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, irá defender nesta
segunda-feira, durante encontro da ONU que, com a mudança de governo, o
Brasil volte a ter uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O
país vai se candidatar para reconquistar mandato de membro em 2024.
Na
bagagem, o ministro leva o discurso de que o país está de volta para
resgatar as pautas humanitárias com importância internacional, como a
discussão sobre diversidade sexual e também sobre casos análogos ao
trabalho escravo.
Almeida
está em Genebra e irá discursar hoje, às 11h, durante a 52ª sessão do
Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
O
ministro irá pregar que o Brasil vai recuperar o que a atual gestão
chama de retrocessos do governo anterior. A avaliação é que o país
sempre teve protagonismo no tema mas que se apagou nos últimos anos.
Trabalho escravo
Em
vídeo publicado nas redes sociais da pasta, o ministro anunciou neste
domingo medidas de assistência ao grupo de 200 trabalhadores resgatados
em situação precária na colheita de uva, em Bento Gonçalves, no Rio
Grande do Sul. Caso que se tornou público na quinta-feira passada no
Brasil.
“Certamente não se trata de um caso isolado sabido como se dão as relações de trabalho em nosso país”, afirmou o ministro
Uma das principais figuras da músicanordestinadoséculo XX. Segundo filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou cego do olho direito por causa dosarampo.[3][4]Com a morte de seu pai, quando tinha oito anos de idade, passou a ajudar sua família no cultivo das terras do lado do seu irmão mais velho. Aos doze anos, frequentava a escola local, na qual foi alfabetizado, por apenas alguns meses.[5]A partir dessa época, começou a fazerrepentese a se apresentar em festas e ocasiões importantes. Por volta dos vinte anos recebeu o pseudônimo dePatativa, por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessaave.
Indo constantemente à Feira do Crato onde participava do programa da Rádio Araripe, declamando seus poemas. Numa destas ocasiões é ouvido por José Arraes de Alencar que, convencido de seu potencial, lhe dá o apoio e o incentivo para a publicação de seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, de 1956.
Este livro teria uma segunda edição com acréscimos em 1967, passando a se chamar Cantos do Patativa.[3] Em 1970 é lançada nova coletânea de poemas, Patativa do Assaré: novos poemas comentados, e em 1978 foi lançado Cante lá que eu canto cá. Os outros dois livros, Ispinho e Fulô e Aqui tem coisa, foram lançados respectivamente nos anos de 1988 e 1994. Foi casado com Belinha, com quem teve nove filhos. Faleceu na mesma cidade onde nasceu.
Obteve popularidade a nível nacional, possuindo diversas premiações, títulos e homenagens (tendo sido nomeado por cinco vezes Doutor Honoris Causa). No entanto, afirmava nunca ter buscado a fama, bem como nunca ter tido a intenção de fazer profissão de seus versos. Patativa nunca deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou (Cariri) no interior do Ceará. Seu trabalho se distingue pela marcante característica da oralidade. Seus poemas eram feitos e guardados na memória, para depois serem recitados. Daí o impressionante poder de memória de Patativa, capaz de recitar qualquer um de seus poemas, mesmo após os noventa anos de idade.
A transcrição de sua obra para os meios gráficos perde boa parte da significação expressa por meios não-verbais (voz, entonação, pausas, ritmo, pigarro e a linguagem corporal através de expressões faciais, gestos) que realçam características expressas somente no ato performático (como ironia, veemência, hesitação, etc.). A complexidade da obra de Patativa é evidente também pela sua capacidade de criar versos tanto nos moldes camonianos (inclusive sonetos na forma clássica), como poesia de rima e métrica populares (por exemplo, a décima e a sextilha nordestina). Ele próprio diferenciava seus versos feitos em linguagem culta daqueles em linguagem do dia a dia (denominada por ele de poesia "matuta").
Obras
Livros de poesia
Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa (1956);
Cante Lá que Eu Canto Cá (1978);
Ispinho de Fulô (2005) (1988);
Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. com Geraldo Gonçalves de Alencar) (1991);
Cordéis (caixa com 13 folhetos) (1993);
Aqui Tem Coisa (2004) (1994);
Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (Org. Sylvie Debs) (2000);
Digo e Não Peço Sda de Castro e Danielli de Bernardi) (2001);
Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. Geraldo Gonçalves de Alencar) (2001);
Ao pé da mesa (co-autoria com Geraldo Gonçalves de Alencar) (2001);
Antologia Poética (Org. Gilmar de Carvalho) (2002);
Caboclo Roceiro, das plaga do Norte Que vive sem sorte, sem terra e sem lar, A tua desdita é tristonho que canto, Se escuto o teu pranto me ponho a chorar..... Tu és meu amigo, tu és meu irmão.
