quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mercado de livros infantojuvenis em papel cresce, apesar das novas tecnologias digitais


da Agência Brasil
 
O surgimento em grande quantidade de tecnologias que atingem as crianças cada vez mais cedo, incluindo tablets, e-books e smartphones, não está inibindo o crescimento do mercado dos livros infantojuvenis impressos. Atualmente existem pelo menos 120 editoras brasileiras que publicam obras para essa faixa etária e que oferecem cerca de 30 mil títulos em português. A avaliação é da secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth Serra, que participou hoje (5) da abertura do 15º Salão do Livro Infantil e Juvenil, reunindo 71 editoras, no Rio.

“O livro em papel ocupa mais espaço do que antes com o leitor juvenil, por incrível que pareça. É um período em que a mídia eletrônica se fortaleceu, mas os livros para crianças aumentaram muito mais e os autores se multiplicaram. Todas as nossas escolas públicas hoje têm livros de literatura, por compras de governos ou de projetos. Os professores se preocupam muito mais com a formação leitora das crianças”, disse.

Para Elizabeth, não há conflito entre livros impressos e digitais. “São duas coisas independentes. Temos que aprender a conviver com isso. Não temos que ter medo desta nova mídia. O que precisa é haver um equilíbrio. Se as crianças só tiverem o tablet e o celular mas não tiverem oportunidade de conviver com o livro em papel, aí haverá um desequilíbrio. Se os pais e os educadores souberem balancear isso, não há problema algum.”

Ela defende que a experiência com o livro impresso é mais rica, por envolver relações humanas. “Essa relação se constrói desde cedo. A criança ouvir uma história contada por um adulto é uma coisa mágica: tem a voz, o afeto, a atenção. Isso não se quebra, pois é uma relação humana. Esse exercício de pai e mãe não tem que ser visto como esforço, pois estamos nos dedicando aos filhos, dando algo precioso. Vai ficar para sempre na lembrança deles. E se tiver essa base, lá na frente eles serão bons leitores.”

O primeiro dia do salão foi dedicado unicamente aos professores, que tiveram mais tranquilidade de circular entre os estandes e conhecer as novidades. Para a professora Edith Maria Cordeiro Dias, mesmo com toda a tecnologia disponível hoje para as crianças, o livro em papel continuará a ser importante.

“O livro infantil em papel não pode acabar de maneira alguma. Nós baixamos livros pela internet, mas o livro tem que estar presente na mão da criança. É uma experiência muito mais rica ouvir a história contada pelo pai, pela mãe, pela avó. Porque está interagindo com outra pessoa. Tem a melodia da voz, você passa a emoção que está no livro. No tablet é muito diferente. A experiência do livro papel, pedagogicamente falando, é muito melhor”, disse a professora, que leciona na Escola Municipal Presidente Eurico Dutra, na Penha, zona norte da capital fluminense.

Algumas editoras, como a Paulinas, com sede em São Paulo, continuam produzindo livros infantojuvenis apenas em papel, embora já vendam e-books para o mercado adulto. “Eu acredito que o livro em papel ainda tem magia para as crianças. Tem a ilustração e o afeto de quem conta a história”, disse a divulgadora da filial da Paulinas no Rio, Vânia de Cássia e Silva. A editora tem 31 filiais no país e cerca de 500 títulos para crianças e adolescentes.

Este ano o salão homenageia a Colômbia, que montou um grande estande com os principais títulos infantojuvenis publicados no país. A coordenação do espaço é da editora María Osorio, da Babel Libros, de Bogotá. “Eu penso que é impossível os jovens se isolarem do mundo digital, porque já nasceram com a tecnologia. Mas nosso país tem bibliotecas em todos os municípios e na América Latina são poucas as pessoas que podem ter equipamentos eletrônicos próprios para a leitura, como computadores e tablets. O livro é acessível porque é mais barato”, disse María.

O Salão do Livro para Crianças e Jovens funcionará até o próximo dia 16. De segunda-feira a sexta-feira, abre às 8h30 e fecha às 18h. Sábados e domingos, o horário é das 10h às 20h. O ingresso custa R$ 5. O Centro de Convenções Sul América fica na Avenida Paulo de Frontin, ao lado do prédio da prefeitura do Rio. Mais informações podem ser obtidas na página oficial do evento na internet: www.salaofnlij.org.br.


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terça-feira, 4 de junho de 2013

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente





Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente aproveitamos este espaço para realizarmos algumas reflexões

De acordo com a Constituição Federal(88) em seu art.225: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à  sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o poder de difundi-la e preservá-la para a presente e futuras gerações”.

Nesse contexto, as iniciativas em educação ambiental também cresceram. Em 1999, foi promulgada a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA – Lei nº9.795/99, que determina direitos e deveres para toda a sociedade em relação à educação ambiental, seja dentro ou fora da escola. Trouxe a questão ambiental para o “espaço da educação”, que compreende os sistemas de ensino, os programas e as políticas de educação.

Caminhando nesta mesma linha, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), na pessoa do Senhor Secretário, Carlos Minc, com a sua Superintendência de Educação Ambiental(SEAM) atuando em parcerias com as secretariais de Educação e de Ciências e Tecnologia, empenharam -se em fazer cumprir a lei nº3.325/99, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental. Esta lei introduz a educação ambiental em todos os graus e modalidades do ensino de forma transversal, efetivando-se através do Programa Agenda 21 Escolar.  

O  objetivo é formar elos de cidadania nas escolas públicas estaduais, estimulando a participação, a formação sobre a temática ambiental nas escolas.

