terça-feira, 2 de setembro de 2014

Circuito Mimo abre hoje no Rio série de concertos musicais gratuitos

Da agência Brasil

O primeiro concerto do Circuito Mimo no Rio de Janeiro será realizado às 18h desta terça-feira (2), no Outeiro da Glória. Maior festival gratuito de música instrumental do país, o Mimo é apresentado há 11 anos em cidades históricas brasileiras e está se expandindo agora para grandes cidades como o Rio e Belo Horizonte.

Segundo a idealizadora e diretora-geral e artística do evento, Lu Araújo, o circuito foi criado com o intuito de extrapolar as datas dos festivais realizados nesse período nas cidades históricas para que outras cidades recebam “pílulas de programação” do Mimo e mantenham o conceito de promoção de concertos em espaços do patrimônio histórico, permitindo a circulação de grandes nomes da música instrumental pelo país.

Para o Rio, estão programados mais dois concertos este ano: no dia 23 deste mês e no dia 14 de outubro. Em Belo Horizonte, as apresentações serão nos dias 13 e 14 de outubro.

A atração desta noite no Outeiro da Glória é a Orquestra Chaarts, formada por 13 músicos vindos de diversos grupos e universidades da Suíça, cujo repertório vai da música colonial à contemporânea, passando pelo jazz de mestres como Duke Ellington. No programa de hoje destacam-se peças de compositores clássicos como  Vivaldi e Mozart. “São 13 músicos de grande personalidade, com destaque para o saxofonista Daniel Schnyder. E é uma rara oportunidade ver um show dessa qualidade, de graça, no Rio de Janeiro”, disse Lu.

A Orquestra Chaarts apresentou-se no último sábado de agosto (30) na Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, Minas Gerais, no Festival Mimo. A atração do dia 23, no Outeiro da Glória, será o Duo Milewski, participante do Mimo há dez anos, cujo repertório vai da música barroca ao chorinho. No dia 14 de outubro, apresenta-se o instrumentista Custódio Castelo, referência na renovação da guitarra portuguesa nas duas últimas décadas.

Iniciado em Olinda, Pernambuco, em 2004, o Mimo está atualmente em mais três cidades brasileiras: Ouro Preto, Paraty, no Rio de Janeiro, e Tiradentes, em Minas Gerais.

Lu Araújo informou que, paralelamente aos concertos instrumentais, são realizados fóruns de ideias e festivais dedicados à música no cinema, com destaque para filmes que abordam biografias de pessoas ligadas à música. Outra característica do Mimo é que os artistas que participam do festival dão aulas para músicos iniciantes.

As inscrições para o Mimo Paraty e o Mimo Tiradentes já estão abertas no site www.mimo.art.br.

O percussionista Naná Vasconcelos será um dos professores em Paraty. Em Tiradentes, dará aulas o trompetista Jessé Sadoc. “As aulas são sempre para músicos. A ideia é promover o aperfeiçoamento, a reciclagem, a troca de experiências entre músicos já profissionais e jovens músicos”, disse Lu.


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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Festival de audiovisual ambiental exibe 62 filmes sobre meio ambiente no Rio

Da agência Brasil

Com 62 filmes brasileiros e estrangeiros na programação, todos com exibição gratuita, começa na próxima quinta-feira (4), no Rio de Janeiro, a quarta edição do Filmambiente – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental. Este ano o evento terá a presença, entre os convidados, de cineastas estrangeiros e diretores de outros festivais internacionais sobre o tema, e pela primeira vez irá às zonas norte e oeste da cidade com exibições de filmes nas Naves do Conhecimento, da prefeitura do Rio.

Os filmes da mostra, que vai até o próximo dia 10, foram selecionados entre produções recentes apresentadas em importantes festivais mundiais, como os de Cannes e Berlim, e também entre os mais de 400 inscritos. O Filmambiente tem uma mostra competitiva, de longas e de curtas-metragens, e cinco mostras paralelas.

