sexta-feira, 11 de julho de 2014

Brasil na contramão

Foto: Greenpeace/Otávio Almeida

A indústria automobilística pode amargar o fechamento de 2014 em queda. Mesmo com a renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhões concedida com a redução de IPI, a previsão é de que o setor feche o ano sem crescimento e com uma queda estimada de 10%. A estratégia de encarar o Brasil como um mercado ilimitado começa a dar sinais de fraqueza.

O editorial da Folha de S. Paulo de hoje aponta que enquanto países como o México se firmam como mercados exportadores de automóveis, o Brasil foca quase que exclusivamente no mercado interno. Além disso, os carros aqui produzidos não contam com tecnologia de ponta e não têm aceitação global. Um dos fatores a ser destacado é que agora que a discussão sobre carros mais eficientes tem se tornado central, com países estabelecendo metas de eficiência energética mais rigorosas, os carros brasileiros ainda encontrariam barreiras caso tivéssemos o foco em exportação.

A rentabilidade da operação das montadoras do país, no entanto, ainda é maciça. O mesmo editorial aponta que de 2010 a maio de 2014, essas mesmas montadoras submeteram às suas sedes cerca de US$ 16 bilhões em lucros. O desafio do aquecimento global é de todos e cabe à industria investir nas melhores tecnologias onde quer que operem. Em outros mercados fora do Brasil, essas montadoras terão que obrigatoriamente produzir carros mais eficientes.

É inaceitável que essas adaptações não sejam trazidas para o Brasil – atualmente quarto mercado consumidor do mundo. Carros que consomem menos combustível podem ser benéficos não só aos consumidores e ao meio ambiente – mas também às contas do país. O Brasil não é um pátio sem fim para escoamento de carros com tecnologia defasada.

Para saber mais sobre a campanha do Greenpeace por carros mais eficientes e limpos, clique aqui.
Fonte: Greenpeace.


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu , n° 292, 3º andar, sala 02 - Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel  9807-3974
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
Blog:
http://cepro-rj.blogspot.com/
Twitter:
http://www.twitter.com/CEPRO_RJ 

 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

#Somostodosambientalistas

Persiste entre formadores de opinião o uso do termo ambientalista de forma pejorativa, para depreciar os cidadãos que lutam pela causa ambiental, além de também esconder outras intenções, menos ingênuas, como fazer o jogo dos poderosos, dos poluidores, que têm seus interesses contrariados pela persistência daqueles que defendem a preservação do meio ambiente e das condições de vida no planeta.

Os últimos relatórios dos grupos de trabalho do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) mostram inquestionavelmente que a ação humana é a principal causa da elevação da temperatura média da Terra, do aquecimento global. Mesmo assim, interesses poderosos das indústrias de combustíveis fósseis e nucleares, da agroindústria, dentre outros, continuam a negar este fato, financiando campanhas que atacam aqueles que propõem mudanças no atual estilo de vida perdulário, no consumo e na produção de matérias primas e energia.

O crescimento sempre foi um objetivo da política econômica. Acreditava-se que o aumento da renda de um país fosse suficiente para proporcionar uma vida melhor a seus habitantes. Portanto, a partir de uma análise simplificada, geralmente utilizando como indicador o Produto Interno Bruto (PIB), anunciava-se que bastava seu aumento para que fosse interpretado que os indicadores de bem estar também o acompanhariam. O que de fato não acontece.

Já há alguns anos, verificam-se os danos causados pelo atual modelo de atividade econômica sobre o planeta. Em nome do crescimento a qualquer preço, tudo é permitido, inclusive a destruição do meio ambiente. As evidências são incontestes de que não é possível mais crescer e enriquecer para atender à melhoria da qualidade de vida da maioria da população. Ou seja: consumir e produzir nos padrões atuais esbarram nos limites físicos do nosso planeta.

Estamos recebendo sinais de que a Terra vem reagindo à quantidade de gases emitidos, denominados de “efeito estufa”, em particular o CO2 (dióxido de carbono), principalmente pelo uso massivo dos combustíveis fósseis. Ao desmatamento desenfreado das florestas para diferentes finalidades. Ao desperdício e poluição das fontes de água doce, reduzindo assim sua disponibilidade, principalmente pelo uso irracional desse bem fundamental à vida. Qualquer vida. Todas as vidas.

O IPCC, através de seus relatórios e pareceres, tem chegado a conclusões científicas irrefutáveis de que o aquecimento global tem provocado aumento significativo na frequência e na intensidade dos “desastres naturais”. A concentração de CO2 na tênue atmosfera que nos protege atingiu os 400 ppm (parte por milhão) em abril de 2014, superando o limite histórico. Valor emblemático, pois é o nível considerado limite pelos cientistas para evitar os piores cenários do clima.

