sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A miscigenação é o maior valor do Brasil


Na semana passada circulou pelo Facebook uma entrevista do Chico Buarque sobre racismo. Sem titubear o cantor e escritor declara que “Não existe brancos no Brasil” e, com humor, arrisca dizer que apenas para a Xuxa e o Taffarel possamos garantir que são puramente brancos.

Além do fato de mais de 50% da população deste país autodeclarar-se negra ou parda, basta circular por aí para perceber que os traços das raízes africanas estão contidos na maioria da nossa população. Segundo o autor de “A banda”, se fossemos verificar as árvores genealógicas dos ditos brancos tupiniquins, a presença do sangue negro na constituição dessas relações familiares atingiria praticamente todos os casos analisados.

Para ele a miscigenação é o grande valor desse país. Essa constatação é óbvia. Entretanto, infelizmente a hipocrisia faz com que parcela considerável da nossa sociedade ainda defenda e manifeste atitudes racistas e preconceituosas contra negros, índios e tantas outras características socioculturais desses cidadãos que com trabalho, talento e dedicação vem contribuindo há muitos séculos para o desenvolvimento desta nação.

Essa mistura de traços, expressões, gestos e culturas é que faz o Brasil ser único no cenário mundial. E se soubermos valorizar, reconhecer e oferecer oportunidades de desenvolvimento para todos, e sem qualquer tipo de discriminação, seremos uma potência não apenas no futebol e na música. Teremos a possibilidade concreta de atingir reconhecimentos por acabar com a pobreza, a miséria, a violência e conquistar vários campeonatos de distribuição de renda, inovação, empregabilidade para jovens, educação infantil, saúde universal, preservação dos recursos naturais e referência em cuidar dos mais velhos.

Isso pode parecer inatingível, mas não é. Temos todas as condições de promover essas transformações, desde que cada um de nós assuma essa responsabilidade e a coloque em prática. Apenas para citar um exemplo, no último domingo, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo, durante a realização da Pílula de Cultura organizada pela Feira Preta, Bukassa Kabengele, com o seu show Pé na África, fez uma plateia calorosa, formada por negros, brancos, amarelos e tantas outras cores cantar com alegria e dançar com espontaneidade, numa grande celebração e num encontro que só as diversidades podem proporcionar.

Desses pontos de mutação distintos, os quais se espalham pelos quatro cantos do país, reverberam a energia que precisamos para construir o presente nosso de cada dia, unindo sabedorias, aprendizados e percebendo que cada um de nós é essencial para todos. E diferente do que disse o Chico Buarque na sua famosa canção, ninguém está à toa na vida. Por aqui, fico. Até a próxima.

Leno F. Silva escreve semanalmente para Envolverde. É sócio-diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. É diretor do IBD – Instituto Brasileiro da Diversidade, membro-fundador da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, e da Kultafro – rede de empreendedores, artistas e produtores de cultura negra. Foi diretor executivo de sustentabilidade da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.


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Mundo terá que aumentar em 70% a produção de alimentos até 2050, afirma ONU


Relatório da organização disse que alta é necessária para atender demanda de uma população de 9,6 bilhões de pessoas; documento indica também que será preciso melhorar a forma como se produz e consome alimentos.
 
A ONU alertou que o mundo precisa aumentar em 70% a produção de alimentos para atender a demanda de uma população que pode chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050.

A conclusão está no relatório “Recursos Mundiais: Criando um Futuro Sustentável Alimentar” preparado por várias agências das Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Instituto de Recursos Mundiais, WRI.

Desafios

O documento diz ainda que será necessário também melhorar a forma como a comida é produzida e consumida.

O presidente do WRI, Andrew Steer, disse que nas próximas décadas o mundo enfrentará grandes desafios e oportunidades em relação à segurança alimentar, o desenvolvimento e o meio ambiente.

O relatório explica que aumentar as colheitas e a produção pecuária nas terras agrícolas atuais será fundamental para salvar as florestas e reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa.
Os especialistas alertam que o mundo não deve atingir a meta somente através do aumento da produção. Eles recomendam também a redução da perda e do desperdício de alimentos.

Pelas projeções atuais, a ONU diz que a África Subsaariana, por exemplo,  vai precisar mais do que triplicar suas plantações até 2050 para fornecer comida suficiente a toda a população.

Fonte: Rádio ONU.


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Plataforma reúne atividades educativas sobre cultura ambiental



Destinado a estudantes e professores, o Portal Cultura Ambiental nas Escolas reúne atividades, notícias, jogos educativos, fotos e vídeos sobre meio ambiente, além de material didático desenvolvido em parceira com a Faculdade de Educação da Unicamp, que trata do tema de maneira transversal, propondo atividades em várias disciplinas.