O tema central desta edição, Porque o Futuro Chegou, está expresso em filmes que contam a história de pessoas que lutam para mudar as expectativas e criar um futuro melhor para o planeta. É o caso de Virunga, produção britânica dirigida por Orlando von Einsiedel, que abre o festival às 21h do dia 4, no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, zona sul do Rio.

O documentário conta a história de pequena equipe de guardas florestais que protege o Parque Nacional de Virunga, no Congo, África, um dos lugares mais ricos em biodiversidade no mundo, que abriga os últimos gorilas da montanha. Além de defender o parque - patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) -, a equipe enfrenta as ameaças de um grupo rebelde do país africano.

“Já é tempo de resolver os problemas ambientais, de mostrar as soluções para eles”, enfatiza Suzana Amado, diretora e idealizadora do Filmambiente. Os filmes desta edição mostram o que as pessoas estão fazendo para resolver as questões”. Atitudes políticas em prol do meio ambiente e da sustentabilidade também estão presentes nos outros sete documentários de longa-metragem da mostra competitiva, entre eles o brasileiro Naquela Época e Hoje, de Luiz Adelmo Manzano, que aborda a preocupante situação da saúde das pessoas, em plena era da informação, apesar da evolução científica e tecnológica.

Seis diretores estrangeiros debaterão seus filmes com o público após as sessões. Além dos oito longas, 25 curtas estão na competição, exibidos em sessões também no Espaço Itaú de Cinema. São documentários, filmes de ficção e de animação, de 20 países tão diversos quanto as temáticas abordadas.

Entre as mostras paralelas, a Cine'Eco 20 Anos, que será apresentada no Instituto Moreira Salles (IMS), homenageia as duas décadas do festival de cinema ambiental na cidade de Seia, em Portugal. O diretor da Cine'Eco, Mario Branquinho, é um dos convidados do Filmambiente e participa no dia 9, às 18h30, no Oi Futuro Ipanema, do painel Meio Ambiente: Evolução Temática e de Abordagem nos Últimos 20 Anos. Com mediação do jornalista Agostinho Vieira, o painel terá como debatedores o economista e ecologista Sergio Besserman e a jornalista e cineasta Paula Saldanha.

Outra discussão terá lugar no sábado (6), às 16h, no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, quando será exibido, fora da mostra competitiva, o filme brasileiro O Veneno Está na Mesa 2, de Silvio Tendler. O novo documentário do cineasta, que participará de debate após a exibição, dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro filme dele sobre o tema, lançado em 2011.

O Veneno Está na Mesa 2 também será exibido na Nave do Conhecimento de Madureira, zona norte do Rio, uma das quatro – as outras ficam na Penha, no Irajá e na Vila Aliança – que terão sessões do festival, voltadas para alunos das escolas públicas e para os moradores desses bairros. Para as exibições nas Naves do Conhecimento, os organizadores do Filmambiente programaram documentários brasileiros que tratam de qualidade de vida e de alimentação.

“A proposta é expandir o festival e sair do circuito zona sul. Principalmente com o propósito de atrair crianças e alunos da rede de ensino, de trabalhar na formação de plateias interessadas no cinema ambiental”, defende Suzana Amado, que aposta na parceria com a prefeitura carioca para a ampliação dos espaços de exibição do festival.

Os filmes vencedores da mostra competitiva serão exibidos no dia 11, a partir das 18h30, no Oi Futuro Ipanema, espaço que também participa pela primeira vez do festival. A programação completa está disponível no site www.filmambiente.com.


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‘Educação é promover o crescimento humano’

Para David Baker, as escolas tem que preparar o aluno para o mundo e não para terem bons resultados em avaliações.