Segundo o IPCC, acima de 400 ppm de CO2 a temperatura média do planeta poderá subir entre 2 e 5 graus centígrados até o final deste século, o que poderá provocar a aceleração do degelo, tempestades mais violentas, graves impactos sobre a biodiversidade, com a inevitável extinção de espécies, e milhões de refugiados ambientais que terão de buscar outro lugar pra viver.

Portanto, mesmo com as evidências, com os alertas científicos, ainda continuamos a não dar a atenção devida a este que é o maior desafio de nosso tempo: as mudanças climáticas. Ela já esta entre nós e se acelerando.

Daí os que lutam pela vida no planeta Terra, por um mundo melhor, por uma sociedade mais igualitária, menos injusta socialmente, onde a renda seja mais distribuída, serem também responsáveis pela preservação ambiental. Ou seja, somos todos ambientalistas (obviamente, com exceção dos que querem manter seus privilégios).

Saiba mais sobre o Fórum Social temático Energia de 10 a 17 de agosto em Brasília aqui.

 Heitor Scalambrini Costa é professor da Universidade Federal de Pernambuco.


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu , n° 292, 3º andar, sala 02 - Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel  9807-3974
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
Blog:
http://cepro-rj.blogspot.com/
Twitter:
http://www.twitter.com/CEPRO_RJ 

 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Rito e jogo: coisas muito esquecidas


Por Leonardo Boff

Nestas semanas de Copa Mundial de futebol vivemos cenas carregadas de ritos, festas e símbolos. A abertura oficial é uma sequência de ritos e símbolos ligados ao futebol, principalmente a apresentação dos times e o canto do hino nacional. O ambiente de festa enche as cidades, enfeita as ruas e as janelas das casas.

Vamos abordar o tema do rito e da festa, cujo sentido humano e social nem sempre é refletido quando não  é esquecido.  Antes de mais nada, sem o rito não há festa, porque esta se move dentro do mundo simbólico, feito de ritos e símbolos. O comer e o beber na festa não visam matar a fome e saciar a sede. Para isso comemos em casa ou num restaurante. Eles simbolizam a amizade e a alegria do encontro e de juntos participar de um evento como uma partida de futebol. Cantar na festa não quer ser um show de música artística mas expressão ritual de euforia e de desafogo existencial. E como se celebra e se bebe quando o time de estimação vence uma partida ou ganha um campeonato.

“Que é um rito?” perguntava  o Pequeno Príncipe à raposa que o havia cativado, no famoso livro de A. de Saint Exupéry com o mesmo título. E respondia:”é uma coisa muito esquecida; é o que faz os outros dias diferentes dos outros dias, uma hora diferente das outras. Há um rito entre meus caçadores. Às quintas-feiras eles dançam com as meninas da vila. Então na quinta é um dia maravihoso! Eu vou passear até o vinhedo. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais e eu não teria férias”(p.27).

O rito, pois, é o que faz a festa, como o dia diferente dos outro sidas. Mas ele só ganha força expressiva se houver a preparação e a espera interior, como ocorre antes de um jogo de futebol entre dois times famosos. Por isso pondera a raposa ao Pequeno Príncipe:”você faria melhor se viesse sempre na mesma hora; se vier, por exemplo, às quatro da tarde, já às três eu começarei a ser feliz….mas se você vier a qualquer momento eu não saberei jamais como preparar o meu coração..São necessários ritos”(p.71).

Só com o rito haverá festa porque então todas as coisas perdem sua consistência natural, para assumir um valor simbólico e profundamente humano. Elas perdem sua finalidade (são inúteis) para ganhar seu verdadeiro sentido. Os ruidos dos passos não espantarão mais a raposa mas são como música: lembram a aproximação do Pequeno Príncipe. Os trigais não fazem recordar o pão (finalidade) mas os cabelos de ouro do Pequeno Príncipe(sentido).

Geralmente forte é a presença do rito, além dos fatos acima referidos, nas celebrações religiosas (o matrimônio, por exemplo, ou a ordenação sacerdotal). O rito exprime melhor o sentido das coisas que a linguagem que é “fonte de mal-entendidos” como comenta a raposa. Por isso o rito é tanto mais expressivo quanto mais brotar das profundezas de nosso eu, de nossos arquétipos profundos, onde se elabora nossa identidade pessoal.