A plataforma faz parte do projeto Cultura Ambiental nas Escolas que, desde o ano 2000, distribuiu kits pedagógicos e realizou mais de 110 oficinais sobre o tema, atingindo diretamente seis mil educadores e aproximadamente 500 mil estudantes de escolas públicas e particulares.

O Portal acaba de completar quatro anos e já possui 850 mil visitas. Nele, um estudante ou professor pode pesquisar onde há uma área de coleta seletiva próxima à sua escola, por exemplo, além de conter novidades como a área de “Projetos”, ambiente virtual no qual os educadores poderão inserir atividades relacionadas à educação ambiental realizadas nas escolas – funcionando assim como uma base de boas práticas e inspiração a outros docentes.

Clique aqui para acessar o Portal Cultura Ambiental nas Escolas.



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Fórum mundial debaterá a exclusão indígena no Brasil


da Agência Brasil
 
Índio não tem direitos. Índio é preguiçoso, não é nem gente. Esses pensamentos permearam o Brasil até bem pouco tempo. A declaração é do mestre em antropologia social, Tonico Benites, indígena da etnia Guarani-Kaiowá. Segundo ele, apenas em 1988, com a nova Constituição Federal é que os indígenas passam a ser considerados cidadãos. Os mais de 400 anos de exclusão impactam a vida dessa população até os dias de hoje.

Benites será um dos palestrantes do Fórum Mundial de Direitos Humanos, que acontecerá em Brasília de 10 a 13 de dezembro. Ele participará dos debates sobre o histórico do reconhecimento dos indígenas como detentores de direitos.

O Censo de 2010 mostra que quase 0,5% da população brasileira é indígena. São 896,9 mil de 305 etnias. Eles são responsáveis por 274 idiomas falados em território nacional, além do português.
"[Os indígenas] não vivem com qualidade, lutam para sobreviver. Lutam para ter comida, algo básico", diz o antropólogo. A maior parte da população indígena não tem acesso à saúde ou a educação de qualidade. Segundo dados do Portal Brasil, são 105,7 mil alunos indígenas matriculados em turmas do primeiro ao quinto ano, o que representa 51,7% dos que estudam e menos de um oitavo do total da população. São 4 mil indígenas em cursos de licenciatura intercultural em 20 instituições públicas, o que corresponde a 0,44% dessa população.

Um dos grandes problemas enfrentados pelos indígenas é a demarcação de terras. Também de acordo com o Censo, foram identificadas 505 terras indígenas, que representam 12,5% do território brasileiro - 106,7 milhões de hectares -, onde residiam 517,4 mil indígenas (57,7% do total).

"Em dois dias passei por três territórios da etnia Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Apenas uma dela é reconhecida e isso não faz diferença. Nas três não havia escola ou assistência à saúde", descreve. "A legislação diz que esses serviços são direitos do cidadão. Não os encontrei nem mesmo no território já demarcado". Os conflitos também são muitos, por posse de terra. Em duas das aldeias que visitou, os caciques foram mortos em conflitos.

Para Benites, a situação é consequência de uma omissão histórica do Estado e a exclusão legal da população. Um passado que ainda reflete na atualidade. Segundo ele, é preciso sanar necessidades imediatas, por exemplo, a alimentação. Concomitantemente, se deve sanar questões que darão segurança a longo prazo, principalmente o direito a terra. Deve haver também uma política de reparação, defendeu.
"A reparação deve acontecer. Ao longo da história, os indígenas foram expulsos das terras e tratados como não humanos", ressaltou o antropólogo.

Tonico Benites também comentou a ação, em 2012, que envolveu as redes sociais. Usuários trocaram os sobrenomes nos perfis virtuais por "Guarani Kaiowá". A ação foi feita para prestar apoio aos indígenas durante período de conflitos. "Pelas redes socais, [os indígenas] puderam passar informações mais diretas, que muitos brasileiros não conheciam. Conseguiram chamar a atenção de jornalistas e de políticos".

O debate Reconhecimento e Direitos Humanos acontece no dia 11, a partir das 10h, e conta com a participação também do escritor e ativista paquistanês Tariq Ali e da jurista brasileira Ela Wiecko Volkmer de Castilho.


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domingo, 1 de dezembro de 2013

Dia Mundial de Luta Contra a Aids





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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

  A  maioria das  u nidades da Federação já agendou as datas para o lançamento e a realização das conferências estaduais, que antecedem a  C...