Apesar destes avanços na legislação, o sistema educacional ainda não tem conseguido com que seus alunos adquiram essa competência. Os currículos de todos os graus e modalidades de ensino não garantem a aquisição dos conhecimentos necessários à  compreensão da problemática ambiental.

E perguntamos: Quais são os caminhos utilizados pelas escolas em educação ambiental? A escola tem proporcionado condições para a produção e aquisição de conhecimentos e habilidades e para o desenvolvimento de atitudes visando à participação individual e coletiva de sua comunidade?

Mediante a essas reflexões, é necessário que  o processo educativo deva pautar-se por uma postura dialógica, problematizadora, comprometida com transformações estruturais da sociedade e de cunho emancipatório. 

Em outras palavras, trata-se de escolher a diretriz que deve referenciar o seu projeto político pedagógico, o compromisso e a competência do educador deverão ser requisitos indispensáveis para se passar do discurso à ação. 

Neste sentido, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras- está realizando juntos a nossa cidade, esta reflexão e produzindo ações efetivas para a construção de  novas ecopedagogias.

Esta mediação é que poderá definir e redefinir, continuamente, o modo como os atores sociais, por meio de suas práticas, alteram  a qualidade do meio ambiente.

Guilhermina Rocha ( Historiadora/Especialista em Educação)
Presidente do CEPRO



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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Saneamento: a quem (não) interessa?


Reza a lenda que esgoto é um péssimo negócio para os políticos porque os canos ficam enterrados e ninguém vê.  E ao contrário da água, nada entra na casa do eleitor.  Será que é essa lógica coronelista que explica porque nem mesmo o lobby do setor industrial ligado ao saneamento consegue fazer com que o acesso a este serviço básico se dissemine no Brasil?  Afinal, este item não conflita com a ultrapassada visão desenvolvimentista que tantos danos tem causado ao meio ambiente em nosso país.  Investir em saneamento ainda é o caminho mais eficiente para reduzirmos uma infinidade de doenças que sobrecarregam o sistema público de saúde.  Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada R$ 1 investido em saneamento gera uma economia de R$ 4 na saúde.  Liberar recursos para outras frentes de atuação contribuiria para a maior satisfação da população e – bingo! – uma melhor avaliação dos gestores públicos e governantes.

No entanto, pesquisa do Instituto Trata Brasil mostra que mais da metade das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção de redes de coleta e tratamento de esgoto em 18 Estados (65%, para sermos exatos) estavam atrasadas, paralisadas ou nem sequer haviam sido iniciadas até dezembro de 2012. Apenas 19 das 112 obras observadas na pesquisa que integram a primeira fase do PAC, que começou em 2007, foram concluídas. E 16 das 26 obras do PAC 2, iniciado em 2010, ainda não foram iniciadas. De acordo com o Instituto, o governo liberou apenas 47% dos recursos destinados ao PAC 1 e 50% do PAC2. Ainda assim, nem metade das obras deve estar concluída até 2015. No total, estão previstos gastos de R$ 6,1 bilhões nas 138 obras analisadas no estudo.

Estes números mostram que o problema desta vez não é falta de dinheiro. Mas como os recursos provisionados são liberados conforme as obras são executadas, conclui-se que prefeituras e governos estaduais, que deveriam ser os principais interessados, estão sendo omissos ou incompetentes. Deixemos de lado as tradicionais reclamações a respeito das licenças ambientais e encontraremos uma miríade de erros nas licitações e nos projetos. E quando a falha é descoberta perto do prazo de entrega da obra, o prejuízo é ainda maior, pois implica em refação do trabalho.

É este o cenário por trás da postergação da meta de universalização do saneamento básico, agendada para 2024 e reprogramada para 2033. A revisão dos prazos das obras traz mais que prejuízos financeiros – que são inerentes a qualquer revisão de cronogramas. Ela traz prejuízos em vidas humanas: segundo o TrataBrasil, sete crianças morrem todos os dias no país, vítimas de diarréias, e mais de 700 mil pessoas são internadas a cada ano nos hospitais públicos por doenças vindas dos esgotos. Dificulta a saída da zona de pobreza da população atingida: estima-se um ganho de 13,3% na produtividade do trabalhador que é alcançado por serviços de esgoto, possibilitando o crescimento de sua renda em igual proporção. E pesquisa Saneamento, Educação, Trabalho e Turismo – Instituto Trata Brasil/FGV mostra que a diferença de aproveitamento escolar entre crianças que têm e não têm acesso ao saneamento básico é de 18%.

Embora ainda seja o Estado mais rico da Federação, São Paulo integra esse cenário desanimador. No caso da capital, basta uma ida à periferia para encontrarmos amiúde a triste convivência do esgoto a céu aberto com a população. De acordo com o TrataBrasil, o valor dos imóveis que contam com acesso à rede de esgoto pode sofrer uma valorização média de até 18%. Como muitos imóveis de periferia são próprios, falar de saneamento é falar do patrimônio pessoal do trabalhador – que se desvaloriza sem o esgoto e com as enchentes que tantas vezes decorrem de sistemas adequados de condução e tratamento de dejetos. Não custa lembrar que, em época de chuva e enchente, é esse esgoto que lotará os postos de saúde e hospitais paulistanos, elevando a demanda por mais recursos para a Defesa Civil, para a saúde e para inúmeros outros serviços.

Nessa equação perversa, permanece a pergunta: afinal, a quem não interessa investir em saneamento?

 Marcelo Cardoso é coordenador executivo do Vitae Civilis.
Fonte: Vitae Civilis.


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CONAE Publicado cronograma das conferências estaduais da Conae A etapa estadual será realizada em todas as unidades da Federação. As datas estão disponíveis na página da Conae 2024

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