 Todo ser humano, mesmo o mais secular e racional é mítico, no sentido da expressão ritual e simbólica. Quando quer dizer o que ele mesmo é, sua alegria, sua tristeza, sua paixão, seu amor não usa conceitos frios mas metáforas ou conta histórias de vida que são os mitos reais. Por eles, emerge o mistério da caminhada pessoal de cada um, sem violá-la. Os ritos e as celebrações sempre pedem seriedade e concentração.

Tudo isso que descrevemos do rito tem muito a ver com o jogo. Não penso aqui no jogo que virou profissão e grande comércio internacional como o futebol e outros. São antes esportes que jogos.  O jogo, como ocorre nos meios populares, nas peladas ou na praia, não possui finalidade prática nenhuma, mas em si mesmo carrega um profundo sentido como expressão de alegria de estar e de divertir-se juntos.

Há uma tradição antiga das duas Igrejas-irmãs, a latina e a grega que se referem ao Deus ludens, ao homo ludens e até da eccclesia ludens (o Deus, o homem e a Igreja lúdicos).

Eles viam a criação como um grande jogo do Deus lúdico: para um lado jogou as estrelas, por outro o sol, para baixo jogou os  planetas e com carinho jogou a Terra, equidistante do Sol, para que  pudesse ter vida. A criação é uma espécie de alegria transbodante deDeus, um theatrum gloriae Dei (teatro da glória de Deus).

Num belo poema diz o grande teólogo da Igreja ortodoxa Gregório Nazienzeno (+390): ”O Logos sublime brinca. Enfeita com as mais variegadas imagens  e por puro gosto e por todos os modos, o cosmos inteiro”. Com efeito, o brinquedo é obra da fantasia criadora, com o mostram as crianças: expressão de uma liberdade sem coação, criando um mundo sem finalidade prática, livre do lucro e de vantagens individuais.

“Porque Deus é vere ludens (verdadeiramente lúdico) cada um deve ser também veres ludens, admoestava, já velhinho, um dos mais finos teólogos do século XX, irmão de outro eminente teólogo, que foi professor meu na Alemanha, Karl Rahner.

Estas considerações vem mostrar como pode ser desanuviada e sem angústias a nossa existência aqui na Terra, especialmente quando transfigurada pela Presença jovial de Deus em sua criação. Então não precisamos temer. O que nos tolhe a liberdade e a criatividade é o medo. O oposto à fé não é tanto o ateismo mas o medo, especialmente o medo da solidão.Ter fé mais que aderir a um feixe de verdade, é alegrar-se por sentir-se na palma da mão de Deus e poder viver diante dele como uma criança que despreocupadamente brinca.




CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu , n° 292, 3º andar, sala 02 - Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel  9807-3974
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
Blog:
http://cepro-rj.blogspot.com/
Twitter:
http://www.twitter.com/CEPRO_RJ 

terça-feira, 8 de julho de 2014

O senso de urgência da sustentabilidade

Líderes, o senso de urgência da sustentabilidade e os seus riscos
O círculo virtuoso da transformação das empresas para a sustentabilidade demanda um roteiro de atitudes assumidas por seu principal líder (CEO, presidente, dono) que estão ligadas ao estabelecimento claro de um senso de urgência em torno do tema e seu impacto com os negócios das empresas.

No final do dia, o que está na mesa é garantir às empresas as chamadas licenças para operar, tanto as formais (licenças governamentais ligadas à exploração de áreas relevantes nas questões ambientais, por exemplo) como as informais (licenças sociais “outorgadas” pelas comunidades e mercados de atuação da empresa, pelos clientes, pelas redes sociais, dentre outros).

Líderes devem liderar, formular uma nova visão, compartilhá-la e capacitar outros atores para que ajam de acordo com ela.

Cabe ao principal líder da empresa, portanto, contaminar positivamente todas as instâncias hierárquicas da companhia. Em geral, criar uma diretoria de Meio Ambiente ou de Sustentabilidade, como se fosse um centro temático isolado, não vai funcionar.

No fundo, não se trata de quanto deve ser investido por cada empresa – 1% do lucro pode ser muito ou pouco. A aferição se o percentual é ou não suficiente, se é razoável ou não, deve estar baseada nos resultados e, principalmente, no setor e cadeias de atuação da empresa e no seu perfil de impactos operacionais e stakeholders envolvidos.

Com qualquer investimento, o payoff aparece com resultados práticos, tangíveis e/ou intangíveis. Se houver mudanças positivas das dimensões social e ambiental, pelo menos, regionalmente, sua aplicação foi positiva, independentemente do percentual, porque a derivada econômica se beneficia de ambas. Se uma empresa aplica 1% do seu lucro em educação ambiental, mas se esse investimento não produzir resultados, ele se torna inócuo.