Representações na cultura
A vida do poeta foi retratada em "Concerto de Ispinho e Fulô", da Cia. do Tijolo,[8] peça que deu a William Guedes o Prêmio Shell de Teatro em 2009 na categoria de melhor música.[9] A mesma companhia também retratou o poeta na peça "Cante Lá que Eu Canto Cá!".[10] Em 2007, o cineasta Rosemberg Cariry representou a saga do poeta no documentário "Patativa do Assaré - Ave ou Poesia".
Homenagem
Em 2009, ano do centenário de seu nascimento, Patativa foi homenageado com o projeto Patativa do Assaré Encanta em Todo Canto. Nele, um caminhão percorreu 95 municípios do Ceará com o objetivo de difundir a poesia popular.[11]
Livros sobre o poeta
Patativa do Assaré: as razões da emoção (capítulos de uma poética sertaneja). Cláudio Henrique Sales Andrade. Editora UFC. 2004.
A linguagem regional popular na obra de Patativa do Assaré. Maria Silvana Militão de Alencar. Tese (Doutorado em Linguística) Universidade Federal do Ceará, 1997.
Brasil bom de bola. São Paulo, ABN-AMRO Bank, 1998
Cultura insubmissa. Rosemberg Cariry e Oswald Barroso. Fortaleza, Secult, 1982.
Filosofando com Patativa. Jesus Rocha. Fortaleza, Stylus Comunicações, 1991.
Letras ao sol. Antologia da Literatura Cearense. Organizada por Oswald Barroso e Alexandre Barbalho. Fortaleza, Fundação Demócrito Rocha, 1998.
Nordestinos. Coletânea poética do Nordeste brasileiro. Organizada por Pedro Américo de Farias. Lisboa, Editorial Fragmentos, 1994.
O matuto cearense e o caboclo do Pará. José Carvalho. Fortaleza, Imprensa Universitária, 2° edição, 1973.
O metapoema em Patativa do Assaré: Uma introdução ao pensamento literário do poeta. Francisco de Assis Brito. Crato, Faculdade de Filosofia, 1984.
Patativa do Assaré. Novos poemas comentados. J. de Figueiredo Filho, Fortaleza, Imprensa Universitária, 1970.
Patativa e o universo fascinante do sertão. Plácido Cidade Nuvens. Fortaleza, Unifor, 1995.
Um certo planeta azul. Luiza de Teodoro Vieira. Fortaleza, Seduc, 1994.
O Patativa que eu conheci. João Alberto Holanda de Freitas. Campinas, SP, Komedi, 2010.
Marielle Franco, vereadora negra do PSol, foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes, por milicianos, no Rio, em 2018
Foto: Luna Costa/Instituto Marielle Franco
Aula pública e batalha de poesias estarão presentes na inauguração do monumento dedicado à vereadora negra do PSol assassinada em março de 2018
Estátua em homenagem à vereadora assassinada do Rio de Janeiro Marielle Franco será inaugurada em 27 de julho na Praça Mário Lago, no centro do Rio de Janeiro. O dia coincide com o aniversário da parlamentar, que faria 43 anos de idade. O evento ocorre 48 horas após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. A Promoção é do Instituto Marielle Franco que foi fundado e segue mantido por familiares de Marielle.
Monumento em bronze é assinado pelo escultor Edgard Duvivier e foi paga com doações ao Instituto Marielle Franco
Foto: Instituto Marielle Franco/ Divulgação
Marielle foi executada em uma emboscada feita por milicianos em 14 de março de 2018, no qual também foi assassinado o motorista da parlamentar, Anderson Pedro Gomes.
O monumento de bronze é assinado pelo escultor Edgard Duvivier e tem tamanho real, de 1 metro e 75 centímetros. A obra foi custeada por uma vaquinha virtual promovida pelo instituto em 2021. Cerca de 650 doadores geraram um recurso próximo de R$ 40 mil.
Para o ato da inauguração está prevista uma aula pública com intelectuais negras e uma “batalha” de poetisas.
O trabalho de Duvivier foi entregue em abril passado. Na ocasião, o Instituto Marielle Franco comemorou em suas redes sociais: “A Estátua Marielle Franco está pronta! Estamos muito emocionadas em compartilhar que a estátua da Mari, feita pelo Edgar Duvivier, está finalizada. Seguimos na defesa da memória de Marielle, das mulheres negras e do povo preto!”, foi o registrado.
Quatro anos sem desfecho
O site do Instituto mantém um contador que mostra que o caso do assassinato de Marielle e de Anderson já passa dos quatro anos sem um desfecho.
As investigações ainda buscam apontar os mandantes e a motivação do atentado. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) afirma que colheu novos depoimentos que podem colaborar na apuração.
Segundo o MP/RJ, a Operação Calígula que foi realizada em maio pode dar um caminho para que o mandante do crime seja identificado. Uma das hipóteses é o contraventor Rogério de Andrade, filho do banqueiro do bicho Castor de Andrade, morto em 1997.
Os acusados da execução, o policial militar (PM) reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, estão presos. A Justiça decidiu que os dois vão a júri popular, mas, devido a recursos, a data ainda não está marcada.