O professor em um papel que extrapola o de transmissor de informações, como aquele que molda o caráter, que estimula valores e prepara os estudantes para a vida pós escola. É assim que o escritor britânico David Baker enxerga a função dos educadores. “Eles precisam fazer os alunos se sentirem pessoas completas, prontas e confiantes para encarar o mundo”. Defende que a escola tem que preparar os alunos para a vida e não para exames, que conteúdos pedagógicos são apenas uma parte da educação e que a tecnologia não deve ter grande espaço na formação dos jovens.

Baker é um dos membros da School of Life, ou Escola da Vida, instituição que dá aulas, oficinas e cria materiais sobre temas relacionados a trabalho, amor, família, política e diversão (já falamos sobre a escola aqui). Baker acredita que educação não deve se preocupar em melhorar habilidades, que o mais importante é instigar o desenvolvimento dos alunos enquanto indivíduos. “O que deve ser estimulado é o crescimento dos alunos enquanto ser humano, como se desenvolvem em termos de resiliência, confiança, como lidam com ansiedade e pressão, por exemplo”. Para o escritor, quando os jovens aprendem a lidar com suas emoções, eles também aprendem a lidar melhor com o outro, o que melhora as relações interpessoais.

David Baker 601x275 ‘Educação é promover o crescimento humano’
Foto: Claudia Paulussen / Fotolia.com

Ele usa esse mesmo argumento para criticar o uso de tecnologias na educação. Segundo ele, os recursos tecnológicos estão criando barreiras entre as pessoas. “O que está acontecendo agora com a disseminação dos Moocs Glossário compartilhado de termos de inovação em educação sugere que a melhor educação pode chegar a qualquer pessoa. E tenho problemas com isso. Não quero negar o acesso de qualquer interessado em assistir aulas de Stanford, mas a educação é uma via de mão dupla, é algo que deve ser feito com comunicação humana, física e real, deve desenvolver uma relação entre professores e alunos e não apenas fomentar a troca de informações”, argumenta Baker que esteve esta semana no Brasil para participar do Ria Festival, evento de cultura digital promovido pela Fundação Telefônica.

O escritor faz uma comparação entre os cursos on-line com livros, dizendo que ambos são excelentes fontes de conteúdo, mas que não substituem a interação humana. “Esses grandes programas on-line estão entregando informações interessantes, mas não tenho certeza se eles estão entregando educação. Porque educação é sobre a capacidade de aprender e descobrir, nesse sentido os cursos on-line são mais como os livros”.

Baker também critica o que, segundo ele, está acontecendo tanto na Inglaterra, quanto em outros países como o Brasil, por exemplo, que é a escola priorizar o bom desempenho dos alunos em exames de avaliação e não na metodologia de ensino.

“Essa postura está determinando como os professores são julgados. Muitos estão, com razão, reclamando por serem analisados pelos resultados dos alunos em testes, pois assim, eles acabam direcionando toda sua prática pedagógica para os alunos terem boas notas”, conta.

Para o britânico, quando isso acontece o professor deixa de cumprir sua principal função, que é a de estimular o aluno a cultivar valores e habilidades para se formar por completo e encarar o mundo pós escola. “Não basta professores e alunos estarem no mesmo espaço físico se o foco do aprendizado não for a educação para a vida”.

Fonte:Porvir.


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Carisma e carismáticos: que energia é essa?

Por Leonardo Boff

Carisma, carma, Crishna, Cristo, crisma e caritas possuem a mesma raiz sânscrita kri ou kir. Ela significa a energia cósmica que tudo acrisola e vitaliza, tudo penetra e rejuvenesce, força que faz atrair e fascinar os espíritos. A pessoa não possui um carisma. É possuída por ele. A pessoa, sem mérito pessoal nenhum, vê-se tomada por uma força que irradia sobre outras, fazendo que fiquem estupefactas; se estão falando, se calam, se estão se entretendo com algumacoisa, param para prestar atenção à pessoa carismática. 