Obviamente, alguns mercados e segmentos são potencialmente mais agressivos ao meio ambiente, como papel e celulose, petroquímico e siderúrgico. Outros carregam o fardo de ser potencialmente mais impactantes à sociedade, como farmacêutico, saúde, educação e financeiro. E é claro: quanto mais potencialmente agressivos e relevantes forem ao meio ambiente e à sociedade, mais sujeitos a monitorias, fiscalizações, pressões, regulamentações e legislações contrárias a estes riscos estarão, sejam estas do governo, de ONGs, de sindicatos, de associações setoriais, da mídia ou do consumidor-cidadão.

Os grandes holofotes devem estar voltados à criação de novas lideranças, aos líderes em sustentabilidade. Foi com esse intuito que nasceu um projeto apoiado pela ONU para criar, em todo o mundo, até 2015, um milhão de líderes globalmente responsáveis. O relatório produzido pelo grupo aponta os quatro principais desafios dos novos líderes.

“Primeiro, eles devem pensar e agir em um contexto global. Em segundo lugar, devem ampliar seu propósito corporativo para que reflita sua prestação de contas para a sociedade do mundo inteiro. Em terceiro, devem colocar a ética no centro de seus pensamentos, palavras e ações. Em quarto, eles – e todas as escolas de negócio e centros de educação para a liderança – devem transformar a educação de executivos para dar à responsabilidade corporativa global a centralidade que ela merece.”

Desta forma, consegue-se envolver as instituições de ensino na tarefa de fomentar o desenvolvimento de líderes empresariais cuja atuação vá além das regulamentações internacionais e legislações locais, ou seja, mudar os currículos tradicionais de escolas e universidades. Líderes tomadores de decisão, capazes de projetar cenários que antecipem um futuro provável, tanto pela dimensão econômica como social e ambiental, devem ser potencializados imediatamente. Aqui está o senso de urgência da sustentabilidade.

A perspectiva empresarial tradicional restringe o escopo de análise de risco a fatores locais que ameaçam a integridade dos ativos corporativos mais tangíveis, tais como mão de obra, estoques e equipamentos essenciais ao processo produtivo, gravitando em áreas como saúde e segurança ou ainda na forma tradicional de incêndios e enchentes que podem danificar a infraestrutura da empresa e seu entorno.

No contexto da sustentabilidade, essa visão tradicional deve ser ampliada para os megarriscos, os quais estão no campo da intangibilidade e/ou das tendências de médio e longo prazos, sejam eles locais ou globais. Os megarriscos apresentam-se de muitas formas, como instabilidade política social, proteção da marca e reputação, sabotagem, pandemias, terrorismo, corrupção, aquecimento global, escassez de água, mudanças climáticas, dentre outras.

As características de causa e efeito dos megarriscos são holísticas, sistêmicas e de longo prazo. Em tese, todos nós deveríamos – como empresários, executivos, trabalhadores, políticos, cidadãos e consumidores – estar atentos a eles e trabalhar para identificá-los, mitigá-los e controlá-los. Entretanto, essa tarefa é ainda inglória, pois faltam líderes e políticas de consenso amplamente adotadas pelos diversos players e partes interessadas em cada tema-ameaça da sustentabilidade, seja social, seja ambiental.

Dentre esses consensos, estão questões como o Protocolo de Kyoto, as Metas do Milênio e os Princípios do Equador, que deveriam ser amplamente adotados por todos – o que não tem ocorrido. Isso se explica, em parte, porque o ser humano não foi treinado antropologicamente para prestar atenção aos riscos de médio e longo prazos (teoricamente pouco materiais). Entretanto, enfrentá-los é preciso.

A agenda para “erradicá-los” coincide com a agenda da sustentabilidade, devendo estar conectada à indução de uma boa e transparente articulação no mundo tripolar (empresas, governos e sociedade civil organizada), valorizando sempre o diálogo com os principais stakeholders envolvidos por responsabilidade (ativamente) ou por impacto (passivamente). O resto da receita deve incluir o pensar no impensável, procurando sempre a antecipação para mudar os cenários de risco. Tarefa difícil, para poucos líderes. Mas desde quando salvar o mundo é missão trivial?

Daniel Domeneghetti é especialista em Estratégia Corporativa, Top Management Consulting e Gestão de Ativos Intangíveis.


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
Alameda Casimiro de Abreu , n° 292, 3º andar, sala 02 - Bairro Nova Esperança - centro
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2771-8256 e Cel  9807-3974
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
Blog:
http://cepro-rj.blogspot.com/
Twitter:
http://www.twitter.com/CEPRO_RJ 

CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...