O carisma é algo surpreendente. Está nos seres humanos, mas não vem deles. Vem de algo mais alto e superior. Nietzsche conta que, passeando pelos Alpes, era tomado por uma força que o fazia escrever. Era outro que se servia dele. Tomava seu canhenho, e nele escreveu o melhor de suas intuições.
Os antropólogos introduziram uma palavra tirada da cultura de Melanésia: o mana. A personalidade mana irradia um poder extraordinário e irresistível que, sem violência, se impõe aos demais. Atrai, entusiasma, fascina, arrasta. É o equivalente de carisma na nossa tradição ocidental.   

Quem são os carismáticos? No fundo, todos. A ninguém é negada essa força “cósmica” de presença e de atração. Todos carregamos algo das estrelas de onde  viemos. A vida de cada um é chamada para brilhar, no dizer de um cantor. É carismática de uma forma ou de outra. José Marti, pensador cubano dos mais argutos da América Latina, bem dizia: ”Há seres humanos que são como as estrelas: geram sua própria luz, enquanto outros refletem o brilho que recebem delas”. Alguns são Sol, outros, Lua. Ninguém está fora da luz,  própria, ou refletida. Enfim, estamos todos na luz para brilhar.
Mas há carismáticos e carismáticos. Há alguns nos quais esta força de irradiação implode e explode. É como uma luz que se acende na noite.  Atrai os olhares de todos.



Pode-se fazer desfilar todos os bispos e cardeais diante dos fiéis reunidos. Pode haver figuras impressionantes em inteligência, capacidde de administração, zelo apostólico. Mas o olhar de todos se fixa sobre dom Hélder Câmara enquanto estava ainda entre nós. Porque era portador eminente de carisma. A figura é irrisória. Parece o servo sofredor sem beleza e ornamento.  Mas dele saía uma força de ternura unida ao vigor da palavra que se impunha suavemente a todos.       

Muitos podem falar. E há bons oradores que atraem a atenção. Mas deixem o bispo emérito de São Felix do Araguaia, dom Pedro Casaldáliga, falar. A voz é rouca e às vezes quase desaparece. Mas nela há tanta força e tanto convencimento que as pessoas ficam boquiabertas. É a irrupção do carisma que faz de um bispo frágil e fraco parecer um gigante. E hoje, quase não podendo falar por causa de forte mal de Parkinson, sua escrita ou seus poemas têm a força do fogo. É um exímio poeta.

Há políticos hábeis e grandes administradores. A maioria maneja o verbo com maestria. Mas façam o Lula subir à tribuna, diante das multidões. Começa baixinho, assume um tom narrativo, vai buscando a trilha melhor para a comunicação. E lentamente adquire força, as conexões surpreendentes irrompem, a argumentação ganha seu travejamento adequado, o volume de voz alcança altura, os olhos se incendeiam, os gestos ondulam a fala, num momento o corpo inteiro é comunicação, argumentação e comunhão com a multidão,  que de barulhenta passa a silenciosa e de silenciosa a petrificada para, num momento culminante, irromper em gritos e aplausos de entusiasmo. É o carisma fazendo sua irrupção. Pouco importa a opinião que pudermos fazer de seus oito anos de governo. Nele não se pode negar a presença do carisma.      

Não sem razão Max Weber, o grande estudioso do poder carismático, chamou-o de estado nascente. O carisma como que faz nascer, cada vez que irrompe, a criação do mundo na pessoa carismática, ou personalidade-mana. A função dos carismáticos é a de serem parteiros do carisma  latente dentro das pessoas.  Sua missão não é dominá-los com seu brilho, nem seduzi-los para que os sigam cegamente. Mas despertá-los da letargia do cotidiano. E, despertos, descobrirem que o cotidiano em sua platitude guarda segredos, novidades, energias ocultas que sempre podem acordar e  conferir um novo sentido e brilho à vida, à nossa curta passagem por este universo.

Que cada qual descubra a estrela que deixou sua luz e seu rastro dentro dele. E se for fiel à luz, brilhará e outros o perceberão com entusiasmo.


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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

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